{"id":37567,"date":"2020-01-09T18:43:50","date_gmt":"2020-01-09T21:43:50","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.estrategiavestibulares.com.br\/?p=37567"},"modified":"2021-03-11T17:54:42","modified_gmt":"2021-03-11T20:54:42","slug":"portugues-da-2a-fase-da-fuvest-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/portugues-da-2a-fase-da-fuvest-2020\/","title":{"rendered":"Resolu\u00e7\u00e3o da prova de Portugu\u00eas da 2\u00aa Fase da Fuvest 2020"},"content":{"rendered":"<p>Ol&aacute;, pessoal&hellip; Tudo bem? Sou a prof&ordf;. Luana Signorelli, do Estrat&eacute;gia Vestibulares, e com a ajuda dos professores Fernando Andrade e Celina GIl, escrevo este artigo para comentar e resolver as quest&otilde;es da prova da 2&ordf; Fase do Vestibular FUVEST 2020.<div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_76 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-transparent ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\"><p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Navegue pelo conte\u00fado<\/p>\n<\/div><nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/portugues-da-2a-fase-da-fuvest-2020\/#Questao-01\" >Quest&atilde;o 01<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/portugues-da-2a-fase-da-fuvest-2020\/#Questao-02\" >Quest&atilde;o 02<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/portugues-da-2a-fase-da-fuvest-2020\/#Questao-03\" >Quest&atilde;o 03<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/portugues-da-2a-fase-da-fuvest-2020\/#Questao-04\" >Quest&atilde;o 04<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-5\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/portugues-da-2a-fase-da-fuvest-2020\/#Questao-05\" >Quest&atilde;o 05<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-6\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/portugues-da-2a-fase-da-fuvest-2020\/#Questao-06\" >Quest&atilde;o 06<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-7\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/portugues-da-2a-fase-da-fuvest-2020\/#Questao-07\" >Quest&atilde;o 07<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-8\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/portugues-da-2a-fase-da-fuvest-2020\/#Questao-08\" >Quest&atilde;o 08<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-9\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/portugues-da-2a-fase-da-fuvest-2020\/#Questao-09\" >Quest&atilde;o 09<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-10\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/portugues-da-2a-fase-da-fuvest-2020\/#Questao-10\" >Quest&atilde;o 10<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-01\"><\/span>Quest&atilde;o 01<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/image43.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-37569\"><\/figure><\/div><p><strong><em>Quarenta e seis anos depois, a vietnamita que comoveu o mundo quer que sua foto contribua para a paz<\/em><\/strong><\/p><p><em>&nbsp;S&oacute; vi esse registro muito tempo depois. Passei 14 meses no hospital, tratando as queimaduras. Quando voltei para casa, meu pai me mostrou a foto, recortada de um jornal vietnamita: &ldquo;Aqui est&aacute; sua foto, Kim&rdquo;. Olhei a foto e, meu Deus, como fiquei envergonhada! Como eu estava feia! E pelada! Todos estavam vestidos, e eu, uma menina, estava sem roupa. Via agonia e dor em meu rosto. Fiquei com raiva. Por que ele tirou aquela foto de mim? Era melhor n&atilde;o ter tirado nenhuma! Eu era s&oacute; uma crian&ccedil;a, mas tinha de lidar com muita dor. Quanto mais famosa a imagem ficava, mais eu precisava encarar <\/em><strong><em>minha trag&eacute;dia<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/p><p>Kim Phuc Phan Thi, em depoimento a Ruande Sousa Gabriel, 19\/09\/2018. Dispon&iacute;vel\nem https:\/\/epoca.globo.com\/.<\/p><p>a) Justifique o emprego das senten&ccedil;as\nexclamativas, explicitando o motivo do espanto de Kim. <\/p><p>b) A partir da express&atilde;o &ldquo;minha trag&eacute;dia&rdquo;,\nque encerra o depoimento, analise os dois n&iacute;veis de apreens&atilde;o do evento tr&aacute;gico,\nconsiderando o momento do primeiro contato de Kim como registro fotogr&aacute;fico e o\nmomento do testemunho.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Gabarito<\/h3><p>a) As express&otilde;es t&ecirc;m cunho de interjei&ccedil;&atilde;o. Expressam sentimentos de assombro\ne revolta a partir de algu&eacute;m que viveu a situa&ccedil;&atilde;o na pr&oacute;pria pele e est&aacute; vendo\num retrato tr&aacute;gico de si mesma. O espanto pode estar ligado a marcas de\noralidade.<\/p><p>b) O pronome possessivo minha tem a ver com a vergonha pessoal que ela passa sentir ao ver a si mesma pelada, naquele estado, mas extrapola esse quadro chegando ao plano da trag&eacute;dia coletiva, j&aacute; que ela n&atilde;o estava vivendo essa situa&ccedil;&atilde;o sozinha. Isso tamb&eacute;m diz respeito a ter a sua trag&eacute;dia relembrada cada vez que ela olhasse a foto.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-02\"><\/span>Quest&atilde;o 02<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p><strong>A reinven&ccedil;&atilde;o da\nv&iacute;rgula<\/strong><\/p><p>No come&ccedil;o de\n1902, Machado de Assis ficou desesperado por causa de um erro de revis&atilde;o no\npref&aacute;cio da segunda edi&ccedil;&atilde;o de suas Poesias completas. Dizem que chegou a se ajoelhar\naos p&eacute;s do Garnier implorando para que o editor tirasse o livro de circula&ccedil;&atilde;o. O\naristocr&aacute;tico e impoluto Machado, quem diria. Mas a gralha era mesmo feia. O tip&oacute;grafo\ntrocou o E por A na palavra cegara, o revisor deixou passar, e voc&ecirc;s imaginam no\nque deu. <\/p><p>No nosso caso, o\nerro n&atilde;o foi nada demais, nem erro foi para falar a verdade, apenas um acr&eacute;scimo\nbesta de pontua&ccedil;&atilde;o, talvez dispens&aacute;vel, ainda que de modo algum incorreto. Vai o\nrevisor, fiel &agrave; ortodoxia da gram&aacute;tica normativa, e <strong>espeta<\/strong> duas v&iacute;rgulas\npara isolar um adjunto adverbial deslocado, coisa de pouca monta, diria algu&eacute;m,\nmas suficiente para o autor sair bradando aos quatro ventos que lhe roubaram o\nritmo da senten&ccedil;a. Um editor experiente traria um cafezinho bem doce, a conter o\n&iacute;mpeto dram&aacute;tico do autor de primeira viagem, talvez ca&ccedil;oando, &ldquo;deixa de onda&rdquo;,\na lembr&aacute;-lo &ndash; valha-me Deus! &ndash; que ele n&atilde;o &eacute; nenhum Bruxo do Cosme Velho*. E assim\nlhe <strong>cortando as asas antes do voo<\/strong>. <\/p><p>*Referente a Machado de Assis. <\/p><p>Dispon&iacute;velemhttps:\/\/jornal.usp.br\/artigos\/areinvencaodavirgula\/.Adaptado.<\/p><p>a) Qual o sentido\nda palavra &ldquo;espeta&rdquo;, destacada no texto, e qual o efeito que ela produz? <\/p><p>b) Explique o significado,\nno texto, da express&atilde;o &ldquo;cortando as asas antes do voo&rdquo;.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Gabarito<\/h3><p>a) Significa um uso arbitr&aacute;rio da\npontua&ccedil;&atilde;o, de modo agressivo, contra a vontade do autor. Tamb&eacute;m pode significar\nferir o estilo do autor.<\/p><p>b) Impedir o autor de se atribuir mais import&acirc;ncia (achar que &eacute; Machado, mas n&atilde;o fazer mil exig&ecirc;ncias). Ou seja, colocar o autor no seu devido lugar.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-03\"><\/span>Quest&atilde;o 03<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>Tenho utilizado\no conceito de precariado num sentido bastante preciso que se distingue, por exemplo,\ndo significado dado por Guy Standing e Ruy Braga. Para mim, precariado &eacute; a\ncamada m&eacute;dia do proletariado urbano constitu&iacute;da por jovens-adultos altamente escolarizados\ncom inser&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria nas rela&ccedil;&otilde;es de trabalho e vida social. <\/p><p>Para Guy Standing,\nautor do livro <em>The Precariat: The new dangerous\nclass<\/em>, o precariado &eacute; uma &ldquo;nova classe social&rdquo; (o t&iacute;tulo da edi&ccedil;&atilde;o espanhola\ndo livro &eacute; expl&iacute;cito: <em>Precariado: uma nueva\nclasse social<\/em>). Ruy Braga o critica, com raz&atilde;o, salientando que o precariado\nn&atilde;o &eacute; exterior &agrave; rela&ccedil;&atilde;o salarial que caracteriza o modo de produ&ccedil;&atilde;o capitalista,\nisto &eacute;, o precariado pertence sim &agrave; classe social do proletariado, sendo t&atilde;o-somente\no &ldquo;proletariado precarizado&rdquo;. (&hellip;) Por outro lado, embora Ruy Braga (no livro <em>A pol&iacute;tica do precariado<\/em>) esteja correto\nem sua cr&iacute;tica do precariado como classe social exterior &agrave; rela&ccedil;&atilde;o salarial,\nele equivoca-se quando identifica o precariado meramente com o &ldquo;proletariado\nprecarizado&rdquo;, perdendo, deste modo, a particularidade heur&iacute;stica do conceito capaz\nde dar visibilidade categorial &agrave;s novas contradi&ccedil;&otilde;es do capitalismo global. <\/p><p>Giovanni Alves, O que &eacute; precariado?. Dispon&iacute;vel em <a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/<\/a>. Adaptado.<\/p><p>a) Explique o processo\nde forma&ccedil;&atilde;o da palavra &ldquo;precariado&rdquo;, associando-o ao seu significado. <\/p><p>b) Qual a fun&ccedil;&atilde;o\nsint&aacute;tica da express&atilde;o &ldquo;com raz&atilde;o&rdquo; e o seu sentido na constru&ccedil;&atilde;o do texto?<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Gabarito<\/h3><p>a) A palavra &eacute; composta pela uni&atilde;o\nde dois conceitos dados de antem&atilde;o: o adjetivo &ldquo;prec&aacute;rio&rdquo; e o substantivo\n&ldquo;proletariado&rdquo;. O processo de forma&ccedil;&atilde;o de palavra &eacute; sufixa&ccedil;&atilde;o, pois a palavra\n&ldquo;prec&aacute;rio&rdquo; se mant&eacute;m inteira, como radical, unindo-se ao sufixo &ldquo;ado&rdquo;, proveniente\nda palavra &ldquo;proletariado&rdquo;. A sufixa&ccedil;&atilde;o ocorre quando se acrescenta um sufixo a\num radical. Seria aglutina&ccedil;&atilde;o se houvesse jun&ccedil;&atilde;o de dois radicais. Na\naglutina&ccedil;&atilde;o, unem-se as palavras suprimindo um ou mais de seus elementos\nfon&eacute;ticos. Isso significa que na aglutina&ccedil;&atilde;o h&aacute; perda de algum som (em\n&ldquo;prec&aacute;rio&rdquo;, n&atilde;o h&aacute; perda, apenas altera&ccedil;&atilde;o na grafia, pois cai o acento agudo).<\/p><p>b) Por estar entre v&iacute;rgulas, trata-se de um adjunto adverbial (possivelmente de instrumento ou de modo). O termo se refere ao verbo, &agrave; a&ccedil;&atilde;o de criticar.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-04\"><\/span>Quest&atilde;o 04<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>O v&iacute;deo &ldquo;Por\nque mentiras &oacute;bvias geram &oacute;tima propaganda&rdquo; destaca quatro aspectos principais\nda propaganda russa: 1) alto volume de conte&uacute;do; 2) produ&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida, cont&iacute;nua e\nrepetitiva; 3) sem comprometimento com a realidade; e 4) sem consist&ecirc;ncia entre\no que se diz entre um discurso e outro. Essencialmente, isso &eacute; o <em>firehosing<\/em> (fluxo de uma mangueira de\ninc&ecirc;ndio). O conceito foi concebido ap&oacute;s cerca de seis anos de observa&ccedil;&atilde;o do\ngoverno de Vladimir Putin. No entanto, &eacute; imposs&iacute;veln&atilde;onotarassemelhan&ccedil;ascomast&aacute;ticasdiscursivasdepol&iacute;ticosocidentais.\n<\/p><p>Para tentar\ninibir efeitos da t&aacute;tica, apenas rebater as mentiras disseminadas n&atilde;o &eacute; uma\na&ccedil;&atilde;o eficaz. J&aacute; mostrar outra narrativa, tal como contar como funciona a\ncria&ccedil;&atilde;o de mentiras dos propagandistas, sim, seria um m&eacute;todo mais efetivo. De\nmaneira simplificada, &eacute; o que o linguista norte-americano George Lakoff chama de\nverdade-sandu&iacute;che: primeiro exponha o que &eacute; verdade; depois aponte qual &eacute; a mentira\ne diga como ela &eacute; diferente do fato verdadeiro; depois repita a verdade e conte\nquais s&atilde;o as consequ&ecirc;ncias dessa contradi&ccedil;&atilde;o. A ideia &eacute; tentar desmentir discursos\nfalsos sem repeti-los. <\/p><p><em>Le Monde Diplomatique<\/em> Brasil,&ldquo;<em>Firehosing<\/em>: a estrat&eacute;gia\nde dissemina&ccedil;&atilde;o de mentiras usada como propaganda pol&iacute;tica&rdquo;. Dispon&iacute;vel em <a href=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/diplomatique.org.br\/<\/a>. Adaptado.<\/p><p>a) De que maneira\no conceito de <em>firehosing <\/em>aproxima-se da imagem do fluxo de uma mangueira\nde inc&ecirc;ndio?<\/p><p>b) Explique com\nsuas palavras a met&aacute;fora &ldquo;verdade-sandu&iacute;che&rdquo; usada pelo linguista George Lakoff.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Gabarito<\/h3><p>a) O fluxo de mentiras de maneira\nintensa e cont&iacute;nua, tal qual uma mangueira.<\/p><p>b) Na estrutura de um p&atilde;o, pressup&otilde;e-se a configura&ccedil;&atilde;o p&atilde;o, recheio, p&atilde;o. O recheio vem entre p&atilde;es, os quais tornam o seu conte&uacute;do trag&aacute;vel. O recheio vem escondido, como a mentira com apar&ecirc;ncia de verdade, nem sempre dando para saber o que vem por dentro realmente. A met&aacute;fora &eacute; uma figura de linguagem que consiste em uma compara&ccedil;&atilde;o subentendida: emprega-se um termo com significado de outro a partir da semelhan&ccedil;a entre ambos.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-05\"><\/span>Quest&atilde;o 05<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>Examine a capa da revista <em>Superinteressante<\/em>, publicada em julho de 2019.<\/p><div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/image44.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-37570\"><\/figure><\/div><p>a) Indique o duplo sentido presente na\nmanchete de capa da revista, explicitando os elementos lingu&iacute;sticos utilizados.\n<\/p><p>b) Explique como a imagem e o texto se\ncombinam na constru&ccedil;&atilde;o do sentido.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Gabarito<\/h3><p>a) A palavra &ldquo;paranoia&rdquo;, separada\npor v&iacute;rgula. O substantivo foi desmembrado no verbo &ldquo;para&rdquo; (no imperativo que,\nsegundo o Novo Acordo Ortogr&aacute;fico, perdeu o acento diacr&iacute;tico) e no substantivo\n&ldquo;noia.<\/p><p>b) A imagem representa uma cabe&ccedil;a confusa, simbolizada pelo emaranhado de tra&ccedil;os que representam pensamentos. &ldquo;Noia&rdquo; &eacute; uma palavra feminina, e a figura retrata uma personagem igualmente feminina, o que pode ser inferido a partir de suas roupas.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-06\"><\/span>Quest&atilde;o 06<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>Adaptados a esse\nidioma que se transforma conforme a plataforma, os memes e text&otilde;es dominaram a rotina\ndesta d&eacute;cada como modos de a gente rir, repercutir not&iacute;cias, dividir descontentamentos,\ncolocar o dedo em feridas, relatar injusti&ccedil;as e at&eacute; se informar. Entraram logo\nno vocabul&aacute;rio para al&eacute;m da internet: &ldquo;virar meme&rdquo;, &ldquo;dar\ntext&atilde;o&rdquo;. Suas caracter&iacute;sticas tamb&eacute;m interferiram no jeito de compreender o\nmundo e expressar o que acontece &agrave; nossa volta. Viktor Chagas, professor e pesquisador\nda Universidade Federal Fluminense (UFF), os v&ecirc; como manifesta&ccedil;&otilde;es culturais de\ngrande relev&acirc;ncia para entender o per&iacute;odo e, tamb&eacute;m, como &ldquo;extravasadores de\nafetos&rdquo;. [&hellip;] <\/p><p>Por mais que o\ntext&atilde;o seja &ldquo;&atilde;o&rdquo;, assim como o meme ele &eacute; uma express&atilde;o sint&eacute;tica\nt&iacute;pica de hoje, explica Viktor Chagas. Mesmo o text&atilde;o mais longo na verdade &eacute; um\ntextinho: faz parte da l&oacute;gica do espa&ccedil;o em que circula. <\/p><p>TABUOL, &ldquo;Vim pelo\nmeme e era text&atilde;o&rdquo;. Dispon&iacute;vel em <a href=\"https:\/\/tab.uol.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/tab.uol.com.br\/<\/a>. Adaptado.<\/p><p>a) Retire do texto\ndois argumentos que justifiquem a caracteriza&ccedil;&atilde;o de &ldquo;memes e text&otilde;es&rdquo; como &ldquo;extravasadores\nde afetos&rdquo;. <\/p><p>b) Em que\nsentido pode se afirmar que n&atilde;o h&aacute; uma contradi&ccedil;&atilde;o no trecho &ldquo;Mesmo o text&atilde;o\nmais longo na verdade &eacute; um textinho&rdquo;?<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Gabarito<\/h3><p>a) O trecho em quest&atilde;o &eacute; &ldquo;modos de a\ngente rir, repercutir not&iacute;cias, dividir descontentamentos, colocar o dedo em\nferidas, relatar injusti&ccedil;as e at&eacute; se informar&rdquo;.<\/p><p>b) Um texto n&atilde;o &eacute; um livro; no fundo, ele &eacute; esvaziado de profundidade. Ele s&oacute; confere apar&ecirc;ncia de grandeza se comparado a outros textos na internet, relativamente mais curtos. Por&eacute;m, um text&atilde;o, embora tenha &ldquo;muita coisa escrita&rdquo;, representa mediocridade e superficialidade, sentidos negativos expressos pelo uso do diminutivo em &ldquo;textinho&rdquo;.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-07\"><\/span>Quest&atilde;o 07<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>&mdash; Que far&aacute;s se\neu continuar a andar? &mdash; perguntou o Comiss&aacute;rio. &mdash; Das duas, uma: ou te prendo\nou te acompanho. Estou indeciso. A primeira repugna-me, nem &eacute; justa. A segunda\nhip&oacute;tese agrada-me muito mais, mas n&atilde;o avisei na Base nem trouxe e o sacador.<\/p><p>(&hellip;) &mdash;Nunca me\nprenderias! <\/p><p>&mdash; Achas que n&atilde;o?\n<\/p><p>O Comiss&aacute;rio deitou\no cigarro fora. <\/p><p>&mdash; Que vais fazer\na Dolisie, Jo&atilde;o? <\/p><p>Pela primeira vez,\nSem Medo chamara-o pelo nome.<\/p><p>Pepetela, <strong>Mayombe<\/strong>.<\/p><p>a) Identifique o evento diretamente relacionado &agrave; mudan&ccedil;a de tratamento entre Comiss&aacute;rio e Sem Medo.<\/p><p>b) &ldquo;Sem Medo&rdquo; n&atilde;o\n&eacute; um apelido aleat&oacute;rio. Justifique a afirma&ccedil;&atilde;o com base em elementos do desfecho\ndo romance.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Coment&aacute;rios<\/h3><p>a) Havia um tri&acirc;ngulo amoroso entre Sem Medo, Jo&atilde;o e Ondina. Ondina morava em Dolosie. O Comandante estava tentando impedir o amigo Comiss&aacute;rio de ir conversar com ela, dissuadi-lo, e o chama pelo nome pessoal e n&atilde;o pelo codinome de guerra, porque se tratava de uma situa&ccedil;&atilde;o intima, pessoal.<\/p><p>A rela&ccedil;&atilde;o de Jo&atilde;o com Ondina j&aacute; n&atilde;o ia bem a tempo, por falta de di&aacute;logo e satisfa&ccedil;&atilde;o sexual. &Eacute; quando Ondina se envolve com Sem Medo. <\/p><p>O relacionamento dos 3 &eacute; bem complicado. Apesar de ser um tri&acirc;ngulo amoroso, no final n&atilde;o h&aacute; rancor. O fato &eacute; que Jo&atilde;o e Ondina n&atilde;o se davam bem fazia muito tempo, e falta de di&aacute;logo e satisfa&ccedil;&atilde;o estava arruinando a rela&ccedil;&atilde;o entre os dois.<\/p><p>Da&iacute; o Comandante Sem Medo se envolve com Ondina e Jo&atilde;o a princ&iacute;pio fica com raiva, mas no fundo o Comandante presencia o que ele chama de &ldquo;metamorfose&rdquo; do Comiss&aacute;rio, que passou a ver a vida de uma forma diferente depois do ocorrido.<\/p><p>A base guerrilheira est&aacute; passando por uma crise de fome, eles est&atilde;o sem abastecimento aliment&iacute;cio. Eles precisam ir &agrave; cidade de Dolisie, que fica no Congo, na verdade, lidar com essa gest&atilde;o. O Comiss&aacute;rio Jo&atilde;o quer ir a qualquer custo, pq ele quer conversar com a namorada Ondina, com quem anda tendo problemas.<\/p><p>A mudan&ccedil;a no chamamento est&aacute; no trato pessoal, porque o Comandante Sem Medo e o Comiss&aacute;rio, mais do que colegas de guerrilha, s&atilde;o amigos.<\/p><p>E tem mais: os dois mais Ondina est&atilde;o envolvidos num tri&acirc;ngulo amoroso, o que justifica a ambiguidade da pergunta: &ldquo;que vais fazer a Dolisie, Jo&atilde;o?&rdquo;, se realmente tratar do problema da comida ou ir atr&aacute;s da noiva Ondina.<\/p><p>b) Sem Medo &eacute; um codinome. J&aacute; dede o in&iacute;cio do livro, descobrimos o porqu&ecirc; de ele ser chamado assim: &ldquo;Sem Medo, guerrilheiro de Henda. Antes chamava-se Esfinge, ningu&eacute;m sabia o porqu&ecirc;.<\/p><p>Quando foi promovido a Chefe de Se&ccedil;&atilde;o, os guerrilheiros deram-lhe o nome de Sem Medo, por ter resistido sozinho a um grupo inimigo que atacara um posto avan&ccedil;ado, o que deu tempo a que a Base fosse evacuada sem perdas. Uma das muitas opera&ccedil;&otilde;es em que rira do inimigo, sobre ele lan&ccedil;ando balas, gracejos e insultos&rdquo; (PEPETELA, 2018, p. 17).<\/p><p>Esse codinome ser&aacute; reafirmado em v&aacute;rios momentos no livro, quando, por exemplo, em conversa com Teoria, o professor, Sem Medo confessa que seu maior medo &eacute; no momento da sua morte n&atilde;o se reconhecer.<\/p><p>Logo cedo no romance percebemos tamb&eacute;m a presen&ccedil;a de codinomes. Al&eacute;m de representarem uma t&aacute;tica de camuflagem na guerra, escondendo as suas pr&oacute;prias identidades, isso tamb&eacute;m indicava um lado subjetivo: eles pr&oacute;prios se escondiam em si mesmos e no Mayombe estavam em busca de si mesmos.<\/p><p>Na an&aacute;lise, chamo este elemento de autobusca. No romance, h&aacute; um termo parecido, surgido da teoria socialista: autocr&iacute;tica. Trata-se do autoconhecimento, do autodom&iacute;nio, em busca do que os guerrilheiros estavam. Nesse sentido, o codinome estava ligado diretamente &agrave; representatividade.<\/p><p>Sem Medo sempre foi corajoso e honrado. Houve um momento em que apunhalara um homem na barriga e ao final do romance ele tamb&eacute;m vai morrer com uma rajada de Breda no ventre. A ocasi&atilde;o era tomada de uma base portuguesa, Pau Ca&iacute;do, e os guerrilheiros se dividiram em dois grupos.<\/p><p>O Comandante Sem Medo via o grupo do Comiss&aacute;rio, sem entender sua t&aacute;tica. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, Lutamos &ndash; o qual ia andando em dire&ccedil;&atilde;o ao Comiss&aacute;rio &ndash; morre no ato. Todo mundo meio que perde a raz&atilde;o e, o Comandante Sem Medo, tentando ajudar, &eacute; atingido na barriga<\/p><p>O enfermeiro Pagu-A-Kitina diz que ele tem uma hemorragia grave e n&atilde;o pode ser deslocado. Sem Medo morre no Mayombe tornando-se com ele uma coisa s&oacute;, s&iacute;mbolo da luta.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-08\"><\/span>Quest&atilde;o 08<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p><strong>Texto 1<\/strong><\/p><p>Desde que a febre\nde possuir se apoderou dele totalmente, todos os seus atos, todos, fosse o mais\nsimples, visavam um interesse pecuni&aacute;rio. S&oacute; tinha uma preocupa&ccedil;&atilde;o: aumentar os\nbens. Das suas hortas recolhia para si e para a companheira os piores legumes,\naqueles que, por maus, ningu&eacute;m compraria; as suas galinhas produziam muito e\nele n&atilde;o comia um ovo, do que no entanto gostava imenso; vendia os todos e\ncontentava se com os restos da comida dos trabalhadores. Aquilo j&aacute; n&atilde;o era\nambi&ccedil;&atilde;o, era uma mol&eacute;stia nervosa, uma loucura, um desespero de acumular, de\nreduzir tudo a moeda. E seu tipo baixote, socado, de cabelos &agrave; escovinha, a barba\nsempre por fazer, ia e vinha da pedreira para a venda, da venda &agrave;s hortas e ao capinzal,\nsempre em mangas de camisa, de tamancos, sem meias, olhando para todos os\nlados, com o seu eterno ar de cobi&ccedil;a, apoderando-se, com os olhos, de tudo aquilo\nde que ele n&atilde;o podia apoderar-se logo com as unhas.<\/p><p>Alu&iacute;sio Azevedo, <strong>O Corti&ccedil;o<\/strong>.<\/p><p><strong>Texto 2 <\/strong><\/p><p>(&hellip;) Rubi&atilde;o &eacute; s&oacute;cio\ndo marido de Sofia, em uma casa de importa&ccedil;&atilde;o, &agrave; Rua da Alf&acirc;ndega, sob a firma Palha\n&amp; Cia. Era o neg&oacute;cio que este ia propor-lhe, naquela noite, em que achou o Dr.Camacho\nna casa de Botafogo. Apesar de f&aacute;cil, Rubi&atilde;o recuou algum tempo. Pediam-lhe uns\nbons pares de contos de r&eacute;is, n&atilde;o entendia de com&eacute;rcio, n&atilde;o lhe tinha\ninclina&ccedil;&atilde;o. Demais, os gastos particulares eram j&aacute; grandes; o capital precisava\ndo regime do bom juro e alguma poupan&ccedil;a, a ver se recobrava as cores e as\ncarnes primitivas. O regime que lhe indicavam n&atilde;o era claro; Rubi&atilde;o n&atilde;o podia compreender\nos algarismos do Palha, c&aacute;lculos de lucros, tabelas de pre&ccedil;o, direitos da\nalf&acirc;ndega, nada; mas, a linguagem falada supria a escrita. Palha dizia coisas\nextraordin&aacute;rias, aconselhava o amigo que aproveitasse a ocasi&atilde;o para p&ocirc;r o dinheiro\na caminho, multiplic&aacute;-lo. <\/p><p>Machado de Assis, <strong>Quincas Borba<\/strong>.<\/p><p>a) Como o\ncontraste entre os trechos &ldquo;j&aacute; n&atilde;o era ambi&ccedil;&atilde;o, era uma mol&eacute;stia nervosa, uma\nloucura, um desespero de acumular&rdquo; e &ldquo;n&atilde;o entendia de com&eacute;rcio, n&atilde;o lhe tinha inclina&ccedil;&atilde;o&rdquo;,\nrespectivamente sobre as personagens Jo&atilde;o Rom&atilde;o e Rubi&atilde;o, reflete distintas linhas\nest&eacute;ticas na prosa brasileira do fim do s&eacute;culo XIX? <\/p><p>b) A partir das\ndiferentes esferas sociais e pr&aacute;ticas econ&ocirc;micas referidas nos fragmentos,\ntrace um breve paralelo entre as trajet&oacute;rias dos protagonistas nos dois romances.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Gabarito<\/h3><p>a) O contraste entre os trechos relaciona-se a como os narradores comentam a causa do comportamento dos respectivos personagens. No caso de Jo&atilde;o Rom&atilde;o trata-se de uma mol&eacute;stia, no caso de Rubi&atilde;o trata-se de uma inclina&ccedil;&atilde;o. Isso se explica pela aceita&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o das teorias deterministas.<\/p><p>Alu&iacute;sio de Azevedo as aceita incondicionalmente, por isso considera que a forma de agir de Jo&atilde;o Rom&atilde;o &eacute; determinada pela ra&ccedil;a e pelo seu tipo f&iacute;sico, trata-se de uma patologia. Jo&atilde;o Rom&atilde;o representa o desejo de lucro a qualquer custo, tentando lucrar no contexto hist&oacute;rico da aboli&ccedil;&atilde;o da escravid&atilde;o no pa&iacute;s.<\/p><p>J&aacute; Machado de Assis n&atilde;o aceita tal explica&ccedil;&atilde;o e v&ecirc; tra&ccedil;os de car&aacute;ter como inclina&ccedil;&otilde;es, basta lembrar que Machado &eacute; realista e n&atilde;o naturalista. Trata-se do cinismo e da hipocrisia social, den&uacute;ncias que o realismo pretende revelar.<\/p><p>b) Os dois personagens pertencem a classes sociais semelhantes:&nbsp; Rubi&atilde;o &eacute; professor e Jo&atilde;o Rom&atilde;o &eacute; trabalhador humilde. No texto, observa-se refer&ecirc;ncia a duas pr&aacute;ticas econ&ocirc;micas diferentes. Jo&atilde;o Rom&atilde;o acumula por expropria&ccedil;&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o direta; enquanto o sistema mencionado no fragmento de Quincas Bora refere-se ao capitalismo especulativo. <\/p><p>Quanto &agrave; trajet&oacute;ria, Jo&atilde;o Rom&atilde;o se abdica de tudo, imigra de Portugal, e no final consegue uma honraria, uma distin&ccedil;&atilde;o, que v&atilde;o entregar na sua pr&oacute;pria casa. O sucesso dele &eacute; recompensado. Ao passo que Rubi&atilde;o nunca teve grandes ambi&ccedil;&otilde;es.<\/p><p>Trabalhava como pacato professor em Barbacena, quando se torna herdeiro universal (&uacute;nico) do fil&oacute;sofo Quincas Borba. Como ele era bobo e desentendido de neg&oacute;cios, uma s&eacute;rie de oportunistas se aproxima dele, como o casal Palha, por exemplo.<\/p><p>Cristiano Palha &eacute; inclusive respons&aacute;vel pela sua ru&iacute;na, porque se torna administrador pessoal da fortuna de Rubi&atilde;o e se finge de amigo, escondendo os lucros verdadeiros da empresa e levando Rubi&atilde;o &agrave; loucura e &agrave; fal&ecirc;ncia.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-09\"><\/span>Quest&atilde;o 09<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>Observe as seguintes capas que o artista Santa Rosa desenhou para o livro <em>Ang&uacute;stia<\/em>, de Graciliano Ramos:<\/p><div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/image45.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-37571\"><\/figure><\/div><div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/image46.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-37572\"><\/figure><\/div><p>a) Comente o epis&oacute;dio figurado na capa\nde 1941, analisando a posi&ccedil;&atilde;o de Lu&iacute;s da Silva na cena. <\/p><p>b) Comente o epis&oacute;dio figurado na capa\nde 1947, analisando a posi&ccedil;&atilde;o de Lu&iacute;s da Silva na cena.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Gabarito<\/h3><p>a) Na primeira, Luis da Silva conversa com sua namorada, Marina, no jardim entre suas casas. O ambiente &eacute; marcado por uma mangueira e por lixo (descri&ccedil;&atilde;o do cen&aacute;rio f&iacute;sico).<\/p><p>&Eacute; nesse lugar que eles travam conversa pela primeira vez, que eles costumam conversar e onde come&ccedil;a o relacionamento deles. &Eacute; um lugar muito importante pro protagonista. Onde ele sentava para ler um livro debaixo da mangueira e observava Marina, at&eacute; o ponto em que ela vai conversar com ele.<\/p><p>b) No segundo, Luis da Silva estrangula Juli&atilde;o Tavares. Era pra ser com uma corda, mas na imagem tem um bra&ccedil;o. Mas de qualquer maneira diz respeito ao crime, sim. A corda &eacute; dada pelo seu Ivo. Era uma corda porque, fisicamente, Juli&atilde;o &eacute; gordo, ao passo que Luis da Silva &eacute; magro, de modo que tem desvantagem f&iacute;sica pra realizar o crime.<\/p><p>No caso, ele estrangula Juli&atilde;o, amarra-o na corda e o prende num poste para forjar suic&iacute;dio. Por&eacute;m, do in&iacute;cio ao fim, o romance deixa vago se o crime de fato ocorreu ou n&atilde;o passa de uma alucina&ccedil;&atilde;o\/paranoia de Luis da Silva.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-10\"><\/span>Quest&atilde;o 10<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>Considere os\nseguintes trechos: <\/p><p>(I) Era um\npedreiro de Naim (&hellip;). O a&ccedil;oite dos intendentes rasgara-lhe a carne; depois a\ndoen&ccedil;a levara-lhe a for&ccedil;a, como a geada seca a macieira. E agora, sem trabalho,\ncom os filhos de sua filha a alimentar, procurava pedras raras nos montes&ndash; e\ngravava nelas nomes santos, s&iacute;tios santos, para as vender no Templo aos fi&eacute;is.\nEm v&eacute;spera de P&aacute;scoa, por&eacute;m, viera um Rabi de Galileia cheio de c&oacute;lera que lhe arrancara\no seu p&atilde;o!&hellip; <\/p><p>(II) (&hellip;) E n&oacute;s\ntivemos de fugir, apupados&sup1; pelos mercadores ricos, que, bem encruzados nos seus\ntapetes de Babil&ocirc;nia, e como seu lajedo bem pago, batiam palmas ao Rabi&hellip; Ah! Contra\nesses o Rabi nada podia dizer, eram ricos, tinham pago! (&hellip;) Mas eu fui expulso\npelo Rabi, somente porque sou pobre! <\/p><p>(III) (&hellip;)\nBati no peito, desesperado. E a minha ang&uacute;stia toda era por Jesus ignorar esta\ndesgra&ccedil;a, que, na viol&ecirc;ncia do seu espiritualismo, suas m&atilde;os misericordiosas\ntinham involuntariamente criado, como a chuva ben&eacute;fica por vezes, fazendo\nnascera sementeira, quebra e mata uma flor isolada. 1.Vaiados. <\/p><p>E&ccedil;a de Queir&oacute;s, <strong>A rel&iacute;quia<\/strong>.<\/p><p>&ldquo;Se quis&eacute;ssemos\nrecolher tudo o que j&aacute; foi encontrado [da cruz de Cristo], daria para lotar um navio.\nO Evangelho conta que a cruz podia ser levada por um homem. Encher a Terra com\ntamanha quantidade de fragmentos de madeira que nem 300 homens aguentariam\nlevar &eacute; uma desfa&ccedil;atez&rdquo;, j&aacute; afirmava o te&oacute;logo franc&ecirc;s Jean Calvino,\nprofundamente crist&atilde;o, em seu Tratado das Rel&iacute;quias, publicado em 1543. A observa&ccedil;&atilde;o\nde Calvino continua viva cinco s&eacute;culos depois. Os peda&ccedil;os da chamada Vera Cruz,\na cruz em que Jesus de Nazar&eacute; foi executado segundo a tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, s&atilde;o considerados\nrel&iacute;quias de primeira categoria pela Igreja Cat&oacute;lica, mas aparentemente s&atilde;o t&atilde;o\nnumerosos que d&atilde;o a impress&atilde;o de que Cristo foi um gigante crucificado em dois troncos\nde sequoias. <\/p><p>Manuel Ansede, &ldquo;Fragmentos da cruz de\nCristo dariam para &acute;lotar um navio inteiro&rdquo;. <em>In<\/em>: <em>El pa&iacute;s<\/em>, Caderno &ldquo;Ci&ecirc;ncia&rdquo;.\nMar&ccedil;o de 2016. Adaptado. <\/p><p>a) Identifique as\npersonagens que atuam como narradoras em cada um dos excertos de E&ccedil;a de Queir&oacute;s.\n<\/p><p>b) &Eacute; poss&iacute;vel\nafirmar que o romance <em>A Rel&iacute;quia<\/em>\nendossa a perspectiva adotada por Manuel Ansede a respeito de elementos\npertinentes &agrave; tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde;? Justifique.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Gabarito<\/h3><p>a) A resposta deve ser extremamente\nsimples, at&eacute; porque a Banca n&atilde;o pediu justifica&ccedil;&atilde;o. <\/p><p>No trecho I, quem fala, ou seja, quem\natua como narrador &eacute; Rapos&atilde;o, no trecho II; &eacute; Naim, o vendedor ambulante; e no\ntrecho III, Rapos&atilde;o novamente. <\/p><p>Trata-se de uma quest&atilde;o de verifica&ccedil;&atilde;o de leitura. Esse epis&oacute;dio, que est&aacute; na terceira parte do romance, refere-se ao momento em que Teodorico presenciou a paix&atilde;o de Cristo. Essa cena &eacute; marcante. Um dos vendedores ambulantes que foi expulso por Jesus reclama da a&ccedil;&atilde;o injusta do mestre.<\/p><p>Ele expulsou os mais pobres que ficavam no p&aacute;tio, enquanto os grandes comerciantes que tinham local pr&oacute;prio de venda, n&atilde;o foram afetados e at&eacute; gostaram da a&ccedil;&atilde;o de Jesus, pois eliminou parte da concorr&ecirc;ncia.<\/p><p>Nos trechos I e III, Rapos&atilde;o conta da situa&ccedil;&atilde;o de Naim; no trecho II, pela leitura, percebe-se que trata-se de um fragmento de discurso direto do vendedor, algo evidente no trecho &ldquo;mas eu fui expulso pelo Rabi, somente porque sou pobre!&rdquo;<\/p><p>b) No fragmento de Manuel Ansede, observa-se uma cr&iacute;tica &agrave; pr&aacute;tica de venda de rel&iacute;quias falsas. De forma sarc&aacute;stica, ele diz que se todos os fragmentos falsos fossem recolhidos para construir uma cruz, nem 300 homens conseguiriam carreg&aacute;-la.<\/p><p>No Romance, Lino afirma algo parecido, ao lembrar a Rapos&atilde;o que eram muitas ferraduras do burro que carregou Jesus para um pa&iacute;s t&atilde;o pequeno quanto Portugal.&nbsp; <\/p><p>Obviamente, seria dif&iacute;cil lembrar disso na hora da prova.&nbsp; A justificativa poderia ser dada levando em considera&ccedil;&atilde;o as inten&ccedil;&otilde;es de E&ccedil;a de Queir&oacute;s. O autor, ao construir a figura de um personagem malandro e desonesto que vende rel&iacute;quias falsas, faz uma cr&iacute;tica semelhante ao Ansede, pois claramente esse tipo de neg&oacute;cio configura como trapa&ccedil;a.<\/p><div class=\"wp-block-file\">\"&gt;Resolu&ccedil;&atilde;o Fuvest &ndash; 2&ordf; Fase 2020 &ndash; Portugu&ecirc;s\" class=\"wp-block-file__button\" download&gt;Baixar<\/div><p><strong>Instagram:<\/strong>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/luana.signorelli\/\" target=\"_blank\">@luana.signorelli<\/a><\/p><p><strong>Facebook:<\/strong>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/luana.signorelli\" target=\"_blank\">Luana Signorelli<\/a><\/p><p class=\"has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-background-color has-background has-medium-font-size\"><a href=\"https:\/\/estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/unicamp\/\" target=\"_blank\">CURSOS PARA FUVEST<\/a><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ol&aacute;, pessoal&hellip; Tudo bem? 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