{"id":33255,"date":"2019-11-16T00:19:24","date_gmt":"2019-11-16T03:19:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.estrategiavestibulares.com.br\/?p=33255"},"modified":"2021-03-12T10:09:27","modified_gmt":"2021-03-12T13:09:27","slug":"gabarito-unesp-2020-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/gabarito-unesp-2020-portugues\/","title":{"rendered":"Gabarito UNESP 2020 \u2013 Portugu\u00eas \u2013 Prova Resolvida"},"content":{"rendered":"<p>Ol&aacute;, pessoal&hellip; Tudo bem? Sou a prof&ordf;. Celina Gil, do Estrat&eacute;gia Vestibulares, e com a ajuda dos professores Fernando Andrade e Luana Signorelli,  escrevo este artigo para comentar as quest&otilde;es da prova da UNESP e indicar o Gabarito da disciplina de Portugu&ecirc;s.<p>Nesta p&aacute;gina, voc&ecirc; vai conferir todas as quest&otilde;es resolvidas e comentadas. Voc&ecirc; pode, inclusive, baixar os nossos coment&aacute;rios sobre a prova em um PDF gratuito.<\/p><div class=\"wp-block-file\">\"&gt;Prova UNESP 2020 &ndash; Portugu&ecirc;s\" class=\"wp-block-file__button\" download&gt;Baixar<\/div><h2 class=\"wp-block-heading\">Prova UNESP 2020<\/h2><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 01<\/strong><\/h3><p>Examine o cartum de Steinberg, publicado em seu Instagram em 06.04.2019.<\/p><div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/image55.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-33279\"><\/figure><\/div><p>Para o cartunista, a diferen&ccedil;a entre estar ou n&atilde;o\nestar de dieta limita-se a um sentimento de <\/p><p>(A) culpa. <\/p><p>(B) euforia. <\/p><p>(C) tristeza. <\/p><p>(D) vazio. <\/p><p>(E) satisfa&ccedil;&atilde;o.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>A alternativa A est&aacute; correta, pois a personagem n&atilde;o deixa de comer, apenas fica pensando sobre como <\/em><strong><em>n&atilde;o <\/em><\/strong><em>deveria estar comendo. Ao pensar que n&atilde;o deveria fazer uma a&ccedil;&atilde;o, mas execut&aacute;-la mesmo assim, a personagem sente <\/em><strong><em>culpa<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/li><li><em>A alternativa B est&aacute; incorreta, pois euforia significa &ldquo;muita alegria&rdquo;, e a personagem n&atilde;o esbo&ccedil;a mudan&ccedil;a de express&atilde;o indicando maior alegria.<\/em><\/li><li><em>A alternativa C est&aacute; incorreta, pois, assim como em B, a personagem n&atilde;o esbo&ccedil;a mudan&ccedil;a de express&atilde;o para tristeza.<\/em><\/li><li><em>A alternativa D est&aacute; incorreta, pois &ldquo;vazio&rdquo; denotaria certa melancolia, o que n&atilde;o ocorre na fala da personagem. Ela &eacute; bem taxativa ao dizer que <\/em><strong><em>n&atilde;o <\/em><\/strong><em>deveria fazer aquilo, mas n&atilde;o o diz denotando melancolia, e sim certeza. <\/em><\/li><li><em>A alternativa E est&aacute; incorreta, pois a personagem n&atilde;o est&aacute; feliz com suas atitudes. <\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: A<\/strong><\/p><p><strong><em>Para responder &agrave;s quest&otilde;es de 02 a 06, leia o trecho de uma carta enviada por Ant&ocirc;nio Vieira ao rei D. Jo&atilde;o IV em 4 de abril de 1654.<\/em><\/strong><\/p><p>No fim da carta de que V.\nM.<sup>1 <\/sup>&nbsp;me fez merc&ecirc; me manda V.\nM. diga meu parecer sobre a conveni&ecirc;ncia de haver neste estado ou dois\ncapit&atilde;es-mores ou um s&oacute; governador.<\/p><p>Eu, Senhor, raz&otilde;es\npol&iacute;ticas nunca as soube, e hoje as sei muito menos; mas por obedecer direi\ntoscamente o que me parece.<\/p><p>Digo que menos mal ser&aacute;\num ladr&atilde;o que dois; e que mais dificultoso ser&atilde;o de achar dois homens de bem\nque um. Sendo propostos a Cat&atilde;o dois cidad&atilde;os romanos para o provimento de duas\npra&ccedil;as, respondeu que ambos lhe descontentavam: um porque nada tinha, outro\nporque nada lhe bastava. Tais s&atilde;o os dois capit&atilde;es-mores em que se repartiu\neste governo: Baltasar de Sousa n&atilde;o tem nada, In&aacute;cio do Rego n&atilde;o lhe basta\nnada; e eu n&atilde;o sei qual &eacute; maior tenta&ccedil;&atilde;o, se a 1, se a 2. Tudo\nquanto h&aacute; na capitania do Par&aacute;, tirando as terras, n&atilde;o vale 10 mil cruzados,\ncomo &eacute; not&oacute;rio, e desta terra h&aacute;-de tirar In&aacute;cio do Rego mais de 100 mil\ncruzados em tr&ecirc;s anos, segundo se lhe v&atilde;o logrando bem as ind&uacute;strias.<\/p><p>Tudo isto sai do sangue e\ndo suor dos tristes &iacute;ndios, aos quais trata como t&atilde;o escravos seus, que nenhum\ntem liberdade nem para deixar de servir a ele nem para poder servir a outrem; o\nque, al&eacute;m da injusti&ccedil;a que se faz aos &iacute;ndios, &eacute; ocasi&atilde;o de padecerem muitas\nnecessidades os portugueses e de perecerem os pobres. Em uma capitania destas\nconfessei uma pobre mulher, das que vieram das Ilhas, a qual me disse com\nmuitas l&aacute;grimas que, dos nove filhos que tivera, lhe morreram em tr&ecirc;s meses\ncinco filhos, de pura fome e desamparo; e, consolando-a eu pela morte de tantos\nfilhos, respondeu-me: &ldquo;Padre, n&atilde;o s&atilde;o esses os por que eu choro, sen&atilde;o pelos\nquatro que tenho vivos sem ter com que os sustentar, e pe&ccedil;o a Deus todos os\ndias que me os leve tamb&eacute;m.&rdquo;<\/p><p>S&atilde;o lastimosas as\nmis&eacute;rias que passa esta pobre gente das Ilhas, porque, como n&atilde;o t&ecirc;m com que\nagradecer, se algum &iacute;ndio se reparte n&atilde;o lhe chega a eles, sen&atilde;o aos poderosos;\ne &eacute; este um desamparo a que V. M. por piedade dever&aacute; mandar acudir. <\/p><p>Tornando aos &iacute;ndios do\nPar&aacute;, dos quais, como dizia, se serve quem ali governa como se foram seus\nescravos, e os traz quase todos ocupados em seus interesses, principalmente no\ndos tabacos, obriga-me a consci&ecirc;ncia a manifestar a V. M. os grandes pecados\nque por ocasi&atilde;o deste servi&ccedil;o se cometem. <\/p><p>(S&eacute;rgio\nRodrigues (org.). Cartas brasileiras, 2017. Adaptado.) <\/p><p><sup>1<\/sup>V. M.: Vossa Majestade.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 02<\/strong><\/h3><p>&Agrave; quest&atilde;o colocada por D.\nJo&atilde;o IV, Ant&ocirc;nio Vieira <\/p><p>(A) responde de maneira\ncateg&oacute;rica. <\/p><p>(B) opta por n&atilde;o emitir uma\nopini&atilde;o. <\/p><p>(C) finge n&atilde;o t&ecirc;-la\ncompreendido. <\/p><p>(D) admite a incapacidade de\nrespond&ecirc;-la. <\/p><p>(E) responde de forma\nenigm&aacute;tica.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>A alternativa A est&aacute; correta, pois ao ser perguntado sobre o que era mais conveniente, &ldquo;dois capit&atilde;es-mores ou um s&oacute; governador&rdquo;, Vieira responde sem hesitar: &ldquo;Digo que menos mal ser&aacute; um ladr&atilde;o que dois; e que mais dificultoso ser&atilde;o de achar dois homens de bem que um&rdquo;. Assim, pode-se dizer que sua resposta &eacute;&nbsp; &ldquo;categ&oacute;rica&rdquo;. <\/em><\/li><li><em>A alternativa B est&aacute; incorreta, pois apesar de dizer que n&atilde;o estava capacitado para tal, Vieira opina mesmo assim. <\/em><\/li><li><em>A alternativa C est&aacute; incorreta, pois ele nunca diz que n&atilde;o entendeu a pergunta, ele apenas afirma que n&atilde;o se sente capacitado &ndash; ainda que opine mesmo assim. <\/em><\/li><li><em>A alternativa D est&aacute; incorreta, pois, assim como em B, apesar de dizer que n&atilde;o estava capacitado para tal, Vieira opina mesmo assim. <\/em><\/li><li><em>A alternativa E est&aacute; incorreta, pois ainda que responda atrav&eacute;s de uma alegoria, Vieira n&atilde;o deixa margem para d&uacute;vidas. Ele afirma categoricamente que &ldquo;Digo que menos mal ser&aacute; um ladr&atilde;o que dois; e que mais dificultoso ser&atilde;o de achar dois homens de bem que um&rdquo;.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: A<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 03<\/strong><\/h3><p>Considerando o contexto, as lacunas numeradas no\nterceiro par&aacute;grafo do texto devem ser preenchidas, respectivamente, por <\/p><p>(A) humildade e vaidade. <\/p><p>(B) necessidade e cobi&ccedil;a. <\/p><p>(C) mis&eacute;ria e inveja.<\/p><p>(D) pregui&ccedil;a e gan&acirc;ncia.<\/p><p>(E) avareza e lux&uacute;ria<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>O trecho a que a quest&atilde;o se refere &eacute; &ldquo;e eu n&atilde;o sei qual &eacute; maior tenta&ccedil;&atilde;o, se a 1 , se a 2&rdquo;. As pessoas de quem o trecho fala s&atilde;o, respectivamente &ldquo;um porque <\/em><strong><em>nada tinha<\/em><\/strong><em>, outro porque <\/em><strong><em>nada lhe bastava<\/em><\/strong><em>&rdquo;<\/em><\/li><li><em>A alternativa A est&aacute; incorreta, pois ainda que se pudesse associar &ldquo;humildade&rdquo; a n&atilde;o possuir nada &ndash; entendendo humilde como um eufemismo para &ldquo;pobre&rdquo; &ndash; , &ldquo;vaidade&rdquo; tem a ver com imod&eacute;stia, presun&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o com querer sempre mais. <\/em><\/li><li><em>A alternativa B est&aacute; correta, pois &ldquo;nada ter&rdquo; pode ser um sin&ocirc;nimo de &ldquo;necessidade&rdquo;, que significa car&ecirc;ncia, insufici&ecirc;ncia; e &ldquo;nada lhe bastava&rdquo; pode ser um sin&ocirc;nimo de &ldquo;cobi&ccedil;a&rdquo;, que significa ambi&ccedil;&atilde;o, gan&acirc;ncia. <\/em><\/li><li><em>A alternativa C est&aacute; incorreta, pois ainda que se pudesse associar &ldquo;mis&eacute;ria&rdquo; a n&atilde;o possuir nada &ndash; entendendo miser&aacute;vel como algu&eacute;m que n&atilde;o possui nada &ndash;, &ldquo;inveja&rdquo; tem a ver com ci&uacute;me, n&atilde;o com ambi&ccedil;&atilde;o.&nbsp; <\/em><\/li><li><em>A alternativa D est&aacute; incorreta, pois pregui&ccedil;a n&atilde;o &eacute; associada a n&atilde;o ter nada. N&atilde;o se pode afirmar que algu&eacute;m n&atilde;o possui nada por pregui&ccedil;a. Gan&acirc;ncia, por&eacute;m, poderia ser um poss&iacute;vel sin&ocirc;nimo para &ldquo;nada lhe bastava&rdquo;. <\/em><\/li><li><em>A alternativa E est&aacute; incorreta, pois avareza remete &agrave; ideia de mesquinharia, p&atilde;o-durismo, ou seja, n&atilde;o se relaciona com ter nada; e lux&uacute;ria apesar de lux&uacute;ria poder ser entendido como &ldquo;desejo excessivo&rdquo;, h&aacute; um aspecto mais ligado &agrave; sexualidade do que a bens materiais como parece ser o caso no texto. <\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: B<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 04<\/strong><\/h3><p>Em sua carta, Ant&ocirc;nio Vieira relata os padecimentos <\/p><p>(A) dos nativos e dos capit&atilde;es-mores.<\/p><p>(B) dos negros e dos colonos pobres.<\/p><p>(C) dos nativos e dos colonos pobres.<\/p><p>(D) dos negros e dos capit&atilde;es-mores.<\/p><p>(E) dos nativos e dos negros.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>A resposta para essa alternativa est&aacute; no 4&ordm; par&aacute;grafo, nos trechos &ldquo;Tudo isto sai do sangue e do suor dos tristes &iacute;ndios&rdquo; e &ldquo;al&eacute;m da injusti&ccedil;a que se faz aos <\/em><strong><em>&iacute;ndios<\/em><\/strong><em>, &eacute; ocasi&atilde;o de padecerem muitas necessidades os <\/em><strong><em>portugueses<\/em><\/strong><em> e de perecerem os <\/em><strong><em>pobres<\/em><\/strong><em>&rdquo;.<\/em><\/li><li><em>A alternativa A est&aacute; incorreta, pois n&atilde;o h&aacute; refer&ecirc;ncia a capit&atilde;es-mores &ndash; pessoas que auxiliavam o Governador Geral com a seguran&ccedil;a do litoral da col&ocirc;nia &ndash; no texto. <\/em><\/li><li><em>A alternativa B est&aacute; incorreta, pois n&atilde;o se fala em &ldquo;negros&rdquo; no texto, apenas em &iacute;ndios e portugueses. <\/em><\/li><li><em>A alternativa C est&aacute; correta, pois no quarto par&aacute;grafo s&atilde;o citados dois grupos como prejudicados: &iacute;ndios e portugueses pobres. Uma vez que os nativos eram os ind&iacute;genas e os portugueses que aqui estavam eram os colonos, a alternativa correta era nativos e colonos pobres<\/em><\/li><li><em>A alternativa D est&aacute; incorreta, pois, assim como falado anteriormente, n&atilde;o se fala nem de negros e nem de capit&atilde;es-mores no texto. <\/em><\/li><li><em>A alternativa E est&aacute; incorreta, pois o texto n&atilde;o fala de negros em nenhum momento. <\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: C<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 05<\/strong><\/h3><p>Em um estudo publicado em 2005, o historiador\nGustavo Acioli Lopes vale-se, no quadro da economia colonial, da express&atilde;o\n&ldquo;primo pobre&rdquo; para se referir ao produto derivado das lavouras mencionadas por\nAnt&ocirc;nio Vieira em sua carta. No contexto hist&oacute;rico em que foi escrita a carta,\no &ldquo;primo rico&rdquo; seria<\/p><p>(A) o a&ccedil;&uacute;car. <\/p><p>(B) o pau-brasil. (extrativismo)<\/p><p>(C) o caf&eacute;. (XIX)<\/p><p>(D) o ouro. (XVIII)<\/p><p>(E) o algod&atilde;o. (XIX)<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p><strong>Aten&ccedil;&atilde;o<\/strong>: <strong>quest&atilde;o interdisciplinar<\/strong> com a Hist&oacute;ria.<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>A alternativa A est&aacute; correta, pois a economia no Brasil col&ocirc;nia estava fortemente apoiada na planta&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car, sendo assim, o &ldquo;primo rico&rdquo;. O tabaco, citado no &uacute;ltimo par&aacute;grafo do texto, n&atilde;o era t&atilde;o respons&aacute;vel pelos lucros e, por isso, era chamado de &ldquo;primo pobre&rdquo;. <\/em><\/li><li><em>A alternativa B est&aacute; incorreta, pois apesar do pau-brasil ser fonte de renda na economia colonial, era ligado ao extrativismo, ou seja, n&atilde;o havia planta&ccedil;&otilde;es de pau-brasil. Ele era extra&iacute;do e exportado. <\/em><\/li><li><em>A alternativa C est&aacute; incorreta, pois a planta&ccedil;&atilde;o de caf&eacute; s&oacute; passa a ter expressividade no Brasil no s&eacute;culo XIX. <\/em><\/li><li><em>A alternativa D est&aacute; incorreta, pois a explora&ccedil;&atilde;o de min&eacute;rio do ouro &eacute; expressiva na regi&atilde;o de Minas Gerais, no s&eacute;culo XVIII. <\/em><\/li><li><em>A alternativa E est&aacute; incorreta, pois a planta&ccedil;&atilde;o de algod&atilde;o s&oacute; passa a ter expressividade no Brasil no s&eacute;culo XIX.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: A<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 06<\/strong><\/h3><p>Sempre que haja necessidade expressiva de refor&ccedil;o,\nde &ecirc;nfase, pode o objeto direto vir repetido. Essa reitera&ccedil;&atilde;o recebe o nome de\nobjeto direto pleon&aacute;stico. (Adriano da Gama Kury. Novas li&ccedil;&otilde;es de an&aacute;lise\nsint&aacute;tica, 1997. Adaptado.) Ant&ocirc;nio Vieira recorre a esse recurso expressivo\nem: <\/p><p>(A) &ldquo;Sendo propostos a Cat&atilde;o dois cidad&atilde;os romanos\npara o provimento de duas pra&ccedil;as, respondeu que ambos lhe descontentavam&rdquo; (3o\npar&aacute;grafo) <\/p><p>(B) &ldquo;e, consolando-a eu pela morte de tantos filhos,\nrespondeu-me&rdquo; (4o par&aacute;grafo) <\/p><p>(C) &ldquo;e desta terra h&aacute;-de tirar In&aacute;cio do Rego mais\nde 100 mil cruzados em tr&ecirc;s anos, segundo se lhe v&atilde;o logrando bem as\nind&uacute;strias&rdquo; (3o par&aacute;grafo) <\/p><p>(D) &ldquo;S&atilde;o lastimosas as mis&eacute;rias que passa esta pobre\ngente das Ilhas&rdquo; (5o par&aacute;grafo) <\/p><p>(E) &ldquo;Eu, Senhor, raz&otilde;es pol&iacute;ticas nunca as soube,\ne hoje as sei muito menos&rdquo; (2o par&aacute;grafo)<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p><strong>Aten&ccedil;&atilde;o<\/strong>: <em>Os Serm&otilde;es<\/em> de Padre Ant&ocirc;nio Vieira s&atilde;o uma obra que comp&otilde;e o repert&oacute;rio obrigat&oacute;rio de leituras da UNICAMP 2020.<\/p><p><strong>DICA DA PROF<\/strong><\/p><p>O objeto direto pleon&aacute;stico geralmente vem em forma de pronome obl&iacute;quo;\nlogo, a #dicadaprofa de antem&atilde;o era justamente come&ccedil;ar procurando por essa classifica&ccedil;&atilde;o\nde pronome.<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. &ldquo;Respondeu que ambos <\/em><strong><em>lhe<\/em><\/strong><em> descontentavam&rdquo;: descontentavam a eles (cidad&atilde;os romanos), est&aacute; correto o uso do verbo transitivo indireto.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. &ldquo;Consolando-<\/em><strong><em>a<\/em><\/strong><em> eu pela morte de tantos filhos&rdquo;: na ordem direta: eu consolo ela (quem consola, consola algu&eacute;m); &ldquo;pela morte de tantos filhos&rdquo;: adjunto adverbial. No caso, o objeto direto est&aacute; expresso correta e explicitamente pelo pronome obl&iacute;quo.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. &ldquo;Segundo se lhe v&atilde;o logrando&rdquo;: <\/em><strong><em>aten&ccedil;&atilde;o<\/em><\/strong><em>, em l&iacute;ngua portuguesa est&aacute; correto o <\/em><strong><em>uso duplo de pronome<\/em><\/strong><em>: no caso, &ldquo;se&rdquo; &eacute; reflexivo e &ldquo;lhe&rdquo; &eacute; objeto indireto de logrando. N&atilde;o h&aacute; objeto direto nesse caso.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. Cuidado: sequer tem pronome obl&iacute;quo nesse trecho. &ldquo;S&atilde;o lastimosas <\/em><strong><em>as<\/em><\/strong><em> mis&eacute;rias&rdquo;: no caso, este &ldquo;as&rdquo; &eacute; artigo definido feminino, e n&atilde;o pronome obl&iacute;quo.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: correta &ndash; gabarito. Padre Ant&ocirc;nio Vieira &eacute; um autor do movimento liter&aacute;rio do Barroco, cheio de rebuscamento na forma e na linguagem. Nesse trecho, h&aacute; invers&atilde;o da ordem direta (SVO) do portugu&ecirc;s. No caso, vamos fazer an&aacute;lise sint&aacute;tica desse trecho: <\/em><\/li><\/ul><p><em>&ldquo;raz&otilde;es pol&iacute;ticas nunca <strong>as<\/strong>\nsoube&rdquo;<\/em><\/p><p>*Sujeito: &ldquo;eu&rdquo; (1&ordf; pessoa do singular, o que sabemos por meio da\ndesin&ecirc;ncia &ndash; termina&ccedil;&atilde;o &ndash; do verbo);<\/p><p>*Verbo: soube;<\/p><p>*Objeto direto [expl&iacute;cito]: raz&otilde;es pol&iacute;ticas;<\/p><p>*As: pronome obl&iacute;quo que se refere ao termo &ldquo;raz&otilde;es pol&iacute;ticas&rdquo;, por&eacute;m,\ndesnecess&aacute;rio (pleon&aacute;stico, redundante), uma vez que o objeto direto j&aacute; aparece\nexpl&iacute;cito na ora&ccedil;&atilde;o.<\/p><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: E<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 07<\/strong><\/h3><div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/image56.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-33283\" width=\"434\" height=\"441\"><\/figure><\/div><p>Na tira, a morte &eacute; caracterizada como <\/p><p>(A) fr&iacute;vola. <\/p><p>(B) compassiva. <\/p><p>(C) solit&aacute;ria. <\/p><p>(D) incorrupt&iacute;vel. <\/p><p>(E) materialista<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>A alternativa A est&aacute; incorreta. &ldquo;Fr&iacute;vola&rdquo; refere-se a uma pessoa que n&atilde;o se preocupa com quest&otilde;es importantes, ora a morte deve trabalhar no Iraque ceifando vidas, algo que n&atilde;o pode ser considerado f&uacute;til. <\/em><\/li><li><em>A alternativa B est&aacute; incorreta. &ldquo;Compassiva&rdquo; pode aplicada a&nbsp; uma pessoa que tem empatia em rela&ccedil;&atilde;o ao outro; &eacute; verdade que a morte diz que est&aacute; com pena, mas, percebe-se que ela est&aacute; sendo ir&ocirc;nica. <\/em><\/li><li><em>A alternativa C est&aacute; incorreta.&nbsp; A morte n&atilde;o est&aacute; incomodada por ser sozinha. <\/em><\/li><li><em>A alternativa D est&aacute; correta.&nbsp; O moribundo tenta subornar a morte oferecendo-lhe um emprego, e ela n&atilde;o aceita. <\/em><\/li><li><em>A alternativa E est&aacute; incorreta. Se a morte se preocupasse com bens materiais, ela aceitaria a oferta do moribundo. <\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: D<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 08<\/strong><\/h3><p>Constituem exemplos de linguagem formal e de\nlinguagem coloquial, respectivamente, as seguintes falas:<\/p><p>(A) &ldquo;Ah, estou morrendo de pena&hellip;&rdquo; e &ldquo;Ainda vou\ntrabalhar a noite inteira no Iraque, meu rapaz.&rdquo;<\/p><p>(B) &ldquo;Me adianta essa, vai&hellip;&rdquo; e &ldquo;&Eacute; cedo para mim.&rdquo;<\/p><p>(C) &ldquo;O importante &eacute; trabalhar com o que a gente\ngosta.&rdquo; E &ldquo;Posso lhe dar um emprego bem melhor&hellip;&rdquo;<\/p><p>(D) &ldquo;&Eacute; cedo para mim.&rdquo; e &ldquo;Posso lhe dar um emprego\nbem melhor&hellip;&rdquo;<\/p><p>(E) &ldquo;Posso lhe dar um emprego bem melhor&hellip;&rdquo; e &ldquo;Me\nadianta essa, vai&hellip;&rdquo;<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>&Eacute; preciso tomar cuidado com a\npalavra &ldquo;respectivamente&rdquo;, significa que a primeira frase deve ser formal e a\nsegunda deve ser coloquial. <\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>A alternativa A est&aacute; incorreta. A primeira fala tem um termo coloquial &ldquo;pena&rdquo;, portanto, n&atilde;o atende ao que foi pedido. <\/em><\/li><li><em>A alternativa B est&aacute; incorreta. &ldquo;Me adiante essa, vai&hellip;&rdquo; &eacute; coloquial, pois&nbsp; usa-se o pronome &aacute;tono no come&ccedil;o da ora&ccedil;&atilde;o, algo n&atilde;o recomendado pela gram&aacute;tica normativa.<\/em><\/li><li><em>A alternativa C est&aacute; incorreta.&nbsp; Na primeira ora&ccedil;&atilde;o, o verbo gostar exige a preposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;de&rdquo;, para expressar essa informa&ccedil;&atilde;o na linguagem formal, o personagem deveria ter dito &ldquo;O importante &eacute; trabalhar com aquilo <\/em><strong><em>de<\/em><\/strong><em> que a gente gosta&rdquo;.<\/em><\/li><li><em>A alternativa D est&aacute; incorreta. A segunda ora&ccedil;&atilde;o est&aacute; de acordo com o padr&atilde;o formal como se observa pelo uso do pronome &aacute;tono &ldquo;lhe&rdquo;, pouco usado na linguagem coloquial. <\/em><\/li><li><em>A alternativa E est&aacute; correta. A primeira ora&ccedil;&atilde;o segue as regras do uso do pronome &aacute;tono &ldquo;lhe&rdquo; como objeto indireto; na segunda ora&ccedil;&atilde;o, observa-se o uso do pronome &aacute;tono &ldquo;me&rdquo; no come&ccedil;o da frase, tra&ccedil;o da linguagem coloquial, al&eacute;m disso, observa-se a express&atilde;o &ldquo;me adianta essa&rdquo; que&nbsp; &eacute; uma esp&eacute;cie de g&iacute;ria para solicitar que a morte resolva o problema para ele.<\/em> <\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: E<\/strong><\/p><p><strong><em>Leia o soneto &ldquo;VII&rdquo;, de Cl&aacute;udio Manuel da Costa, para responder &agrave;s quest&otilde;es de 09 a 13.<\/em><\/strong> <\/p><p>Onde estou? Este s&iacute;tio desconhe&ccedil;o:<br>Quem fez t&atilde;o diferente aquele prado? <br>Tudo outra natureza tem tomado, <br>E em contempl&aacute;-lo, t&iacute;mido, esmore&ccedil;o. <\/p><p>Uma fonte aqui houve; eu n&atilde;o me esque&ccedil;o <br>De estar a ela um dia reclinado; <br>Ali em vale um monte est&aacute; mudado: <br>Quanto pode dos anos o progresso!<\/p><p>&Aacute;rvores aqui vi t&atilde;o florescentes, <br>Que faziam perp&eacute;tua a primavera: <br>Nem troncos vejo agora decadentes.<\/p><p>Eu me engano: a regi&atilde;o esta n&atilde;o era; <br>Mas que venho a estranhar, se est&atilde;o presentes <br>Meus males, com que tudo degenera!<\/p><p>(Cl&aacute;udio Manuel da Costa. Obras, 2002.)<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 09<\/strong><\/h3><p>O tom predominante no soneto &eacute; de <\/p><p>(A) ingenuidade. <\/p><p>(B) apatia. <\/p><p>(C) ira. <\/p><p>(D) ironia. <\/p><p>(E) perplexidade.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. Segundo o Houaiss, ingenuidade significa qualidade, car&aacute;ter de ing&ecirc;nuo; simplicidade, candura, singeleza; a&ccedil;&atilde;o, palavra de pessoa ing&ecirc;nua. O eu l&iacute;rico se mostra chocado com o progresso na sua terra.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. Apatia &eacute; sin&ocirc;nimo de indiferen&ccedil;a e n&atilde;o &eacute; isso. Ele se mostra chocado, atordoado com a mudan&ccedil;a na sua terra.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. N&atilde;o &eacute; raiva o que ele sente, &eacute; uma constata&ccedil;&atilde;o pasma. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. Ironia &eacute; tanto uma figura de linguagem quanto um efeito de texto quando algu&eacute;m quer dizer o contr&aacute;rio do que foi dito. N&atilde;o &eacute; ironia, mas sim a exposi&ccedil;&atilde;o de sua perplexidade.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: correta &ndash; gabarito. O sentimento do eu l&iacute;rico pode ser definido como choque, atordoamento, perplexidade.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: E<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 10<\/strong><\/h3><p>No soneto, o eu l&iacute;rico expressa um sentimento de\ninadequa&ccedil;&atilde;o que, a seu turno, se faz presente na seguinte cita&ccedil;&atilde;o: <\/p><p>(A) &ldquo;A independ&ecirc;ncia, n&atilde;o obstante a forma em que se\ndesenrolou, constituiu a primeira grande revolu&ccedil;&atilde;o social que se operou no\nBrasil.&rdquo; (Florestan Fernandes. A revolu&ccedil;&atilde;o burguesa no Brasil.) <\/p><p>(B) &ldquo;Todo povo tem na sua evolu&ccedil;&atilde;o, vista &agrave;\ndist&acirc;ncia, um certo &lsquo;sentido&rsquo;. Este se percebe n&atilde;o nos pormenores de sua\nhist&oacute;ria, mas no conjunto dos fatos e acontecimentos essenciais que a\nconstituem num largo per&iacute;odo de tempo.&rdquo; (Caio Prado J&uacute;nior. Forma&ccedil;&atilde;o do Brasil\ncontempor&acirc;neo.) <\/p><p>(C) &ldquo;A ocupa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica das terras americanas\nconstitui um epis&oacute;dio da expans&atilde;o comercial da Europa. A descoberta das terras\namericanas &eacute;, basicamente, um epis&oacute;dio dessa obra ingente. De in&iacute;cio pareceu\nser epis&oacute;dio secund&aacute;rio. E na verdade o foi para os portugueses durante todo um\nmeio s&eacute;culo.&rdquo; (Celso Furtado. Forma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do Brasil.) <\/p><p>(D) &ldquo;Trazendo de pa&iacute;ses distantes nossas formas de\nconv&iacute;vio, nossas institui&ccedil;&otilde;es, nossas ideias, e timbrando em manter tudo isso\nem ambiente muitas vezes desfavor&aacute;vel e hostil, somos ainda hoje uns\ndesterrados em nossa terra.&rdquo; (S&eacute;rgio Buarque de Holanda. Ra&iacute;zes do Brasil.) <\/p><p>(E) &ldquo;A forma&ccedil;&atilde;o patriarcal do Brasil explica-se,\ntanto nas suas virtudes como nos seus defeitos, menos em termos de &lsquo;ra&ccedil;a&rsquo; e de\n&lsquo;religi&atilde;o&rsquo; do que em termos econ&ocirc;micos, de experi&ecirc;ncia de cultura e de\norganiza&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, que foi aqui a unidade colonizadora.&rdquo; (Gilberto Freyre.\nCasa- -grande e senzala.)<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. <\/em><strong><em>Aten&ccedil;&atilde;o<\/em><\/strong><em>: o eu l&iacute;rico demonstra um sentimento mais negativo do que positivo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as que ele observou em sua terra. Isso porque, &aacute;rcade que ele &eacute;, ele valorizava a natureza e agora ela se revela em detrimento do progresso. Logo, o termo &ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o social&rdquo;, notadamente positivo, n&atilde;o se aplica aqui.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. O poema n&atilde;o menciona diretamente o povo, mas sim o sentimento subjetivo do eu l&iacute;rico, seu sentimento quanto ao fen&ocirc;meno do progresso.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. N&atilde;o &eacute; mencionado nada disso: &ldquo;A ocupa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica das terras americanas constitui um epis&oacute;dio da expans&atilde;o comercial da Europa&rdquo;<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: correta &ndash; gabarito. O desajuste, o deslocamento e a inadequa&ccedil;&atilde;o sentido pelo eu l&iacute;rico pode ser expresso em &ldquo;somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra&rdquo;.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. <\/em><strong><em>Cuidado<\/em><\/strong><em>: o trecho menciona &ldquo;suas virtudes como nos seus defeitos&rdquo; e para o eu l&iacute;rico o progresso seria negativo, haja vista o seu descontentamento com o fen&ocirc;meno.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: D<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 11<\/strong><\/h3><p>Considerando o contexto hist&oacute;rico-geogr&aacute;fico de\nprodu&ccedil;&atilde;o do soneto, as transforma&ccedil;&otilde;es na paisagem assinaladas pelo eu l&iacute;rico\nrelacionam-se &agrave; seguinte atividade econ&ocirc;mica: <\/p><p>(A) ind&uacute;stria. <\/p><p>(B) extrativismo vegetal. <\/p><p>(C) agricultura. <\/p><p>(D) extrativismo mineral. <\/p><p>(E) pecu&aacute;ria<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p><strong>Aten&ccedil;&atilde;o<\/strong>: <strong>quest&atilde;o interdisciplinar<\/strong> com a Hist&oacute;ria, cuja resposta levou em\nconsidera&ccedil;&atilde;o a ajuda\/consultoria do professor Al&ecirc; Lopes.<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. N&atilde;o tem como se ind&uacute;stria, pois ela &eacute; um processo econ&ocirc;mico do come&ccedil;o do s&eacute;culo XX, sobretudo, p&oacute;s-1930.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. N&atilde;o, porque o extrativismo vegetal &eacute;, predominantemente, uma atividade econ&ocirc;mica amaz&ocirc;nica.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. A agricultura nesta &eacute;poca poder ser considerada uma atividade de subsist&ecirc;ncia e abastecimento interno. Portanto, ela tamb&eacute;m sofre que com as transforma&ccedil;&otilde;es advindas da intensifica&ccedil;&atilde;o da atividade mineradora.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: correta &ndash; gabarito. Cl&aacute;udio Manuel da Costa &eacute; mineiro no s&eacute;culo XVIII, &eacute;poca na qual predominava em Minas Gerais a extra&ccedil;&atilde;o de minerais, principalmente, a atividade aur&iacute;fera.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. A pecu&aacute;ria &eacute; uma atividade econ&ocirc;mica predominante no Sul e Nordeste.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: D<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 12<\/strong><\/h3><p>O eu l&iacute;rico recorre ao recurso expressivo conhecido\ncomo hip&eacute;rbole no verso: <\/p><p>(A) &ldquo;Quem fez t&atilde;o diferente aquele prado?&rdquo; (1a\nestrofe) <\/p><p>(B) &ldquo;E em contempl&aacute;-lo, t&iacute;mido, esmore&ccedil;o.&rdquo; (1a\nestrofe) <\/p><p>(C) &ldquo;Quanto pode dos anos o progresso!&rdquo; (2a estrofe)\n<\/p><p>(D) &ldquo;Que faziam perp&eacute;tua a primavera:&rdquo; (3a estrofe) <\/p><p>(E) &ldquo;&Aacute;rvores aqui vi t&atilde;o florescentes,&rdquo; (3a estrofe)<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>Quest&atilde;o t&iacute;pica sobre <strong>figuras de linguagem<\/strong>. A hip&eacute;rbole &eacute; uma figura\nde linguagem que ocorre quando h&aacute; o uso de uma express&atilde;o exagerada, claramente\nsimb&oacute;lica.<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. A palavra &ldquo;t&atilde;o&rdquo; &eacute; um qualificador, um adv&eacute;rbio que expressa grau de superlativo, mas n&atilde;o &eacute; porque &eacute; superlativo que &eacute; hiperb&oacute;lico. Hip&eacute;rbole &eacute; uma quest&atilde;o de grada&ccedil;&atilde;o e de exagero.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. Esmorecer significa &ldquo;tornar sem &acirc;nimo, sem for&ccedil;as; enfraquecer, afrouxar&rdquo; (dicion&aacute;rio Houaiss), que n&atilde;o expressa rela&ccedil;&atilde;o hiperb&oacute;lica em rela&ccedil;&atilde;o ao adjetivo &ldquo;t&iacute;mido&rdquo;.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. A passagem exalta a passagem do tempo, mas sem car&aacute;ter hiperb&oacute;lico.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: correta &ndash; gabarito. Hip&eacute;rbole significa exagero, o que pode ser expresso por meio do adjetivo &ldquo;perp&eacute;tua&rdquo;, que &eacute; bem forte, enf&aacute;tico.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. Novamente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; letra &ldquo;a&rdquo;, hip&eacute;rbole deve dizer respeito necessariamente ao exagero, ao excessivo.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: D<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 13<\/strong><\/h3><p>Est&aacute; reescrito em ordem direta, sem\npreju&iacute;zo de seu sentido original, o seguinte verso: <\/p><p>(A) &ldquo;Quem fez t&atilde;o diferente aquele\nprado?&rdquo; (1a estrofe) &rarr; Quem aquele prado fez t&atilde;o diferente? <\/p><p>(B) &ldquo;Uma fonte aqui houve; eu n&atilde;o me\nesque&ccedil;o&rdquo; (2a estrofe) &rarr; Uma fonte houve aqui; eu n&atilde;o me esque&ccedil;o.<\/p><p>(C) &ldquo;Ali em vale um monte est&aacute;\nmudado:&rdquo; (2a estrofe) &rarr; Ali est&aacute; mudado um monte em vale. <\/p><p>(D) &ldquo;Tudo outra natureza tem\ntomado,&rdquo; (1a estrofe) &rarr; Tudo tem tomado outra natureza. <\/p><p>(E) &ldquo;Nem troncos vejo agora\ndecadentes.&rdquo; (3a estrofe) &rarr; Nem troncos decadentes vejo agora.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>Essa quest&atilde;o foi respondida com a ajuda\/consultoria do professor Wagner\nSantos.<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. Primeiramente, trata-se de uma pergunta. No caso, o problema seria o &ldquo;sem preju&iacute;zo de seu sentido original&rdquo;, porque em &ldquo;Quem <\/em><strong><em>fez t&atilde;o diferente<\/em><\/strong><em> aquele prado?&rdquo;, o &ldquo;t&atilde;o diferente&rdquo; tem valor adverbial em rela&ccedil;&atilde;o ao verbo diretamente, &ldquo;fez&rdquo;, alterando o seu sentido.  Por sua vez, em &ldquo;quem <\/em><strong><em>aquele prado<\/em><\/strong><em> fez <\/em><strong><em>t&atilde;o diferente<\/em><\/strong><em>?&rdquo;, o termo &ldquo;t&atilde;o diferente&rdquo; ainda continua sendo um adv&eacute;rbio intensificador; por&eacute;m, agora, o seu sentido estaria mais relacionado ao termo &ldquo;aquele prado&rdquo;.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. <\/em><strong><em>Cuidado<\/em><\/strong><em>: trecho composto por duas ora&ccedil;&otilde;es separadas pela pontua&ccedil;&atilde;o do ponto e v&iacute;rgula, sendo que a segunda permanece exatamente igual. No caso da primeira, o verbo &ldquo;haver&rdquo; tem uma peculiaridade de apresentar sujeito inexistente, mas ele &eacute; transitivo direto. Logo, temos na ordem direta (SVO): houve (V) uma fonte (OD) aqui (adjunto adverbial de lugar), lembrando que a posi&ccedil;&atilde;o original do adv&eacute;rbio &eacute; no fim da senten&ccedil;a, porque ele &eacute; um termo acess&oacute;rio da ora&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. Ali &eacute; um adjunto adverbial e a posi&ccedil;&atilde;o original do adv&eacute;rbio &eacute; no fim da senten&ccedil;a, porque ele &eacute; um termo acess&oacute;rio da ora&ccedil;&atilde;o. Se ele se mant&eacute;m no in&iacute;cio, logo, a ora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o estaria exatamente na sua ordem direta, que no caso seria: um monte em vale (S) est&aacute; mudado (V &ndash; locu&ccedil;&atilde;o verbal) ali (adjunto adverbial de lugar).<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: correta &ndash; gabarito. Esta ora&ccedil;&atilde;o &eacute; a &uacute;nica que na sua <\/em><strong><em>integridade<\/em><\/strong><em> h&aacute; mudan&ccedil;a para a ordem direta: tudo (S) tem tomado (V &ndash; locu&ccedil;&atilde;o verbal) outra natureza (OD, porque quem toma, toma alguma coisa).<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. Sendo o sujeito oculto, sendo identificado pela desin&ecirc;ncia (termina&ccedil;&atilde;o) do verbo vejo (conjugado na 1&ordf; pessoa do singular), se deveria ser SVO, aqui n&oacute;s dever&iacute;amos come&ccedil;ar ent&atilde;o com o verbo &ldquo;vejo&rdquo;, o que n&atilde;o &eacute; o caso, porque ela aparece s&oacute; l&aacute; no final. No caso, a ordem direta seria: &ldquo;nem (nega&ccedil;&atilde;o) vejo (V) troncos decadentes (OD) agora (adjunto adverbial de lugar).<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: D<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 14<\/strong><\/h3><p>Examine os gr&aacute;ficos.<\/p><div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/image57.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-33289\"><\/figure><\/div><p>As din&acirc;micas clim&aacute;ticas representadas nos gr&aacute;ficos 1\ne 2 correspondem, respectivamente, aos espa&ccedil;os retratados em <\/p><p>(A) Capit&atilde;es da Areia, de Jorge Amado, e O corti&ccedil;o,\nde Alu&iacute;sio Azevedo. <\/p><p>(B) Vidas secas, de Graciliano Ramos, e Capit&atilde;es da\nAreia, de Jorge Amado. <\/p><p>(C) Vidas secas, de Graciliano Ramos, e Grande\nsert&atilde;o: veredas, de Guimar&atilde;es Rosa. <\/p><p>(D) Mem&oacute;rias p&oacute;stumas de Br&aacute;s Cubas, de Machado de\nAssis, e O corti&ccedil;o, de Alu&iacute;sio Azevedo. <\/p><p>(E) Mem&oacute;rias p&oacute;stumas de Br&aacute;s Cubas, de Machado de\nAssis, e Vidas secas, de Graciliano Ramos.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p><strong>Aten&ccedil;&atilde;o<\/strong>: <strong>quest&atilde;o interdisciplinar<\/strong> com a Geografia, cuja resposta levou em\nconsidera&ccedil;&atilde;o a ajuda\/consultoria do professor Saulo.<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. Considerando que O corti&ccedil;o se passa no Rio de Janeiro, o &iacute;ndice pluviom&eacute;trico n&atilde;o &eacute; t&atilde;o baixo no meio do ano.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. Devido ao fato de Vidas secas se passar no sert&atilde;o nordestino, os &iacute;ndices pluviom&eacute;tricos n&atilde;o poderiam ser t&atilde;o altos.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. Novamente, devido ao fato de Vidas secas se passar no sert&atilde;o nordestino, os &iacute;ndices pluviom&eacute;tricos n&atilde;o poderiam ser t&atilde;o altos.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. Mais uma vez, considerando que O corti&ccedil;o se passa no Rio de Janeiro, o &iacute;ndice pluviom&eacute;trico n&atilde;o &eacute; t&atilde;o baixo no meio do ano. Alternativa &ldquo;e&rdquo;: correta &ndash; gabarito. Considerando-se que Mem&oacute;rias p&oacute;stumas de Br&aacute;s Cubas se passa no Rio de Janeiro, h&aacute; uma pequena queda no &iacute;ndice de pluviosidade no meio do ano. Por sua vez, no sert&atilde;o nordestino de Vidas secas h&aacute; um baixo &iacute;ndice pluviom&eacute;trico no meio do ano.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: E<\/strong><\/p><p>Para responder &agrave;s quest&otilde;es de 15 a 17, leia o trecho\nde uma fala do personagem Quincas Borba, extra&iacute;da do romance Quincas Borba, de\nMachado de Assis, publicado originalmente em 1891. <\/p><p>&mdash; [&hellip;] O encontro de duas expans&otilde;es, ou a expans&atilde;o de\nduas formas, pode determinar a supress&atilde;o de uma delas; mas, rigorosamente, n&atilde;o\nh&aacute; morte, h&aacute; vida, porque a supress&atilde;o de uma &eacute; condi&ccedil;&atilde;o da sobreviv&ecirc;ncia da\noutra, e a destrui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o atinge o princ&iacute;pio universal e comum. Da&iacute; o car&aacute;ter\nconservador e ben&eacute;fico da guerra. Sup&otilde;e tu um campo de batatas e duas tribos\nfamintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim\nadquire for&ccedil;as para transpor a montanha e ir &agrave; outra vertente, onde h&aacute; batatas\nem abund&acirc;ncia; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, n&atilde;o\nchegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inani&ccedil;&atilde;o. A paz, nesse caso, &eacute; a\ndestrui&ccedil;&atilde;o; a guerra &eacute; a conserva&ccedil;&atilde;o. Uma das tribos extermina a outra e\nrecolhe os despojos. Da&iacute; a alegria da vit&oacute;ria, os hinos, aclama&ccedil;&otilde;es,\nrecompensas p&uacute;blicas e todos os demais efeitos das a&ccedil;&otilde;es b&eacute;licas. Se a guerra\nn&atilde;o fosse isso, tais demonstra&ccedil;&otilde;es n&atilde;o chegariam a dar-se, pelo motivo real de\nque o homem s&oacute; comemora e ama o que lhe &eacute; apraz&iacute;vel ou vantajoso, e pelo motivo\nracional de que nenhuma pessoa canoniza uma a&ccedil;&atilde;o que virtualmente a destr&oacute;i. Ao\nvencido, &oacute;dio ou compaix&atilde;o; ao vencedor, as batatas. [&hellip;] Aparentemente, h&aacute;\nnada mais contristador que uma dessas terr&iacute;veis pestes que devastam um ponto do\nglobo? E, todavia, esse suposto mal &eacute; um benef&iacute;cio, n&atilde;o s&oacute; porque elimina os\norganismos fracos, incapazes de resist&ecirc;ncia, como porque d&aacute; lugar &agrave; observa&ccedil;&atilde;o,\n&agrave; descoberta da droga curativa. A higiene &eacute; filha de podrid&otilde;es seculares;\ndevemo-la a milh&otilde;es de corrompidos e infectos. Nada se perde, tudo &eacute; ganho. <\/p><p>(Quincas Borba, 2016.)<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 15<\/strong><\/h3><p>Est&aacute; empregado em sentido figurado o termo\nsublinhado em: <\/p><p>(A) &ldquo;nenhuma pessoa canoniza uma a&ccedil;&atilde;o que\nvirtualmente a destr&oacute;i&rdquo;. <\/p><p>(B) &ldquo;a supress&atilde;o de uma &eacute; condi&ccedil;&atilde;o da sobreviv&ecirc;ncia\nda outra&rdquo;. <\/p><p>(C) &ldquo;Uma das tribos extermina a outra e\nrecolhe os despojos&rdquo;. <\/p><p>(D) &ldquo;Da&iacute; o car&aacute;ter conservador e ben&eacute;fico da guerra&rdquo;.\n<\/p><p>(E) &ldquo;n&atilde;o chegam a nutrir-se suficientemente e morrem\nde inani&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>Quest&atilde;o sobre <strong>sentido figurado<\/strong>, sin&ocirc;nimo de sentido <strong>c<\/strong>onotativo\n(do <strong>c<\/strong>ora&ccedil;&atilde;o) ou tamb&eacute;m metaf&oacute;rico, oposto ao sentido <strong>d<\/strong>enotativo\n(do dicion&aacute;rio), literal.<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: correta &ndash; gabarito. Segundo o dicion&aacute;rio Houaiss, &ldquo;canonizar&rdquo; significa reconhecer e declarar santo (indiv&iacute;duo falecido), inscrevendo no c&acirc;non dos santos, segundo as regras e rituais prescritos pela Igreja. No caso, como tem a ver com santifica&ccedil;&atilde;o, o sentido est&aacute; deslocado do seu original. Al&eacute;m do mais, aqui se recorre ao t&iacute;pico uso da <\/em><strong><em>ironia do narrador machadiano<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. &ldquo;Sobreviv&ecirc;ncia&rdquo; est&aacute; no sentido literal, pois o segundo o dicion&aacute;rio Houaiss &ldquo;sobreviv&ecirc;ncia&rdquo; pode significar: ato ou efeito de sobreviver, de continuar a viver ou a existir; caracter&iacute;stica, condi&ccedil;&atilde;o ou virtude daquele ou daquilo que subsiste a um outro; condi&ccedil;&atilde;o ou qualidade de quem ainda vive ap&oacute;s a morte de outra pessoa; sequ&ecirc;ncia ininterrupta de algo; o que subsiste de (alguma coisa remota no tempo); continuidade, persist&ecirc;ncia, dura&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. &ldquo;Extermina&rdquo; est&aacute; no sentido literal, pois o segundo o dicion&aacute;rio Houaiss &ldquo;exterminar&rdquo; significa expulsar de algum territ&oacute;rio, regi&atilde;o etc.; banir; destruir de maneira cruenta; eliminar por morte; fazer (algo) chegar ao fim; acabar com; extirpar.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. &ldquo;Guerra&rdquo; est&aacute; no sentido literal, pois o segundo o dicion&aacute;rio Houaiss &ldquo;guerra&rdquo; significa luta armada entre na&ccedil;&otilde;es, ou entre partidos de uma mesma nacionalidade ou de etnias diferentes, com o fim de impor supremacia ou salvaguardar interesses materiais ou ideol&oacute;gicos; qualquer combate com ou sem armas; combate, peleja, conflito; a arte militar; disputa acirrada; hostilidade; luta encarni&ccedil;ada contra qualquer coisa a que se atribua um valor nocivo.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. <\/em><strong><em>Cuidado<\/em><\/strong><em>: talvez este termo fosse aquele que pudesse gerar d&uacute;vida, pois pode ser que ele n&atilde;o seja conhecido de todos voc&ecirc;s. &ldquo;Inani&ccedil;&atilde;o&rdquo; est&aacute; no sentido literal, pois o segundo o dicion&aacute;rio Houaiss &ldquo;inani&ccedil;&atilde;o&rdquo; significa estado ou condi&ccedil;&atilde;o de inane; estado de inanido; vacuidade, esp. do est&ocirc;mago; inani&ccedil;&atilde;o; estado de esgotamento ou de extremo enfraquecimento, por falta de alimentos, ou defeito de assimila&ccedil;&atilde;o dos mesmos.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: A<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 16<\/strong><\/h3><p>Considerando o contexto hist&oacute;rico de produ&ccedil;&atilde;o,\nverifica-se no trecho uma alus&atilde;o ir&ocirc;nica <\/p><p>(A) &agrave; teoria darwiniana. <\/p><p>(B) &agrave; filosofia idealista. <\/p><p>(C) &agrave; ideologia capitalista. <\/p><p>(D) &agrave; filosofia iluminista. <\/p><p>(E) &agrave; ideologia socialista.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p><strong>Aten&ccedil;&atilde;o<\/strong>: <em>Quincas Borba<\/em> &eacute; um romance de Machado de Assis que\ncomp&otilde;e o repert&oacute;rio obrigat&oacute;rio de leituras da FUVEST 2020.<\/p><p>Quest&atilde;o que poderia ser respondida de maneira interdisciplinar com <strong>filosofia<\/strong> e <strong>sociologia<\/strong>. <\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: correta &ndash; gabarito. Distor&ccedil;&atilde;o e oposto do humanismo e humanitismo &ndash; dos quais, pelo menos por causa do nome, parece ter sido derivada &ndash;, a filosofia de Humanitas prescreve que a ordem do mundo favorece a hierarquia. Pode ser considerada como uma s&aacute;tira do darwinismo, s&aacute;tira porque &eacute; como se fosse um darwinismo &ldquo;que n&atilde;o deu certo&rdquo;.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. Idealismo significa, de acordo com o dicion&aacute;rio Houaiss (rubrica da Filosofia), no sentido ontol&oacute;gico, doutrina filos&oacute;fica (p.ex., o platonismo) segundo a qual a realidade apresenta uma natureza essencialmente espiritual, sendo a mat&eacute;ria uma manifesta&ccedil;&atilde;o ilus&oacute;ria, incompleta, ou mera imita&ccedil;&atilde;o imperfeita de uma matriz original constitu&iacute;da de formas ideais intelig&iacute;veis e intang&iacute;veis.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. Capitalismo significa, de acordo com o dicion&aacute;rio Houaiss (rubrica da Economia), sistema econ&ocirc;mico baseado na legitimidade dos bens privados e na irrestrita liberdade de com&eacute;rcio e ind&uacute;stria, com o principal objetivo de adquirir lucro. Por sua vez, como rubrica da Sociologia: sistema social em que o capital est&aacute; em m&atilde;os de empresas privadas ou indiv&iacute;duos que contratam m&atilde;o de obra em troca de sal&aacute;rio.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. Iluminismo foi, de acordo com o dicion&aacute;rio Houaiss (rubrica da Filosofia), um movimento intelectual do s&eacute;culo XVIII, caracterizado pela centralidade da ci&ecirc;ncia e da racionalidade cr&iacute;tica no questionamento filos&oacute;fico, o que implica recusa a todas as formas de dogmatismo, esp. o das doutrinas pol&iacute;ticas e religiosas tradicionais; Filosofia das Luzes, Ilustra&ccedil;&atilde;o, Esclarecimento, S&eacute;culo das Luzes<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. Socialismo significa, de acordo com o dicion&aacute;rio Houaiss (rubrica da Pol&iacute;tica), doutrina pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica que prega a coletiviza&ccedil;&atilde;o dos meios de produ&ccedil;&atilde;o e de distribui&ccedil;&atilde;o, mediante a supress&atilde;o da propriedade privada e das classes sociais; na teoria marxista, est&aacute;gio intermedi&aacute;rio entre o fim do capitalismo e a implanta&ccedil;&atilde;o do comunismo.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: A<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 17<\/strong><\/h3><p>Em &ldquo;mas, rigorosamente, n&atilde;o h&aacute; morte, h&aacute; vida,\nporque a supress&atilde;o de uma &eacute; condi&ccedil;&atilde;o da sobreviv&ecirc;ncia da outra&rdquo; e &ldquo;As batatas\napenas chegam para alimentar uma das tribos&rdquo;, os termos sublinhados estabelecem\nrela&ccedil;&atilde;o, respectivamente, de <\/p><p>(A) consequ&ecirc;ncia e conformidade. <\/p><p>(B) causa e conformidade. <\/p><p>(C) conformidade e consequ&ecirc;ncia. <\/p><p>(D) causa e finalidade. <\/p><p>(E) consequ&ecirc;ncia e finalidade<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>Quest&atilde;o sobre <strong>valor sem&acirc;ntico do conectivo<\/strong>, portanto, de Gram&aacute;tica\nAplicada. O uso da preposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;para&rdquo; + verbo no infinitivo necessariamente\nconduz a uma ideia de finalidade, podendo 3 das alternativas ser eliminadas\nlogo de antem&atilde;o.<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. O segundo conectivo deveria ser de finalidade.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. O segundo conectivo deveria ser de finalidade.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. O segundo conectivo deveria ser de finalidade.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: correta &ndash; gabarito. A ora&ccedil;&atilde;o deveria ser classificada como Ora&ccedil;&atilde;o Subordinada Adverbial Causal. S&atilde;o exemplos de conjun&ccedil;&otilde;es integrantes adverbiais causais: porque, que, como, pois que, porquanto, visto que, uma vez que, j&aacute; que, desde que. Nesse caso, vale o macete da substitui&ccedil;&atilde;o. Bastava substituir por um desses outros conectivos, para saber se fazia sentido.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. O primeiro conectivo deveria ser de causa.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: D<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 18<\/strong><\/h3><p>Examine o cartum de Pia Guerra, publicado no Instagram da revista The New Yorker em 13.11.2018.<\/p><div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/image58.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-33295\"><\/figure><\/div><p>A mercadoria a que o cartum faz alus&atilde;o est&aacute;\ndiretamente relacionada ao seguinte problema ambiental: <\/p><p>(A) desertifica&ccedil;&atilde;o. <\/p><p>(B) extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies. <\/p><p>(C) desmatamento. <\/p><p>(D) assoreamento. <\/p><p>(E) aquecimento global.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>Essa quest&atilde;o &eacute; interdisciplinar com <strong>qu&iacute;mica<\/strong> e <strong>geografia<\/strong>. <\/p><p>Ao dizer que os dinossauros ter&atilde;o\nseus corpos vendidos em gal&otilde;es, a tirinha faz refer&ecirc;ncia a combust&iacute;veis\nf&oacute;sseis, tais como o petr&oacute;leo. <\/p><p>A alternativa A est&aacute; incorreta, pois\na desertifica&ccedil;&atilde;o &eacute; a perda do potencial produtivo do solo, n&atilde;o tendo a ver com\npetr&oacute;leo ou combust&iacute;veis f&oacute;sseis. <\/p><p>A alternativa B est&aacute; incorreta, pois\napesar de os dinossauros terem sido extintos, n&atilde;o &eacute; a esse problema que o\nenunciado se refere. O problema est&aacute; no presente, n&atilde;o no passado.<\/p><p>A alternativa C est&aacute; incorreta, pois\no desmatamento &eacute; a derrubada em grande escala de florestas, n&atilde;o tendo a ver com\npetr&oacute;leo ou combust&iacute;veis f&oacute;sseis. <\/p><p>A alternativa D est&aacute; incorreta, pois\no assoreamento ocorre quando o volume do rio fica mais raso devido &agrave; entrada de\nsedimentos, n&atilde;o tendo a ver com petr&oacute;leo ou combust&iacute;veis f&oacute;sseis.&nbsp; <\/p><p>A alternativa E est&aacute; correta, pois O\nac&uacute;mulo de di&oacute;xido de carbono na atmosfera &eacute; atribu&iacute;do &agrave; queima de combust&iacute;veis\nn&atilde;o renov&aacute;veis, tais como o petr&oacute;leo.<\/p><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: E <\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 19<\/strong><\/h3><p>Tal movimento distingue-se pela atenua&ccedil;&atilde;o do\nsentimentalismo e da melancolia, a aus&ecirc;ncia quase completa de interesse\npol&iacute;tico no contexto da obra (embora n&atilde;o na conduta) e (como os modelos\nfranceses) pelo cuidado da escrita, aspirando a uma express&atilde;o de tipo pl&aacute;stico.\nO mito da pureza da l&iacute;ngua, do casticismo vernacular abonado pela autoridade\ndos autores cl&aacute;ssicos, empolgou toda essa fase da cultura brasileira e foi um\ncrit&eacute;rio de excel&ecirc;ncia. &Eacute; poss&iacute;vel mesmo perguntar se a vis&atilde;o luxuosa dos\nautores desse movimento n&atilde;o representava para as classes dominantes uma esp&eacute;cie\nde correlativo da prosperidade material e, para o comum dos leitores, uma\nmiragem compensadora que dava conforto.<\/p><p>(Antonio\nCandido. Inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; literatura brasileira, 2010. Adaptado.)<\/p><p>O texto refere-se ao movimento denominado<\/p><p>(A) Romantismo.<\/p><p>(B) Barroco.<\/p><p>(C) Parnasianismo.<\/p><p>(D) Arcadismo.<\/p><p>(E) Realismo.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>A alternativa A est&aacute; incorreta. O Romantismo prima pelo sentimentalismo e pela melancolia e, no texto, afirma-se que, no movimento comentado, h&aacute; atenua&ccedil;&atilde;o desses dois tra&ccedil;os.<\/em><\/li><li><em>A alternativa B est&aacute; incorreta.&nbsp; No Barroco, n&atilde;o havia defesa do &ldquo;casticismo vernacular&rdquo;, ali&aacute;s, os poetas barrocos transitavam entre o portugu&ecirc;s e o espanhol.<\/em><\/li><li><em>A alternativa C est&aacute; correta. No Parnasianismo, exalta-se o ideal da &ldquo;arte pela arte&rdquo;, ou seja, a poesia se torna mais objetiva, menos sentimental e o poeta deve ser cuidadoso no uso da linguagem. Na &eacute;poca,&nbsp; o poeta parnasiano representava o bom gosto das elites no Brasil.<\/em><\/li><li><em>A alternativa D est&aacute; incorreta. No Arcadismo difunde-se o mito da Arc&aacute;dia; n&atilde;o o mito da pureza da l&iacute;ngua.<\/em><\/li><li><em>A alternativa E est&aacute; incorreta. No Realismo, procura-se registrar a realidade sem enfeites, a linguagem deve ser mais objetiva, algo distante da aspira&ccedil;&atilde;o &ldquo;a uma express&atilde;o de tipo pl&aacute;stico&rdquo;.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: C<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 20<\/strong><\/h3><p>Perspectiva. T&eacute;cnica de representa&ccedil;&atilde;o, numa\nsuperf&iacute;cie plana, do espa&ccedil;o tridimensional, baseado no uso de certos fen&ocirc;menos\n&oacute;pticos, como a diminui&ccedil;&atilde;o aparente no tamanho dos objetos e a converg&ecirc;ncia das\nlinhas paralelas &agrave; medida que se distanciam do observador. <\/p><p>(Ian Chilvers (org.). Dicion&aacute;rio Oxford de arte, 2007.)  Verificam-se distor&ccedil;&otilde;es e ambiguidades em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; t&eacute;cnica da perspectiva na seguinte obra:<\/p><figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/image59.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-33296\"><\/figure><figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/image61.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-33298\"><\/figure><figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/image60.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-33297\"><\/figure><figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/image62.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-33299\"><\/figure><figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/image63.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-33300\"><\/figure><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>A alternativa A est&aacute; incorreta, pois a obra &ldquo;A clarivid&ecirc;ncia&rdquo; n&atilde;o faz nenhuma subvers&atilde;o da perspectiva; pelo contr&aacute;rio, ela &eacute; marcada por figurativismo.<\/em><\/li><li><em>A alternativa B est&aacute; correta, pois percebe-se que n&atilde;o h&aacute; mudan&ccedil;a no tamanho dos elementos a depender da dist&acirc;ncia em que se encontram. As pessoas do quadro tamb&eacute;m s&atilde;o do mesmo tamanho, independentemente de onde est&atilde;o. Outro modo de responder &agrave; quest&atilde;o seria identificar que o pintor &eacute; Escher, artista que tem como uma de suas principais caracter&iacute;sticas a subvers&atilde;o da perspectiva. <\/em><\/li><li><em>A alternativa C est&aacute; incorreta, pois h&aacute; um uso da perspectiva como descrito no verbete que comp&otilde;e o enunciado, principalmente na diminui&ccedil;&atilde;o dos tamanhos. <\/em><\/li><li><em>A alternativa D est&aacute; incorreta, pois&nbsp; v&ecirc;-se diferen&ccedil;a de tamanho nas personagens, indicando que h&aacute; uso da perspectiva. <\/em><\/li><li><em>A alternativa E est&aacute; incorreta, pois h&aacute; um aprofundamento da paisagem, que por estar mais distante se encontra menor. <\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: B<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 47<\/strong><\/h3><p>A ideia de p&aacute;tria se vinculava estreitamente &agrave; de\nnatureza e em parte extra&iacute;a dela a sua justificativa. Ambas conduziam a uma\nliteratura que compensava o atraso material e a debilidade das institui&ccedil;&otilde;es por\nmeio da supervaloriza&ccedil;&atilde;o dos aspectos regionais, fazendo do exotismo raz&atilde;o de\notimismo social. A partir de 1930 houve uma mudan&ccedil;a de orienta&ccedil;&atilde;o, sobretudo na\nfic&ccedil;&atilde;o regionalista, percebendo-se o que havia de mascaramento no encanto\npitoresco com que antes se abordava o homem r&uacute;stico. Evidenciou-se a realidade\ndos solos pobres, das t&eacute;cnicas arcaicas, da mis&eacute;ria pasmosa das popula&ccedil;&otilde;es, da\nsua incultura paralisante. A vis&atilde;o que resulta dessa perspectiva &eacute; pessimista\nquanto ao presente e problem&aacute;tica quanto ao futuro. <\/p><p>(Antonio\nCandido. A educa&ccedil;&atilde;o pela noite e outros ensaios, 1989. Adaptado.)<\/p><p>O excerto assinala uma reorienta&ccedil;&atilde;o nos rumos da\nliteratura brasileira, na medida em que os escritores<\/p><p>(A) deparam-se com a institui&ccedil;&atilde;o de uma\nregionaliza&ccedil;&atilde;o oficial pelo IBGE.<\/p><p>(B) passam a mostrar os aspectos do Brasil como pa&iacute;s\nsubdesenvolvido.<\/p><p>(C) reconhecem o estabelecimento de alian&ccedil;as\ndemocr&aacute;ticas no Brasil.<\/p><p>(D) percebem a assimila&ccedil;&atilde;o do american way of life\npelo povo brasileiro.<\/p><p>(E) optam pelo emprego de uma vis&atilde;o euroc&ecirc;ntrica em\nsua produ&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>Esta quest&atilde;o &eacute; interdisciplinar com <strong>Geografia\n<\/strong>e <strong>Hist&oacute;ria<\/strong>, respondida junto ao professor Saulo e professor\nMarco.&nbsp; <\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>A alternativa A est&aacute; incorreta, pois a primeira regionaliza&ccedil;&atilde;o oficial pelo IBGE acontece em 1940, portanto 10 anos ap&oacute;s o movimento descrito.<\/em><\/li><li><em>A alternativa B est&aacute; correta, pois um dos aspectos da literatura modernista de 30 &eacute; o olhar para as diferentes regi&otilde;es do Brasil, principalmente atrav&eacute;s da produ&ccedil;&atilde;o do romance regionalista, em que se denunciam os problemas das regi&otilde;es afastadas dos grandes centros urbanos da &eacute;poca, principalmente do Sert&atilde;o brasil. <\/em><\/li><li><em>A alternativa C est&aacute; incorreta, pois os processos revolucion&aacute;rios dos anos 1930 s&atilde;o majoritariamente ligados a golpes de Estado, ou seja, n&atilde;o s&atilde;o tentativas democr&aacute;ticas. <\/em><\/li><li><em>A alternativa D est&aacute; incorreta, pois a ideia do american way of life remete aos anos 1950, n&atilde;o 1930<\/em><\/li><li><em>A alternativa E est&aacute; incorreta, pois o Modernismo de 30, movimento liter&aacute;rio descrito no texto, busca afastar-se de refer&ecirc;ncias euroc&ecirc;ntricas, voltando seu olhar para as diferentes regi&otilde;es do Brasil. <\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: B<\/strong><\/p><p>Siga-me nas redes sociais:<\/p><p><strong>Instagram:<\/strong>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/professoracelinagil\/\" target=\"_blank\">@professoracelinagil<\/a><\/p><p><strong>Facebook:<\/strong>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/professora.celina.gil\" target=\"_blank\">@professora.celina.gil<\/a><\/p><p class=\"has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-background-color has-background\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><a href=\"https:\/\/www.estrategiavestibulares.com.br\/pacotes\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"CURSOS PARA VESTIBULAR (abre numa nova aba)\">CURSOS PARA VESTIBULAR<\/a><\/span><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ol&aacute;, pessoal&hellip; Tudo bem? 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