{"id":33628,"date":"2019-11-18T11:40:03","date_gmt":"2019-11-18T14:40:03","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.estrategiavestibulares.com.br\/?p=33628"},"modified":"2021-03-11T10:31:41","modified_gmt":"2021-03-11T13:31:41","slug":"prova-unicamp-2020-historia-e-sociologia-resolucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/sociologia\/prova-unicamp-2020-historia-e-sociologia-resolucao\/","title":{"rendered":"Prova Unicamp 2020 \u2013 Hist\u00f3ria e Sociologia \u2013 Resolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Ol&aacute;, pessoal&hellip; Tudo bem? Sou a prof. Al&ecirc; Lopes, do Estrat&eacute;gia Vestibulares, e escrevo este artigo para lan&ccedil;ar o Gabarito UNICAMP 2020, das disciplinas de Hist&oacute;ria e Sociologia. Nesta p&aacute;gina, voc&ecirc; vai conferir a resolu&ccedil;&atilde;o comentada completa. Vamos nessa??<div class=\"wp-block-file\">\"&gt;Prova Unicamp 2020 &ndash; Hist&oacute;ria e Sociologia &ndash; Resolu&ccedil;&atilde;o\" class=\"wp-block-file__button\" download&gt;Baixar<\/div><h2 class=\"wp-block-heading\">Prova UNICAMP 2020<\/h2><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 29<\/strong><\/h3><p>Da\nperspectiva do senso comum, dizer que uma ideia ou uma declara&ccedil;&atilde;o &eacute;\n&ldquo;ideol&oacute;gica&rdquo; implica sugerir sua falsidade, o que logicamente leva &agrave; conclus&atilde;o\nde que seu oposto &eacute; a verdade. Esse binarismo &eacute; uma forma de construir vis&otilde;es\nde mundo simplistas e manipul&aacute;veis, que ocultam interesses sociais. Sobre o\nconceito de ideologia, &eacute; correto afirmar: <\/p><p>a) desde o seu nascimento, ele se mant&eacute;m inalterado, e tem o mesmo significado para as diferentes classes sociais. <\/p><p>b) o aspecto &uacute;til do conceito &eacute; que ele permite associar ideias e produtos ao exerc&iacute;cio do poder. <\/p><p>c) a neutralidade &eacute; a chave de sua defini&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que, entre o falso e o verdadeiro, est&aacute; o posicionamento social neutro. <\/p><p>d) a tend&ecirc;ncia &eacute; o seu fim como instrumento de an&aacute;lise social, privilegiando a objetividade no tratamento da realidade. <\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>Essa &eacute; uma quest&atilde;o que\nrequer o conhecimento e a validade do conceito de ideologia. No caso, &eacute; uma\nvis&atilde;o cr&iacute;tica &agrave; no&ccedil;&atilde;o senso-comum da ideologia enquanto falsifica&ccedil;&atilde;o da\nrealidade. Na realidade, ideologia &eacute; um conceito com m&uacute;ltiplas acep&ccedil;&otilde;es &ndash; usada\npara designar uma concep&ccedil;&atilde;o de mundo, um conjunto de ideias, uma forma de\nmanipular as interpreta&ccedil;&otilde;es de mundo a partir de interesses espec&iacute;ficos, entre\noutros. <\/p><p>Nesse sentido, a perguntava\nquestionava o aluno sobre a validade e, em qual medida o termo ainda &eacute; um\nconceito operacionaliz&aacute;vel.&nbsp; &nbsp;<\/p><p>Tendo isso em vista, vamos &agrave; an&aacute;lise das alternativas:<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><strong><em>Alternativa A:<\/em><\/strong><em> O conceito de ideologia n&atilde;o permanece o mesmo porque todo conceito tem historicidade, ou seja, pode mudar sim. <\/em><\/li><li><strong><em>Alternativa B:<\/em><\/strong><em> Gabarito! Apesar do uso por meio do senso-comum, ele tem validade uma vez que associa a difus&atilde;o de ideias aos interesses pol&iacute;ticos.<\/em><\/li><li><strong><em>Alternativa C:<\/em><\/strong><em> A neutralidade &eacute; apenas uma das perspectivas do conceito de ideologia e, o texto afirma que o posicionamento social n&atilde;o &eacute; neutro.<\/em><\/li><li><strong><em>Alternativa D: <\/em><\/strong><em>Nada fala o texto sobre o fim do conceito.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: B<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 30<\/strong><\/h3><p>Uma cidade viva n&atilde;o &eacute; obra de um g&ecirc;nio: &eacute; obra de trabalhadores simples e de suas constantes conversas consigo pr&oacute;pria. Uma cidade &eacute; um tecido em cont&iacute;nua evolu&ccedil;&atilde;o, retocado e reparado para nosso uso, no qual a ordem emerge atrav&eacute;s de uma &ldquo;m&atilde;o invis&iacute;vel&rdquo; proveniente do desejo das pessoas em se relacionar bem com seus vizinhos. <\/p><p>(Adaptado\nde Roger Scruton, Confiss&otilde;es de um her&eacute;tico. Belo Horizonte: &Acirc;yin&eacute;, 2017,\np.133.) <\/p><p>No trecho\nacima, a figura de linguagem &ldquo;m&atilde;o invis&iacute;vel&rdquo; <\/p><p>a) estabelece uma intertextualidade com a express&atilde;o &ldquo;a m&atilde;o invis&iacute;vel do mercado&rdquo;, de Adam Smith, sendo a cidade a express&atilde;o plena do planejamento. <\/p><p>b) sugere que a organiza&ccedil;&atilde;o de uma cidade n&atilde;o se limita ao planejamento de um gestor, mas diz respeito &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas constru&iacute;das no cotidiano. <\/p><p>c) indica a submiss&atilde;o dos moradores de uma cidade aos interesses ocultos de uma administra&ccedil;&atilde;o que promove, no espa&ccedil;o urbano, a vida cotidiana. <\/p><p>d) associa-se &agrave; gest&atilde;o p&uacute;blica, que &eacute; mantenedora da ordem e do bem-estar nas rela&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas de uma cidade. <\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>Queridos essa &eacute; uma quest&atilde;o interdisciplinar. Era preciso interpreta&ccedil;&atilde;o da figura de linguagem &ldquo;m&atilde;o invis&iacute;vel&rdquo;.&nbsp; Para tanto, era preciso mobilizar tamb&eacute;m a no&ccedil;&atilde;o liberal de a&ccedil;&atilde;o negativa do Estado &ndash; n&atilde;o-interven&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o estatal &ndash; e o papel dos indiv&iacute;duos na organiza&ccedil;&atilde;o do seu espa&ccedil;o de vida. &nbsp;Tendo em mente esses dois elementos, vamos &agrave; an&aacute;lise das alternativas:<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa A est&aacute; incorreta porque fala em cidade como express&atilde;o do planejamento. Sabemos que cidades s&atilde;o express&otilde;es plenas do planejamento. Pelo texto, n&atilde;o h&aacute; planejamento e ela est&aacute; em constante evolu&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/li><li><em>Alternativa B &eacute; o gabarito. Segundo o texto, os indiv&iacute;duos que conduzem a organiza&ccedil;&atilde;o da cidade e n&atilde;o um &ldquo;g&ecirc;nio&rdquo; &ndash; a quem poder&iacute;amos associar o governo-gestor-estado. Em uma perspectiva comum sobre &eacute;tica, na sua acep&ccedil;&atilde;o sobre viver em coletividade, essa alternativa se conecta com o texto na seguinte passagem: &ldquo;desejo das pessoas em se relacionar bem com seus vizinhos&rdquo;. <\/em><\/li><li><em>Na alternativa C, o autor fala que a cidade &eacute; obra dos trabalhadores comuns e n&atilde;o de um g&ecirc;nio, ent&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; poder oculto que organiza a cidade.<\/em><\/li><li><em>E na alternativa D, novamente, o texto n&atilde;o atribui a uma institui&ccedil;&atilde;o a organiza&ccedil;&atilde;o da ordem social, mas &agrave;s pessoas comuns no seu cotidiano.&nbsp;&nbsp;<\/em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: B<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 82<\/strong><\/h3><p>Os imperadores romanos que reinaram no s&eacute;culo II\nadministraram um vasto imp&eacute;rio. Eles se tornaram mais abertamente mon&aacute;rquicos e\ndin&aacute;sticos, particularmente fora de Roma, onde n&atilde;o precisavam se preocupar com\nos humores do Senado. Emergiu uma corte itinerante que competia por influ&ecirc;ncia.\nComunidades provinciais enviavam um embaixador atr&aacute;s do outro para acompanhar o\nimperador onde quer que ele pudesse estar. Poderiam encontrar Adriano &agrave;s\nmargens do Nilo ou supervisionando a constru&ccedil;&atilde;o da grande muralha que cruzava o\nnorte da Brit&acirc;nia; ajudando a projetar seu templo de V&ecirc;nus diante do Coliseu;\nfazendo um discurso para soldados na &Aacute;frica. O imp&eacute;rio era governado de onde o\nimperador estivesse. <\/p><p>(Adaptado de Greg Woolf, Roma. S&atilde;o Paulo: Cultrix,\n2017, p. 204.)<\/p><p>A partir da leitura do texto, assinale a alternativa\ncorreta. <\/p><p>a) O Senado, composto por not&aacute;veis, fazia oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; centraliza&ccedil;&atilde;o do poder do Imperador e garantia a centralidade do governo em Roma e a democratiza&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es governamentais. <\/p><p>b) O Imp&eacute;rio romano foi marcado pelas disputas de poder entre o Imperador e o Senado. Os conflitos entre eles acabaram por resultar na diminui&ccedil;&atilde;o do poder do Senado no que diz respeito &agrave; administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. <\/p><p>c) O Senado, composto por not&aacute;veis, apoiava a centraliza&ccedil;&atilde;o do poder nas m&atilde;os do Imperador. A nova estrutura pol&iacute;tica do Imp&eacute;rio permitia a mobilidade da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica representada pelo Imperador. <\/p><p>d) O Imp&eacute;rio, governado por militares, opunha-se &agrave;s comunidades provinciais. Isso levou ao desaparecimento do Senado como institui&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel pela administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. <\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>Essa\n&eacute; uma quest&atilde;o envolve interpreta&ccedil;&atilde;o de texto e conhecimentos pr&eacute;vios sobre a\nRoma Antiga. Vejamos as alternativas:<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>&ndash; A alternativa A est&aacute; incorreta. Conforme vimos em nossa aula, a atua&ccedil;&atilde;o do Senado n&atilde;o contribuiu para a horizontaliza&ccedil;&atilde;o da tomada de decis&otilde;es governamentais, mas para a implanta&ccedil;&atilde;o de um sistema olig&aacute;rquico de poder.<\/em><\/li><li><em>&ndash;&nbsp; A alternativa B &eacute; a resposta. De acordo com o pr&oacute;prio texto, o imperador precisava se preocupar com os &ldquo;humores do Senado&rdquo;, o que indica uma tentativa de limitar a atua&ccedil;&atilde;o da autoridade imperial.<\/em><\/li><li><em>&ndash; A alternativa C est&aacute; incorreta. Embora o texto indique a possibilidade de mobiliza&ccedil;&atilde;o do aparato administrativo do Imp&eacute;rio, o Senado buscou limitar o poder imperial.<\/em><\/li><li><em>&ndash; A alternativa D est&aacute; incorreta, afinal o Senado era um dos principais espa&ccedil;os de poder ao longo de toda a Antiguidade Romana. <\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: B<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 83<\/strong><\/h3><p>O surgimento das primeiras universidades, nos\ns&eacute;culos XII e XIII, marca um momento capital da hist&oacute;ria do Ocidente medieval.\nEm rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &eacute;poca anterior, esse momento comportou elementos de continuidade e\nde ruptura. Os primeiros devem ser buscados na localiza&ccedil;&atilde;o urbana das\nuniversidades, no conte&uacute;do dos ensinamentos, no papel social dos homens de\nsaber. J&aacute; os elementos de ruptura foram inicialmente de ordem institucional. No\n&acirc;mbito das institui&ccedil;&otilde;es educativas, este sistema era novo e original. As\ncomunidades aut&ocirc;nomas dos mestres e dos estudantes eram protegidas pelas mais\naltas autoridades leigas e religiosas daquele tempo, permitindo tanto\nprogressos no dom&iacute;nio dos m&eacute;todos intelectuais e em sua difus&atilde;o como uma inser&ccedil;&atilde;o\nmais eficiente das pessoas de saber na sociedade da &eacute;poca. <\/p><p>(Adaptado de J. Verger, Cultura, ensino e sociedade\nno ocidente nos s&eacute;culos XII e XIII. Bauru: EDUSC, 2001, p.189-190.) <\/p><p>Considerando o texto e seus conhecimentos sobre o\nper&iacute;odo medieval, assinale a alternativa correta. <\/p><p>a) A Igreja Cat&oacute;lica apoiava a estrutura&ccedil;&atilde;o das universidades medievais, que representavam o avan&ccedil;o das ci&ecirc;ncias e a supera&ccedil;&atilde;o de dogmas e das teorias teoc&ecirc;ntricas. <\/p><p>b) A organiza&ccedil;&atilde;o institucional diferencia as universidades medievais das corpora&ccedil;&otilde;es de of&iacute;cios, visto que seu m&eacute;todo de estudo estava calcado na escol&aacute;stica, caracterizando o atraso do mundo medieval. <\/p><p>c) Uma ruptura trazida pelas universidades medievais foi o in&iacute;cio da atua&ccedil;&atilde;o dos copistas nas bibliotecas, que copiavam sistematicamente a produ&ccedil;&atilde;o de autores latinos cr&iacute;ticos aos dogmas religiosos. <\/p><p>d) A institucionaliza&ccedil;&atilde;o das universidades medievais era um dado novo no per&iacute;odo; essas institui&ccedil;&otilde;es se caracterizavam pelo apoio das autoridades de dentro e de fora da Igreja, e pela maior autonomia e inser&ccedil;&atilde;o social de seus membros. <\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>Uma\nquest&atilde;o de interpreta&ccedil;&atilde;o de texto. Vejamos as alternativas:<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>&ndash; A alternativa A est&aacute; incorreta, pois conforme destaca o pr&oacute;prio texto, as universidades representaram uma continuidade, pois eram reproduzidos ensinamentos de per&iacute;odos anteriores. Era preciso levar em conta que as institui&ccedil;&otilde;es universit&aacute;rias da Baixa Idade M&eacute;dia eram dirigidas pela Igreja.<\/em><\/li><li><em>&ndash; A alternativa B est&aacute; incorreta, afinal as corpora&ccedil;&otilde;es de of&iacute;cio n&atilde;o eram espa&ccedil;os de produ&ccedil;&atilde;o intelectual, mas de manufaturas. Dessa maneira, n&atilde;o &eacute; apenas o modelo escol&aacute;stico que diferenciava esses espa&ccedil;os, mas seus atores sociais e o prop&oacute;sito de suas atividades.<\/em><\/li><li><em>-A alternativa C est&aacute; incorreta. A figura do copista surge na Idade M&eacute;dia durante o chamado renascimento carol&iacute;ngio, nome dado &agrave;s transforma&ccedil;&otilde;es culturais ocorridas na Europa Ocidental, entre os s&eacute;culos VIII e IX.<\/em><\/li><li><em>&ndash; A alternativa D &eacute; a resposta.&nbsp; De acordo com o texto, as universidades nasciam como espa&ccedil;os aut&ocirc;nomos, protegidos tanto por autoridades da Igreja quanto por autoridades leigas.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: D<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 84<\/strong><\/h3><p>Em 1516, Thomas Morus criou a ideia de utopia, ao\ndescrever uma ilha imagin&aacute;ria. Surgia um g&ecirc;nero liter&aacute;rio, associado &agrave;\nhist&oacute;ria, &agrave; filosofia e &agrave; pol&iacute;tica. A l&oacute;gica dessa ideia levou &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de\ncrit&eacute;rios universalmente v&aacute;lidos para cada atividade, com normas e c&oacute;digos.\nSurgiram assim os tratados sobre o perfeito cortes&atilde;o, sobre o perfeito homem do\nmundo, sobre a cidade perfeita. <\/p><p>(Adaptado de Carlos Eduardo O. Berriel, &ldquo;Cidades\nUt&oacute;picas do Renascimento&rdquo;. Ci&ecirc;ncia e Cultura, S&atilde;o Paulo, v. 56, n. 2. abr.\/jun.\n2004. Dispon&iacute;vel em http:\/\/cienciaecultura.bvs.br \/scielo.php?\nscript=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252004000200021.) <\/p><p>Considerando o texto acima e seus conhecimentos,\nassinale a alternativa correta. <\/p><p>a) A obra de Morus, escrita na Inglaterra, baseou-se na experi&ecirc;ncia de soberanos da It&aacute;lia e da Alemanha que constru&iacute;ram novas cidades no s&eacute;culo XV, planejadas geometricamente. <\/p><p>b) Gr&atilde;o-chanceler da Inglaterra, Morus exerceu uma a&ccedil;&atilde;o humanista em um mundo renascentista de crises e instabilidades cont&iacute;nuas. Neste contexto publicou sua obra Utopia. <\/p><p>c) A partir do princ&iacute;pio filos&oacute;fico da utopia, foram escritos v&aacute;rios tratados renascentistas. O Pr&iacute;ncipe, de Maquiavel, ilustra a melhor vers&atilde;o do cortes&atilde;o atuante no mundo ut&oacute;pico. <\/p><p>d) A ilha da Utopia, perfeitamente racionalizada, marcou o urbanismo renascentista na Europa e no Novo Mundo. O esgotamento dessa ideia de utopia ocorreu com a ideia de distopia, no s&eacute;culo XX. <\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>Essa &eacute; uma quest&atilde;o de contextualiza&ccedil;&atilde;o. O ano, 1516, logo, do ponto de vista da literatura e cultura, falamos de renascimento. Al&eacute;m disso, a quest&atilde;o traz a no&ccedil;&atilde;o renascentista de utopia, de Thomas Morus. O tema privilegiado desse autor &eacute; a cidade perfeita.<\/p><p>Nesse sentido, podemos quando falamos localizamos esse tema ao contexto renascentista estamos tratando sobre a cidade e a raz&atilde;o, ou seja, a busca de se construir a cidade ideal, como prop&ocirc;s o arquiteto italiano Piero dela Francesca (1420-1492).<\/p><p>Essa tend&ecirc;ncia de pensar a cidade deu origem ao Movimento Utopista com representantes como Thomas Morus (Utopia, 1516), Tommaso Campanella (Cidade do Sol, 1623) e Francis Bacon (Nova Atl&acirc;ntida). Leia o que o historiador Nicolau Sevcenko diz sobre as tr&ecirc;s obras:<\/p><p><em>As tr&ecirc;s obras\ntratam do mesmo tema: concebem uma comunidade ideal, puramente imagin&aacute;ria, onde\nos homens vivem e trabalham felizes, com fartura, paz e mantendo rela&ccedil;&otilde;es\nfraternais. [&hellip;] Essas utopias refletem modelos basicamente urbanos, dispostos\nnuma arquitetura geom&eacute;trica em que cada detalhe obedece a um rigor matem&aacute;tico\nabsoluto. Nessas comunidades-modelo, a harmonia social deve ser uma deriva&ccedil;&atilde;o\nda perfei&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica do espa&ccedil;o p&uacute;blico.&rdquo; (idem, p. 24)<\/em><\/p><p>Tendo tudo isso em mente, vamos &agrave;\nan&aacute;lise das alternativas:<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><strong><em>Alternativa A<\/em><\/strong><em> &ndash; A obra de Morus baseou-se na sua experi&ecirc;ncia na Inglaterra dos Tudor, mas foi idealista. N&atilde;o houve experi&ecirc;ncia de cidades planejadas.<\/em><\/li><li><strong><em>Alternativa B<\/em><\/strong><em> &ndash; Pronto, gabarito. Veja que a quest&atilde;o se resolve com uma alternativa de contextualiza&ccedil;&atilde;o. Era preciso relacionar o ano de ao renascimento e este ao humanismo.<\/em><\/li><li><strong><em>Alternativa C<\/em><\/strong><em> &ndash; A primeira parte da alternativa est&aacute; correta, mas ela &eacute; elimin&aacute;vel devido a associa&ccedil;&atilde;o de Maquiavel com o movimento ut&oacute;pico. Embora ele fosse um &ldquo;homem da Corte&rdquo;, ele defendia uma a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do poss&iacute;vel, a &ldquo;real politcs&rdquo;. Ada tem a ver com utopismo.<\/em><\/li><li><strong><em>Alternativa D<\/em><\/strong><em> &ndash; A utopia de Morus permaneceu sendo uma utopia e n&atilde;o influenciou a organiza&ccedil;&atilde;o renascentista do mundo europeu e, muito menos, do Novo Mundo&nbsp; (a Am&eacute;rica colonial).<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: B<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 85<\/strong><\/h3><p>Na Am&eacute;rica\nPortuguesa do s&eacute;culo XVI, a pol&iacute;tica europeia para os ind&iacute;genas pressupunha\ntamb&eacute;m a exist&ecirc;ncia de uma pol&iacute;tica ind&iacute;gena frente aos europeus, j&aacute; que os\nTamoios e os Tupiniquins tinham seus pr&oacute;prios motivos para se aliarem aos\nfranceses ou aos portugueses. <\/p><p>(Adaptado\nde Manuela Carneiro da Cunha, Introdu&ccedil;&atilde;o a uma hist&oacute;ria ind&iacute;gena. S&atilde;o Paulo:\nCompanhia das Letras\/Fapesp, 1992, p. 18.) <\/p><p>Com base no\nexcerto e nos seus conhecimentos sobre os primeiros contatos entre europeus e\nind&iacute;genas no Brasil, assinale a alternativa correta. <\/p><p>a) A popula&ccedil;&atilde;o amer&iacute;ndia era heterog&ecirc;nea e os conflitos entre diferentes grupos &eacute;tnicos ajudaram a definir, de acordo com suas pr&oacute;prias l&oacute;gicas e interesses, a din&acirc;mica dos seus contatos com os europeus. <\/p><p>b) O fato de Tamoios e Tupiniquins serem grupos aliados contribuiu para neutralizar as disputas entre franceses e portugueses pelo controle do Brasil, pelo papel mediador que os nativos exerciam.<\/p><p>c) Os ind&iacute;genas, agentes de sua hist&oacute;ria, desde cedo souberam explorar as rivalidades entre os europeus e mant&ecirc;-los afastados dos seus conflitos inter&eacute;tnicos, anulando o impacto da presen&ccedil;a portuguesa. <\/p><p>d) As etnias ind&iacute;genas viviam em harmonia umas com as outras e em equil&iacute;brio com a natureza. Esse quadro foi alterado com a chegada dos europeus, que passaram a incentivar os conflitos inter&eacute;tnicos para estabelecer o dom&iacute;nio colonial. <\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>A\ntrajet&oacute;ria das popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas e afro-brasileiras &eacute; bastante repertoriada\nnas provas da Unicamp. Vejamos as alternativas:<\/p><p>&ndash; A alternativa A &eacute; a resposta. Quando os\nportugueses desembarcaram em solo americano, a por&ccedil;&atilde;o sul do continente contava\ncom mais de dois milh&otilde;es de ind&iacute;genas de etnias e culturas diversas. Para\nfacilitar o processo de conquista, alian&ccedil;as foram travadas com os nativos\nlevando em conta suas rivalidades. Os tupiniquins, povo mencionado pelo\nenunciado, firmou alian&ccedil;as com os portugueses, ao passo que os tamoios, etnia\nrival, se vinculou aos franceses.<\/p><p>&ndash; A alternativa B est&aacute; incorreta, afinal\ntamoios e tupiniquins eram povos rivais. Este antagonismo foi utilizado pelos\nportugueses e franceses no processo de conquista, pois os tupiniquins se\naliaram com os primeiros, enquanto tamoios se aliaram aos segundos.<\/p><p>&ndash; A alternativa C est&aacute; incorreta. Embora os\nind&iacute;genas fossem agentes de sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria, eles n&atilde;o exploraram as\nrivalidades entre europeus, mas tiveram seus antagonismos mobilizados por eles.<\/p><p>&ndash; A alternativa D est&aacute; incorreta, pois as rivalidades entre tamoios e tupiniquins antecedem a chegada dos europeus, no s&eacute;culo XVI.&nbsp; <\/p><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: A<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 86<\/strong><\/h3><div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/image119-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-33646\"><\/figure><\/div><p>A partir\ndas fontes visuais reproduzidas e de seus conhecimentos, assinale a alternativa\ncorreta. <\/p><p>a) A &uacute;nica\nmonarquia americana precisou afirmar a figura do governante e sua mem&oacute;ria\npol&iacute;tica, recorrendo &agrave; imag&eacute;tica da autoridade real francesa do Antigo Regime.\nEste mecanismo foi enaltecido pela imprensa do liberalismo constitucional. <\/p><p>b) Debret\nusou o quadro de Rigaud como refer&ecirc;ncia visual e preparou retratos em seu\nest&uacute;dio no Rio de Janeiro. Isto era importante, pois a autoridade mon&aacute;rquica\njoanina assentou-se na liturgia pol&iacute;tica e no pouco uso da viol&ecirc;ncia. <\/p><p>c) O\nretrato de D. Jo&atilde;o n&atilde;o foi pintado para ser exposto, embora existisse no Rio de\nJaneiro da &eacute;poca um circuito expositivo de sal&otilde;es de belas artes, pinacotecas,\nmuseus, onde pudesse ser visto. Tais espa&ccedil;os foram renomeados na Rep&uacute;blica. <\/p><p>d) O\nprojeto de europeiza&ccedil;&atilde;o da corte do Rio de Janeiro e a necessidade de afirmar a\nautoridade de D. Jo&atilde;o VI levaram a uma pol&iacute;tica de fomento &agrave; imag&eacute;tica do poder\nbaseada, aqui, na da monarquia\nfrancesa. <\/p><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: D<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 87<\/strong><\/h3><p>Os n&uacute;meros indicam que antes da aboli&ccedil;&atilde;o de 1888\nrestavam pouco mais de setecentos mil escravos no Brasil. Conforme estimativa\ndo censo de 1872, elaborada pelo IBGE, a popula&ccedil;&atilde;o total do pa&iacute;s era de\n9.930.478 habitantes. Isso indica que grande parte da popula&ccedil;&atilde;o de cor (pretos\ne pardos) j&aacute; havia adquirido a liberdade por seus pr&oacute;prios meios antes da Lei\n&Aacute;urea. <\/p><p>(Adaptado de Wlamyra Albuquerque, A vala comum da\n&lsquo;ra&ccedil;a emancipada&rsquo;: aboli&ccedil;&atilde;o e racializa&ccedil;&atilde;o no Brasil, breve coment&aacute;rio.\nHist&oacute;ria Social, Campinas, n. 19, p. 99, 2010.) <\/p><p>Com base no excerto e nos conhecimentos sobre a\nhist&oacute;ria da liberdade no Brasil, assinale a alternativa correta. <\/p><p>a) A maioria da popula&ccedil;&atilde;o negra j&aacute; era liberta antes de 1888, porque as prov&iacute;ncias escravistas do Sudeste, almejando abrirem-se para a imigra&ccedil;&atilde;o italiana, vinham adotando medidas abolicionistas desde o fim do tr&aacute;fico, em 1850.&nbsp; <\/p><p>b) Em termos globais, o grande percentual da popula&ccedil;&atilde;o livre de cor reflete o peso demogr&aacute;fico da popula&ccedil;&atilde;o liberta concentrada nas prov&iacute;ncias pouco dependentes da escravid&atilde;o, como Santa Catarina e Paran&aacute;. <\/p><p>c) A maioria da popula&ccedil;&atilde;o africana e seus descendentes j&aacute; era livre quando a Lei &Aacute;urea foi aprovada, porque vinha obtendo alforrias atrav&eacute;s de uma multiplicidade de estrat&eacute;gias, desde o per&iacute;odo colonial. <\/p><p>d) O alto n&uacute;mero de libertos antes de 1888 reflete o impacto da aboli&ccedil;&atilde;o dos escravos por parte do Imperador D. Pedro II, pois a fam&iacute;lia real era a maior propriet&aacute;ria de cativos durante o s&eacute;culo XIX, na regi&atilde;o do Vale do Para&iacute;ba. <\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>Essa &eacute; uma quest&atilde;o de contextualiza&ccedil;&atilde;o cuja\ninterpreta&ccedil;&atilde;o de texto ajuda muito! Mais uma vez expande a perspectiva da\nhist&oacute;ria no sentido ascendente, ou seja, da a&ccedil;&atilde;o dos grupos sociais que tem\ninteresses pr&oacute;prios &ndash; assim, como vimos na quest&atilde;o sobre os ind&iacute;genas e seus\ninteresses e alian&ccedil;as. O texto traz a informa&ccedil;&atilde;o bastante conhecida sobre o\nfato de que no momento da promulga&ccedil;&atilde;o da Lei &Aacute;urea, a popula&ccedil;&atilde;o de escravizados\nera proporcionalmente pequena. Por qu&ecirc;? Essa &eacute; a pergunta de fundo dessa\nquest&atilde;o. Tendo isso em mente, vamos &agrave; an&aacute;lise das alternativas:<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><strong><em>Alternativa A<\/em><\/strong><em> &ndash; Informa&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria ao que ocorreu de fato. A elite da prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo, por exemplo, era contr&aacute;ria &agrave; aboli&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/li><li><strong><em>Alternativa B<\/em><\/strong><em> &ndash; O Sul, como Santa Catarina e Paran&aacute; n&atilde;o eram os mais povoados.<\/em><\/li><li><strong><em>Alternativa C<\/em><\/strong><em> &ndash; Esse &eacute; o gabarito. A alternativa quis ressaltar as v&aacute;rias formas que os escravizados tinham para obter sua liberdade: fugir, comprar a alforria, os cons&oacute;rcios, poupan&ccedil;as coletivas, entre outros.<\/em><\/li><li><strong><em>Alternativa D<\/em><\/strong><em> &ndash; Meus deuses. Essa alternativa &eacute; a maluquinha. N&atilde;o h&aacute; nada de certo nela. Se a popula&ccedil;&atilde;o diminuiu antes da Lei Aurea, ent&atilde;o, por l&oacute;gica, a alternativa estaria errada de qualquer jeito.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: C<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 88<\/strong><\/h3><p>Na Era da Cat&aacute;strofe (1914-1945), com a Grande\nDepress&atilde;o desencadeada pela crise de 1929, tornava-se cada vez mais claro que a\npaz, a estabilidade social, a economia, as institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e os valores\nintelectuais da sociedade liberal burguesa entraram em decad&ecirc;ncia ou colapso.<\/p><p>&nbsp;(Adaptado de\nE. J. Hobsbawm, Era dos extremos: o breve s&eacute;culo XX, 1914-1991. S&atilde;o Paulo:\nCompanhia das Letras, 1995, p. 112.) <\/p><p>A partir do excerto acima e dos conhecimentos sobre\no per&iacute;odo hist&oacute;rico que vai de 1914 a 1945, &eacute; correto afirmar: <\/p><p>a) A crise de 1929 e as guerras mundiais levaram ao colapso do liberalismo pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico na Europa e, ao mesmo tempo, &agrave; expans&atilde;o das democracias liberais em pa&iacute;ses africanos e do Oriente M&eacute;dio. <\/p><p>b) As solu&ccedil;&otilde;es para a crise de 1929 centraram-se em um aprofundamento das pol&iacute;ticas liberais do New Deal, que promoviam responsabilidade fiscal e diminui&ccedil;&atilde;o do papel do Estado como motor de desenvolvimento. <\/p><p>c) S&atilde;o marcos da crise do liberalismo na Europa: o colapso das principais democracias, a ascens&atilde;o de governos totalit&aacute;rios e autorit&aacute;rios e a descren&ccedil;a no livre-mercado ap&oacute;s a crise de 1929. <\/p><p>d) Verificou-se nesse per&iacute;odo o colapso das democracias liberais, com a ascens&atilde;o do totalitarismo na Europa, e o aumento das liberdades econ&ocirc;micas, com a diminui&ccedil;&atilde;o do papel do Estado como solu&ccedil;&atilde;o para a crise de 1929. <\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>Quest&atilde;o efem&eacute;ride que compreende o per&iacute;odo que vai da 1&ordf;. Guerra Mundial\nat&eacute; a 2&ordf;. Guerra Mundial, com destaque para a crise de 1929. Essa quest&atilde;o fez a\nabordagem cl&aacute;ssica: a crise de 1929 como a crise do modelo pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico\nliberal. Crise a partir da qual surgiram os regimes autorit&aacute;rios da Europa.\nVejamos as alternativas:<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><strong><em>Alternativa A<\/em><\/strong><em> &ndash; O erro da alternativa est&aacute; em afirmar que houve expans&atilde;o das democracias na &Aacute;frica e Oriente M&eacute;dio. Estas regi&otilde;es ainda eram col&ocirc;nias.<\/em><\/li><li><strong><em>Alternativa B<\/em><\/strong><em> &ndash; O New Deal ampliou o papel do Estado como agente econ&ocirc;mico.<\/em><\/li><li><strong><em>Alternativa C<\/em><\/strong><em> &ndash; Gabarito. Veja que &eacute; uma alternativa que aborda exatamente como falamos no coment&aacute;rio geral. Crise de 29=crise do liberalismo=surgimento dos regimes totalit&aacute;rios.<\/em><\/li><li><strong><em>Alternativa D<\/em><\/strong><em> &ndash; Os estados Totalit&aacute;rios tiveram como caracter&iacute;stica econ&ocirc;mica a centraliza&ccedil;&atilde;o da economia e ampl&iacute;ssima interven&ccedil;&atilde;o do estado na esfera econ&ocirc;mica.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: C<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest&atilde;o 89<\/strong><\/h3><p>A partir da segunda metade da d&eacute;cada de 1960, a\nprodu&ccedil;&atilde;o de um g&ecirc;nero cinematogr&aacute;fico extravagante ganha for&ccedil;a no Brasil: a\npornochanchada. Num primeiro momento esta se mostrou como uma com&eacute;dia leve,\napesar de algumas cenas de nudez parcial, mas logo evoluiu para o que j&aacute; era\npraticado pelo resto do mundo: a explora&ccedil;&atilde;o do erotismo e da sensualidade no\nCinema para atender a um crescente mercado de consumo. <\/p><p>(Adaptado de Ildembergue Leite de Souza e Andr&eacute; Luiz\nMaranh&atilde;o de Souza Le&atilde;o, A transposi&ccedil;&atilde;o de mitos na intertextualidade entre\nCinema e Publicidade. Intercom, Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o,\nS&atilde;o Paulo, v. 37, n. 2, p. 242-262, dez. 2014.) <\/p><p>Sobre a vida cultural no Brasil das d&eacute;cadas de 1960\ne 1970, &eacute; correto afirmar que:<\/p><p>a) O per&iacute;odo ficou marcado pelo esvaziamento da cena cultural, com baixo dinamismo nos campos da produ&ccedil;&atilde;o teatral, musical e cinematogr&aacute;fica. Apenas os g&ecirc;neros ligados ao erotismo se expandiram, por n&atilde;o serem considerados transgressores. <\/p><p>b) A pornochanchada foi financiada pelo capital estrangeiro no Brasil durante o regime militar, pois a ind&uacute;stria cinematogr&aacute;fica, em raz&atilde;o dos seus altos custos, passou a ser fomentada sobretudo por empresas norte-americanas. <\/p><p>c) O g&ecirc;nero pornochanchada pode ser considerado um movimento de contracultura por seu car&aacute;ter de contesta&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, atrav&eacute;s da linguagem chula, e por suas estreitas conex&otilde;es com produtores culturais ligados &agrave; Tropic&aacute;lia. <\/p><p>d) A explos&atilde;o dos filmes do ciclo da pornochanchada e seu sucesso de p&uacute;blico ocorreram em um contexto marcado, de um lado, pela revolu&ccedil;&atilde;o sexual, e, de outro, pela censura ao conte&uacute;do veiculado no cinema e na TV. <\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/strong><\/h3><p>Essa foi a quest&atilde;o\nmais inusitada da prova. O assunto e a temporalidade, cultura nos anos de 1960\ne 1970, s&atilde;o comuns na prova da Unicamp. Mas o mais comum seria falar de\ntropicalismo ou estado-novo. Mas a Unicamp inovou colocando um texto sobre\npornochanchada. <\/p><p>Mas Al&ecirc;, o que &eacute;\nisso?<\/p><p>&Eacute; um g&ecirc;nero do cinema\nbrasileiro eu ganhou repercuss&atilde;o nas d&eacute;cadas abordadas na quest&atilde;o. Com&eacute;dia er&oacute;tica\nque se beneficiou de um momento d est&iacute;mulo &agrave; nacionaliza&ccedil;&atilde;o da cultura\nbrasileira porque as leis previam reserva de mercado para os produtos nacionais\nda cultura brasileira. As pornochanchadas eram um produto da ind&uacute;stria\ncultural, feitos com baixo custo, conseguiram ter repercuss&atilde;o com setores\npopulares.<\/p><p>Segundo pesquisas recentes, h&aacute; um tra&ccedil;o de cr&iacute;tica &agrave; sociedade da &eacute;poca. Como sempre no Brasil, as elites acreditavam que o popular era &ldquo;inculto e grosseiro&rdquo;, ent&atilde;o, os filmes n&atilde;o eram t&atilde;o visados pela censura, apesar das quest&otilde;es morais.<\/p><p>Assim, n&atilde;o enxergavam cr&iacute;ticas &agrave;quela sociedade hip&oacute;crita. A com&eacute;dia tinha tra&ccedil;os de ironia as quais ficaram esquecidas, sobretudo, no contexto da transi&ccedil;&atilde;o. O cinema que costuma ser lembrado &eacute; o de Glauber Rocha, o cinema Novo, g&ecirc;nero abertamente cr&iacute;tico e militante.<\/p><p>Apesar de tudo isso,\na alternativa correta nos remete, mais uma vez, &agrave; contextualiza&ccedil;&atilde;o geral das\nd&eacute;cadas de 1960 e 1970. A pornochanchada era uma informa&ccedil;&atilde;o interessante, mas o\ncentro da quest&atilde;o era mesmo o contexto cultural. Assim, para chegar &agrave;\nalternativa correta era necess&aacute;rio relacionar o contexto internacional e o\nnacional.&nbsp; Vejamos as alternativas:<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><strong><em>Alternativa A<\/em><\/strong><em> &ndash; N&atilde;o houve esvaziamento da cena cultural. Apesar da censura, o cen&aacute;rio cultural foi f&eacute;rtil, produtivo, inovador e deixou legados.<\/em><\/li><li><strong><em>Alternativa B<\/em><\/strong><em> &ndash; A pornochanchada n&atilde;o foi financiada por capital estrangeiro coisa nenhuma. Pelo contr&aacute;rio, ela contribuiu para garantir a reserva de mercado do produto nacional.<\/em><\/li><li><strong><em>Alternativa C<\/em><\/strong><em> &ndash; A linguagem chula n&atilde;o representa contracultura e contesta&ccedil;&atilde;o. A liga&ccedil;&atilde;o da pornochanchada &eacute; com o movimento &ldquo;boca do lixo&rdquo; &ndash; polo fundamental para o desenvolvimento do cinema no Brasil, com forte expans&atilde;o no final dos anos 60 e in&iacute;cio dos 70 devido &agrave;s pol&iacute;ticas de nacionaliza&ccedil;&atilde;o da cultura com fomentos p&uacute;blicos.<\/em><\/li><li><strong><em>Alternativa D<\/em><\/strong><em> &ndash; Gabarito. De uma maneira geral, apresenta o contexto cultural internacional da contracultura e o nacional da censura. Prestem aten&ccedil;&atilde;o: o comando da quest&atilde;o pedia algo geral, contextual, por isso, faz sentido que essa alternativa esteja certa e conectada ao comando. <\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: D<\/strong><\/p><p>Com isso, queridos e queridas alunas, finalizo meus coment&aacute;rios sobre a prova e, quaisquer d&uacute;vidas, entre em contato comigo.<\/p><p><strong>Instagram:<\/strong>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/profe.ale.lopes\/\" target=\"_blank\">@profe.ale.lopes<\/a><\/p><p class=\"has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-background-color has-background has-medium-font-size\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><a href=\"https:\/\/estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/unicamp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CURSOS PARA UNICAMP<\/a><\/span><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ol&aacute;, pessoal&hellip; Tudo bem? Sou a prof. 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