{"id":104392,"date":"2023-10-30T17:52:42","date_gmt":"2023-10-30T20:52:42","guid":{"rendered":"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/?p=104392"},"modified":"2024-01-23T16:17:57","modified_gmt":"2024-01-23T19:17:57","slug":"segunda-geracao-romantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/literatura\/segunda-geracao-romantica\/","title":{"rendered":"Segunda Gera\u00e7\u00e3o Rom\u00e2ntica: contexto, caracter\u00edsticas e autores"},"content":{"rendered":"<p>A Segunda Gera&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica, no Brasil, tamb&eacute;m &eacute; conhecida como a Gera&ccedil;&atilde;o Ultrarrom&acirc;ntica. Os textos possuem caracter&iacute;sticas rom&acirc;nticas, mas a tem&aacute;tica volta-se para uma subjetividade mais melanc&oacute;lica e sombria, como a morte, paix&otilde;es n&atilde;o correspondidas e outros aspectos negativos da vida.&nbsp;<p>Neste texto, s&atilde;o apresentadas as principais caracter&iacute;sticas da Segunda Gera&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica, os autores e obras mais importantes, bem como o contexto hist&oacute;rico e liter&aacute;rio desse tipo de autores do Romantismo. Continue lendo e saiba mais!<\/p><div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_76 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-transparent ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\"><p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Navegue pelo conte\u00fado<\/p>\n<\/div><nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/literatura\/segunda-geracao-romantica\/#Contexto-historico-da-Segunda-Geracao-Romantica\" >Contexto hist&oacute;rico da Segunda Gera&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/literatura\/segunda-geracao-romantica\/#Caracteristicas-da-Segunda-Geracao-Romantica\" >Caracter&iacute;sticas da Segunda Gera&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/literatura\/segunda-geracao-romantica\/#Autores-da-Segunda-Geracao-Romantica\" >Autores da Segunda Gera&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/literatura\/segunda-geracao-romantica\/#Questao-sobre-Segunda-Geracao-Romantica\" >Quest&atilde;o sobre Segunda Gera&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-5\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/literatura\/segunda-geracao-romantica\/#Estude-para-o-vestibular-com-o-Estrategia\" >Estude para o vestibular com o Estrat&eacute;gia!<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-contexto-historico-da-segunda-geracao-romantica\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Contexto-historico-da-Segunda-Geracao-Romantica\"><\/span>Contexto hist&oacute;rico da Segunda Gera&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>As obras da Segunda Gera&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica est&atilde;o situadas entre 1853 e 1869. Em termos liter&aacute;rios, esses escreveram em alguns anos ap&oacute;s o nacionalismo ufanista proposto pelos escritores da Primeira Gera&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica.&nbsp;<\/p><p>Historicamente, o pa&iacute;s acabara de conquistar a Independ&ecirc;ncia, no ano de 1822. Entretanto, o processo de independ&ecirc;ncia do Brasil n&atilde;o abrangeu toda a popula&ccedil;&atilde;o, pois tinha um car&aacute;ter mais conservador. As estruturas sociais e hier&aacute;rquicas sofreram poucas altera&ccedil;&otilde;es.&nbsp;<\/p><p>Diante disso, alguns cidad&atilde;os adotaram uma postura c&eacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o ao iluminismo, nacionalismo e todas as ideias defendidas na <a href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/historia\/revolucao-francesa\/\">Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa <\/a>e durante o desenvolvimento da independ&ecirc;ncia brasileira.&nbsp;<\/p><p>A Segunda Gera&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica do Brasil representa exatamente esse sentimento: os autores queriam se afastar dos ideais pol&iacute;ticos, nacionalistas, indianistas e libert&aacute;rios propostos por seus antecessores.&nbsp;<\/p><p>Do ponto de vista liter&aacute;rio, ainda, &eacute; necess&aacute;rio citar a influ&ecirc;ncia do famoso poeta ingl&ecirc;s Lord Byron. Suas obras tamb&eacute;m datam do s&eacute;culo XIX e tinham um cunho subjetivo, pessimista e, principalmente, de afastamento dos problemas sociais europeus. Assim, caminhava na contram&atilde;o da vis&atilde;o e estilo de vida da Europa de sua &eacute;poca.<\/p><p>Com todo o afastamento pol&iacute;tico e social, os poetas da Segunda Gera&ccedil;&atilde;o do Romantismo foram mal vistos na sociedade. Por isso, receberam a nomea&ccedil;&atilde;o pouco honrosa de gera&ccedil;&atilde;o do &ldquo;mal do s&eacute;culo&rdquo;. Os que percebiam a semelhan&ccedil;a com os textos de Byron tamb&eacute;m consideram que foi uma &ldquo;Gera&ccedil;&atilde;o Byroniana&rdquo; no Brasil.&nbsp;<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-caracteristicas-da-segunda-geracao-romantica\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Caracteristicas-da-Segunda-Geracao-Romantica\"><\/span>Caracter&iacute;sticas da Segunda Gera&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-sentimentalismo\">Sentimentalismo<\/h3><p>O aspecto mais not&aacute;vel entre as obras da Segunda Fase do Romantismo brasileiro &eacute; o sentimentalismo exacerbado. As poesias e prosas s&atilde;o compostas por diversos termos subjetivos, carregados de emo&ccedil;&otilde;es do enunciador, em que ele exp&otilde;e, principalmente tristeza, t&eacute;dio e insatisfa&ccedil;&atilde;o com a vida.&nbsp;<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-amor-nao-alcancado-e-melancolia\">Amor n&atilde;o alcan&ccedil;ado e melancolia<\/h3><p>Em muitos textos &eacute; observada a tem&aacute;tica do amor n&atilde;o alcan&ccedil;ado. H&aacute; uma tend&ecirc;ncia em retratar a figura amada completamente idealizada, com descri&ccedil;&otilde;es perfeitas e at&eacute; et&eacute;reas, como se as mulheres apaixonantes e perfeitas estivessem &ldquo;em um outro plano da exist&ecirc;ncia&rdquo;. Tudo isso servia para demonstrar que a amada e o enunciador do texto nunca poderiam ter um amor concretizado, como se as rela&ccedil;&otilde;es fossem utopias.<\/p><p>Ao mesmo tempo em que reconhecia que tal paix&atilde;o era inalcan&ccedil;&aacute;vel, havia um desejo de que isso acontecesse. Nesse ponto entram os aspectos mais sentimentalistas, com um tom excessivamente melanc&oacute;lico, que lembram as declara&ccedil;&otilde;es de pessoas que est&atilde;o passando por um per&iacute;odo depressivo.&nbsp;<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-egocentrismo\">Egocentrismo<\/h3><p>Nesse sentido, &eacute; importante mencionar uma tend&ecirc;ncia das obras ultrarrom&acirc;nticas em focar a tem&aacute;tica apenas no sujeito que enuncia o texto. &Eacute; uma esp&eacute;cie de egocentrismo, em que todas as quest&otilde;es externas, sociais e pol&iacute;ticas n&atilde;o tinham import&acirc;ncia quando comparados com o &ldquo;eu&rdquo; e suas preocupa&ccedil;&otilde;es cotidianas.&nbsp;<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-escapismo\">Escapismo<\/h3><p>Somada a essa caracter&iacute;stica egoc&ecirc;ntrica est&aacute; a fuga da realidade, que foi mencionada anteriormente. Em algumas obras observa-se uma necessidade extrema de fugir da vida interna como externa: como os sujeitos estavam sempre insatisfeitos com sua viv&ecirc;ncia amorosa e seu cotidiano, assim como n&atilde;o tinham preocupa&ccedil;&otilde;es com os problemas da sociedade, muitos deles n&atilde;o demonstraram contentamento com a vida e mencionaram a morte como uma forma de escape.&nbsp;<\/p><p>Para al&eacute;m da morte como mecanismo de fuga, textos dessa fase do <a href=\"http:\/\/A%20Segunda%20Gera%C3%A7%C3%A3o%20Rom%C3%A2ntica%20possui%20caracter%C3%ADsticas%20rom%C3%A2nticas,%20mas%20a%20tem%C3%A1tica%20volta-se%20para%20uma%20subjetividade%20melanc%C3%B3lica.%20Leia%20e%20saiba%20mais!\" target=\"_blank\">romantismo <\/a>tamb&eacute;m apresentam uma tend&ecirc;ncia para a vida bo&ecirc;mia. Ou seja, valoriza&ccedil;&atilde;o extrema dos prazeres e frivolidades, al&eacute;m de cultivo h&aacute;bitos como etilismo e tabagismo.&nbsp;<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-saudosismo\">Saudosismo<\/h3><p>O saudosismo dos escritos ultrarrom&acirc;nticos relaciona-se, principalmente, com lembran&ccedil;as da inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia. Muitos textos trazem uma vis&atilde;o idealizada sobre os tempos antigos, tamb&eacute;m como uma forma de escapar da realidade e dilemas da vida adulta.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-autores-da-segunda-geracao-romantica\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Autores-da-Segunda-Geracao-Romantica\"><\/span>Autores da Segunda Gera&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-alvares-de-azevedo-1831-1852\">&Aacute;lvares de Azevedo (1831-1852)<\/h3><p>Manuel Ant&ocirc;nio &Aacute;lvares de Azevedo escreveu diversos g&ecirc;neros liter&aacute;rios, entre eles contos, dramas e poesias. Como a obra teatral &ldquo;Mac&aacute;rio&rdquo; (1855) e&nbsp; o conto &ldquo;Noite na Taverna&rdquo; (1855). Mas as poesias s&atilde;o suas obras mais not&aacute;veis quando se trata do romantismo, com destaque para a &ldquo;Lira dos Vinte Anos&rdquo; (1853), que traz um forte car&aacute;ter byroniano.&nbsp;<\/p><p>Al&eacute;m da melancolia pr&oacute;pria da corrente liter&aacute;ria, o autor adiciona elementos pr&oacute;prios aos textos, que, muitas vezes, s&atilde;o repletos de sarcasmo e ironia. O estilo de vida bo&ecirc;mio tamb&eacute;m era vivenciado pelo autor e isso contribuiu para sua morte t&atilde;o jovem, com apenas 21 anos.<\/p><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-lira-dos-vinte-anos\">Lira dos Vinte Anos<\/h4><p>Veja um trecho da famosa poesia byroniana de &Aacute;lvares de Azevedo:<\/p><p class=\"has-text-align-center\"><em>&ldquo;Parece que chorei&hellip; Sinto na face<br>Uma perdida l&aacute;grima rolando&hellip;<br>Sat&atilde; leve a tristeza! Ol&aacute;, meu pagem,<br>Derrama no meu copo as gotas &uacute;ltimas<br>Dessa garrafa negra&hellip;<br>Eia! bebamos!<br>&Eacute;s o sangue do g&ecirc;nio, o puro n&eacute;ctar<br>Que as almas de poeta diviniza,<br>O cond&atilde;o que abre o mundo das magias!<br>Vem, fogoso Cognac! &Eacute; s&oacute; contigo<br>Que sinto-me viver. Inda palpito,<br>Quando os efl&uacute;vios dessas gotas &aacute;ureas<br>Filtram no sangue meu correndo a vida,<br>Vibram-me os nervos e as art&eacute;rias queimam,<br>Os meus olhos ardentes se escurecem<br>E no c&eacute;rebro passam delirosos<\/em><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><em>Assomos de poesia&hellip; Dentre a sombra<br>Vejo num leito d&rsquo;ouro a imagem dela<br>Palpitante, que dorme e que suspira,<br>Que seus bra&ccedil;os me estende&hellip; &ldquo;<\/em><\/p><p>Observe, no texto, que o eu-l&iacute;rico expressa uma tristeza profunda e conclama &ldquo;Sat&atilde;, leve a tristeza&rdquo;. Ao mesmo tempo, busca escapar desse sentimento por meio da bebida (bo&ecirc;mia). No fim do trecho h&aacute; refer&ecirc;ncia a uma figura feminina, que aparece de forma mais distante do enunciador, como del&iacute;rios, &eacute; a idealiza&ccedil;&atilde;o et&eacute;rea da mulher amada.&nbsp;<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-casimiro-de-abreu-1839-1860\">Casimiro de Abreu (1839-1860)<\/h3><p>Casimiro de Abreu &eacute; um poeta nascido no estado do Rio de Janeiro, que teve uma carreira brilhante e not&aacute;vel, especialmente na Segunda Gera&ccedil;&atilde;o do Romantismo brasileiro. Como forma&ccedil;&atilde;o, sua profiss&atilde;o era voltada para os neg&oacute;cios, mas durante seus estudos comerciais j&aacute; tinha uma tend&ecirc;ncia liter&aacute;ria.&nbsp;<\/p><p>Diante disso, fez amizade com intelectuais e estudiosos da literatura, inclusive com o renomado escritor Machado de Assis. Sua inclina&ccedil;&atilde;o se tornou not&aacute;vel quando publicou o livro &ldquo;As Primaveras&rdquo;, que acabou sendo sua &uacute;nica obra de poemas em toda sua vida. Al&eacute;m dessa, tamb&eacute;m escreveu uma pe&ccedil;a chamada &ldquo;Cam&otilde;es e o Ja&uacute;&rdquo;, que ganhou fama em Portugal, quando o poeta estudava em Lisboa.<\/p><p>Infelizmente, sua carreira foi relativamente curta, porque iniciou-se com apenas 18 anos e, alguns anos depois, o escritor faleceu, devido &agrave; tuberculose, aos 21 anos. &Agrave; semelhan&ccedil;a de seus colegas liter&aacute;rios, acredita-se que a vida bo&ecirc;mia contribuiu para a morte precoce.<\/p><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-as-primaveras-meus-oito-anos\">As Primaveras &ndash; Meus Oito Anos<\/h4><p>Como foi mencionado, a &uacute;nica obra de poemas publicada por Casimiro de Abreu &eacute; &ldquo;As Primaveras&rdquo;. Mas o livro continha dezenas de textos, abaixo est&aacute; descrito o mais famoso deles: &ldquo;Meus Oito anos&rdquo;.<\/p><p class=\"has-text-align-center\"><em>&ldquo;Oh! que saudades que tenho<br>Da aurora da minha vida,<br>Da minha inf&acirc;ncia querida<br>Que os anos n&atilde;o trazem mais!<br>Que amor, que sonhos, que flores,<br>Naquelas tardes fagueiras<br>&Agrave; sombra das bananeiras,<br>Debaixo dos laranjais!<\/em><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><em>Como s&atilde;o belos os dias<br>Do despontar da exist&ecirc;ncia!<br>&ndash; Respira a alma inoc&ecirc;ncia<br>Como perfumes a flor;<br>O mar &eacute; &ndash; lago sereno,<br>O c&eacute;u &ndash; um manto azulado,<br>O mundo &ndash; um sonho dourado,<br>A vida &ndash; um hino d&rsquo;amor!<\/em><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><em>Que aurora, que sol, que vida,<br>Que noites de melodia<br>Naquela doce alegria,<br>Naquele ing&ecirc;nuo folgar!<br>O c&eacute;u bordado d&rsquo;estrelas,<br>A terra de aromas cheia<br>As ondas beijando a areia<br>E a lua beijando o mar!<\/em><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><em>Oh! dias da minha inf&acirc;ncia!<br>Oh! meu c&eacute;u de primavera!<br>Que doce a vida n&atilde;o era<br>Nessa risonha manh&atilde;!<\/em><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><em>Em vez das m&aacute;goas de agora,<br>Eu tinha nessas del&iacute;cias<br>De minha m&atilde;e as car&iacute;cias<br>E beijos de minh&atilde; irm&atilde;!<\/em><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><em>Livre filho das montanhas,<br>Eu ia bem satisfeito,<br>Da camisa aberta o peito,<br>&ndash; P&eacute;s descal&ccedil;os, bra&ccedil;os nus &ndash;<br>Correndo pelas campinas<br>A roda das cachoeiras,<br>Atr&aacute;s das asas ligeiras<br>Das borboletas azuis!<\/em><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><em>Naqueles tempos ditosos<br>Ia colher as pitangas,<br>Trepava a tirar as mangas,<br>Brincava &agrave; beira do mar;<br>Rezava &agrave;s Ave-Marias,<br>Achava o c&eacute;u sempre lindo.<br>Adormecia sorrindo<br>E despertava a cantar!<\/em><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><em>Oh! que saudades que tenho<br>Da aurora da minha vida,<br>Da minha inf&acirc;ncia querida<br>Que os anos n&atilde;o trazem mais!<br>&ndash; Que amor, que sonhos, que flores,<br>Naquelas tardes fagueiras<br>A sombra das bananeiras<br>Debaixo dos laranjais!&rdquo;<\/em><\/p><p>A principal caracter&iacute;stica desse escrito &eacute; o saudosismo. O autor utiliza-se do sentimentalismo e subjetividade para descrever os &ldquo;bons tempos da inf&acirc;ncia&rdquo; de maneira idealizada, como uma forma de fugir da realidade atual, da vida presente &mdash; como se pensar em outros tempos fosse um conforto para sua mente. Essas conclus&otilde;es s&atilde;o constru&iacute;das a partir da jun&ccedil;&atilde;o dos outros poemas que formam a colet&acirc;nea &ldquo;As Primaveras&rdquo;.&nbsp;<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-junqueira-freire-1832-1855\">Junqueira Freire (1832-1855)<\/h3><p>Outro escritor famoso da Segunda Gera&ccedil;&atilde;o do Romantismo foi Lu&iacute;s Jos&eacute; Junqueira Freire. Baiano de Salvador, o poeta teve uma trajet&oacute;ria bem diferente de seus companheiros liter&aacute;rios, seu principal cargo durante a vida foi ser monge.&nbsp;<\/p><p>A maior parte de suas obras foram publicadas enquanto exercia essa fun&ccedil;&atilde;o religiosa e citavam o tema, mas, em determinado momento, o autor desistiu dessa posi&ccedil;&atilde;o. Depois disso, sua trajet&oacute;ria de vida foi muito curta, porque tinha problemas card&iacute;acos que causaram sua morte aos 23 anos.&nbsp;<\/p><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inspiracoes-do-claustro\">Inspira&ccedil;&otilde;es do Claustro<\/h4><p>Suas principais obras s&atilde;o Autobiografia (1854) e Inspira&ccedil;&otilde;es do Claustro (1855). Acompanhe um trecho dessa &uacute;ltima a seguir, leia atentamente e observe o tom melanc&oacute;lico e sentimentalista, com avers&atilde;o pelo amor e paix&otilde;es.&nbsp;<\/p><p class=\"has-text-align-center\"><em>&ldquo;Oh! morra o cora&ccedil;&atilde;o &mdash; germen fecundo<\/em><br><em>De mil tormentos;<\/em><br><em>Desfalle&ccedil;am-lhe as fibras &mdash; espedacem-se<\/em><br><em>Os filamentos.<\/em><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><em>Isenta de paix&otilde;es &mdash; de amor, ou odio,<\/em><br><em>Surja a raz&atilde;o;<\/em><br><em>N&atilde;o obede&ccedil;a escrava aos sentimentos<\/em><br><em>Do cora&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/em><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-fagundes-varella-1841-1875\">Fagundes Varella (1841-1875)<\/h3><p>Lu&iacute;s Nicolau Fagundes Varella foi um poeta que tamb&eacute;m nasceu no estado do Rio de Janeiro e escreveu poemas com diferentes tem&aacute;ticas. Em geral, predomina o sentimentalismo, o pessimismo e a melancolia da Segunda Gera&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica.<\/p><p>Entretanto, uma an&aacute;lise cuidadosa dos textos permite reconhecer tra&ccedil;os do nacionalismo dos rom&acirc;nticos da Primeira Fase, assim como as cr&iacute;ticas sociais caracter&iacute;sticas da Terceira Gera&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica.&nbsp;<\/p><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-cantico-do-calvario-nbsp\">C&acirc;ntico do Calv&aacute;rio&nbsp;<\/h4><p>A obra mais famosa de Fagundes Varella chama-se &ldquo;C&acirc;ntico do Calv&aacute;rio&rdquo;, o texto &eacute; extremamente melanc&oacute;lico e f&uacute;nebre. De fato, foi inspirado no falecimento do filho do autor, que faleceu ainda beb&ecirc; e chamava-se Emiliano. Observe o saudosismo e idealiza&ccedil;&atilde;o sobre a crian&ccedil;a, assim como a profunda tristeza expressa pelo autor.&nbsp;<\/p><p class=\"has-text-align-center\"><em>&ldquo;Eras na vida a pomba predileta<br>Que sobre um mar de ang&uacute;stias conduzia<br>O ramo da esperan&ccedil;a. &mdash; Eras a estrela<br>Que entre as n&eacute;voas do inverno cintilava<br>Apontando o caminho ao pegureiro.<br>Eras a messe de um dourado estio.<br>Eras o id&iacute;lio de um amor sublime.<br>Eras a gl&oacute;ria, &mdash; a inspira&ccedil;&atilde;o, &mdash; a p&aacute;tria,<br>O porvir de teu pai! &mdash; Ah! no entanto,<br>Pomba, &mdash; varou-te a flecha do destino!<br>Astro, &mdash; engoliu-te o temporal do norte!<br>Teto, ca&iacute;ste! &mdash; Cren&ccedil;a, j&aacute; n&atilde;o vives!&rdquo;<\/em><\/p><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-sobre-Segunda-Geracao-Romantica\"><\/span>Quest&atilde;o sobre Segunda Gera&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>(Unesp\/2016) Outro tra&ccedil;o importante da poesia de &Aacute;lvares de Azevedo &eacute; o gosto pelo prosa&iacute;smo e o humor, que formam a vertente para n&oacute;s mais moderna do Romantismo. A sua obra &eacute; a mais variada e complexa no quadro da nossa poesia rom&acirc;ntica; mas a imagem tradicional de poeta sofredor e desesperado atrapalhou a reconhecer a import&acirc;ncia de sua veia humor&iacute;stica.<\/p><p><em>(Ant&ocirc;nio Candido. &ldquo;Pref&aacute;cio&rdquo;. In: &Aacute;lvares de Azevedo. Melhores poemas, 2003. Adaptado.)<\/em><\/p><p>A veia humor&iacute;stica ressaltada pelo cr&iacute;tico Ant&ocirc;nio Candido na poesia de &Aacute;lvares de Azevedo est&aacute; bem exemplificada em:<\/p><p>a) Cavaleiro das armas escuras,<br>Onde vais pelas trevas impuras<br>Com a espada sanguenta na m&atilde;o?&nbsp;<br>Por que brilham teus olhos ardentes<br>E gemidos nos l&aacute;bios frementes<br>Vertem fogo do teu cora&ccedil;&atilde;o?<\/p><p>b) Ontem tinha chovido&hellip;<br>Que desgra&ccedil;a!<br>Eu ia a trote ingl&ecirc;s ardendo em chama,<br>Mas l&aacute; vai sen&atilde;o quando uma carro&ccedil;a<br>Minhas roupas tafuis encheu de lama&hellip;<\/p><p>c) P&aacute;lida, &agrave; luz da l&acirc;mpada sombria,<br>Sobre o leito de flores reclinada,<br>Como a lua por noite embalsamada,<br>Entre as nuvens do amor ela dormia!<\/p><p>d) Se eu morresse amanh&atilde;, viria ao menos<br>Fechar meus olhos minha triste irm&atilde;;<br>Minha m&atilde;e de saudades morreria<br>Se eu morresse amanh&atilde;!<\/p><p>e) Quando em meu peito rebentar-se a fibra,<br>Que o esp&iacute;rito enla&ccedil;a &agrave; dor vivente,<br>N&atilde;o derramem por mim nem uma l&aacute;grima<br>Em p&aacute;lpebra demente.<\/p><p>O humor em &Aacute;lvares de Azevedo fica evidente no trecho da alternativa B. Isso decorre da descri&ccedil;&atilde;o de uma cena c&ocirc;mica em que o eu l&iacute;rico, elegantemente vestido (roupas tafuis), se v&ecirc; enlameado por conta da passagem de uma carro&ccedil;a ap&oacute;s um dia de chuva. Cuidado: aqui est&aacute; sendo cobrada uma caracter&iacute;stica incomum da obra do autor, conhecida pelos temas b&aacute;sicos do pessimismo e da melancolia.<\/p><p>Gabarito: alternativa <strong>B<\/strong>.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-estude-para-o-vestibular-com-o-estrategia\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Estude-para-o-vestibular-com-o-Estrategia\"><\/span>Estude para o vestibular com o Estrat&eacute;gia!<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>Todos os anos o Enem cobra temas da hist&oacute;ria e sociedade do Brasil, as fun&ccedil;&otilde;es matem&aacute;ticas, tem&aacute;ticas ambientais, entre outros conte&uacute;dos. 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