A educação inclusiva é um dos grandes desafios das sociedades contemporâneas, especialmente em países marcados por desigualdades estruturais, como o Brasil. Nesse debate, Maria Teresa Égler Mantoan se destaca como uma das principais intelectuais brasileiras a refletir sobre o papel da escola na promoção da igualdade e do respeito às diferenças.
A pedagoga e psicóloga construiu uma obra voltada à defesa de uma educação que acolha todos os estudantes, sem exceções. Suas citações sobre o assunto podem ser utilizadas como repertório sociocultural nas redações de vestibulares, pois articulam educação, cidadania e direitos humanos de forma crítica e atual. Confira abaixo!
Navegue pelo conteúdo
Quem é Maria Teresa Égler Mantoan?
Maria Teresa Égler Mantoan é uma das principais referências brasileiras na área da educação inclusiva. Pedagoga, psicóloga e doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ela dedicou grande parte de sua trajetória acadêmica à defesa do direito de todos os estudantes à educação, especialmente daqueles com deficiência.
Seu trabalho se consolidou a partir da crítica aos modelos tradicionais de ensino, que tendem a excluir ou marginalizar alunos que não se enquadram em padrões considerados “normais”.
Ao longo de sua carreira, Mantoan defendeu a inclusão escolar como um princípio ético, social e político, e não apenas como uma adaptação pedagógica. Para a autora, a escola inclusiva é aquela que se transforma para acolher a diversidade humana, reconhecendo as diferenças como parte constitutiva da sociedade.
Suas reflexões dialogam diretamente com temas recorrentes nas redações de vestibulares, como direitos humanos, cidadania, igualdade de oportunidades, papel do Estado e função social da educação, o que torna suas citações especialmente relevantes como repertório sociocultural.
1 – A escola tem que ser um lugar onde as crianças têm a oportunidade de ser elas mesmas e onde as diferenças não são escondidas, mas destacadas.
Nessa citação, Maria Teresa Mantoan critica o modelo escolar que busca padronizar comportamentos, saberes e identidades. Para a autora, a escola inclusiva não apaga as diferenças, sejam elas culturais, sociais ou físicas, mas as reconhece como parte essencial do processo educativo.
2 – Um professor que participa da caminhada do saber com os alunos consegue entender melhor as dificuldades e possibilidades de cada um. – Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? (2015)
Mantoan redefine o papel do professor, afastando-o da figura autoritária e aproximando-o de um mediador do conhecimento. O ensino, segundo essa perspectiva, acontece no diálogo e na escuta, respeitando os diferentes ritmos e trajetórias de aprendizagem.
3 – As transformações movem o mundo, modificando-o, tornando-o sempre diferente, porque passamos a entendê-lo e a vivê-lo de outros modos. – Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? (2015)
Essa reflexão destaca que a sociedade está em constante mudança e que a educação não pode permanecer estática diante dessas transformações. Mantoan aponta que novos modos de compreender o mundo exigem novas formas de ensinar e aprender.
4 – Precisamos ressignificar o papel da escola com professores, pais e comunidades interessadas e instalar, no seu cotidiano, formas mais solidárias e plurais de convivência. – Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? (2015)
Nesse trecho, a autora enfatiza que a inclusão não é responsabilidade exclusiva da escola, mas de toda a comunidade. A educação é apresentada como um projeto coletivo, que exige diálogo entre diferentes atores sociais.
5 – “Se o que pretendemos é que a escola seja inclusiva, é urgente que seus planos se redefinam para uma educação voltada à cidadania global, plena, livre de preconceitos, que reconhece e valoriza as diferenças.” – Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? (2015)
Aqui, Mantoan conecta educação inclusiva à formação cidadã em um mundo globalizado. A autora defende uma escola comprometida com valores democráticos, como tolerância, respeito e justiça social.
6 – “Inclusão é a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós.”
Nessa afirmação, a inclusão é compreendida como uma experiência humana e ética, e não apenas institucional. Mantoan destaca que conviver com a diferença amplia repertórios e fortalece a vida em sociedade.
7 – “Aprender implica ser capaz de dar significado a objetos, fatos, fenômenos, à vida. Expressar, dos mais variados modos, o que sabemos implica representar o mundo com base em nossas origens, em nossos valores e sentimentos.” – Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? (2015)
Para Mantoan, aprender não se resume à memorização de conteúdos, mas envolve interpretar o mundo a partir das próprias experiências e valores. O conhecimento, portanto, é construído de forma subjetiva e social.
Arrase na redação com o Estratégia Vestibulares
Você quer ter todas as suas redações corrigidas e com feedback? Saiba que o Estratégia Vestibulares oferece isso! Aqui você pode enviar um número ilimitado de redações para serem corrigidas por nossos professores, que respondem com dicas de onde e como melhorar.
Além disso, a Coruja oferece aulas dinâmicas, um Banco de Questões super completo, salas VIP, monitorias e cursos focados em diversas bancas de vestibulares do Brasil. Clique no banner e conheça melhor o Estratégia Vestibulares!



