{"id":31663,"date":"2019-10-24T12:06:46","date_gmt":"2019-10-24T15:06:46","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.estrategiavestibulares.com.br\/?p=31663"},"modified":"2021-03-12T13:18:17","modified_gmt":"2021-03-12T16:18:17","slug":"gabarito-uema-2020-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/gabarito-uema-2020-portugues\/","title":{"rendered":"Gabarito UEMA 2020 \u2013 Portugu\u00eas \u2013 Resolu\u00e7\u00e3o Comentada"},"content":{"rendered":"<p>Ol&aacute;,\nprezados alunos.<p>A nossa equipe de portugu&ecirc;s &eacute; composta por tr&ecirc;s professores da &aacute;rea: <strong><em>Fernando, Luana e Celina<\/em><\/strong>.<\/p><p>Meu nome &eacute; Fernando Andrade. Sou Bacharel em Letras Portugu&ecirc;s\/Alem&atilde;o e Bacharel e licenciado em Filosofia, ambos obtidos na Universidade de S&atilde;o Paulo (USP).<\/p><p>Al&eacute;m disso, sou Mestre em Teoria Liter&aacute;ria pela mesma institui&ccedil;&atilde;o. Atualmente, sou Professor de Literatura Portuguesa em Curso de Gradua&ccedil;&atilde;o. Tenho mais de 20 anos dedicados ao magist&eacute;rio, sendo 15 no tablado de algum curso pr&eacute;-vestibular.<\/p><p>O meu nome &eacute; Luana. Sou Mestra em Literatura e Pr&aacute;ticas Sociais pela Universidade de Bras&iacute;lia (UnB) e Doutoranda em Teoria e Hist&oacute;ria Liter&aacute;ria pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Tenho 9 anos de experi&ecirc;ncia com revis&atilde;o e padroniza&ccedil;&atilde;o textual e 8 anos em cursinho pr&eacute;-vestibular, tendo passado por institui&ccedil;&otilde;es conhecidas e renomadas.<\/p><p>N&oacute;s somos do Estrat&eacute;gia Vestibulares, uma empresa voltada para a &aacute;rea de Educa&ccedil;&atilde;o com muita experi&ecirc;ncia e sucesso em concursos p&uacute;blicos. Estamos come&ccedil;ando agora no ramo de vestibulares e n&atilde;o iremos sossegar enquanto n&atilde;o conquistarmos a sua aprova&ccedil;&atilde;o.<\/p><p>Hoje n&oacute;s iremos resolver a prova do vestibular UEMA 2020. Este material foi produzido por: professores Celina, Luana e Fernando. Lembrem-se sempre de nosso lema:<\/p><p><strong><em>&ldquo;O segredo do sucesso &eacute; a const&acirc;ncia no objetivo&rdquo;.<\/em><\/strong><\/p><div class=\"wp-block-file\">\"&gt;Resolu&ccedil;&atilde;o Portugu&ecirc;s Vestibular UEMA 2020\" class=\"wp-block-file__button\" download&gt;Baixar<\/div><h2 class=\"wp-block-heading\">UEMA 2020<\/h2><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 01<\/strong><\/h3><p>O livro\nMem&oacute;rias de um Sargento de Mil&iacute;cias, de Manuel Ant&ocirc;nio de Almeida, foi\npublicado em folhetins no ano de 1853. Caracteriza-se por documentar os\ncostumes, os comportamentos e os tipos sociais da classe m&eacute;dia da sociedade\nbrasileira do tempo do rei D. Jo&atilde;o VI, ignorados pela literatura at&eacute; ent&atilde;o. &Eacute;\nconsiderado um cl&aacute;ssico da literatura brasileira do s&eacute;culo XIX.<\/p><p>O\nfragmento a seguir &eacute; parte do cap&iacute;tulo intitulado <strong>Estralada<\/strong>, no qual o\npersonagem Leonardo Pataca, para vingar-se de um desafeto seu, contrata o\nvalent&atilde;o Chico-Juca. Leia-o para responder &agrave; quest&atilde;o 01.<\/p><p>\n\n\n\n[&hellip;]\n\n\n\n<\/p><p>&mdash;\nIsto passa de mais&hellip; varro&hellip; menos essa, senhor Chico-Juca; nada de gra&ccedil;as\npesadas com essa mo&ccedil;a, que &eacute; c&aacute; coisa minha&hellip;<\/p><p>O\nChico-Juca estava com efeito h&aacute; mais de meia hora a dirigir gra&ccedil;olas das suas a\numa mo&ccedil;a que ele bem sabia que era coisa do rapaz que estava tocando; tanto fez\nque este, tendo percebido, proferiu aquelas palavras que acabamos de ouvir.<\/p><p>&mdash;\nVoc&ecirc; respinga?!&hellip; &ndash; respondeu-lhe o Chico-Juca dirigindo-se para ele.<\/p><p>O\nrapaz, que n&atilde;o era peco, p&ocirc;s-se em p&eacute; e replicou:<\/p><p>&mdash;\nTenho dito, nada de gra&ccedil;as com ela!&hellip;<\/p><p>\n\n\n\n[&hellip;]\n\n\n\n<\/p><p>ALMEIDA, M. A. <strong>Mem&oacute;rias de um Sargento de Mil&iacute;cias<\/strong>.\nPorto Alegre: L&amp;PM, 2015.<\/p><p>A voz\nnarrativa predominante no livro Mem&oacute;rias de um Sargento de Mil&iacute;cias &eacute; a 3&ordf;.\npessoa, o que pode criar um certo distanciamento do narrador em rela&ccedil;&atilde;o aos\nfatos narrados. No fragmento, nota-se que essa voz oscila, revelando um\nnarrador que se coloca como testemunha da situa&ccedil;&atilde;o retratada, conforme o\nseguinte trecho:<\/p><p>a) &ldquo;&mdash; Tenho dito, nada de\ngra&ccedil;as com ela!&hellip;&rdquo; (5&ordm;.&sect;)<\/p><p>b) &ldquo;[&hellip;] proferiu aquelas\npalavras que acabamos de ouvir.&rdquo; (2&ordm;.&sect;)<\/p><p>c) &ldquo;[&hellip;] nada de gra&ccedil;as\npesadas com essa mo&ccedil;a, que &eacute; c&aacute; coisa minha&hellip;&rdquo; (1&ordm;.&sect;)<\/p><p>d) &ldquo;&mdash; Voc&ecirc; respinga?!&hellip;\nrespondeu-lhe o Chico-Juca dirigindo-se para ele.&rdquo; (3&ordm;.&sect;)<\/p><p>e) &ldquo;O rapaz, que n&atilde;o era\npeco, p&ocirc;s-se em p&eacute; e replicou:&rdquo; (4&ordm;.&sect;)<\/p><p><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. Esse trecho constitui um discurso direto, no qual o narrador permite que o personagem expresse sua opini&atilde;o.&nbsp; N&atilde;o h&aacute; elemento lingu&iacute;stico que indique a presen&ccedil;a do narrador no fragmento.<\/li><li>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: correta. Ao se valer da primeira pessoa do plural em &ldquo;acabamos de ouvir&rdquo;, o narrador inclui o leitor e ele mesmo como espectadores da cena.<\/li><li>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. Esse &eacute; um fragmento de discurso direto, a presen&ccedil;a do eu em &ldquo;&eacute; c&aacute; coisa minha&rdquo; se aplica ao personagem e n&atilde;o ao narrador.<\/li><li>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta.&nbsp; Trata-se de discurso direto sem termo que permita localizar a presen&ccedil;a do narrador.<\/li><li>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. Trata-se de um fragmento objetivo sem marca&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a do narrador.<\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: B.<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 02<\/strong><\/h3><p>O\nfragmento a seguir foi extra&iacute;do do cap&iacute;tulo <strong>Despedida &agrave;s travessuras<\/strong>.\nNele, narram-se as traquinagens de Leonardo durante uma prociss&atilde;o que\nrepresentava a via-sacra.<\/p><p>\n\n\n\n[&hellip;]\nEra a via-sacra do Bom Jesus.<\/p><p>H&aacute;\nbem pouco tempo existiam ainda em certas ruas desta cidade cruzes negras\npregadas pelas paredes de espa&ccedil;o em espa&ccedil;o.<\/p><p>&Agrave;s\nquartas-feiras e em outros dias da semana sa&iacute;a do Bom Jesus e de outras igrejas\numa esp&eacute;cie de prociss&atilde;o composta de alguns padres conduzindo cruzes [&hellip;]\nCaminhavam eles em charola atr&aacute;s da prociss&atilde;o, interrompendo a cantoria com\ndit&eacute;rios em voz alta, ora simplesmente engra&ccedil;ados, ora pouco decentes; levavam\nlongos fios de barbante, em cuja extremidade iam penduradas grossas bolas de\ncera. Se ia por ali ao seu alcance algum infeliz, a quem os anos tivessem\ndespido a cabe&ccedil;a dos cabelos, colocavam-se em dist&acirc;ncia conveniente e,\nescondidos por tr&aacute;s de um ou de outro, arremessavam o proj&eacute;til que ia bater em\ncheio sobre a calva do devoto; puxavam rapidamente o barbante, e ningu&eacute;m podia\nsaber donde tinha partido o golpe. Essas<\/p><p>e outras cenas\nexcitavam vozeria e gargalhadas na multid&atilde;o.<\/p><p>Era\na isto que naqueles devotos tempos se chamava correr a via-sacra.<\/p><p>ALMEIDA, M. A. <strong>Mem&oacute;rias\nde um Sargento de Mil&iacute;cias<\/strong>. Porto Alegre: L&amp;PM, 2015.<\/p><p>Os pronomes\ndemonstrativos, em certos contextos, al&eacute;m de sua fun&ccedil;&atilde;o coesiva, atuam com\nrecurso estil&iacute;stico.<\/p><p>Em &ldquo;Era a isto que\nnaqueles devotos tempos se chamava correr a via-sacra.&rdquo;, o pronome &ldquo;isto&rdquo;, ao\nretomar o par&aacute;grafo anterior, e associado ao adjetivo devotos, sugere, na fala\ndo narrador, um tom<\/p><p>a) confessional.<\/p><p>b) convencional.<\/p><p>c) comovido.<\/p><p>d) depreciativo.<\/p><p>e) vacilante.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>Nesse caso a an&aacute;lise somente do pronome n&atilde;o basta para perceber sua fun&ccedil;&atilde;o. &Eacute; preciso perceber a que outras palavras o &ldquo;isto&rdquo; se liga. <\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. Para ser confessional o &ldquo;isto&rdquo; deveria se ligar a express&otilde;es de car&aacute;ter subjetivo, contudo no fragmento o &ldquo;eu&rdquo; n&atilde;o aparece.<\/li><li>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. O convencional para o uso do &ldquo;isto&rdquo; seria sua fun&ccedil;&atilde;o coesiva. Ora, essa fun&ccedil;&atilde;o j&aacute; foi descartada no enunciado da quest&atilde;o. A banca n&atilde;o quer s&oacute; a an&aacute;lise coesiva.<\/li><li>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. N&atilde;o h&aacute; na frase express&otilde;es sentimentais as quais o &ldquo;isto&rdquo; se associa.<\/li><li>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: correta. O &ldquo;isto&rdquo; est&aacute; relacionado &agrave; &ldquo;via-sacra&rdquo;.&nbsp; Por si, a palavra tem car&aacute;ter respeitoso, mas no contexto das diabruras do personagem &ldquo;via-sacra&rdquo; tem car&aacute;ter ir&ocirc;nico, de deprecia&ccedil;&atilde;o da sacralidade aludida.<\/li><li>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. Para ter car&aacute;ter vacilante, o &ldquo;isto&rdquo; deveria se associar a uma express&atilde;o d&uacute;bia ou a um &ldquo;talvez&rdquo;. A afirma&ccedil;&atilde;o onde aparece o pronome &eacute; positiva, assertiva.<\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: D.<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 03<\/strong><\/h3><p>O\nfragmento seguinte integra o primeiro cap&iacute;tulo do livro Mem&oacute;rias de um Sargento\nde Mil&iacute;cias, intitulado <strong>Origem, nascimento e batizado<\/strong>. Leia-o para\nresponder &agrave; quest&atilde;o que segue.<\/p><p>\n\n\n\n[&hellip;]\nOs meirinhos de hoje n&atilde;o s&atilde;o mais do que a sombra caricata dos meirinhos do\ntempo do rei; esses eram gente que tem&iacute;vel e temida, respeit&aacute;vel e respeitada;\nformavam um dos extremos da formid&aacute;vel cadeia judici&aacute;ria que envolvia todo o\nRio de Janeiro no tempo em que a demanda era entre n&oacute;s um elemento de vida: o\nextremo oposto eram os desembargadores. Ora, os extremos se tocam, e estes, tocando-se,\nfechavam o c&iacute;rculo dentro do qual se passavam os terr&iacute;veis combates das\ncita&ccedil;&otilde;es, provar&aacute;s, raz&otilde;es principais e finais, e todos esses trejeitos\njudiciais que se chamava o processo. [&hellip;]\n\n\n\n<\/p><p>ALMEIDA, M. A. <strong>Mem&oacute;rias de um Sargento de Mil&iacute;cias<\/strong>.\nPorto Alegre: L&amp;PM, 2015.<\/p><p>No\ncontexto, o fragmento &ldquo;Ora, os extremos se tocam, e estes, tocando-se, fechavam\no c&iacute;rculo[&hellip;]&rdquo;, de acordo com as rela&ccedil;&otilde;es sint&aacute;tico-sem&acirc;nticas, cont&eacute;m o\nsentido equivalente &agrave;<\/p><p>a) oposi&ccedil;&atilde;o.<\/p><p>b) condicionalidade.<\/p><p>c) conformidade.<\/p><p>d) compara&ccedil;&atilde;o.<\/p><p>e) finalidade.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>&nbsp;A palavra &ldquo;ora&rdquo; pode significar &ldquo;agora&rdquo;, ou\ncomo part&iacute;cula tem fun&ccedil;&atilde;o conjuntiva e conclusiva quando introduz um argumento\nou quando apresenta uma altern&acirc;ncia. <\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: O &ldquo;ora&rdquo; n&atilde;o tem fun&ccedil;&atilde;o de oposi&ccedil;&atilde;o, fun&ccedil;&atilde;o que s&oacute; poderia ser exercida por &ldquo;mas&rdquo; ou &ldquo;contudo&rdquo;, por exemplo.<\/li><li>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. A condicionalidade &eacute; expressa pelo &ldquo;se&rdquo; ou por adv&eacute;rbios como &ldquo;talvez&rdquo;; se o &ldquo;ora&rdquo; fosse associado a um verbo no subjuntivo, a part&iacute;cula poderia manifestar condicionalidade.<\/li><li>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. O &ldquo;ora&rdquo; n&atilde;o se presta em nenhuma circunst&acirc;ncia como conectivo de conformidade.<\/li><li>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: correta. Na verdade, essa n&atilde;o &eacute; claramente verdadeira, mas &eacute; a &ldquo;menos pior&rdquo;. A compara&ccedil;&atilde;o &eacute; introduzida pelo conectivo &ldquo;como&rdquo; e n&atilde;o por &ldquo;ora&rdquo;. Al&eacute;m disso, os termos, em uma compara&ccedil;&atilde;o, partem de uma abstra&ccedil;&atilde;o para algo concreto. Em todo caso, a ideia apresentada a partir do &ldquo;ora&rdquo; &eacute; paralela &agrave; ideia anterior.<\/li><li>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. N&atilde;o se estabelece rela&ccedil;&atilde;o de anterioridade e posterioridade entre as ideias. Numa rela&ccedil;&atilde;o de finalidade, um termo deve expressar um fato e o posterior explicar a finalidade, o que n&atilde;o ocorre.<\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: D.<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 04<\/strong><\/h3><p>Do\ncap&iacute;tulo <strong>Contrariedades<\/strong>, extraiu-se o fragmento que segue. Leia-o para\nresponder &agrave; quest&atilde;o.<\/p><p>\n\n\n\n[&hellip;]\nSe tinha alguma virtude, era a de n&atilde;o enganar pela cara. Entre todas as suas\nqualidades possu&iacute;a uma que felizmente caracterizava naquele tempo, e talvez que\nainda hoje, positiva e claramente o fluminense, era a maledic&ecirc;ncia. Jos&eacute; Manuel\nera uma cr&ocirc;nica viva, por&eacute;m cr&ocirc;nica escandalosa, n&atilde;o s&oacute; de todos os seus\nconhecimentos e amigos, e das fam&iacute;lias destes, mas ainda dos conhecidos e\namigos dos seus amigos e conhecidos e de suas fam&iacute;lias. Debaixo do mais f&uacute;til\npretexto tomava a palavra, e enfiava um discurso de duas horas sobre a vida de\nfulano ou de beltrano.<\/p><p>ALMEIDA, M. A. <strong>Mem&oacute;rias de um Sargento de Mil&iacute;cias<\/strong>.\nPorto Alegre: L&amp;PM, 2015.<\/p><p>No fragmento, considerando o contexto da\nobra, nota-se a presen&ccedil;a da conota&ccedil;&atilde;o enf&aacute;tica quando o narrador emprega a express&atilde;o<\/p><p>a) &ldquo;todos os seus conhecimentos e amigos&rdquo;\n(L.3\/4)<\/p><p>b) &ldquo;cr&ocirc;nica viva&rdquo; (L.3)<\/p><p>c) &ldquo;f&uacute;til pretexto&rdquo; (L.6)<\/p><p>d) &ldquo;amigos dos seus amigos&rdquo; (L.4)<\/p><p>e) &ldquo;fulano ou de beltrano.&rdquo; (L.6)<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. Esse trecho &eacute; referencial (simplesmente descreve um fato), o texto afirma que a fama escandalosa era conhecida por todos os seus amigos.<\/li><li>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: correta. Esse termo &eacute; hiperb&oacute;lico e serve como um atributo que d&aacute; relevo &agrave; fama do personagem.<\/li><li>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. Em &ldquo;f&uacute;til pretexto&rdquo;, observa-se &ecirc;nfase tamb&eacute;m, j&aacute; que o deslocamento do adjetivo &ldquo;f&uacute;til&rdquo; para a posi&ccedil;&atilde;o anterior ao do substantivo provoca altera&ccedil;&atilde;o de sentido. Contudo, essa &ecirc;nfase n&atilde;o se relaciona com a ideia principal expressa no fragmento que tem como foco o comportamento de Jos&eacute; Manuel. No contexto da obra, a alternativa anterior &eacute; melhor.<\/li><li>Alternativa &ldquo;d&rdquo;:&nbsp; Essa express&atilde;o somente destaca a quantidade de pessoas que sabiam do fato.<\/li><li>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. Essa express&atilde;o real&ccedil;a a indetermina&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o d&aacute; &ecirc;nfase &agrave; caracter&iacute;stica do personagem.<\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: D.<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 05<\/strong><\/h3><p>O\ntexto a seguir, extra&iacute;do do cap&iacute;tulo Caldo Entornado, serve de base para\nresponder &agrave; quest&atilde;o.<\/p><p>\n\n\n\n[&hellip;] Um dia o\ntoma-largura tinha sa&iacute;do em servi&ccedil;o; ningu&eacute;m esperava por ele t&atilde;o cedo; eram\nonze horas da manh&atilde;. O Leonardo, por um daqueles milhares de escaninhos que\nexistem na ucharia, tinha ido ter &agrave; casa do toma-largura. Ningu&eacute;m por&eacute;m pense\nque era para maus fins. Pelo contr&aacute;rio era para o fim muito louv&aacute;vel de levar &agrave;\npobre mo&ccedil;a uma tigela de caldo do que h&aacute; pouco fora mandado a el-rei&hellip;\nObs&eacute;quio de empregado da ucharia. N&atilde;o h&aacute; aqui nada de censur&aacute;vel. Seria\nentretanto muito digno de censura que quem recebia tal obs&eacute;quio n&atilde;o o\nprocurasse pagar com um extremo de civilidade; a mo&ccedil;a convidou pois ao Leonardo\npara ajud&aacute;-la a tomar o caldo. E que grosseiro seria ele se n&atilde;o aceitasse t&atilde;o\nbelo oferecimento? Aceitou.[&hellip;]\n\n\n\n<\/p><p>ALMEIDA, M. A. <strong>Mem&oacute;rias de um Sargento de Mil&iacute;cias<\/strong>.\nPorto Alegre: L&amp;PM, 2015.<\/p><p>No livro Mem&oacute;rias de\num Sargento de Mil&iacute;cias, s&atilde;o relatados alguns dos casos amorosos do personagem\nLeonardo. No fragmento acima, considerando a ironia do narrador, a ideia de que\nLeonardo teria um<\/p><p>interesse particular\npela jovem encontra respaldo no fato de o personagem<\/p><p>a) visit&aacute;-la t&atilde;o\nsomente na aus&ecirc;ncia do marido.<\/p><p>b) dirigir-se\nfurtivamente &agrave; casa do toma-largura.<\/p><p>c) levar-lhe da mesma\ncomida servida ao rei.<\/p><p>d) preocupar-se com a\nqualidade de sua alimenta&ccedil;&atilde;o.<\/p><p>e) prestar-lhe um favor\nsem segundas inten&ccedil;&otilde;es<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. O trecho dessa alternativa manifesta &ldquo;interesse particular&rdquo;, mas n&atilde;o h&aacute; ironia nessa afirma&ccedil;&atilde;o.<\/li><li>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. Pode-se justificar da mesma maneira que se justifica o erro da &ldquo;a&rdquo;:&nbsp; trecho dessa alternativa manifesta &ldquo;interesse particular&rdquo;, mas n&atilde;o h&aacute; ironia nessa afirma&ccedil;&atilde;o.<\/li><li>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: correta. O fato de a mo&ccedil;a levar a mesma comida quer era servida ao rei expressa interesse do protagonista na personagem, ao mesmo tempo esse trecho &eacute; ir&ocirc;nico, pois o narrador diz que &nbsp;o protagonista n&atilde;o estava assediando a mo&ccedil;a, mas a circunst&acirc;ncia o desmente.<\/li><li>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. Fica claro no texto que Leonardinho tinha interesse f&iacute;sico na mulher do Toma-largura.<\/li><li>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: N&atilde;o h&aacute; ironia na express&atilde;o &ldquo;prestar-lhe um favor sem segunda inten&ccedil;&otilde;es&rdquo;, ali&aacute;s, essa afirma&ccedil;&atilde;o &eacute; falsa.<\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: C.<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 06<\/strong><\/h3><p>Leia\no texto que segue para responder &agrave;s quest&otilde;es 06, 07 e 08<\/p><p>Manuel\nBandeira, autor de Libertinagem (1930), insere-se na primeira Gera&ccedil;&atilde;o do\nModernismo no Brasil. Sua obra, tamb&eacute;m influenciada por sua hist&oacute;ria de vida,\nrompeu com os padr&otilde;es r&iacute;gidos ditados pela produ&ccedil;&atilde;o anterior ao Modernismo.\nOcupa lugar de relev&acirc;ncia na produ&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica brasileira no s&eacute;c. XX, sendo um\ndos poetas conhecidos e estudados na contemporaneidade. Especificamente, <em>Libertinagem<\/em>\nacompanha o ide&aacute;rio do grupo modernista da Semana de 22.<\/p><p>Lenda\nbrasileira<\/p><p>A\nmoita buliu. Bentinho Jararaca levou a arma &agrave; cara: o que saiu do mato foi o\nVeado Branco! Bentinho ficou pregado no ch&atilde;o. Quis puxar o gatilho e n&atilde;o p&ocirc;de.<\/p><p>&ndash;\nDeus me perdoe!<\/p><p>Mas\no Cussaruim veio vindo, veio vindo, parou junto do ca&ccedil;ador e come&ccedil;ou a comer\ndevagarinho o cano da espingarda.<\/p><p>BANDEIRA, M. <strong>Libertinagem<\/strong>. 2 ed. S&atilde;o Paulo:\nGlobal, 2013.<\/p><p>Do conjunto de propostas defendidas pelo\ngrupo modernista de 22, o poema <strong>Lenda brasileira<\/strong> ilustra o recurso do\/a<\/p><p>a) fragmenta&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica, assinalada pela\npresen&ccedil;a do elemento religioso.<\/p><p>b) nacionalismo cr&iacute;tico, marcado pela\nincorpora&ccedil;&atilde;o da oralidade.<\/p><p>c) revisionismo do passado hist&oacute;rico,\ntematizando a cultura popular.<\/p><p>d) poema-piada, com versos ir&ocirc;nicos,\nlivres e sat&iacute;ricos.<\/p><p>e) poema em prosa, com recupera&ccedil;&atilde;o de\nelementos do folclore brasileiro.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. N&atilde;o se verifica nem fragmenta&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica, nem elemento religioso. O texto &eacute; curto, mas h&aacute; 3 par&aacute;grafos (in&iacute;cio, meio e fim).<\/li><li>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. O nacionalismo caracterizou a Primeira Gera&ccedil;&atilde;o Modernista. Embora haja oralidade no texto e a alus&atilde;o ao imagin&aacute;rio popular nacional, n&atilde;o h&aacute; ufanismo, isto &eacute;, nacionalismo cr&iacute;tico.<\/li><li>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. A cultura popular &eacute; revisitada, haja vista o t&iacute;tulo remeter &agrave; lenda e ao folclore, mas n&atilde;o ao passado hist&oacute;rico.<\/li><li>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. Poema-piada &eacute; a designa&ccedil;&atilde;o usada para um tipo de poesia espec&iacute;fica do modernismo. Suas caracter&iacute;sticas principais s&atilde;o a brevidade e o humor. Embora, aqui, sequer haja versos. A organiza&ccedil;&atilde;o estrutural desse texto &eacute; em prosa, isto &eacute;, em forma em par&aacute;grafos.<\/li><li>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: correta &ndash; gabarito. Prosa inclusive verificada no uso do discurso direto (pontua&ccedil;&atilde;o da tradu&ccedil;&atilde;o) e do g&ecirc;nero narrativo, com a presen&ccedil;a personagens.<\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: E.<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 07<\/strong><\/h3><p>Em &ldquo;A moita <strong>buliu<\/strong>&rdquo;,\nconsiderando o contexto do poema, o verbo destacado tem sentido semelhante na\nseguinte frase:<\/p><p>a) A informa&ccedil;&atilde;o do acidente buliu comigo.<\/p><p>b) Voc&ecirc; buliu com ele, agora aguente as\nconsequ&ecirc;ncias.<\/p><p>c) Buliu com a av&oacute; o dia inteiro, agora\nest&aacute; de castigo.<\/p><p>d) Sempre que se buliu nesse assunto, foi\nconfus&atilde;o certa.<\/p><p>e) Assim que o rapaz buliu no cabelo, ela\npode not&aacute;-lo.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p><strong>Aten&ccedil;&atilde;o<\/strong>: trata-se de uma quest&atilde;o de<strong> Sem&acirc;ntica<\/strong>, isto &eacute;, significado, sentido das palavras. Essa &eacute; a aula 00 do nosso curso que voc&ecirc;s podem encontrar de gra&ccedil;a disponibilizada na internet.<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. Segundo o dicion&aacute;rio Houaiss, o sentido do verbo nessa alternativa &eacute; o de produzir apreens&atilde;o em; causar impress&atilde;o em.<\/li><li>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. O sentido do verbo nesse trecho &eacute; o de fazer ca&ccedil;oada; brincar; zombar.<\/li><li>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. O sentido do verbo nessa op&ccedil;&atilde;o &eacute; o de causar inc&ocirc;modo ou apoquentar.<\/li><li>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. O sentido do verbo nessa alterativa &eacute; o de falar sobre, mencionar.<\/li><li>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: correta &ndash; gabarito. Os sentidos poss&iacute;veis a&iacute; s&atilde;o: tocar em (algo ou algu&eacute;m); mover(-se) ou agitar(-se) de leve; mexer(-se), deslocar(-se); balan&ccedil;ar; mexer em; sacudir de leve.<\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: E.<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 08<\/strong><\/h3><p>O termo &ldquo;Cussaruim&rdquo; &eacute; uma sinon&iacute;mia para\n&ldquo;diabo&rdquo;, realizada a partir da aproxima&ccedil;&atilde;o com &ldquo;coisa-ruim&rdquo; ou &ldquo;cousa ruim&rdquo;,\nexpress&otilde;es populares de certas regi&otilde;es do Brasil.<\/p><p>No processo formativo de &ldquo;Cussaruim&rdquo;,\ntem-se a<\/p><p>a) convers&atilde;o da categoria adjetiva da\npalavra em substantivo.<\/p><p>b) prefixa&ccedil;&atilde;o com total modifica&ccedil;&atilde;o do\nsentido primitivo da palavra.<\/p><p>c) aglutina&ccedil;&atilde;o de dois termos com perda da\nautonomia fon&eacute;tica de um deles.<\/p><p>d) jun&ccedil;&atilde;o de termos de origens distintas\npara forma&ccedil;&atilde;o de voc&aacute;bulo inusitado.<\/p><p>e) abrevia&ccedil;&atilde;o de partes das duas palavras,\nmantendo o significado primitivo das palavras.<\/p><p><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/p><p><strong>Aten&ccedil;&atilde;o<\/strong>: aparentemente &eacute; uma quest&atilde;o sobre Sem&acirc;ntica, mas acaba se revelando sobre processo de forma&ccedil;&atilde;o de palavras, isto &eacute;, morfologia.<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. N&atilde;o consiste num adjetivo, mas sim num substantivo.<\/li><li>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. N&atilde;o &eacute; prefixo, mas uni&atilde;o de um substantivo (coisa) + adjetivo (ruim) para designar o sentido de um substantivo.<\/li><li>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: correta &ndash; gabarito. Na aglutina&ccedil;&atilde;o, unem-se as palavras suprimindo um ou mais de seus elementos fon&eacute;ticos. Isso significa que na aglutina&ccedil;&atilde;o h&aacute; perda de algum som.<\/li><\/ul><p class=\"has-very-light-gray-background-color has-background\">Embora = em + bo<strong>a<\/strong> + <strong>ho<\/strong>ra<br>Fidalgo = fi<strong>lho<\/strong> + d<strong>e<\/strong> + algo (ou seja, filho de algu&eacute;m importante)<br>Hidrel&eacute;trica = hidr<strong>o<\/strong> + el&eacute;trica<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. N&atilde;o &eacute; inusitado; o significado &eacute; inferido. Pode ser considerado como a cria&ccedil;&atilde;o de um termo novo (<strong>neologismo<\/strong>), uma vez que aparece como &ldquo;Cussaruim&rdquo; e n&atilde;o &ldquo;Coisa Ruim&rdquo;. Ou seja, h&aacute; uma varia&ccedil;&atilde;o.<\/li><li>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. N&atilde;o &eacute; abrevia&ccedil;&atilde;o, porque &ldquo;ruim&rdquo; mant&eacute;m-se igual, inclusive juntando-se ao primeiro termo dobrando a consoante. No primeiro termo h&aacute; uma varia&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o necessariamente uma abrevia&ccedil;&atilde;o.<\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: C.<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 09<\/strong><\/h3><p><strong>O &Uacute;ltimo Poema<\/strong> encerra\no livro <em>Libertinagem<\/em>, de Manuel Bandeira.<\/p><p><strong>O &Uacute;ltimo Poema<\/strong><\/p><p>Assim eu quereria o\nmeu &uacute;ltimo poema<\/p><p>Que fosse terno\ndizendo as coisas mais simples e menos intencionais<\/p><p>Que fosse ardente\ncomo um solu&ccedil;o sem l&aacute;grimas<\/p><p>Que tivesse a\nbeleza das flores quase sem perfume<\/p><p>A pureza da chama\nem que se consomem os diamantes mais l&iacute;mpidos<\/p><p>A paix&atilde;o dos\nsuicidas que se matam sem explica&ccedil;&atilde;o.<\/p><p>BANDEIRA, M. <strong>Libertinagem<\/strong>. 2 ed. S&atilde;o Paulo:\nGlobal, 2013<\/p><p>O poema estabelece pelo t&iacute;tulo e pela\nposi&ccedil;&atilde;o que ocupa um valor metapo&eacute;tico, uma vez que o eu l&iacute;rico<\/p><p>a) transporta para a poesia a beleza da\nsimplicidade.<\/p><p>b) explicita seu dilema existencial.<\/p><p>c) revela dramaticamente seus medos mais\n&iacute;ntimos e secretos.<\/p><p>d) incorpora na poesia o academicismo\nparnasiano.<\/p><p>e) expressa em versos seu desejo po&eacute;tico.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>&ldquo;Metapo&eacute;tico&rdquo; se refere a um poema que tematiza a escrita da pr&oacute;pria poesia. <\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. &Eacute; verdade que, nesse poema, o eu l&iacute;rico &ldquo;transporta para a poesia a beleza e simplicidade&rdquo;, mas isso n&atilde;o se relaciona com o t&iacute;tulo, nem expressa um valor metapo&eacute;tico.<\/li><li>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. No poema, ele exprime o que ele deseja para sua poesia, n&atilde;o explora seus dilemas existenciais.<\/li><li>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. N&atilde;o h&aacute; refer&ecirc;ncia a medos no poema.<\/li><li>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. Se fosse parnasiano, o poeta deveria metrificar seu poema. Manuel Bandeira se vale do verso livre (sem m&eacute;trica).<\/li><li>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: correta. O seu desejo po&eacute;tico aparece no primeiro verso &ldquo;Assim eu quereria o meu &uacute;ltimo poema&rdquo; e esse tema &eacute; metapo&eacute;tico.<\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: E.<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 10<\/strong><\/h3><p>O trecho a seguir foi extra&iacute;do do poema <strong>Evoca&ccedil;&atilde;o\ndo Recife<\/strong>, de Manuel Bandeira.<\/p><p>\n\n\n\n[&hellip;]<br>A vida n&atilde;o me chegava pelos jornais nem pelos livros<br>Vinha da boca do povo na l&iacute;ngua errada do povo<br>L&iacute;ngua certa do povo<br>Porque ele fala gostoso o portugu&ecirc;s do Brasil<br>Ao passo que n&oacute;s<br>O que fazemos<br>&Eacute; macaquear<br>A sintaxe lus&iacute;ada<br>A vida com uma por&ccedil;&atilde;o de coisas que eu n&atilde;o entendia bem<br>Terras que n&atilde;o sabia onde ficavam<br>Recife&hellip;<br>[&hellip;]\n\n\n\n<\/p><p>BANDEIRA, M. <strong>Libertinagem<\/strong>. 2 ed. S&atilde;o Paulo:\nGlobal, 2013.<\/p><p>Nos dois versos: &ldquo;A vida n&atilde;o me chegava\npelos jornais nem pelos livros&rdquo; [&hellip;] \/ &ldquo;A vida com uma por&ccedil;&atilde;o de coisas que eu\nn&atilde;o entendia bem&rdquo;, o eu-l&iacute;rico retoma<\/p><p>a) a sua mem&oacute;ria afetiva com delicadeza.<\/p><p>b) as hist&oacute;rias lidas em livros &agrave; &eacute;poca da\ninf&acirc;ncia.<\/p><p>c) a ideologia do passado com autocr&iacute;tica.<\/p><p>d) as viv&ecirc;ncias infantis de modo\nindiferente.<\/p><p>e) as frustra&ccedil;&otilde;es vividas na inf&acirc;ncia.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: correta.&nbsp; O uso do pret&eacute;rito imperfeito em &ldquo;n&atilde;o me chegava&rdquo; deixa claro que o poeta est&aacute; acessando sua mem&oacute;ria; ao mencionar &agrave;s coisas que ele n&atilde;o entendia bem, ele revive a inf&acirc;ncia com delicadeza. <\/li><li>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. No poema, ele fala das hist&oacute;rias ouvidas da boca do povo, n&atilde;o pela leitura dos livros.<\/li><li>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. O eu l&iacute;rico comenta o padr&atilde;o lingu&iacute;stico, n&atilde;o a ideologia. <\/li><li>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. Ele retoma a inf&acirc;ncia para discutir a linguagem, e n&atilde;o para reelaborar esse tipo de experi&ecirc;ncia. <\/li><li>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. O fato de que ele n&atilde;o entendia &nbsp;bem o que diziam para ele n&atilde;o configura&nbsp; frustra&ccedil;&atilde;o. <\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: A.<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 11<\/strong><\/h3><p>Este &eacute; um outro\ntrecho do poema <strong>Evoca&ccedil;&atilde;o do Recife<\/strong>.<\/p><p>&ldquo;[&hellip;]\n\n\n\n<\/p><p>A gente brincava no\nmeio da rua<\/p><p>Os meninos\ngritavam:<\/p><p>Coelho sai!<\/p><p>N&atilde;o sai!<\/p><p>&Agrave; dist&acirc;ncia as\nvozes macias das meninas politonavam:<\/p><p>Roseira d&aacute;-me uma\nrosa<\/p><p>Craveiro d&aacute;-me um\nbot&atilde;o<\/p><p>(Dessas rosas muita\nrosa<\/p><p>Ter&aacute; morrido em\nbot&atilde;o&hellip;)<\/p><p>\n\n\n\n[&hellip;]&rdquo;<\/p><p>BANDEIRA, M. <strong>Libertinagem<\/strong>. 2 ed. S&atilde;o Paulo: Global, 2013<\/p><p>Sinestesia &eacute; a figura de linguagem que associa\nsensa&ccedil;&otilde;es percebidas por diferentes sentidos. Essa figura est&aacute; presente no\nseguinte verso:<\/p><p>a) &ldquo;A gente brincava no meio da rua&rdquo;<\/p><p>b) &ldquo;Os meninos gritavam:&rdquo;<\/p><p>c) &ldquo;(Dessas rosas muita rosa&hellip;&rdquo;<\/p><p>d) &ldquo;&Agrave; dist&acirc;ncia as vozes macias das\nmeninas politonavam&rdquo;<\/p><p>e) &ldquo;Craveiro d&aacute;-me um bot&atilde;o<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. Esse fragmento &eacute; meramente descritivo, n&atilde;o h&aacute; termo que se refira &agrave; qualquer um dos cinco sentidos.<\/li><li>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. &ldquo;Gritar&rdquo; &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o relacionada &agrave; fala, ou seja, n&atilde;o se associa diretamente a qualquer dos cinco sentidos.<\/li><li>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. A palavra rosa est&aacute; sendo usada no sentido referencial e o poeta n&atilde;o faz apelo &agrave; fragr&acirc;ncia ou &agrave; cor.<\/li><li>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: correta. Em &ldquo;vozes macias&hellip;politonavam&rdquo; o som polif&ocirc;nico &eacute; macio, ora maciez &eacute; caracter&iacute;stica do tato sendo atribu&iacute;do ao som ouvido, h&aacute; sinestesia.<\/li><li>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. Craveiro refere-se ao p&eacute; de cravo, n&atilde;o h&aacute; sinestesia nessa descri&ccedil;&atilde;o. <\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: D.<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 12<\/strong><\/h3><p><em>Ver&atilde;o no Aqu&aacute;rio<\/em>,\npublicado em 1963, &eacute; o segundo romance da escritora paulistana Lygia Fagundes\nTelles. O romance passa-se na d&eacute;cada de 1960 e evidencia dilemas relacionados\nao universo feminino, instaurados, principalmente, na rela&ccedil;&atilde;o conflituosa entre\nm&atilde;e e filha.<\/p><p>Leia a passagem a\nseguir para responder &agrave; quest&atilde;o.<\/p><p>Revolvi pap&eacute;is e livros\nda minha mesa. Abri gavetas. Por onde andariam meus retratos? [&hellip;] Vi um\nretrato assim do meu pai: um menino d&eacute;bil e louro na sua roupa de marinheiro, a\nm&atilde;o direita pousada na mesinha com uma toalha de franja e um vaso de flores em\ncima, a m&atilde;o esquerda na cintura, os dedos graciosamente imobilizados pelo\nfot&oacute;grafo, &ldquo;Vamos, olhe nessa dire&ccedil;&atilde;o!&hellip;&rdquo;. O olhar ainda limpo do rancor pela\nbem-amada que havia de tra&iacute;-lo um dia, pela m&atilde;e falhando no momento em que n&atilde;o\npodia falhar, pelo amigo que n&atilde;o era amigo, por Deus que n&atilde;o apareceria para\nsalv&aacute;-lo quando ele pr&oacute;prio se erguesse para ferir o pr&oacute;ximo assim como foi\nferido tamb&eacute;m. Os &iacute;dolos ainda est&atilde;o inteiros. O menino ent&atilde;o sorri e nem o\ninimigo mais feroz resistir&aacute; a esse sorriso de quem se oferece t&atilde;o sem defesa.<\/p><p>TELES, L. G. <strong>Ver&atilde;o no Aqu&aacute;rio<\/strong>. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras,\n2010.<\/p><p>No trecho, a narradora, ao encontrar o\nretrato de seu pai quando crian&ccedil;a, e associando aquela imagem ao homem que se tornou,\npercebe-o como um sujeito<\/p><p>a) medroso.<\/p><p>b) desamparado.<\/p><p>c) trai&ccedil;oeiro.<\/p><p>d) religioso.<\/p><p>e) incr&eacute;dulo<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. N&atilde;o h&aacute; no texto express&otilde;es do campo sem&acirc;ntico relacionado ao medo.<\/li><li>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: correta. O desamparo &eacute; expresso em &ldquo;esse sorriso de quem se oferece t&atilde;o sem defesa&rdquo;, resumo das rela&ccedil;&otilde;es que o narrador estabelece entre a observa&ccedil;&atilde;o da foto de uma crian&ccedil;a ing&ecirc;nua e&nbsp; o conhecimento do &nbsp;que o futuro guardou para essa crian&ccedil;a.<\/li><li>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. O texto afirma que ele sofrer&aacute; uma trai&ccedil;&atilde;o, mas ele n&atilde;o &eacute; o traidor.<\/li><li>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. N&atilde;o se pode saber se a refer&ecirc;ncia a Deus &eacute; uma ideia do narrador ou do personagem, ou ainda, se &eacute; somente uma forma ret&oacute;rica de destacar os dilemas da exist&ecirc;ncia. Ou seja, n&atilde;o se pode dizer que ele era religioso.<\/li><li>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta.&nbsp; No texto n&atilde;o se afirma que o personagem era incr&eacute;dulo.<\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: B.<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 13<\/strong><\/h3><p>O trecho a seguir,\nextra&iacute;do do Cap&iacute;tulo I, do livro Ver&atilde;o no Aqu&aacute;rio, de Lygia Fagundes Teles,\ntraz, pela recorda&ccedil;&atilde;o da personagem Ra&iacute;za, um di&aacute;logo entre a professora de\npiano e uma outra senhora. Leia-o para responder &agrave;s quest&otilde;es 13 e 14.<\/p><p>&ldquo;[&hellip;] Adiante, ficava\na saleta de minha m&atilde;e, aquela m&atilde;e silenciosa, sempre vestida de branco, uns\nvestidos t&atilde;o leves que me faziam pensar na hist&oacute;ria da sereiazinha que se\ntransformara em espuma. [&hellip;] Eu podia estender-me no ch&atilde;o e ali ficar\ndesenhando nas folhas que ela me atirasse, pena n&atilde;o saber o que era esfinge\npara ent&atilde;o desenhar uma e seria esse o retrato de minha m&atilde;e. &ldquo;&Eacute; uma esfinge!&rdquo;,\ndisse dona Leonora &agrave; mulher dos tric&ocirc;s. &ldquo;Esfinge?&hellip;&rdquo;, repetiu a mulherzinha\nparando as agulhas no ar. &ldquo;E o marido?&rdquo; [&hellip;] &ldquo;&Eacute; um farmac&ecirc;utico fracassado,\nbebe demais, voc&ecirc; n&atilde;o sabia? Est&aacute; sempre escondido no s&oacute;t&atilde;o em companhia do\nirm&atilde;o, um tipo meio louco que vive cortando coisas, a fam&iacute;lia inteira &eacute;\nesquisit&iacute;ssima. Esquisit&iacute;ssima! A m&atilde;e ainda &eacute; a &uacute;nica que me inspira confian&ccedil;a,\ndiz que &eacute; escritora&hellip;&rdquo; [&hellip;] &ldquo;Mas escreve o qu&ecirc;?&rdquo;. E dona Leonora, batendo\nimpaciente com o leque no piano para marcar o compasso: &ldquo;Quem &eacute; que sabe? A\nmulher &eacute; uma esfinge.[..]&rdquo;<\/p><p>TELES, L. G. <strong>Ver&atilde;o no Aqu&aacute;rio<\/strong>. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras,\n2010.<\/p><p>Considerando a leitura da obra, a m&atilde;e &eacute;\navaliada, reiteradamente, segundo dona Leonora, como uma pessoa<\/p><p>a) vulner&aacute;vel.<\/p><p>b) enigm&aacute;tica.<\/p><p>c) soberba.<\/p><p>d) ap&aacute;tica.<\/p><p>e) ego&iacute;sta.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. &ldquo;Vulner&aacute;vel&rdquo; &eacute; uma pessoa que se deixa influenciar facilmente, n&atilde;o &eacute; o caso da m&atilde;e da narradora.<\/li><li>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: correta. &ldquo;Esfinge&rdquo; era o monstro que abalava Tebas e s&oacute; poderia ser destru&iacute;do se o seu enigma fosse desvendado. A m&atilde;e era uma esfinge, isto &eacute;, era enigm&aacute;tica.<\/li><li>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. &ldquo;Soberba&rdquo; significa orgulho. O sil&ecirc;ncio enigm&aacute;tico da m&atilde;e poderia ser encarado como sinal de soberba, mas a rela&ccedil;&atilde;o com a esfinge n&atilde;o deixa d&uacute;vidas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; alternativa correta.<\/li><li>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. &ldquo;Ap&aacute;tica&rdquo; significa que a pessoa &eacute; indiferente, uma escritora de forma alguma &eacute; indiferente ao que ocorre a sua volta.<\/li><li>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. N&atilde;o h&aacute; tra&ccedil;os que possam indicar que ela seja ego&iacute;sta.<\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: B.<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 14<\/strong><\/h3><p>H&aacute; um ju&iacute;zo positivo acerca da m&atilde;e da\nRa&iacute;za. Esse julgamento, entretanto, &eacute; maculado por um certo ceticismo revelado\nna seguinte express&atilde;o:<\/p><p>a) &ldquo;Esquisit&iacute;ssima!&rdquo; (L.7)<\/p><p>b) &ldquo;[&hellip;] para marcar compasso:&rdquo; [&hellip;]\n(L.9)<\/p><p>c) &ldquo;Quem &eacute; que sabe?&rdquo; (L.9)<\/p><p>d) [&hellip;], &ldquo;batendo impaciente&rdquo; [&hellip;] (L.8)<\/p><p>e) [&hellip;], &ldquo;voc&ecirc; n&atilde;o sabia?&rdquo; [&hellip;] (L.6)<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p><strong>&ldquo;<\/strong>Ceticismo&rdquo; refere-se a uma doutrina filos&oacute;fica que prop&otilde;e a d&uacute;vida como m&eacute;todo para alcan&ccedil;ar a tranquilidade da alma, por conta disso, &ldquo;c&eacute;tico&rdquo; significa aquele que duvida. <\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. &ldquo;Esquisit&iacute;ssima!&rdquo; expressa uma interjei&ccedil;&atilde;o e surpresa e n&atilde;o uma d&uacute;vida.<\/li><li>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. Trata-se de um fragmento que expressa uma informa&ccedil;&atilde;o descritiva (referencial).<\/li><li>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: correta. A pergunta associada ao coment&aacute;rio de que a mulher &eacute; uma esfinge confere ao &ldquo;quem &eacute; que sabe?&rdquo; um tra&ccedil;o de d&uacute;vida em rela&ccedil;&atilde;o a qualquer coisa que se possa afirmar da m&atilde;e da narradora.<\/li><li>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: Trata-se de um fragmento assertivo, referencial.<\/li><li>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: &ldquo;Voc&ecirc; n&atilde;o sabia?&rdquo; n&atilde;o expressa d&uacute;vida em rela&ccedil;&atilde;o a alguma certeza, antes, trata-se de uma pergunta ret&oacute;rica que deve renovar o interesse do receptor da mensagem.<\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: C.<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 15<\/strong><\/h3><p>O trecho a seguir, extra&iacute;do de Ver&atilde;o no\nAqu&aacute;rio, &eacute; um di&aacute;logo entre as personagens Patr&iacute;cia e Ra&iacute;za, respectivamente\nm&atilde;e e filha. Leia-o para responder &agrave; quest&atilde;o que segue.<\/p><p>&ndash; &nbsp;Vou pedir &agrave; titia que vista uma roupa de fada\ne me transforme num peixe. Deve ser boa a vida de peixe de aqu&aacute;rio, murmurei.<\/p><p>&ndash; &nbsp;Deve ser f&aacute;cil. A&iacute; ficam eles dia e noite, sem\nse preocupar com nada, h&aacute; sempre algu&eacute;m para lhes dar de comer, trocar a\n&aacute;gua&hellip; Uma vida f&aacute;cil, sem d&uacute;vida. Mas n&atilde;o boa. N&atilde;o esque&ccedil;a de que eles vivem\ndentro de um palmo de &aacute;gua quando h&aacute; um mar l&aacute; adiante.<\/p><p>&ndash; &nbsp;No mar seriam devorados por um peixe maior,\nm&atilde;ezinha.<\/p><p>&ndash; &nbsp;Mas pelo menos lutariam. E nesse aqu&aacute;rio n&atilde;o\nh&aacute; luta, filha. Nesse aqu&aacute;rio n&atilde;o h&aacute; vida.<\/p><p>TELES, L. G. <strong>Ver&atilde;o no Aqu&aacute;rio<\/strong>. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras,\n2010.<\/p><p>A pontua&ccedil;&atilde;o no texto escrito constitui uma\npista segura para o entendimento pretendido pelo discurso.<\/p><p>Em, &ldquo;h&aacute; sempre algu&eacute;m para lhes dar de\ncomer, trocar a &aacute;gua&hellip;&rdquo; (2&ordm;.&sect;), as retic&ecirc;ncias<\/p><p>a) constroem uma inten&ccedil;&atilde;o indutiva.<\/p><p>b) enumeram uma sequ&ecirc;ncia explicativa.<\/p><p>c) separam um vocativo enf&aacute;tico.<\/p><p>d) isolam uma ideia contrastiva.<\/p><p>e) traduzem uma repeti&ccedil;&atilde;o mon&oacute;tona.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>Indu&ccedil;&atilde;o &eacute; um tipo de racioc&iacute;nio que parte do particular para chegar a uma generaliza&ccedil;&atilde;o. &nbsp;<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: correta. A menina vale-se &nbsp;da observa&ccedil;&atilde;o de como vive um peixe no aqu&aacute;rio para fazer uma generaliza&ccedil;&atilde;o,&nbsp; as retic&ecirc;ncias substituem o termo &ldquo;logo: &ldquo;h&aacute; sempre algu&eacute;m para lhes dar de comer, trocar a &aacute;gua, logo, &eacute; uma vida f&aacute;cil, sem d&uacute;vida&rdquo;.<\/li><li>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. A sequ&ecirc;ncia iniciada pela menina &eacute; expositiva, n&atilde;o explicativa.<\/li><li>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. Vocativo &eacute; um termo intercalado no qual o escritor apela para algu&eacute;m ou algo que est&aacute; fora do texto. &ldquo;Uma vida f&aacute;cil&rdquo; n&atilde;o &eacute; um vocativo.<\/li><li>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. Conclus&atilde;o de que a vida de um peixe &eacute; f&aacute;cil n&atilde;o se contrasta com o que foi dito antes.<\/li><li>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. Depois das retic&ecirc;ncias aparece uma conclus&atilde;o e n&atilde;o uma repeti&ccedil;&atilde;o. <\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: A.<\/strong><\/p><p>&Eacute; isso, pessoal! Espero que tenham curtido a resolu&ccedil;&atilde;o da prova de Portugu&ecirc;s do vestibular UEMA 2020.&nbsp;Sigam-me nas redes sociais. T&ecirc;m muitas dicas l&aacute;. Mande uma mensagem, caso tenha tido alguma d&uacute;vida. Qualquer d&uacute;vida, entre em contato conosco atrav&eacute;s do nosso F&oacute;rum de D&uacute;vidas ou das redes sociais. <\/p><p><strong>Instagram:<\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/filosofia.do.portuga\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@filosofia.do.portuga<\/a><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ol&aacute;, prezados alunos. 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