{"id":34037,"date":"2019-11-25T12:34:21","date_gmt":"2019-11-25T15:34:21","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.estrategiavestibulares.com.br\/?p=34037"},"modified":"2021-03-12T09:11:51","modified_gmt":"2021-03-12T12:11:51","slug":"prova-fuvest-2020-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/prova-fuvest-2020-portugues\/","title":{"rendered":"Prova FUVEST 2020 \u2013 Portugu\u00eas \u2013 Resolu\u00e7\u00e3o Comentada"},"content":{"rendered":"<p>Ol&aacute;, pessoal&hellip; Tudo bem? Sou a prof&ordf;. Luana Signorelli, do Estrat&eacute;gia Vestibulares, e com a ajuda dos professores Fernando Andrade e Celina GIl, escrevo este artigo para comentar e resolver as quest&otilde;es da prova da FUVEST 2020.<p>As quest&otilde;es de portugu&ecirc;s da FUVEST come&ccedil;avam na quest&atilde;o 32 e terminavam na quest&atilde;o 47, seguindo o <strong>modelo letra V<\/strong>. Voc&ecirc;s podem baixar meus coment&aacute;rios em PDF tamb&eacute;m! Vamos &agrave; corre&ccedil;&atilde;o?<\/p><div class=\"wp-block-file\">\"&gt;Prova FUVEST Portugu&ecirc;s &ndash; Resolu&ccedil;&atilde;o\" class=\"wp-block-file__button\" download&gt;Baixar<\/div><h2 class=\"wp-block-heading\">Prova FUVEST 2020<\/h2><h3 class=\"wp-block-heading\">Quest&atilde;o 32<\/h3><p><strong>Cantiga de enganar<\/strong><\/p><p>(&hellip;)<br>O mundo n&atilde;o tem sentido.<br>O mundo e suas can&ccedil;&otilde;es<br>de timbre mais comovido<br>est&atilde;o calados, e a fala<br>que de uma para outra sala<br>ouvimos em certo instante<br>&eacute; sil&ecirc;ncio que faz eco<br>e que volta a ser sil&ecirc;ncio<br>no negrume circundante.<br>Sil&ecirc;ncio: que quer dizer?<br>Que diz a boca do mundo?<br>Meu bem, o mundo &eacute; fechado,<br>se n&atilde;o for antes vazio.<br>O mundo &eacute; talvez: e &eacute; s&oacute;.<\/p><p>Talvez nem seja talvez.<br>O mundo n&atilde;o vale a pena,<br>mas a pena n&atilde;o existe.<br>Meu bem, fa&ccedil;amos de conta.<br>De sofrer e de olvidar,<br>de lembrar e de fruir,<br>de escolher nossas lembran&ccedil;as<br>e revert&ecirc;&#8208;las, acaso<br>se lembrem demais em n&oacute;s.<br>Fa&ccedil;amos, meu bem, de conta<br>&ndash; mas a conta n&atilde;o existe &ndash;&nbsp; <br>que &eacute; tudo como se fosse,<br>ou que, se fora, n&atilde;o era. (&hellip;)<\/p><p>Carlos Drummond de Andrade, Claro Enigma.<\/p><p>Em Claro Enigma, a ideia de engano\nsurge sob a perspectiva do sujeito maduro, j&aacute; afastado das ilus&otilde;es, como se l&ecirc;\nno verso&#8208;s&iacute;ntese &ldquo;Tu n&atilde;o me enganas, mundo, e n&atilde;o te engano a ti.&rdquo; (&ldquo;Legado&rdquo;).\nO excerto de &ldquo;Cantiga de enganar&rdquo; apresenta a rela&ccedil;&atilde;o do eu com o mundo mediada<\/p><p>(A) pela m&uacute;sica, que ressoa em\ncan&ccedil;&otilde;es l&iacute;ricas.<\/p><p>(B) pela cor, brilhante na claridade\nsolar.<\/p><p>(C) pela afirma&ccedil;&atilde;o de valores\ns&oacute;lidos.<\/p><p>(D) pela mem&oacute;ria, que corre fluida\nno tempo.<\/p><p>(E) pelo desprop&oacute;sito de um\nfaz&#8208;de&#8208;conta.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo; est&aacute; incorreta. O eu l&iacute;rico faz refer&ecirc;ncia &agrave; cantiga, mas diz que &ldquo;o mundo e suas can&ccedil;&otilde;es\/ est&atilde;o calados&hellip;&rdquo;, ou seja, a m&uacute;sica n&atilde;o poderia servir como media&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo; est&aacute; incorreta. O texto n&atilde;o fala de brilho, mas de &ldquo;negrume circundante&rdquo;.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo; est&aacute; incorreta.&nbsp; O eu l&iacute;rico diz que &ldquo;o mundo &eacute; talvez: e &eacute; s&oacute;&rdquo;, ou seja, n&atilde;o h&aacute; certezas s&oacute;lidas.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo; est&aacute; incorreta. &ldquo;Fazer de conta&rdquo; tem a ver com a imagina&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o com a mem&oacute;ria. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo; est&aacute; correta. O pr&oacute;prio t&iacute;tulo se refere ao engano, e, em um dos versos, o eu l&iacute;rico afirma &ldquo;Fa&ccedil;amos, meu bem, de conta\/-mas a conta n&atilde;o existe-&ldquo;,&nbsp; ou seja, o eu l&iacute;rico&nbsp; mostra que a ilus&atilde;o &eacute;&nbsp; desproposital. <\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: E<\/strong><\/p><p><strong>TEXTOS PARA AS QUEST&Otilde;ES DE 33 A 35.<\/strong><\/p><p><em>Os textos liter&aacute;rios s&atilde;o obras de discurso, a que falta a imediata referencialidade da linguagem corrente; po&eacute;ticos, abolem, &ldquo;destroem&rdquo; o mundo circundante, cotidiano, gra&ccedil;as &agrave; fun&ccedil;&atilde;o irrealizante da imagina&ccedil;&atilde;o que os constr&oacute;i. E prendem&#8208;nos na teia de sua linguagem, a que devemo poder de apelo est&eacute;tico que nos enleia; seduz&#8208;nos o mundo outro, irreal, neles configurado (&hellip;). No entanto, da ades&atilde;o a esse &ldquo;mundo de papel&rdquo;, quando retornamos ao real, nossa experi&ecirc;ncia, ampliada e renovada pela experi&ecirc;ncia da obra, &agrave; luz do que nos revelou, possibilita redescobri&#8208;lo, sentindo&#8208;o e pensando&#8208;o de maneira diferente e nova. A ilus&atilde;o, a mentira, o fingimento da fic&ccedil;&atilde;o, aclara o real ao desligar&#8208;se dele, transfigurando&#8208;o; e aclara&#8208;o j&aacute; pelo insight que em n&oacute;s provocou. <\/em><\/p><p>Benedito Nunes, &ldquo;&Eacute;tica e leitura&rdquo;, de Crivo de Papel. <\/p><hr class=\"wp-block-separator is-cnvs-separator-id-1615551045307\"><p><em>O que eu precisava era ler um romance fant&aacute;stico, um romance besta, em que os homens e as mulheres fossem cria&ccedil;&otilde;es absurdas, n&atilde;o andassem magoando&#8208;se, traindo&#8208;se. Hist&oacute;rias f&aacute;ceis, sem almas complicadas. Infelizmente essas leituras j&aacute; n&atilde;o me comovem. <\/em><\/p><p>Graciliano Ramos, Ang&uacute;stia. <\/p><hr class=\"wp-block-separator is-cnvs-separator-id-1615551045327\"><p><em>Romance desagrad&aacute;vel, abafado, ambiente sujo, povoado de ratos, cheio de podrid&otilde;es, de lixo. Nenhuma concess&atilde;o ao gosto do p&uacute;blico. Solil&oacute;quio doido, enervante. <\/em><\/p><p>Graciliano Ramos, Mem&oacute;rias do C&aacute;rcere, em nota a respeito de seu livro Ang&uacute;stia.<\/p><hr class=\"wp-block-separator is-cnvs-separator-id-1615551045351\"><h3 class=\"wp-block-heading\">Quest&atilde;o 33<\/h3><p>O argumento de Benedito\nNunes, em torno da natureza art&iacute;stica da literatura, leva a considerar que a\nobra s&oacute; assume fun&ccedil;&atilde;o transformadora se <\/p><p>(A) estabelece um\ncontraponto entre a fantasia e o mundo. <\/p><p>(B) utiliza a linguagem para\ninformar sobre o mundo. <\/p><p>(C) instiga no leitor uma\natitude reflexiva diante do mundo. <\/p><p>(D) oferece ao leitor uma\ncompensa&ccedil;&atilde;o anestesiante do mundo. <\/p><p>(E) conduz o leitor a\nignorar o mundo real.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo; est&aacute; incorreta. Essa alternativa n&atilde;o faz sentido. &ldquo;Contraponto&rdquo; significa oposi&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; termo que seja igualmente oposto &agrave; &ldquo;fantasia&rdquo; e a &ldquo;mundo&rdquo;, pois esses dois termos j&aacute; s&atilde;o opostos.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo; est&aacute; incorreta. Segundo Benedito Nunes, o poeta se utiliza da linguagem para construir um mundo paralelo, a inten&ccedil;&atilde;o do escritor n&atilde;o &eacute; informar sobre o mundo. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo; est&aacute; correta.&nbsp; No fragmento, &eacute; poss&iacute;vel ler que &ldquo;a ilus&atilde;o, a mentira, o fingimento da fic&ccedil;&atilde;o, aclara o real ao desligar&#8208;se dele, transfigurando&#8208;o; e aclara&#8208;o j&aacute; pelo insight que em n&oacute;s provocou&rdquo;, ou seja, Benedito Nunes defende que a literatura faz o indiv&iacute;duo refletir sobre a realidade. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo; est&aacute; incorreta. O texto que proporciona evas&atilde;o seria aquele que produz anestesia diante da realidade, ora, Benedito Nunes diz o contr&aacute;rio, diz que o leitor pode redescobrir o mundo atrav&eacute;s da literatura. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo; est&aacute; incorreta. Benedito acredita que o texto faz o leitor encarar a realidade de uma forma ampliada. <\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: C<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Quest&atilde;o 34<\/h3><p>Se o discurso liter&aacute;rio &ldquo;aclara o\nreal ao desligar&#8208;se dele, transfigurando&#8208;o&rdquo;, pode&#8208;se dizer que Lu&iacute;s da Silva, o\nnarrador &#8208; protagonista de Ang&uacute;stia, j&aacute; n&atilde;o se comove com a leitura de &ldquo;hist&oacute;rias\nf&aacute;ceis, sem almas complicadas&rdquo; porque<\/p><p>(A) rejeita, como jornalista, a\nescrita de fic&ccedil;&atilde;o.<\/p><p>(B) prefere alienar&#8208;se com\nnarrativas &eacute;picas.<\/p><p>(C) &eacute; indiferente &agrave;s hist&oacute;rias de\nfundo sentimental.<\/p><p>(D) est&aacute; engajado na milit&acirc;ncia\npol&iacute;tica.<\/p><p>(E) se afunda na negatividade\npr&oacute;pria do fracassado.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/h3><p>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. Luis da Silva &eacute; jornalista, mas no <strong>plano\ntemporal do passado m&eacute;dio<\/strong>, quando ele havia chegado na cidade, ele\nrascunhava alguns poemas e at&eacute; chegavam a encomendar alguns de seus sonetos. O\nprotagonista j&aacute; chegou a trabalhar em um jornal e era consultado at&eacute; como\ncr&iacute;tico liter&aacute;rio &ndash; rapazes vinham pergunt&aacute;-lo se tal autor era bom. Trabalhava\ncom Mois&eacute;s, Pimentel e seu Ivo. Metalinguagem: &ldquo;&Eacute; o que sei fazer, alinhar\nadjetivos, doces ou amargos, em conformidade com a encomenda&rdquo; (RAMOS, 2010, p.\n55).<\/p><p>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. Ele at&eacute; considera, sim, alguns g&ecirc;neros de\nromance inferiores a outros, como se verifica em &ldquo;romance besta&rdquo;, nos quais parte-se\ndo pressuposto que haveria aliena&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que os homens e as mulheres seriam\ncria&ccedil;&otilde;es f&aacute;ceis, ideais, n&atilde;o humanas, mas esse poderia ser um romance &aacute;gua com\na&ccedil;&uacute;car, um <em>best seller<\/em>, por exemplo, n&atilde;o um &eacute;pico.<\/p><p>Um &eacute;pico pode ser caracterizado narrativas de viagens e aventuras,\nsempre presentes no mundo atemporal e sem fronteiras da lenda e do romance\nfolcl&oacute;rico. Os relatos s&atilde;o grandiosos e extensos, contando com muitas estrofes.\nIl&iacute;ada e Odisseia (Homero), Eneida (Virg&iacute;lio) e Os Lus&iacute;adas (Lu&iacute;s de Cam&otilde;es)\ns&atilde;o os poemas &eacute;picos mais conhecidos.&nbsp; <\/p><p>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. Se fosse indiferente, ele n&atilde;o consideraria\nl&ecirc;-las. Ele, na sua condi&ccedil;&atilde;o de jornalista, homem letrado, e at&eacute; mesmo\nescritor, rebaixa certos tipos de romances, embora os prefira, j&aacute; que neles\njustamente estaria representado um mundo ideal, ao passo que a sua vida real\nera dura e dolorosa. Ler romances irreais representaria uma fuga da realidade,\nn&atilde;o deixando de ser uma #Estrat&eacute;gia.<\/p><p>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. Aten&ccedil;&atilde;o: o personagem engajado politicamente\nno livro &eacute; Mois&eacute;s, um judeu preocupado com a condi&ccedil;&atilde;o de antissemitismo na\nEuropa. Era tido como revolucion&aacute;rio e inteligente por Luis da Silva, al&eacute;m de\nser um dos seus amigos mais pr&oacute;ximos.<\/p><p>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: correta &ndash; gabarito. Luis da Silva &eacute; um perturbado\npsicologicamente, julgando-se constantemente impotente e covarde, comparando-se\ncom o av&ocirc; Trajano, que era um fazendeiro corajoso, &agrave; imagem de quem ele nunca\nconsegue moldar-se.<\/p><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: E<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Quest&atilde;o 35<\/h3><p>Para Graciliano Ramos, Ang&uacute;stia n&atilde;o\nfaz concess&atilde;o ao gosto do p&uacute;blico na medida em que comp&otilde;e uma atmosfera<\/p><p>(A) dram&aacute;tica, ao representar as\ntens&otilde;es de seu tempo.<\/p><p>(B) grotesca, ao eliminar a\nexpress&atilde;o individual.<\/p><p>(C) sat&iacute;rica, ao reduzir os eventos\nao plano do riso.<\/p><p>(D) ing&ecirc;nua, ao simular o equil&iacute;brio\nentre sujeito e mundo.<\/p><p>(E) aleg&oacute;rica, ao exaltar as imagens\nde sujeira.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/h3><p>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. <strong>Cuidado<\/strong>: h&aacute;, sim, muito drama no\nromance e &ndash; naturalmente &ndash; ang&uacute;stia. Nunca um nome de livro foi t&atilde;o eficaz,\ncomo costumo dizer. Por&eacute;m, esse drama &eacute; interno, &eacute; pessoal, pouco levando em\nconsidera&ccedil;&atilde;o o universo exterior. H&aacute;, sim, tens&otilde;es de seu tempo, como alus&otilde;es &agrave;\naboli&ccedil;&atilde;o da escravid&atilde;o e governo do Get&uacute;lio Vargas, mas o <\/p><p>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. <strong>Aten&ccedil;&atilde;o<\/strong>:\na alus&atilde;o ao lixo &eacute; grotesca, mas n&atilde;o &ldquo;elimina a express&atilde;o individual&rdquo;, uma vez\nque Ang&uacute;stia pode ser considerado um romance psicol&oacute;gico, isto &eacute;,\nessencialmente ligado ao indiv&iacute;duo, escrito em primeira pessoa, pelo narrador\nprotagonista Luis da Silva, fugindo inclusive do romance de 30, regionalista,\nda &eacute;poca. O pr&oacute;prio Graciliano Ramos, em entrevista com o cr&iacute;tico Antonio\nCandido em <em>Fic&ccedil;&atilde;o e confiss&atilde;o<\/em>, diz se tratar de uma obra que &eacute; um ponto\nfora da curva.<\/p><p>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. Uma obra em que o <strong>riso como rea&ccedil;&atilde;o &agrave;\ndureza do mundo<\/strong> &eacute; um aspecto &eacute; importante seria <em>Mayombe<\/em>, na\npersonagem do Comandante Sem Medo. N&atilde;o em Ang&uacute;stia, a atitude de Luis da Silva\n&eacute; geralmente fugidia, lac&ocirc;nica, melanc&oacute;lica. E pode ser considerada sat&iacute;rica a\nobra de Greg&oacute;rio de Matos, n&atilde;o a de Graciliano Ramos.<\/p><p>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. N&atilde;o &eacute; ing&ecirc;nua, mas &eacute; egoc&ecirc;ntrica, de modo\nque n&atilde;o h&aacute; equil&iacute;brio, mas o peso &eacute; dado ao indiv&iacute;duo, ao plano individual.<\/p><p>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: correta &ndash; gabarito. Alegoria no sentido geral, n&atilde;o\nnecessariamente no sentido da figura liter&aacute;ria. Luis da Silva &eacute; perturbado, sente-se\num lixo na sua vida pessoal, <strong>de modo que o mundo exterior acaba se tornando\num espelho de como ele se sente internamente<\/strong>.<\/p><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: E<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Quest&atilde;o 36<\/h3><p>Leia o trecho extra&iacute;do de uma\nnot&iacute;cia veiculada na internet:<\/p><p>&ldquo;O carro furou o pneu e bateu no\nmeio fio, ent&atilde;o eles foram obrigados a parar. O ref&eacute;m conseguiu acionar a\npopula&ccedil;&atilde;o, que depois pegou dois dos tr&ecirc;s indiv&iacute;duos e tentaram linchar eles. O\noutro conseguiu fugir, mas foi preso momentos depois por uma viatura do 5&ordm;\nBPM&rdquo;, afirmou o major.<\/p><p>Dispon&iacute;vel em https:\/\/www.gp1.com.br\/.<\/p><p>No portugu&ecirc;s do Brasil, a fun&ccedil;&atilde;o\nsint&aacute;tica do sujeito n&atilde;o possui, necessariamente, uma natureza de agente, ainda\nque o verbo esteja na voz ativa, tal como encontrado em:<\/p><p>(A) &ldquo;O carro furou o pneu&rdquo;.<\/p><p>(B) &ldquo;e bateu no meio fio&rdquo;.<\/p><p>(C) &ldquo;O ref&eacute;m conseguiu acionar a\npopula&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p><p>(D) &ldquo;tentaram linchar eles&rdquo;.<\/p><p>(E) &ldquo;afirmou o major&rdquo;.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo; est&aacute; correta. O sujeito &ldquo;carro&rdquo; n&atilde;o pode ter a a&ccedil;&atilde;o de furar o pneu; de forma precisa seria melhor dizer &ldquo;o pneu do carro foi furado&rdquo;.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo; est&aacute; incorreta. O sujeito de &ldquo;bateu&rdquo; &eacute; &ldquo;carro&rdquo;, ou seja, ele &eacute; agente da a&ccedil;&atilde;o <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo; est&aacute; incorreta. O sujeito de &ldquo;conseguir&rdquo; &eacute; &ldquo;ref&eacute;m&rdquo;, ou seja, ele &eacute; agente a&ccedil;&atilde;o. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo; est&aacute; incorreta. O sujeito de &ldquo;tentaram&rdquo; &eacute; indeterminado, mas, pelo contexto, essa a&ccedil;&atilde;o deve ser atribu&iacute;da &agrave;s pessoas que observaram o que acontecia. Ora, &ldquo;pessoas&rdquo; podem ser agentes do verbo tentar. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo; est&aacute; incorreta. O sujeito de &ldquo;afirmou&rdquo; &eacute; o &ldquo;major&rdquo;, ou seja, ele &eacute; agente da a&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: A<\/strong><\/p><p><strong>TEXTO PARA AS QUEST&Otilde;ES 37 E 38<\/strong><\/p><p><strong>amora<\/strong><\/p><p><em>a palavra amora<br>seria talvez menos doce<br>e um pouco menos vermelha<br>se n&atilde;o trouxesse em seu corpo<br>(como um velado esplendor)<br>a mem&oacute;ria da palavra amor<br>a palavra amargo<br>seria talvez mais doce<br>e um pouco menos acerba<br>se n&atilde;o trouxesse em seu corpo<br>(como uma sombra a espreitar)<br>a mem&oacute;ria da palavra amar<\/em><\/p><p>Marco Catal&atilde;o, Sob a face neutra.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Quest&atilde;o 37<\/h3><p>&Eacute; correto afirmar que o poema<\/p><p>(A) aborda o tema da mem&oacute;ria,\nconsiderada uma faculdade que torna o ser humano menos amargo e sombrio.<\/p><p>(B) enfoca a hesita&ccedil;&atilde;o do eu l&iacute;rico\ndiante das palavras, o que vem expresso pela repeti&ccedil;&atilde;o da palavra &ldquo;talvez&rdquo;.<\/p><p>(C) apresenta natureza rom&acirc;ntica,\nsendo as palavras &ldquo;amora&rdquo; e &ldquo;amargo&rdquo; met&aacute;foras do sentimento amoroso.<\/p><p>(D) possui reitera&ccedil;&otilde;es sonoras que\nresultam em uma tens&atilde;o inusitada entre os termos &ldquo;amor&rdquo; e &ldquo;amar&rdquo;.<\/p><p>(E) ressalta os significados das\npalavras tal como se verificam no seu uso mais corrente.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo; est&aacute; incorreta. O tema principal do poema n&atilde;o &eacute; mem&oacute;ria, &eacute; o amor.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo; est&aacute; incorreta. O eu l&iacute;rico n&atilde;o hesita diante da palavra, hesita diante dos efeitos sensoriais evocados pelas palavras. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo; est&aacute; incorreta. O poema manifesta uma perspectiva n&atilde;o-rom&acirc;ntica, pois n&atilde;o idealiza o amor. Na primeira estrofe, o poeta fala da do&ccedil;ura do amor, enquanto, na segunda estrofe, destaca a amargura do amor. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo; est&aacute; correta. H&aacute; reitera&ccedil;&otilde;es sonoras:&nbsp; a palavra &ldquo;amora&rdquo; cont&eacute;m &ldquo;amor&rdquo; e a palavra &ldquo;amargo&rdquo; cont&eacute;m o verbo &ldquo;amar&rdquo;.&nbsp; O amor da primeira estrofe &eacute; doce, a a&ccedil;&atilde;o de amar da segunda estrofe &eacute; amarga. S&atilde;o opostos.&nbsp; O poema, implicitamente, defende a tese de que o amor como ideia &eacute; perfeito, mas no cotidiano, quando passa a ser a&ccedil;&atilde;o, ele &eacute; amargo.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo; est&aacute; incorreta.&nbsp; As determina&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;das &agrave;s palavras amor e a &ldquo;amargo&rdquo; s&atilde;o ressignificadas. <\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: D<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Quest&atilde;o 38<\/h3><p>Tal como se l&ecirc; no poema,<\/p><p>(A) a palavra &ldquo;amora&rdquo; &eacute; substantivo,\ne &ldquo;amargo&rdquo;, adjetivo.<\/p><p>(B) o verbo &ldquo;amar&rdquo; ameniza o amargor\nda palavra &ldquo;amargo&rdquo;.<\/p><p>(C) o substantivo &ldquo;corpo&rdquo; apresenta\nsentido denotativo.<\/p><p>(D) o substantivo &ldquo;amor&rdquo; intensifica\no dul&ccedil;or da palavra &ldquo;amora&rdquo;.<\/p><p>(E) o verbo &ldquo;amar&rdquo; e o substantivo\n&ldquo;amor&rdquo; s&atilde;o intercambi&aacute;veis.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/h3><p>Alternativa &ldquo;a&rdquo; est&aacute; incorreta. A palavra &ldquo;amora&rdquo;\n&eacute; realmente um substantivo, mesmo no poema, nomeia uma fruta.&nbsp; A palavra &ldquo;amargo&rdquo; no texto n&atilde;o &eacute; adjetivo,\nse fosse, ela teria que se flexionar, deveria ser &ldquo;amarga&rdquo; para acompanhar o\nsubstantivo &ldquo;palavra&rdquo;. Al&eacute;m disso, no poema, o &ldquo;amargo&rdquo; tem corpo, ou seja, a\npalavra foi elevada a substantivo (deriva&ccedil;&atilde;o impr&oacute;pria) e passou a ser o n&uacute;cleo\nda personifica&ccedil;&atilde;o.&nbsp; <\/p><p>Alternativa &ldquo;b&rdquo; est&aacute; incorreta.&nbsp; O texto diz que a palavra &ldquo;amargo&rdquo; seria mais\ndoce se n&atilde;o fosse a &ldquo;palavra amar&rdquo;, ou seja, o verbo enfatiza o amargor da\npalavra. <\/p><p>Alternativa &ldquo;c&rdquo; est&aacute; incorreta. O &ldquo;corpo&rdquo; est&aacute;\nrelacionado ou a &ldquo;amora&rdquo; ou a &ldquo;amargo&rdquo;, tais elementos n&atilde;o t&ecirc;m corpo no sentido\nliteral. <\/p><p>Alternativa &ldquo;d&rdquo; est&aacute; correta.&nbsp; Ao dizer que &ldquo;palavra amora&rdquo; talvez fosse\n&ldquo;menos doce&rdquo; se n&atilde;o fosse a &ldquo;palavra amor&rdquo;, o eu l&iacute;rico d&aacute; a entender que houve\nintensifica&ccedil;&atilde;o da do&ccedil;ura. <\/p><p>Alternativa &ldquo;e&rdquo; est&aacute; incorreta. O &ldquo;amor&rdquo; se refere\nao sentimento, que &eacute; doce; &ldquo;amar&rdquo; se refere &agrave; a&ccedil;&atilde;o, &agrave; efetiva&ccedil;&atilde;o do amor, que &eacute;\nalgo amargo. <\/p><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: D<\/strong><\/p><p><strong>TEXTO PARA AS QUEST&Otilde;ES 39 E 40<\/strong><\/p><p><em>Uma planta &eacute; perturbada na sua sesta* pelo ex&eacute;rcito que a pisa.<br>Mas mais fr&aacute;gil fica a bota.<\/em><\/p><p>Gon&ccedil;alo M.\nTavares, 1: poemas.<\/p><p>*sesta: repouso ap&oacute;s o almo&ccedil;o.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Quest&atilde;o 39<\/h3><p>Considerando que se trata de um\ntexto liter&aacute;rio, uma interpreta&ccedil;&atilde;o que seja capaz de captar a sua complexidade abordar&aacute;\no poema como<\/p><p>(A) uma defesa da natureza.<\/p><p>(B) um ataque &agrave;s for&ccedil;as armadas.<\/p><p>(C) uma defesa dos direitos humanos.<\/p><p>(D) uma defesa da resist&ecirc;ncia civil.<\/p><p>(E) um ataque &agrave; passividade.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo; est&aacute; incorreta. O texto &eacute; liter&aacute;rio e deve ser entendido de forma metaf&oacute;rica e n&atilde;o literal.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo; est&aacute; incorreta. A frase n&atilde;o apresenta uma cr&iacute;tica &agrave;s for&ccedil;as armadas, n&atilde;o revela qual o motivo pelo qual o ex&eacute;rcito pisa a planta, o que poderia ensejar algum tipo de cr&iacute;tica. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo; est&aacute; incorreta. Se fosse &ldquo;defesa dos direitos humanos&rdquo;, o poema estaria expressando a ideia de que o ex&eacute;rcito seria alterado pela defesa de tais direitos, isso n&atilde;o faz sentido. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo; est&aacute; correta. A planta sofre a a&ccedil;&atilde;o e deixa suas marcas na bota, h&aacute;, portanto, uma resist&ecirc;ncia.&nbsp; Qual tipo de resist&ecirc;ncia?&nbsp; Isso pode ser deduzido pelo que se op&otilde;e ao militar, ou seja, pela resist&ecirc;ncia civil. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo; est&aacute; incorreta. O poema exalta a planta que, &agrave; primeira vista, apenas sofre a a&ccedil;&atilde;o. <\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: D<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Quest&atilde;o 40<\/h3><p>O ditado popular que se\nrelaciona melhor com o poema &eacute;:<\/p><p>(A) Para bom entendedor,\nmeia palavra basta.<\/p><p>(B) &Aacute;gua mole em pedra dura\ntanto bate at&eacute; que fura.<\/p><p>(C) Quem com ferro fere, com\nferro ser&aacute; ferido.<\/p><p>(D) Um dia &eacute; da ca&ccedil;a, o\noutro &eacute; do ca&ccedil;ador.<\/p><p>(E) Uma andorinha s&oacute; n&atilde;o faz\nver&atilde;o.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo; est&aacute; incorreta. O poema gira em torno da a&ccedil;&atilde;o do ex&eacute;rcito, o ditado faz refer&ecirc;ncia ao processo de interpreta&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo; est&aacute; correta.&nbsp;&nbsp;&nbsp; O poder da bota &eacute; semelhante ao da dureza da pedra; a a&ccedil;&atilde;o da planta que vai contaminando o poder militar &eacute; semelhante &agrave; a&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua que vai minando a dureza do rochedo. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo; est&aacute; incorreta.&nbsp;&nbsp; O ditado faz refer&ecirc;ncia &agrave; rea&ccedil;&atilde;o violenta como resposta a outra do mesmo aspecto. Ora, a planta n&atilde;o reage com a mesma intensidade com que foi ferida. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo; est&aacute; incorreta. Esse ditado sup&otilde;e que a resist&ecirc;ncia civil poderia agir da mesma maneira como o ex&eacute;rcito age; se as pessoas agirem com viol&ecirc;ncia contra o ex&eacute;rcito, haveria uma rebeli&atilde;o e n&atilde;o resist&ecirc;ncia civil. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo; est&aacute; incorreta. Se essa ideia fosse aplicada ao poema, deveria significar que outras plantas deveriam se juntar a essa &uacute;nica que foi pisada, ideia que n&atilde;o est&aacute; presente no texto. <\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: B<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Quest&atilde;o 41<\/h3><p>O Twitter &eacute; uma das redes sociais\nmais importantes no Brasil e no mundo. (&hellip;) Um estudo identificou que as fake\nnews s&atilde;o 70% mais propensas a serem retweetadas do que fatos verdadeiros. (&hellip;)\nOutra conclus&atilde;o importante do trabalho diz respeito aos famosos bots: ao\ncontr&aacute;rio do que muitos pensam, esses rob&ocirc;s n&atilde;o s&atilde;o os grandes respons&aacute;veis por\ndisseminar not&iacute;cias falsas. Nem mesmo comparando com outros robozinhos: tanto\nos que espalham informa&ccedil;&otilde;es mentirosas quanto aqueles que divulgam dados\nverdadeiros alcan&ccedil;aram o mesmo n&uacute;mero de pessoas.<\/p><p>Super Interessante, &ldquo;No Twitter, fake news se espalham 6 vezes mais r&aacute;pido\nque not&iacute;cias verdadeiras&rdquo;. Maio\/2019.<\/p><p>No per&iacute;odo &ldquo;Nem mesmo comparando com\noutros robozinhos: tanto os que espalham informa&ccedil;&otilde;es mentirosas quanto aqueles\nque divulgam dados verdadeiros alcan&ccedil;aram o mesmo n&uacute;mero de pessoas.&rdquo;, os\ndois&#8208;pontos s&atilde;o utilizados para introduzir uma<\/p><p>(A) conclus&atilde;o.<\/p><p>(B) concess&atilde;o.<\/p><p>(C) explica&ccedil;&atilde;o.<\/p><p>(D) contradi&ccedil;&atilde;o.<\/p><p>(E) condi&ccedil;&atilde;o.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. Conectivos de conclus&atilde;o seriam: consequentemente, logo, pois, por conseguinte, portanto.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. Conectivos de concess&atilde;o seriam: ainda que, embora, posto que, se bem que.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: correta &ndash; gabarito. Um aposto explicativo explica ou esclarece algum termo da ora&ccedil;&atilde;o. Pode aparecer entre v&iacute;rgulas, entre par&ecirc;nteses ou entre travess&otilde;es, mas, aqui no caso, foi utilizado com dois pontos.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. Conectivos de contradi&ccedil;&atilde;o (adversidade) seriam: mas, entretanto, no entanto, contudo, todavia, n&atilde;o obstante.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. Conectivos de condi&ccedil;&atilde;o seriam: caso, desde que, contanto que, se.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: C<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Quest&atilde;o 42<\/h3><p>Agora, o\nManuel Ful&ocirc;, este,sim! Um sujeito pingadinho, quase menino &ndash; &ldquo;pepino que\nencorujou desde pequeno&rdquo; &ndash; cara de bobo de fazenda, do segundo tipo &ndash;; porque\ntoda fazenda tem o seu bobo, que &eacute;, ou um velhote baixote, de barba rara no queixo,\nou um eterno rapazola, meio surdo, gago, glabro* e alvar**. Mas gostava de\nfechar a cara e roncar voz, todo enfarruscado, para mostrar brabeza, e s&oacute; por\ndescuido sorria, um sorriso manhoso de dono de hotel. E, em suas fei&ccedil;&otilde;es de cabur&eacute;***\ninsalubre, amigavam&#8208;se as marcas do sangue aimor&eacute; e do g&aacute;lico herdado: cabelo\npreto, corrido, que boi lambeu; dentes de fio em meia&#8208;lua; malares pontudos;\nlobo da orelha aderente; testa curta, fugidia; olhinhos de vi&eacute;s e nariz peba,\nmongol.<\/p><p>Guimar&atilde;es Rosa, &ldquo;Corpo fechado&rdquo;, de Sagarana.<\/p><p>*sem pelos, sem barba **tolo ***mesti&ccedil;o<\/p><p>O retrato\nde Manuel Ful&ocirc;, tal como aparece no fragmento, permite afirmar que<\/p><p>(A) h&aacute;\nclara antipatia do narrador para com a personagem, que por isso &eacute; caracterizada\ncomo &ldquo;bobo de fazenda&rdquo;.<\/p><p>(B) est&atilde;o\npresentes tra&ccedil;os de diferentes etnias, de modo a refletir a mescla de culturas\npr&oacute;pria ao estilo do livro.<\/p><p>(C) a\nexpress&atilde;o &ldquo;cabur&eacute; insalubre&rdquo; denota o determinismo biol&oacute;gico que norteia o\nlivro.<\/p><p>(D) &eacute;\nir&ocirc;nico o trecho &ldquo;para mostrar brabeza&rdquo;, pois ao fim da narrativa Manuel Ful&ocirc;\nsofre derrota na luta f&iacute;sica.<\/p><p>(E) se\napontam em sua fisionomia os &ldquo;olhinhos de vi&eacute;s&rdquo; para caracterizar a personagem\ncomo ing&ecirc;nua.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/h3><p>Alternativa &ldquo;a&rdquo; est&aacute; incorreta.&nbsp; Nesse conto, observa-se o\nnarrador-testemunha; que conta a hist&oacute;ria &eacute; um m&eacute;dico que est&aacute; a servi&ccedil;o na\nregi&atilde;o e que tem simpatia pelo Manuel Ful&ocirc;. <\/p><p>Alternativa &ldquo;b&rdquo; est&aacute; correta. No texto, o narrador\ndescreve o aspecto f&iacute;sico de Manuel Ful&ocirc; dizendo que s&atilde;o percept&iacute;veis &ldquo;as\nmarcas do sangue aimor&eacute; e do g&aacute;lico herdado&rdquo;, a seguir, ele menciona v&aacute;rios\ntra&ccedil;os e, entre eles, &ldquo;os olhinhos de vi&eacute;s&rdquo;. Essa mistura presente presentes no\npersonagem, pode ser vista no estilo do autor que mistura linguagem culta,\narcaica, regional etc. Al&eacute;m disso revela a cultura da regi&atilde;o, afinal, a cultura\nsertaneja &eacute; resultado da mistura da cultura europeia com os costumes dos nativos\ne dos negros. <\/p><p>Alternativa &ldquo;c&rdquo; est&aacute; incorreta. N&atilde;o h&aacute;\ndeterminismo biol&oacute;gico em Guimar&atilde;es Rosa, isso seria mais apropriado a <em>O\nCorti&ccedil;o.<\/em><\/p><p>Alternativa &ldquo;d&rdquo; est&aacute; incorreta. No final do da\nnarrativa, Manuel Ful&ocirc; mata o valent&atilde;o Targino e se torna o valent&atilde;o da regi&atilde;o.\n<\/p><p>Alternativa &ldquo;e&rdquo; est&aacute; incorreta. No fragmento, h&aacute;\ntamb&eacute;m essa perspectiva a da inoc&ecirc;ncia. O personagem &eacute; apresentado como\ning&ecirc;nuo, mas esse trecho sobre os olhos &eacute; antecedido por uma descri&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica.<\/p><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: B<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Quest&atilde;o 43<\/h3><p><sup>1<\/sup>O feminismo negro n&atilde;o &eacute; uma luta meramente\nidentit&aacute;ria, at&eacute; <sup>2<\/sup>porque branquitude e masculinidade tamb&eacute;m s&atilde;o <sup>3<\/sup>identidades.\nPensar feminismos negros &eacute; pensar projetos <sup>4<\/sup>democr&aacute;ticos. Hoje\nafirmo isso com muita tranquilidade, mas <sup>5<\/sup>minha experi&ecirc;ncia de vida\nfoi marcada pelo inc&ocirc;modo de uma <sup>6<\/sup>incompreens&atilde;o fundamental. N&atilde;o que\neu buscasse respostas <sup>7<\/sup>para tudo. Na maior parte da minha inf&acirc;ncia e\nadolesc&ecirc;ncia, <sup>8<\/sup>n&atilde;o tinha consci&ecirc;ncia de mim. N&atilde;o sabia por que\nsentia <sup>9<\/sup>vergonha de levantar a m&atilde;o quando a professora fazia uma <sup>10<\/sup>pergunta\nj&aacute; supondo que eu n&atilde;o saberia a resposta. <sup>11<\/sup>Por que eu ficava\nisolada na hora do recreio. Por que os meninos <sup>12<\/sup>diziam na minha\ncara que n&atilde;o queriam formar par com a <sup>13<\/sup>&ldquo;neguinha&rdquo; na festa junina.\nEu me sentia estranha <sup>14<\/sup>inadequada, e, na maioria das vezes, fazia\nas coisas no <sup>15<\/sup>autom&aacute;tico, me esfor&ccedil;ando para n&atilde;o ser notada.<\/p><p>Djamila Ribeiro, Quem tem medo do feminismo negro?.<\/p><p>O trecho que melhor define a\n&ldquo;incompreens&atilde;o fundamental&rdquo; (L.6) referida pela autora &eacute;:<\/p><p>(A) &ldquo;n&atilde;o que eu buscasse respostas\npara tudo&rdquo; (L.6&#8208;7).<\/p><p>(B) &ldquo;n&atilde;o tinha consci&ecirc;ncia de mim&rdquo;\n(L.8).<\/p><p>(C) &ldquo;Por que eu ficava isolada na\nhora do recreio&rdquo; (L.10&#8208;11).<\/p><p>(D) &ldquo;me esfor&ccedil;ando para n&atilde;o ser\nnotada&rdquo; (L.15).<\/p><p>(E) &ldquo;sentia vergonha de levantar a\nm&atilde;o&rdquo; (L.8&#8208;9).<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. O conectivo &ldquo;n&atilde;o que&rdquo; indica uma contradi&ccedil;&atilde;o. Ela n&atilde;o buscava resposta para tudo, mas isso era uma op&ccedil;&atilde;o pessoal dela, isso n&atilde;o se relaciona com a incompreens&atilde;o.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: correta &ndash; gabarito. Essa incompreens&atilde;o vem acompanhada do adjetivo &ldquo;fundamental&rdquo;, &eacute; algo constitutivo da personalidade dela, algo que ela n&atilde;o incompreendida, uma certa inconsci&ecirc;ncia de si.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. Essa &eacute; uma ora&ccedil;&atilde;o subordinada substantiva direta, para o verbo &ldquo;sabia&rdquo; que est&aacute; na negativa. Mas h&aacute; v&aacute;rias ora&ccedil;&otilde;es subordinadas iguais, separadas por ponto final.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. Esse comportamento diz respeito a uma rea&ccedil;&atilde;o involunt&aacute;ria ao constante comportamento racista de seus colegas e por causa disso, consequentemente, o seu autorrebaixamento.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. Ela se sentia insegura e tinha medo de ser julgada de burra, caso n&atilde;o soubesse uma resposta. Mas isso diz respeito diretamente &agrave; cor de sua pele e ao julgamento mais racial do que em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua intelig&ecirc;ncia propriamente dita.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: B<\/strong><\/p><p><strong>TEXTO PARA AS QUEST&Otilde;ES 44 E 45 <\/strong><\/p><p><em>E Sofia? interroga impaciente a leitora, tal qual Orgon: Et Tartufe? Ai, amiga minha, a resposta &eacute; naturalmente a mesma, &ndash; tamb&eacute;m ela comia bem, dormia largo e fofo, &ndash; coisas que, ali&aacute;s, n&atilde;o impedem que uma pessoa ame, quando quer amar. Se esta &uacute;ltima reflex&atilde;o &eacute; o motivo secreto da vossa pergunta, deixai que vos diga que sois muito indiscreta, e que eu n&atilde;o me quero sen&atilde;o com dissimulados. <\/em><\/p><p><em>Repito, comia bem, dormia largo e fofo. Chegara ao fim da comiss&atilde;o das Alagoas, com elogios da imprensa; a Atalaia chamou&#8208;lhe &ldquo;o anjo da consola&ccedil;&atilde;o&rdquo;. E n&atilde;o se pense que este nome a alegrou, posto que a lisonjeasse; ao contr&aacute;rio, resumindo em Sofia toda a a&ccedil;&atilde;o da caridade, podia mortificar as novas amigas, e fazer&#8208;lhe perder em um dia o trabalho de longos meses. Assim se explica o artigo que a mesma folha trouxe no n&uacute;mero seguinte, nomeando, particularizando e glorificando as outras comiss&aacute;rias &ndash; &ldquo;estrelas de primeira grandeza&rdquo;. <\/em><\/p><p>Machado de Assis, Quincas Borba.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Quest&atilde;o 44<\/h3><p>No excerto, o autor recorre\n&agrave; intertextualidade, dialogando com a com&eacute;dia de Moli&egrave;re, Tartufo (1664), cuja\npersonagem central &eacute; um impostor da f&eacute;. Tal &eacute; a fama da pe&ccedil;a que o nome pr&oacute;prio\nse incorporou ao vocabul&aacute;rio, inclusive em portugu&ecirc;s, como substantivo comum,\npara designar o &ldquo;indiv&iacute;duo hip&oacute;crita&rdquo; ou o &ldquo;falso devoto&rdquo;. No contexto maior do\nromance, sugere&#8208;se que a tartufice<\/p><p>(A) se cola &agrave; imagem da\nleitora, indiscreta quanto aos amores alheios.<\/p><p>(B) &eacute; a&ccedil;&atilde;o isolada de Sofia,\narrivista social e benem&eacute;rita fingida.<\/p><p>(C) diz respeito ao fil&oacute;sofo\nQuincas Borba, o que explica o t&iacute;tulo do livro.<\/p><p>(D) se produz na imprensa,\napesar de esta se esquivar da eloqu&ecirc;ncia vazia.<\/p><p>(E) se estende &agrave; sociedade,\nna qual o cinismo &eacute; o trunfo dos fortes.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/h3><p>Alternativa\n&ldquo;a&rdquo;: incorreta. A partir do trecho &ldquo;<strong>Se<\/strong> esta &uacute;ltima reflex&atilde;o &eacute; o\nmotivo secreto da vossa pergunta, deixai que vos diga que sois muito\nindiscreta, e que eu n&atilde;o me quero sen&atilde;o com dissimulados&rdquo; (grifo meu), podemos\nverificar uma rela&ccedil;&atilde;o sint&aacute;tica de condi&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o que as leitoras fossem\nnecessariamente indiscretas. <\/p><p>Alternativa &ldquo;b&rdquo;:\ncorreta &ndash; gabarito. <strong>Cuidado<\/strong>: a\nafirma&ccedil;&atilde;o &eacute; correta, pois diz respeito ao comportamento oportunista de Sofia;\npor&eacute;m, n&atilde;o se trata de uma atitude isolada dela, mas de v&aacute;rios personagens no\nromance, como seu pr&oacute;prio marido, Cristiano Palha, o t&iacute;pico arrivista (vimos\nisso na nossa revis&atilde;o!). <\/p><p>Outra\nbenem&eacute;rita &ndash; n&atilde;o sabemos se exatamente fingida ou n&atilde;o, Machado de Assis deixa\namb&iacute;guo, n&atilde;o deixa claro &ndash; &eacute; Dona Fernanda, constantemente ben&eacute;vola com Rubi&atilde;o,\npor exemplo, mas cuja benevol&ecirc;ncia &eacute; malvista pelo alienista Doutor Falc&atilde;o acha\nque ela est&aacute; interessada no Rubi&atilde;o.<\/p><p>Alternativa &ldquo;c&rdquo;:\nincorreta. O trecho se dirige diretamente &agrave; personagem de Sofia. A essa altura\ndo campeonato, o fil&oacute;sofo Quincas Borba j&aacute; tinha morrido. Al&eacute;m disso, n&atilde;o &eacute;\ncerteza se &eacute; o nome dele propriamente dito ou se &eacute; o de seu cachorro, cujo nome\n&eacute; hom&ocirc;nimo, se d&aacute; nome ao livro.<\/p><p>Alternativa &ldquo;d&rdquo;:\nincorreta. Pelo contr&aacute;rio, a imprensa <strong>n&atilde;o se esquiva<\/strong> da eloqu&ecirc;ncia\nvazia, <strong>rende-se<\/strong> a ela, o que podemos verificar no trecho &ldquo;o artigo que a\nmesma folha trouxe no n&uacute;mero seguinte, <strong>nomeando, particularizando e\nglorificando<\/strong> as outras comiss&aacute;rias&rdquo; (grifo meu).<\/p><p>Alternativa &ldquo;e&rdquo;:\nincorreta. O trecho se remete &agrave; Sofia e, a partir dela, da hipocrisia da\nsociedade no geral.<\/p><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: E<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Quest&atilde;o 45<\/h3><p>Considerando o contexto, o\ntrecho &ldquo;E n&atilde;o se pense que este nome a alegrou, posto que a lisonjeasse&rdquo;\n(L.10&#8208;11) pode ser reescrito, sem preju&iacute;zo de sentido, da seguinte maneira: E\nn&atilde;o se pense que este nome a alegrou,<\/p><p>(A) apesar de lisonje&aacute;&#8208;la.<\/p><p>(B) antes a lisonjeou.<\/p><p>(C) porque a lisonjeava.<\/p><p>(D) a fim de lisonje&aacute;&#8208;la.<\/p><p>(E) tanto quanto a\nlisonjeava.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: correta &ndash; gabarito. O sentido &eacute; adversativo, contradit&oacute;rio, ainda mais que na ora&ccedil;&atilde;o principal j&aacute; h&aacute; uma negativa: &ldquo;<\/em><strong><em>n&atilde;o<\/em><\/strong><em> se pense que este nome a alegrou&rdquo;. O sin&ocirc;nimo de &ldquo;posto que&rdquo; nesse caso seria &ldquo;embora, apesar de&rdquo;.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta.&nbsp; O valor sem&acirc;ntico n&atilde;o &eacute; temporal.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: incorreta. <\/em><strong><em>Cuidado<\/em><\/strong><em>: analisando o conectivo isoladamente, &ldquo;posto que&rdquo; &eacute; sin&ocirc;nimo de &ldquo;porque, haja vista&rdquo;. Por&eacute;m, no caso, seu valor sem&acirc;ntico deveria ser analisado em rela&ccedil;&atilde;o ao <\/em><strong><em>contexto<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. O valor sem&acirc;ntico n&atilde;o &eacute; final.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. O valor sem&acirc;ntico n&atilde;o &eacute; comparativo.<\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: A<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Quest&atilde;o 46<\/h3><p>Hoje fizeram o enterro de Bela. Todos\nna Ch&aacute;cara se convenceram de que ela estava morta, menos eu. Se eu pudesse n&atilde;o\ndeixaria enterr&aacute;&#8208;la ainda. Disse isso mesmo a vov&oacute;, mas ela disse que n&atilde;o se\npode fazer assim. Bela estava igualzinha &agrave; que ela era no dia em que chegou da\nForma&ccedil;&atilde;o, s&oacute; um pouquinho mais magra.<\/p><p>Todos dizem que o sofrimento da morte\n&eacute; a luta da alma para se largar do corpo. Eu perguntei a vov&oacute;: &ldquo;Como &eacute; que a\nalma dela saiu sem o menor sofrimento, sem ela fazer uma caretinha que fosse?&rdquo;.\nVov&oacute; disse que tudo isso &eacute; mist&eacute;rio, que nunca a gente pode saber essas coisas\ncom certeza. Uns sofrem muito quando a alma se despega do corpo, outros morrem\nde repente sem sofrer.<\/p><p>Helena Morley, Minha Vida de Menina.<\/p><hr class=\"wp-block-separator is-cnvs-separator-id-1615551045497\"><p><strong>Perguntas<\/strong><\/p><p>Numa incerta hora fria<br>perguntei ao fantasma&nbsp; <br>que for&ccedil;a nos prendia,&nbsp; <br>ele a mim, que presumo<br>estar livre de tudo<br>eu a ele, gasoso,<br>(&hellip;)<br>No voo que desfere<br>silente e melanc&oacute;lico,<br>rumo da eternidade,<br>ele apenas responde<br>(se acaso &eacute; responder&nbsp; <br>a mist&eacute;rios, somar&#8208;lhes&nbsp; <br>um mist&eacute;rio mais alto):<br>Amar, depois de perder.<\/p><p>Carlos Drummond de Andrade, Claro Enigma.<\/p><hr class=\"wp-block-separator is-cnvs-separator-id-1615551045518\"><p>As perguntas da menina e do\npoeta versam sobre a morte. &Eacute; correto afirmar que<\/p><p>(A) ambos guardam uma\ndimens&atilde;o transcendente e cat&oacute;lica, de origem mineira.<\/p><p>(B) ambos ouvem respostas\nque lhes esclarecem em definitivo as d&uacute;vidas existenciais.<\/p><p>(C) a menina mostra\ncuriosidade acerca da morte como epis&oacute;dio e o poeta especula o sentido\nfilos&oacute;fico da morte.<\/p><p>(D) a menina est&aacute; inquieta\npor conhecer o destino das almas, enquanto o poeta critica o ceticismo.<\/p><p>(E) as duas respostas\nrefor&ccedil;am os mist&eacute;rios da vida ao acolherem cren&ccedil;as populares.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/h3><p>Alternativa &ldquo;a&rdquo;: incorreta. Helena veio de uma fam&iacute;lia protestante, mas a sua religi&atilde;o &eacute; cat&oacute;lica, frequentando bastante as missas, os cultos e as festas religiosas. A FUVEST j&aacute; cobrou que Helena se situava entre a coexist&ecirc;ncia de dois mundos. N&atilde;o s&oacute; isso, Helena n&atilde;o aceita passivamente a religi&atilde;o cat&oacute;lica, mas sim demonstra senso cr&iacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o a ela. Certa vez ela questiona, por exemplo, por que as crian&ccedil;as precisavam rezar um temp&atilde;o pela alma de pessoas mortas que elas sequer conheciam. <\/p><p>J&aacute; a\nl&iacute;rica de Drummond n&atilde;o tem dimens&atilde;o religiosa, embora algumas vezes se valha de\nalgumas met&aacute;foras religiosas, como Babil&ocirc;nia. H&aacute; inclusive um poema chamado\n&ldquo;Morro de Babil&ocirc;nia&rdquo;, mas que est&aacute; em outro livro, <em>Sentimento de mundo<\/em>\n(1940).<\/p><p>Alternativa &ldquo;b&rdquo;: incorreta. Nenhum deles recebe resposta totalmente satisfat&oacute;ria; a av&oacute; de Helena d&aacute; uma resposta volta para sabedoria popular, aspecto que inclusive marca bastante o di&aacute;rio. No poema de Drummond, por sua vez, h&aacute; os versos &ldquo;ele apenas responde \/(se acaso &eacute; responder (&hellip;)&rdquo;, o que gera hip&oacute;tese quanto a essa resposta.<\/p><p>Alternativa &ldquo;c&rdquo;: correta &ndash; gabarito. Enquanto pr&eacute;-adolescente de esp&iacute;rito e personalidade em forma&ccedil;&atilde;o, ela demonstra a sua curiosidade. J&aacute; o eu l&iacute;rico de Drummond &eacute; mais calejado na vida; j&aacute; conhecendo a morte, sua d&uacute;vida em rela&ccedil;&atilde;o a ela &eacute; mais metaf&iacute;sica, filos&oacute;fica.<\/p><p>Alternativa &ldquo;d&rdquo;: incorreta. Segundo o dicion&aacute;rio Houaiss, ceticismo significa doutrina segundo a qual o esp&iacute;rito humano n&atilde;o pode atingir nenhuma certeza a respeito da verdade, o que resulta em um procedimento intelectual de d&uacute;vida permanente e na abdica&ccedil;&atilde;o, por inata incapacidade, de uma compreens&atilde;o metaf&iacute;sica, religiosa ou absoluta do real. A primeira parte da alternativa at&eacute; pode estar certa, mas de acordo com essa concep&ccedil;&atilde;o, o poeta n&atilde;o critica o ceticismo.<\/p><p>Alternativa &ldquo;e&rdquo;: incorreta. <strong>Cuidado<\/strong>: apenas no di&aacute;rio de Helena verifica-se a presen&ccedil;a de cren&ccedil;as populares.<\/p><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: C<\/strong><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Quest&atilde;o 47<\/h3><p><strong>A certa personagem desvanecida<\/strong><\/p><p>Um soneto come&ccedil;o em vosso gabo*:<br>Contemos esta regra por primeira,<br>J&aacute; l&aacute; v&atilde;o duas, e esta &eacute; a terceira,<br>J&aacute; este quartetinho est&aacute; no cabo.<\/p><p>Na quinta torce agora a porca o rabo;<br>A sexta v&aacute; tamb&eacute;m desta maneira:<br>Na s&eacute;tima entro j&aacute; com gr&atilde;** canseira,<br>E saio dos quartetos muito brabo.<\/p><p>Agora nos tercetos que direi?<br>Direi que v&oacute;s, Senhor, a mim me honrais<br>Gabando&#8208;vos a v&oacute;s, e eu fico um rei.<\/p><p>Nesta vida um soneto j&aacute; ditei;<br>Se desta agora escapo, nunca mais:<br>Louvado seja Deus, que o acabei.<\/p><p>Greg&oacute;rio de Matos<\/p><p>*louvor **grande<\/p><hr class=\"wp-block-separator is-cnvs-separator-id-1615551045552\"><p><strong>Tipo zero<\/strong><\/p><p>Voc&ecirc; &eacute; um tipo que n&atilde;o tem tipo<br>Com todo tipo voc&ecirc; se parece<br>E sendo um tipo que assimila tanto tipo<br>Passou a ser um tipo que ningu&eacute;m esquece<\/p><p>Quando voc&ecirc; penetra num sal&atilde;o<br>E se mistura com a multid&atilde;o<br>Voc&ecirc; se torna um tipo destacado<br>Desconfiado todo mundo fica<br>Que o seu tipo n&atilde;o se classifica<br>Voc&ecirc; passa a ser um tipo desclassificado<\/p><p>Eu at&eacute; hoje nunca vi nenhum<br>Tipo vulgar t&atilde;o fora do comum<br>Que fosse um tipo t&atilde;o observado<br>Voc&ecirc; ficou agora convencido<br>Que o seu tipo j&aacute; est&aacute; batido<br>Mas o seu tipo &eacute; o tipo do tipo esgotado<\/p><p>Noel Rosa<\/p><p>O soneto de Greg&oacute;rio de Matos e o samba de Noel Rosa, embora distantes na forma e no tempo, aproximam&#8208;se por ironizarem<\/p><p>(A) o processo de composi&ccedil;&atilde;o\ndo texto.<\/p><p>(B) a pr&oacute;pria inferioridade\nante o retratado.<\/p><p>(C) a singularidade de um\ncar&aacute;ter nulo.<\/p><p>(D) o sublime que se oculta\nna vulgaridade.<\/p><p>(E) a intoler&acirc;ncia para com\nos g&ecirc;nios.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Resolu&ccedil;&atilde;o Comentada<\/h3><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Alternativa &ldquo;a&rdquo; est&aacute; incorreta. O primeiro poema &eacute; metalingu&iacute;stico, ironiza a composi&ccedil;&atilde;o; o segundo n&atilde;o. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;b&rdquo; est&aacute; incorreta. Os dois eu l&iacute;ricos criticam o personagem que descrevem, portanto, n&atilde;o se inferiorizam. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;c&rdquo; est&aacute; correta. Pode-se observar que se fala de indiv&iacute;duos de car&aacute;ter nulo, observando-se os t&iacute;tulos: &ldquo;A certa personagem desvanecida&rdquo; (poema 1) e &ldquo;Tipo zero&rdquo; (texto 2).&nbsp; Al&eacute;m disso, ao dar caracter&iacute;sticas das pessoas criticadas, os eu l&iacute;ricos singularizaram as personalidades descritas.<\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;d&rdquo; est&aacute; incorreta. Nada h&aacute; de sublime nos personagens descritos. <\/em><\/li><li><em>Alternativa &ldquo;e&rdquo; est&aacute; incorreta. Os personagens criticados n&atilde;o s&atilde;o geniais. <\/em><\/li><\/ul><p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\"><strong>Gabarito: C<\/strong><\/p><p><strong>Instagram:<\/strong>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/luana.signorelli\/\" target=\"_blank\">@luana.signorelli<\/a><\/p><p><strong>Facebook:<\/strong>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/luana.signorelli\" target=\"_blank\">Luana Signorelli<\/a><\/p><p class=\"has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-background-color has-background has-medium-font-size\"><a href=\"https:\/\/estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/unicamp\/\" target=\"_blank\">CURSOS PARA FUVEST<\/a><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ol&aacute;, pessoal&hellip; Tudo bem? Sou a prof&ordf;. 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