9 questões sobre variação linguística que já caíram nos vestibulares e no Enem

9 questões sobre variação linguística que já caíram nos vestibulares e no Enem

Variações lingísticas sociais, históricas, regionais e situacionais moldam o falar de uma língua e de um povo; confira as questões selecionadas

A variação linguística é a capacidade de adaptação da língua em decorrência de fatores sociais, culturais, históricos, regionais e situacionais. A base dos estudos sobre esse assunto vem da sociolinguística, uma união entre a linguística, que estuda a linguagem de forma científica e a língua falada de forma social, ou seja, seu uso real.

A sociolinguística nos permite compreender, portanto, o fenômeno da língua quando falada e os motivos dela se comportar de formas distintas ao que a gramática tem como padrão e correto. Afinal de contas, nossa forma de falar não se comporta seguindo padrões gramaticais rígidos.

Assim, surgem variações por motivos diversos como as variações históricas, que são as mudanças ao longo do tempo; variações regionais, como sotaques ou termos mais utilizados em localidades distintas; variações sociais, de acordo com grupos sociais diferentes, como escolaridade, profissão, gênero, idade, geração e afins; e variações situacionais, quando há mudanças na fala de acordo com contexto momentâneo, como conversas de bar e apresentações de trabalho, por exemplo.

O Portal Estratégia Vestibulares listou algumas questões sobre variações linguísticas, com comentários dos professores do nosso time e extraídas diretamente do Banco de Questões do EV, apenas com perguntas que já caíram nos principais vestibulares do País. Compreenda melhor o assunto e pratique com questões reais agora mesmo!

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Enem (2019)

Irerê, meu passarinho do sertão do Cariri,
Irerê, meu companheiro,
Cadê viola? Cadê meu bem? Cadê Maria?
Ai triste sorte a do violeiro cantadô!
Ah! Sem a viola em que cantava o seu amô,
Ah! Seu assobio é tua flauta de irerê:
Que tua flauta do sertão quando assobia,
Ah! A gente sofre sem querê!
Ah! Teu canto chega lá no fundo do sertão,
Ah! Como uma brisa amolecendo o coração,
Ah! Ah!
Irerê, solta teu canto!
Canta mais! Canta mais!
Prá alembrá o Cariri!

VILLA-LOBOS, H. Bachianas Brasileiras n. 5 para soprano e oito violoncelos (1938-1945). Disponível em: http://euterpe.blog.br. Acesso em: 23 abr. 2019.

Nesses versos, há uma exaltação ao sertão do Cariri em uma ambientação linguisticamente apoiada no(a)

A uso recorrente de pronomes.
B variedade popular da língua portuguesa.
C referência ao conjunto da fauna nordestina.
D exploração de instrumentos musicais eruditos.
E predomínio de regionalismos lexicais nordestinos.

Resposta:

A alternativa A está incorreta, pois o uso de pronomes também se dá na linguagem padrão e não justificaria ser uma referência apenas a uma região ou local específico.
A alternativa B está correta, poisa imagem do ambiente é percebida pelo uso de termos recorrentemente da variedade popular, principalmente a cotidiana pautada na oralidade, presente nos termos “cantadô”, “amô”, “prá”.

A alternativa C está incorreta, pois, embora a fauna possa estar presente em uma ambientação, ela seria apenas 1 dos elementos ali presente. Além disso, o comando deixa explícito “ambientação linguisticamente apoiada no(a)” (grifo nosso) e não é o termo “passarinho” que sustenta a ambientação.

A alternativa D está incorreta, pois o enunciado questiona sobre a ambientação do sertão do Cariri e “instrumentos musicais eruditos” não fazem referência direta a esse ambiente cultural.

A alternativa E está incorreta. É importante compreender que “regionalismos lexicais”, em qualquer região do Brasil,engloba uma série de especificidades e variações, que não necessariamente estejam ligadas à oralidade (como macaxeira, bater a caçuleta, taruíra, etc., para citar alguns nordestinos). No caso do texto da questão, o escritor apoiou-se em expressões populares ligadas à fala cotidiana e oral.

Alternativa correta: B

UFU (2015) 

O leitor brasileiro que porventura entrar em contato com a arte de Guimarães Rosa através de Primeiras Estórias inevitavelmente haverá de experimentar um choque, devido à agressiva novidade de estilo, à qual os leitores antigos do autor se vêm habituando progressivamente (falamos no leitor brasileiro, porque o estrangeiro, que a conhecer através da tradução, terá forçosamente sob os olhos um texto atenuado e filtrado, adaptado pelo tradutor aos padrões existentes da língua acolhedora).

Lembre-se de que o autor fez sua aparição na literatura como escritor regionalista. Não adotara, porém, nenhuma das três técnicas à disposição do regionalismo: servir-se da linguagem regional indistintamente em todo o livro, restringi-la à fala das personagens, ou substituí-la integralmente por uma linguagem literária, convencional. A quarta solução, adotada por ele, consistia em deixar as formas, rodeios e processos da língua popular infiltrarem o estilo expositivo e as da língua elaborada embeber a linguagem dos figurantes. Disse língua elaborada e não culta: Guimarães Rosa, conhecedor dos mais profundos do idioma, não se satisfaz em explorar-lhe todo o tesouro registrado e codificado, mas submete-o a uma experimentação incessante, para testar-lhe flexibilidade. Daí um estilo personalíssimo, que das obras de caráter regionalístico se alastrou por toda obra de ficção de nosso autor, e até por suas raras produções ensaísticas. […] 

RÓNAI, Paulo. Os vastos espaços. In: ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. 4ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 1968, p. Xl-XlI. (Fragmento)

De acordo com o texto, assinale a alternativa INCORRETA.

A Em: “…não se satisfaz em explorar-lhe todo o tesouro registrado e codificado, mas submete-o a uma experimentação incessante…”, na expressão em negrito, Rónai está se referindo ao emprego dos vocábulos da língua dicionarizados.
B Deduz-se do excerto que a obra de Guimarães requer uma leitura mais atenta, em virtude da atualização de variedades linguísticas socialmente estigmatizadas.
C Ao frisar que Guimarães empregava “língua elaborada e não culta”, Rónai corrobora a máxima do choque estilístico que as obras de Guimarães suscitam.
D O segmento parentético no primeiro parágrafo é uma forma de encaixamento que, todavia, não compromete o fluxo da exposição.

Resposta:

A alternativa A está incorreta, porque são essas palavras, as já dicionarizadas, que Rosa usa em somatória com as não dicionarizadas. Nesse caso, a experimentação incessante é a atribuição de novos significados não imaginados para uma série de palavras. 

A alternativa B está correta, porque o autor não se utiliza das variedades linguísticas menos privilegiadas. Uma de suas características principais do autor é a criação de sua própria variante. Uma das marcas claras é exatamente o uso de neologismos e de novas formas de expressão. 

A alternativa C está incorreta, porque, ainda que um autor de imensa importância e reconhecimento, Guimarães chocava por conta de seu estilo de escrita. É interessante notar que temos uma relação de estranheza de que um autor tão importante se furte de usar a norma culta. 

A alternativa D está incorreta, porque o trecho que está entre parênteses apresenta uma forma de comentário do autor, que amplia a significação do que será apresentado por ele no decorrer do trecho. É uma forma muito comum de inserção de informações. 

Alternativa correta: B

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UFMS (2017)

Observe atentamente a imagem a seguir.

É possível afirmar que o caráter humorístico da imagem se deve:

A ao empregar um desvio no registro ortográfico da palavra “ortografia”, de modo a causar a convergência com o substantivo “horto” que remete a uma pequena área de cultivo.
B ao empregar um desvio no registro ortográfico o que se faz perceber somente através da pronúncia da palavra “hortografia” e não por seu registro escrito.
C ao empregar de modo positivo um desvio no registro ortográfico de maneira a descaracterizar a norma padrão e, portanto, ratificá-la.
D à confluência entre a imagem e o registro escrito, visto que linguagem verbal e visual, neste caso, não se relacionam.
E ao emprego do estigma em relação à variação linguística, tomada negativamente e, portanto, evidenciando que registros desviantes da norma padrão não promovem novas relações verbais ou de significação.

Resposta:

Alternativa correta: A

ITA (2023)

Leia o trecho destacado do conto “Tempo de camisolinha”, de Mário de Andrade, e, em seguida, assinale a alternativa incorreta.

“Estavam uns pescadores ali mesmo na esquina, conversando, e me meti no meio deles, sempre era uma proteção. E todos eles eram casados, tinham filhos, não se amolavam proletariamente com os filhos, mas proletariamente davam muita importância pra o filhinho de ‘seu dotô’ meu pai, que nem era doutor, graças a Deus.” (p. 106).

A os pescadores “não se amolavam proletariamente” com os próprios filhos porque a sua obrigação proletária era apenas garantir o sustento das próprias famílias.
B o uso de “seu dotô” é justificado para expressar a fala supostamente informal dos pescadores para atribuir prestígio ao pai do narrador.
C o trecho destacado sugere uma posição específica do narrador, distante tanto dos “proletários” quanto dos “doutores” retratados.
D os pescadores davam muita importância ao “filho do dotô” porque o consideravam mais vulnerável do que os seus próprios filhos.
E não há, no uso da expressão “seu dotô”, nenhuma menção à diferença de classes sociais.

Resposta:

A – correta. Não se amolavam com os filhos no sentido de apego sentimental, apesar de serem os provedores da família. Eles não se davam ao trabalho de se preocupar com esses filhos, uma vez que a função deles era específica.

B – correta. O tratamento “dotô” indica informalidade desse uso, destacando-se o prestígio do pai do narrador, embora ele nem fosse de fato doutor.

C – correta. O narrador se “mete no meio” dos pescadores como forma de proteção, mas não se mistura com eles. Tampouco se sente próximo dos doutores, o que se infere da expressão: “graças a Deus”. Isto é, também há distanciamento.

D – correta. “Vulnerável” significa que carece de atenção. Nesse caso, os pescadores dedicavam mais atenção ao “filho do dotô” do que a seus próprios filhos.

E – incorreta – gabarito. Trata-se de uma variação linguística social, ou seja, uma forma de falar particular que no contexto se remonta a um grupo social específico: a classe dos pescadores. Além disso, o suposto título de doutor distingue uma outra classe social, que é de prestígio, se comparada à dos pescadores.

Alternativa correta: E

Enem (2023)

A sobrevivência dos pomeranos

Ocorrem no Brasil atual casos como o da língua falada pelos pomeranos, que imigraram para o Brasil devido à Segunda Guerra Mundial, e que conseguiu manter-se viva em pequenas comunidades do Rio Grande do Sul e do Espírito Santo. Essa língua, em pleno uso e transmissão no Brasil, não é mais falada na Europa Central, sua região de origem. Após a guerra, a região onde ficava Pomerode foi incorporada à Polônia pela força do regime soviético. Quanto à etnia dos pomeranos, praticamente foi extinta e os sobreviventes dispersados pela Polônia. Mas a língua permanece viva no Brasil.

CASAL JR., M. Disponível em: http://desafios.ipea.gov.br. Acesso em: 30 out. 2021 (adaptado).

De acordo com esse texto, a língua falada pelos pomeranos

A continua sendo transmitida em Pomerode, na Polônia.
B permanece preservada em algumas regiões do Brasil.
C apresenta características distintas no Brasil.
D contribui para o isolamento da Polônia no Leste Europeu.
E foi dispersada por ação do regime soviético.

Resposta:

A alternativa A está errada, pois o texto menciona que a região onde ficava Pomerode foi incorporada à Polônia, mas não afirma que a língua é transmitida em Pomerode, na Polônia. Pelo contrário, a língua é destacada como não mais falada na Europa Central.

A alternativa B está correta, pois o texto destaca que a língua dos pomeranos, mesmo não sendo mais falada na Europa Central, manteve-se viva em pequenas comunidades no Brasil, mais especificamente no Rio Grande do Sul e no Espírito Santo.

A alternativa C está errada, pois o texto não menciona características distintas da língua falada pelos pomeranos no Brasil.

A alternativa D está errada, pois o texto não relaciona a língua dos pomeranos ao isolamento da Polônia no Leste Europeu.

A alternativa E está errada, pois o texto menciona que a etnia dos pomeranos foi praticamente extinta e os sobreviventes dispersados pela Polônia, mas não afirma que a dispersão foi por ação do regime soviético. A dispersão é apresentada como um resultado da guerra e da incorporação da região à Polônia.

Alternativa correta: B

Unicamp (2023)

Você provavelmente já encontrou pelas redes sociais o famigerado #sqn, aquele jeito telegráfico de dizer que tal coisa é muito legal, “só que não”. Agora, imagine uma língua diferente do português que tenha incorporado um conceito parecido na própria estrutura das palavras, criando o que foi apelidado de “sufixo frustrativo”. Bom, é assim no kotiria, um idioma da família linguística tukano falado por indígenas do Alto Rio Negro, na fronteira do Brasil com a Colômbia. Para exprimir a função “frustrativa”, o kotiria usa um sufixo com a forma -ma. Você quer dizer que foi até um lugar sem conseguir o que queria indo até lá? Basta pegar o verbo ir, que é wa’a em kotiria, e acrescentar o sufixo: wa’ama, “ir em vão”. 

(Adaptado de: LOPES, R. J. L. A sofisticação das línguas indígenas. Superinteressante, 18/11/2021.)

O excerto, retirado de uma revista de jornalismo científico, exemplifica um processo de formação de palavras na língua indígena kotiria e o compara com o uso da hashtag #sqn. É correto afirmar que essa comparação

A cria uma falsa equivalência, pois os processos morfológicos em kotiria e em português são diferentes.
B enfatiza a construção de efeitos de sentido parecidos por meio de processos distintos em kotiria e no português de internet.
C permite compreender processos idênticos de formação de palavras nas línguas portuguesa e kotiria.
D ressalta as diferenças no uso dos sufixos –ma, em kotiria, e #sqn, no português usado na internet.

Resposta:

A comparação entre o uso do sufixo -ma no kotiria e a hashtag #sqn no português de internet enfatiza que ambos os processos linguísticos têm como objetivo criar efeitos de sentido semelhantes, mesmo que sejam alcançados por meio de mecanismos morfológicos diferentes.

Alternativa correta: B

UFPR (2024)

Leia o seguinte texto: 

-Tem, mas acabou. 
-A luz dormiu acesa. 
-Você segue reto, toda vida. 
-Eu fiquei preso, do lado de fora. 
-Daí eu peguei e falei. 
-Vai ficar aí chorando as pitangas? 
-Eu falo é nada.
-Tá ficando tarde, vou dar uma chegadinha. 
-Eu tô com fome de comida. 
-Escuta só pra você ver. 
-Não conheço, mas sei quem é. 
-Vou só esperar o sol esfriar. 
-Essa rua vai para onde? 
-Dura até acabar. 
-Não vi nem o cheiro. 

Disponível em: https://www.tribunapr.com.br/blogs/triboladas/frases-que-so-o-brasileiro-entende-qual-delas-voce-mais-fala/2023

As frases acima “só podem ser entendidas por brasileiros” porque: 

A retomam expressões da linguagem coloquial.
B fazem parte de nosso repertório literário. 
C operam com a imprevisibilidade.
D estão empregadas em sentido literal. 
E projetam um leitor erudito.

Resposta:

A compreensão do trecho em questão, que indica que somente os brasileiros seriam capazes de compreender as ideias apresentadas, só podem ser compreendidas por um falante nativo da língua. Isso ocorre porque a construção das ideias se utiliza do que chamamos de “linguagem coloquial”, que não é ensinada aos estrangeiros que aprendem a língua, por serem marcas do convívio com a língua.

Alternativa correta: A

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Enem (2014)

Evocação do Recife

A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada…

BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007.

Segundo o poema de Manuel Bandeira, as variações linguísticas originárias das classes populares devem ser

A satirizadas, pois as várias formas de se falar o português no Brasil ferem a língua portuguesa autêntica.
B questionadas, pois o povo brasileiro esquece a sintaxe da língua portuguesa.
C subestimadas, pois o português “gostoso” de Portugal deve ser a referência de correção linguística.
D reconhecidas, pois a formação cultural brasileira é garantida por meio da fala do povo.
E reelaboradas, pois o povo “macaqueia” a língua portuguesa original.

Resposta:

A – INCORRETO. Porque não temos a noção de satirizar a forma de falar do povo. É necessário que exaltemos a diversidade linguística do Brasil, sem colocar valor maior na sintaxe clássica da língua.

B – INCORRETO. Porque o autor exalta a necessidade de reconhecermos o falar do povo como válido. Dessa forma, não há nenhum questionamento com relação às variantes linguísticas populares. Exaltá-las é essencial para que entendamos a montagem do nosso falar brasileiro.

C – INCORRETO. Porque o “falar gostoso” de Portugal é uma ironia àqueles que exaltam a forma “correta de falar”. Na realidade, percebe-se claramente que o texto exalta esses falares populares, sem colocá-los de lado de forma nenhuma.

D – CORRETO. Porque o autor trata as variantes populares como importantes na construção do falar brasileiro. Se levarmos em consideração o Modernismo, em que se insere o texto, percebe-se claramente que os falares populares sempre devem ser tratados como válidos, necessitando, claro, de reconhecimento.

E – INCORRETO. Porqueo autor apresenta a ideia de que nossa língua é formada a partir da variação. Dessa forma, não dá indicações de que devemos necessariamente reelaborá-las, mas reconhecê-las como essenciais ao cabedal linguístico do país.

Alternativa correta: D

Fuvest (2024)

“O preconceito linguístico é tanto mais poderoso porque, em grande medida, ele é ‘invisível’, no sentido de que quase ninguém fala dele, com exceção dos raros cientistas sociais que se dedicam a estudá-lo. Pouquíssimas pessoas reconhecem a existência do preconceito linguístico, quem dirá a sua gravidade como um sério problema social.” 

BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. Edições Loyola, São Paulo, 1999.

Com base na leitura do texto, é possível depreender que o preconceito linguístico, apesar de nocivo para a sociedade, muitas vezes é despercebido. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta um exemplo de preconceito linguístico.

A A língua falada é um instrumento de sobrevivência em sociedade.
B A língua varia tão rapidamente quanto as mudanças que ocorrem na sociedade.
C Existem muitas maneiras de se expressar a mesma ideia.
D Os habitantes de uma cidade grande não possuem sotaque na língua falada.
E Todo falante nativo de uma língua a conhece plenamente.

Resposta:

A – Incorreta, pois essa ideia denota o potencial de resistência da língua, portanto, não representa uma ideia preconceituosa. 

B – Incorreta, pois o preconceito linguístico pensa a língua a partir da norma culta, padrão, desconsiderando a questão das mudanças sociais. 

C – Incorreta, pois o preconceito linguístico entende a língua de maneira hierárquica, ou seja, não reconhece a ideia de que muitas maneiras podem ser empregadas. 

D – Correta, pois a ideia de que determinado extrato social não apresenta sotaque é uma expressão preconceituosa, como se houvesse alguma possível neutralidade na língua. 

E – Incorreta, pois o preconceito linguístico entende também que há pessoas que conheceriam “menos” a língua portuguesa. 

Alternativa correta: D

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