{"id":37772,"date":"2020-01-14T14:33:09","date_gmt":"2020-01-14T17:33:09","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.estrategiavestibulares.com.br\/?p=37772"},"modified":"2021-03-11T17:30:20","modified_gmt":"2021-03-11T20:30:20","slug":"prova-portugues-2a-fase-unicamp-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/prova-portugues-2a-fase-unicamp-2020\/","title":{"rendered":"Corre\u00e7\u00e3o da prova de Portugu\u00eas da 2\u00aa Fase da Unicamp 2020"},"content":{"rendered":"<p>Ol&aacute;&hellip; Tudo bem? Sou a prof&ordf;. Celina Gil, do Estrat&eacute;gia Vestibulares e Estrat&eacute;gia Militares. Com a ajuda da professora Luana Signorelli, escrevo este artigo para comentar as quest&otilde;es de Portugu&ecirc;s da prova da 2&ordf; Fase do Vestibular da Unicamp.<p>Nesta p&aacute;gina, voc&ecirc; vai conferir todas as quest&otilde;es resolvidas e comentadas. Voc&ecirc; pode, inclusive, baixar os nossos coment&aacute;rios sobre a prova em um PDF gratuito.<\/p><div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_76 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-transparent ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\"><p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Navegue pelo conte\u00fado<\/p>\n<\/div><nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/prova-portugues-2a-fase-unicamp-2020\/#Questao-01\" >Quest&atilde;o 01<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/prova-portugues-2a-fase-unicamp-2020\/#Questao-02\" >Quest&atilde;o 02<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/prova-portugues-2a-fase-unicamp-2020\/#Questao-03\" >Quest&atilde;o 03<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/prova-portugues-2a-fase-unicamp-2020\/#Questao-04\" >Quest&atilde;o 04<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-5\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/prova-portugues-2a-fase-unicamp-2020\/#Questao-05\" >Quest&atilde;o 05<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-6\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/prova-portugues-2a-fase-unicamp-2020\/#Questao-06\" >Quest&atilde;o 06<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-7\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/prova-portugues-2a-fase-unicamp-2020\/#Questao-07\" >Quest&atilde;o 07<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-8\" href=\"https:\/\/vestibulares.estrategia.com\/portal\/materias\/portugues\/prova-portugues-2a-fase-unicamp-2020\/#Questao-08\" >Quest&atilde;o 08<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-01\"><\/span>Quest&atilde;o 01<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p><strong>este livro<\/strong><\/p><p>Meu filho. N&atilde;o &eacute; automatismo. Juro. &Eacute; jazz do cora&ccedil;&atilde;o. &Eacute;<br>prosa que d&aacute; pr&ecirc;mio. Um tea for two total, tilintar de verdade<br>que voc&ecirc; seduz, charmeur volante, pela pista, a toda. Enfie a<br>carapu&ccedil;a.<br>E cante.<br>Puro a&ccedil;&uacute;car branco e blue.<\/p><p>(Ana Cristina C&eacute;sar, A teus p&eacute;s. S&atilde;o\nPaulo: Companhia das Letras, 2019, p. 29.)<\/p><p>a) No poema\n&ldquo;este livro&rdquo; usa-se um recurso po&eacute;tico chamado alitera&ccedil;&atilde;o. Explique o que &eacute; alitera&ccedil;&atilde;o\ne identifique um exemplo de alitera&ccedil;&atilde;o presente nesse texto po&eacute;tico.<\/p><p>b) O poema\nprop&otilde;e uma defini&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio livro e inclui algumas &ldquo;instru&ccedil;&otilde;es&rdquo; para o\nprov&aacute;vel leitor. Identifique dois verbos que instruem o leitor e explique a\nfrase &ldquo;N&atilde;o &eacute; automatismo&rdquo;, com base no conjunto do poema.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Coment&aacute;rios<\/h3><p><strong>Observa&ccedil;&atilde;o<\/strong>: esse mesmo poema caiu no 1&ordm; Simulado Unicamp proporcionado pelo Estrat&eacute;gia Vestibulares!<\/p><p>a) A alitera&ccedil;&atilde;o &eacute; uma figura de linguagem (ou recurso expressivo) que ocorre quando h&aacute; repeti&ccedil;&atilde;o de sons consonantais. Como s&oacute; h&aacute; 5 vogais no alfabeto do portugu&ecirc;s, poderia haver 21 op&ccedil;&otilde;es e, no caso desse curto poema, h&aacute; pelo menos 6 exemplos que de letras que poderiam ser usadas: j, p, t, v, c e b.<\/p><p>Vamos aos exemplos:<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>j<\/strong>: &ldquo;<strong>J<\/strong>uro. &Eacute; <strong>j<\/strong>azz do cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;;<\/li><li><strong>p<\/strong>: &ldquo;<strong>p<\/strong>rosa que d&aacute; <strong>p<\/strong>r&ecirc;mio&rdquo; e &ldquo;<strong>p<\/strong>ela <strong>p<\/strong>ista&rdquo;;<\/li><li><strong>t<\/strong>: &ldquo;<strong>t<\/strong>ea for <strong>t<\/strong>wo <strong>t<\/strong>otal, <strong>t<\/strong>ilintar&rdquo;;<\/li><li><strong>v<\/strong>: &ldquo;<strong>v<\/strong>erdade\/ que <strong>v<\/strong>oc&ecirc; seduz, charmeur <strong>v<\/strong>olante&rdquo;;<\/li><li><strong>c<\/strong>: &ldquo;<strong>c<\/strong>arapu&ccedil;a.\/ E <strong>c<\/strong>ante&rdquo; e <strong>b<\/strong>: &ldquo;<strong>b<\/strong>ranco e <strong>b<\/strong>lue&rdquo;.<\/li><\/ul><p>Outras quest&otilde;es que poderiam ter sido exploradas na an&aacute;lise desse poema:<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li>o simbolismo das cores branco e blue (azul), e justamente a polissemia desse termo, que pode representar tristeza e melancolia, j&aacute; que a autora em vida foi depressiva;<\/li><li>os estrangeirismos, do ingl&ecirc;s (<em>jazz<\/em> e <em>blue<\/em>) e do franc&ecirc;s (<em>charmeur<\/em>: sedutora), justificado pelo fato de que a autora tamb&eacute;m viveu muito tempo no exterior;<\/li><li>o g&ecirc;nero do micropoema (lembrando que o micromachismo foi cobrado na reda&ccedil;&atilde;o), posto que o livro <em>A teus p&eacute;s<\/em> como um todo &eacute; marcado pela mistura de g&ecirc;neros.<\/li><\/ul><p>b) &ldquo;Enfie&rdquo; e &ldquo;cante&rdquo;, pois eles est&atilde;o no imperativo, indicando ordens de como o leitor deve lidar com o livro. &ldquo;N&atilde;o &eacute; automatismo&rdquo;, porque n&atilde;o &eacute; um livro simples, j&aacute; que &eacute; caracterizado pela mistura de g&ecirc;neros e de improviso.<\/p><p>Nesse sentido, o leitor &eacute; convidado, at&eacute; mesmo intimado, a tomar uma atitude contra o automatismo. A express&atilde;o idiom&aacute;tica em ingl&ecirc;s &ldquo;<em>tea for two<\/em>&rdquo; significa conversa a dois, consistindo no di&aacute;logo entre o eu l&iacute;rico da autora e o seu respectivo leitor.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-02\"><\/span>Quest&atilde;o 02<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>Texto I<\/p><p>(&hellip;)\nContemplava extasiada o c&eacute;u cor de anil. E eu fiquei compreendendo que eu adoro\no meu Brasil. O meu olhar posou nos arvoredos que existe no in&iacute;cio da rua Pedro\nVicente. As folhas movia-se. Pensei: elas est&atilde;o aplaudindo este meu gesto de\namor a minha P&aacute;tria. (&hellip;) Toquei o carrinho e fui buscar mais papeis. A Vera\nia sorrindo. E eu pensei no Casemiro de Abreu, que disse: &ldquo;Ri crian&ccedil;a. A vida &eacute;\nbela&rdquo;. S&oacute; se a vida era boa naquele tempo. Porque agora a &eacute;poca est&aacute; apropriada\npara dizer: &ldquo;Chora crian&ccedil;a. A vida &eacute; amarga&rdquo;.<\/p><p>(Carolina Maria de Jesus, Quarto\nde despejo. S&atilde;o Paulo: &Aacute;tica, 2014, p. 35-36.)<\/p><p>RISOS<\/p><p>Ri, crian&ccedil;a, a vida &eacute; curta,<br>O sonho dura um instante.<br>Depois&hellip; o cipreste esguio<br>Mostra a cova ao viandante!<\/p><p>A vida &eacute; triste &#822; quem nega?<br>&#822; Nem vale a pena diz&ecirc;-lo.<br>Deus a parte entre seus dedos<br>Qual um fio de cabelo!<\/p><p>Como o dia, a nossa vida<br>Na aurora &#822; &eacute; toda venturas,<br>De tarde &#822; doce tristeza,<br>De noite &#822; sombras escuras!<\/p><p>A velhice tem gemidos,<br>&#822; A dor das vis&otilde;es passadas<br>&#822; A mocidade &#822; queixumes,<br>S&oacute; a inf&acirc;ncia tem risadas!<\/p><p>Ri, crian&ccedil;a, a vida &eacute; curta,<br>O sonho dura um instante.<br>Depois&hellip; o cipreste esguio<br>Mostra a cova ao viandante!<\/p><p>(Casemiro J. M. de Abreu, As primaveras. Rio de\nJaneiro: Tipografia de Paula Brito,1859, p. 237-238.)<\/p><p>a) Nas tr&ecirc;s linhas\niniciais do <strong>texto I<\/strong>, a autora estabelece uma rela&ccedil;&atilde;o entre o sujeito da\na&ccedil;&atilde;o e o espa&ccedil;o em que ele se encontra. Mencione e explique dois recursos\npo&eacute;ticos que comp&otilde;em a cena narrativa.<\/p><p>b) A representa&ccedil;&atilde;o da\ninf&acirc;ncia no <strong>texto I<\/strong> se aproxima e, ao mesmo tempo, difere daquela que se\nencontra no <strong>texto II<\/strong>. Considerando que o <strong>texto I<\/strong> &eacute; um excerto do\ndi&aacute;rio de Carolina Maria de Jesus e o <strong>texto II<\/strong> &eacute; um poema rom&acirc;ntico,\nidentifique e explique essa diferen&ccedil;a na representa&ccedil;&atilde;o da inf&acirc;ncia, com base\nnos per&iacute;odos liter&aacute;rios.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Coment&aacute;rios<\/h3><p>a) Os dois recursos po&eacute;ticos observ&aacute;veis nas tr&ecirc;s primeiras linhas s&atilde;o:\nrima e personifica&ccedil;&atilde;o. H&aacute; rima entre &ldquo;anil&rdquo; e &ldquo;Brasil&rdquo; e personifica&ccedil;&atilde;o em dois\nmomentos, a folhas aplaudem o amor &agrave; p&aacute;tria e o olhar &ldquo;pousou&rdquo; nos arvoredos. <\/p><p>b) No Romantismo, a inf&acirc;ncia &eacute; idealizada, considerada como o momento da felicidade perdida. O texto de Carolina foi escrito na d&eacute;cada de 50 na mesma per&iacute;odo da Terceira Gera&ccedil;&atilde;o Modernista. Ou seja, sua obra &eacute; pulicada depois de, pelo menos, dois movimentos liter&aacute;rios recusarem a idealiza&ccedil;&atilde;o rom&acirc;ntica: o realismo e o Modernismo.<\/p><p>De certa forma, isso permitiu que Carolina pudesse registrar sem idealiza&ccedil;&atilde;o o real sofrimento que se vive na inf&acirc;ncia, principalmente se a crian&ccedil;a for extremamente pobre.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-03\"><\/span>Quest&atilde;o 03<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>Resumindo\nseus pensamentos de vencido, Francisco Teodoro disse alto, num suspiro:<\/p><p>&#8213;\nTrabalhei, trabalhei, trabalhei, e aqui estou como J&oacute;!<\/p><p>(&hellip;)<\/p><p>&#8213; Como J&oacute;! Repetiu ele furioso, arrancando as barbas e unhando as\nfaces. N&atilde;o lhe bastava o arrependimento, a dor moral, queria o castigo f&iacute;sico,\na macera&ccedil;&atilde;o da carne, para completa puni&ccedil;&atilde;o da sua in&eacute;pcia.<\/p><p>N&atilde;o saber guardar a felicidade, depois de ter sabido adquiri-la, &eacute;\nsinal de loucura. Ele era um doido? Sim, ele era um doido. Tal qual o av&ocirc;. Riu\nalto; ele era um doido!<\/p><p>(J&uacute;lia Lopes de Almeida, A\nFal&ecirc;ncia. Campinas: Editora da Unicamp, 2018, p. 296.)<\/p><p>a) O\nprotagonista de A Fal&ecirc;ncia encarna um tipo representativo da sociedade\nbrasileira do s&eacute;culo XIX. Aponte quatro caracter&iacute;sticas desse tipo social\nconstatadas na trajet&oacute;ria de Francisco Teodoro.<\/p><p>b) No\nexcerto acima, o narrador se det&eacute;m no momento em que o protagonista,\natormentado, rev&ecirc; sua trajet&oacute;ria e se recorda do av&ocirc;. Caracterize a voz\nnarrativa nesse excerto e explique seu funcionamento.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Coment&aacute;rios<\/h3><p>a) O tipo representativo da sociedade brasileira do s&eacute;culo XIX &eacute; o imigrante portugu&ecirc;s que quer ascender. Geralmente, s&atilde;o personagens que representam dois extremos: saem de uma condi&ccedil;&atilde;o de pobreza, conseguindo super&aacute;-la rumo a mais impressionante riqueza.<\/p><p>Inclusive, uma personagem tipo se caracteriza pela sua previsibilidade e universalidade, o que podemos ainda associar aos tra&ccedil;os marcantes dos movimentos liter&aacute;rios do per&iacute;odo, no caso, Naturalismo e Realismo. Francisco Theodoro &eacute; um rico comerciante\/dono de um armaz&eacute;m de caf&eacute; do Rio de Janeiro.<\/p><p>A primeira caracter&iacute;stica da trajet&oacute;ria do protagonista Francisco Theodoro &eacute; sua ambi&ccedil;&atilde;o, sobretudo a financeira. Ele &eacute; um verdadeiro <em>workaholic<\/em> (viciado em trabalho), inclusive negligenciando a sua pr&oacute;pria fam&iacute;lia em benef&iacute;cio pr&oacute;prio.<\/p><p>Nesse sentido, ele se assemelha a outra personagem do c&acirc;none liter&aacute;rio, que &eacute; Jo&atilde;o Rom&atilde;o no romance <em>O corti&ccedil;o<\/em> de Alu&iacute;sio de Azevedo. *Observa&ccedil;&atilde;o: este livro fazia parte do repert&oacute;rio obrigat&oacute;rio do vestibular FUVEST 2020, podendo contemplar os alunos do p&uacute;blico-alvo que possivelmente tamb&eacute;m estivessem prestando vestibular para essa outra institui&ccedil;&atilde;o do Sudeste.<\/p><p>A segunda caracter&iacute;stica de Francisco Theodoro &eacute; justamente o percurso de uma trajet&oacute;ria de ascend&ecirc;ncia rumo &agrave; decad&ecirc;ncia, como indica o pr&oacute;prio t&iacute;tulo de A <em>fal&ecirc;ncia<\/em>. O leitor chega a desconfiar como que um personagem t&atilde;o esperto cai na armadilha de Inoc&ecirc;ncio Braga, que o conduz &agrave; bancarrota. A terceira caracter&iacute;stica &eacute; o conservadorismo, um dos marcos de sua personalidade.<\/p><p>Isso inclui outros aspectos, como o machismo, por exemplo, presente em v&aacute;rias passagens do livro. Isso tamb&eacute;m pode ser expresso na forma de indiferen&ccedil;a para com a fam&iacute;lia, no tratamento dos filhos (ele quer que o primog&ecirc;nito M&aacute;rio seja seu sucessor, mas, ao mesmo tempo, nunca o treina de fato para o trabalho).<\/p><p>Isso ainda pode ser projetado no seu individualismo e egocentrismo, isto &eacute;, ele concentra todo o poder na sua pr&oacute;pria figura, em si mesmo, constituindo isso num dos motivos de sua fal&ecirc;ncia. Por exemplo, ele n&atilde;o deixava sequer sua mulher &ndash; Camila &ndash; trabalhar (caso o tivesse feito, talvez, ela teria se adaptado melhor &agrave; situa&ccedil;&atilde;o e teria uma fonte de renda).<\/p><p>Inclusive, na quest&atilde;o da ascend&ecirc;ncia\/ru&iacute;na, tanto financeira quanto humana, moral, existencial, podemos tamb&eacute;m destacar outro personagem paradigm&aacute;tico, que &eacute; Rubi&atilde;o, protagonista do romance realista <em>Quincas Borba<\/em> de Machado de Assis.<\/p><p><strong>*Observa&ccedil;&atilde;o:<\/strong> este romance tamb&eacute;m integrava o repert&oacute;rio obrigat&oacute;rio FUVEST 2020. E o quarto tra&ccedil;o seria o adult&eacute;rio, representativo dos romances realistas do s&eacute;culo XIX, sendo esta inclusive uma das suas principais tem&aacute;ticas.<\/p><p>Esse ponto em <em>A fal&ecirc;ncia<\/em> &eacute; representado principalmente no relacionamento ad&uacute;ltero entre Camila e doutor Gerv&aacute;sio, cujo peso &eacute; maior, sendo ela casada com Francisco Theodoro, o qual n&atilde;o sabemos que grau de consci&ecirc;ncia tem do adult&eacute;rio; e entre o do pr&oacute;prio doutor Gerv&aacute;sio com Camila, pois ele era casado, sendo que sua mulher se recusava a se divorciar dele por vingan&ccedil;a.<\/p><p>b) No trecho em quest&atilde;o, a voz narrativa se vale do recurso da intertextualidade (di&aacute;logo entre textos) com a Escritura Sagrada da B&iacute;blia. Isso tem o intuito de engrandecimento\/enobrecimento da pr&oacute;pria pessoa de Francisco Theodoro, que considera seu sofrimento digno das personagens b&iacute;blicas.<\/p><p>Inclusive, ele quer ter o mesmo comportamento ancestral de arrancar barbas e arranhar a face com unhas, por exemplo. Isso indica a extremidade, a urg&ecirc;ncia, a pung&ecirc;ncia do seu sofrimento imediato, o que acaba por culminar em suic&iacute;dio.<\/p><p>Assim, o trecho relaciona Francisco Theodoro diretamente com o av&ocirc;, pessoa simples e de origem humilde, pois ele era campon&ecirc;s. Embora Francisco Theodoro fosse de outra classe social, pois era rico, ele resgata essa mem&oacute;ria familiar; num momento que se sente sozinho, busca resgatar suas ra&iacute;zes, suas origens. Num plano maior, verifica-se a compara&ccedil;&atilde;o com a B&iacute;blia, como se ele fosse descendente direto dos grandes patriarcas.<\/p><div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/portugues-unicamp-2020-2-fase-questao-03.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-37780\"><\/figure><\/div><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-04\"><\/span>Quest&atilde;o 04<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>era uma vez uma mulher<br>e ela queria falar de g&ecirc;nero <\/p><p>era uma vez outra mulher<br>e ela queria falar de coletivos<\/p><p>e outra mulher ainda<br>especialista em declina&ccedil;&otilde;es<\/p><p>a uni&atilde;o faz a for&ccedil;a<br>ent&atilde;o as tr&ecirc;s se juntaram<\/p><p>e fundaram o grupo de estudos<br>celso pedro luft<\/p><p>(Ang&eacute;lica Freitas, Um &uacute;tero &eacute; do tamanho de um punho.\nS&atilde;o Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.14.)<\/p><p>Considerando o poema e\na imagem, resolva as quest&otilde;es.<\/p><p>a) Explique as\nambiguidades presentes nas duas primeiras estrofes do poema.<\/p><p>b) Que\nfigura de linguagem &eacute; usada nos tr&ecirc;s &uacute;ltimos versos do poema? Justifique sua\nresposta.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Coment&aacute;rios<\/h3><p>a) <strong>*Observa&ccedil;&atilde;o<\/strong>: O livro <em>Um\n&uacute;tero &eacute; do tamanho de um punho<\/em> da escritora ga&uacute;cha Ang&eacute;lica Freitas foi\ncobrado no repert&oacute;rio obrigat&oacute;rio da Universidade Federal de Santa Catarina\n(UFSC), tendo inclusive gerado pol&ecirc;micas.<\/p><p>As ambiguidades nas duas primeiras estrofes ocorrem devido ao uso de termos geralmente provenientes da gram&aacute;tica, ou aplicados a ela, no vocabul&aacute;rio do cotidiano. No caso, primeiramente h&aacute; a ambiguidade em rela&ccedil;&atilde;o ao termo &ldquo;g&ecirc;nero&rdquo;, que pode se remeter a quest&otilde;es de g&ecirc;nero (homem, mulher etc.) e flex&atilde;o de g&ecirc;nero na gram&aacute;tica (feminino e masculino).<\/p><p>Em segundo lugar, h&aacute; ambiguidade acerca da express&atilde;o &ldquo;coletivos&rdquo;, podendo aludir ao substantivo coletivo, entre os quais como exemplo podemos mencionar matilha (coletivo de c&atilde;o) e enxame (coletivo de abelha), e a acep&ccedil;&atilde;o moderna, que consistem em iniciativas de agrupamentos, ajuntamentos em torno de uma causa.<\/p><p>Lembrando que os substantivos coletivos s&atilde;o aquelas palavras\nno singular que representam grupos e ambiguidade &eacute; um efeito de texto que ocorre\nquando um mesmo voc&aacute;bulo ou express&atilde;o pode ser interpretado de mais de uma\nmaneira. Ela pode aparecer de duas maneiras: como recurso expressivo,\nprincipalmente no caso da publicidade ou dos textos humor&iacute;sticos; ou como um\ndefeito na constru&ccedil;&atilde;o, prejudicando a clareza da mensagem. <strong>Ou seja, ela pode\nser intencional ou n&atilde;o<\/strong>.<\/p><p>b) <strong>Aten&ccedil;&atilde;o<\/strong>:\ntanto na primeira alternativa quanto na segunda os comandos est&atilde;o indicando\ndiretamente partes espec&iacute;ficas do poema a que voc&ecirc;s deveriam recorrer. No caso,\ns&atilde;o os 3 &uacute;ltimos versos: &ldquo;ent&atilde;o as tr&ecirc;s se juntaram\/ e fundaram o grupo de\nestudos\/ celso pedro luft&rdquo;.<\/p><p>Acreditamos que h&aacute; 2 figuras de linguagens mais fortes, mais\npredominantes que poderiam ter sido indicadas a&iacute;. Iremos apontas, defini-las e,\ncomo o comando pediu, justificar porque poderiam ser elas. No entanto, tamb&eacute;m\ndestacamos que essa &eacute; uma tipologia de quest&atilde;o da Unicamp que permite <strong>margem,\nabertura<\/strong> para outras possibilidades.<\/p><p><strong>Meton&iacute;mia<\/strong>: ocorre quando h&aacute; uma substitui&ccedil;&atilde;o da parte\npelo todo, ou seja, utiliza-se um termo para representar outro, pois h&aacute; uma\nrela&ccedil;&atilde;o estabelecida entre eles. No caso, a obra (a gram&aacute;tica) de Celso Pedro\nLuft &eacute; conhecido por meio do seu grupo, de forma que h&aacute; correspond&ecirc;ncia ent&atilde;o\nentre autor e obra. Por exemplo, se falamos &ldquo;eu frequento o grupo de estudos de\nGuimar&atilde;es Rosa&rdquo;, quer dizer que nesse grupo se estuda a obra desse autor, e n&atilde;o\na vida desse autor propriamente dita.<\/p><p><strong>Ironia<\/strong>: consiste tanto numa figura de linguagem quanto num efeito de texto. Ocorre quando aquilo que est&aacute; sendo dito &eacute; o contr&aacute;rio do que realmente se pretende dizer. No caso, ela pode ser verificada no fato de que &eacute; um grupo formado por 3 mulheres (uma delas querendo inclusive falar sobre g&ecirc;nero), que no fundo estudam um homem (Celso Pedro Luft).<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-05\"><\/span>Quest&atilde;o 05<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p><em>Voltou &agrave; moda o velho &ldquo;fa&ccedil;a voc&ecirc; mesmo&rdquo; ou bricolagem. A ideia de que &agrave;s vezes &eacute; melhor trabalhar com a m&atilde;o na massa, engajando os cidad&atilde;os, se tornou uma met&aacute;fora para pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas, a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, ret&oacute;rica empreendedora. Mas poucos usam, no Brasil, o termo que melhor representa essa pot&ecirc;ncia criativa de que as pessoas s&atilde;o capazes: gambiarra. Palavra menos nobre, gambiarra existe, no Brasil e em outros pa&iacute;ses de l&iacute;ngua portuguesa, quase sempre como um termo popular, dialetal ou depreciativo. Porque &eacute; um fa&ccedil;a-voc&ecirc;-mesmo rebelde que recombina pe&ccedil;as j&aacute; existentes, no interior de regras dadas, para inventar novas fun&ccedil;&otilde;es e afirmar novas regras. Escolhi cinco livros que mostram as gambiarras em a&ccedil;&atilde;o, entre eles, A inven&ccedil;&atilde;o do cotidiano: Artes de fazer, de Michel de Certeau. Nesse livro, o historiador e te&oacute;logo franc&ecirc;s apresenta um estudo anal&iacute;tico e um elogio pol&iacute;tico da criatividade do &ldquo;cidad&atilde;o comum&rdquo;. Ao tra&ccedil;ar uma distin&ccedil;&atilde;o entre estrat&eacute;gias (as regras do jogo formuladas pelos que t&ecirc;m o poder de estabelecer regras) e t&aacute;ticas (os gestos, a&ccedil;&otilde;es, inven&ccedil;&otilde;es dos subjugados, que tentam lidar com as regras, mas tamb&eacute;m achar um jeitinho de dribl&aacute;-las), Certeau revela as gambiarras que fazem com que o cotidiano se invente e reinvente.<\/em><\/p><p>(Adaptado de Yurij Castelfranchi, Livros para\nimaginar, apreciar e fazer gambiarras. Dispon&iacute;vel em <a href=\"https:\/\/www.nexojornal.com.br\/estante\/favoritos\/2019\/5-livros-para-imaginar-apreciar-e-fazer-gambiarras.%20Acessado%20em%2010\/08\/2019\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.nexojornal.com.br\/estante\/favoritos\/2019\/5-livros-para-imaginar-apreciar-e-fazer-gambiarras.\nAcessado em 10\/08\/2019<\/a>.)<\/p><p>a) Explique por que a\ngambiarra &eacute;, ao mesmo tempo, indisciplinada e criativa.<\/p><p>b) Segundo\nCastelfranchi, como Michel de Certeau associa a ideia de gambiarra &agrave;s a&ccedil;&otilde;es\npol&iacute;ticas do cidad&atilde;o comum? Responda com base em dois exemplos citados no\ntexto.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Coment&aacute;rios<\/h3><p>a) Segundo o texto, a gambiarra &ldquo;recombina\npe&ccedil;as j&aacute; existentes, no interior de regras dadas, para inventar novas fun&ccedil;&otilde;es e\nafirmar novas regras&rdquo;.\nAssim, ao mesmo tempo em que ela subverte as regras, sendo, portanto,\nindisciplinada, ela tamb&eacute;m cria, inova, sendo, portanto, criativa. <\/p><p>b) O autor diferencia dois tipos de situa&ccedil;&atilde;o diferentes: as estrat&eacute;gias e as t&aacute;ticas. As estrat&eacute;gias s&atilde;o pertencentes a aqueles que est&atilde;o no poder, que podem &ldquo;estabelecer regras&rdquo;. As t&aacute;ticas s&atilde;o as a&ccedil;&otilde;es daqueles que est&atilde;o subjugados, lidando tanto quanto poss&iacute;vel com as regras que n&atilde;o lhe s&atilde;o ben&eacute;ficas. Dois exemplos da associa&ccedil;&atilde;o da ideia de gambiarra &agrave;s a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas s&atilde;o justamente a capacidade de lidar com as regras e buscar dribl&aacute;-las ao mesmo tempo.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-06\"><\/span>Quest&atilde;o 06<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>O dicionarista e\nhistoriador Nei Lopes, autor do Dicion&aacute;rio banto do Brasil, afirmou, em\nentrevista &agrave; Revista Fapesp:<\/p><p><em>Resolvi elaborar um dicion&aacute;rio para identificar os voc&aacute;bulos da l&iacute;ngua portuguesa com origem no universo dos povos bantos, denomina&ccedil;&atilde;o que engloba centenas de l&iacute;nguas e dialetos africanos. Palavras como bab&aacute;, baia, banda, ca&ccedil;apa, cachimbo, dengo, farofa, fofoca e minhoca, por exemplo, t&ecirc;m origem prov&aacute;vel ou comprovada em l&iacute;nguas bantas e o quimbundo pode ter sido o idioma que mais contribuiu &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de nosso vocabul&aacute;rio. Ao constatar tal quantidade de palavras origin&aacute;rias de idiomas bantos que circulam pelo pa&iacute;s, quis comprovar a import&acirc;ncia dessas culturas para o contexto nacional. Assim, escrever dicion&aacute;rios, para mim, tamb&eacute;m &eacute; uma tarefa pol&iacute;tica. Percebi que dicion&aacute;rios funcionam como um meio did&aacute;tico eficaz para disseminar conhecimento. Os curr&iacute;culos costumam come&ccedil;ar a abordagem sobre a &Aacute;frica a partir da escravid&atilde;o, partindo do princ&iacute;pio de que os nossos ancestrais foram todos escravos. Nos ensinamentos sobre o assunto, &eacute; preciso descolonizar o pensamento brasileiro, deixando evidente como os grandes centros europeus espoliaram o continente e que, hoje, a realidade africana &eacute; fruto dessas a&ccedil;&otilde;es.<\/em><\/p><p>(Adaptado de Nei Lopes, O dicion&aacute;rio heterodoxo.\nEntrevista concedida a Cristina Queiroz. Revista Fapesp. Edi&ccedil;&atilde;o 275, jan. 2019.\nDispon&iacute;vel em http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2019\/01\/10\/nei-braz-lopes-o-dicionarista-heterodoxo\/.\nAcessado em 23\/08\/2019.)<\/p><p>a) Explique, com base\nem dois argumentos presentes no texto, por que, para o autor, escrever\ndicion&aacute;rios &eacute; uma tarefa pol&iacute;tica.<\/p><p>b) Que cr&iacute;tica o autor\nfaz aos curr&iacute;culos escolares e que abordagem prop&otilde;e para o assunto?<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Coment&aacute;rios<\/h3><p>a) Segundo o autor, um\ndicion&aacute;rio &eacute; &ldquo;um meio did&aacute;tico eficaz para disseminar conhecimento&rdquo;, ou seja, atrav&eacute;s dele\nele poderia espalhar sua mensagem &ndash; de que devemos valorizar a hist&oacute;ria e\nconhecimentos da &Aacute;frica para al&eacute;m da liga&ccedil;&atilde;o com a escravid&atilde;o &ndash; de maneira\nr&aacute;pida e de f&aacute;cil compreens&atilde;o. Al&eacute;m disso, atrav&eacute;s do dicion&aacute;rio e da grande\nquantidade de verbetes, ele pode demonstrar a import&acirc;ncia das culturas banto e\nquimbundo para o contexto nacional. <\/p><p>b) O autor critica o fato de que as escolas come&ccedil;am a abordagem sobre a &Aacute;frica a partir da escravid&atilde;o, partindo do princ&iacute;pio de os ancestrais da popula&ccedil;&atilde;o negra foram todos escravos. Para ele, &eacute; preciso &ldquo;descolonizar o pensamento brasileiro&rdquo;, ou seja, deixar claro que os grandes centros europeus espoliaram o continente africano, aponta como a realidade africana contempor&acirc;nea &eacute; fruto dessas a&ccedil;&otilde;es.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-07\"><\/span>Quest&atilde;o 07<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>&Eacute; objetivo da letra da can&ccedil;&atilde;o <em>Di&aacute;spora<\/em><\/p><p><strong>Texto I<\/strong><\/p><p><strong>&ldquo;Menino do Rio&rdquo;<\/strong> (Caetano Veloso, Cinem Transcendental, 1979.)<\/p><p>Menino do Rio<br>Calor que provoca arrepio<br>Drag&atilde;o tatuado no bra&ccedil;o<br>Cal&ccedil;&atilde;o corpo aberto no espa&ccedil;o<br>Cora&ccedil;&atilde;o, de eterno flerte<br>Adoro ver-te<br>(&hellip;)<br>O Hava&iacute;, seja aqui<br>Tudo o que sonhares<br>Todos os lugares<br>As ondas dos mares<br>Pois quando eu te vejo Eu desejo o teu desejo <\/p><p><strong>Texto II<\/strong><\/p><p><strong>&ldquo;Haiti&rdquo;<\/strong> (Caetano Veloso e Gilberto Gil, Tropic&aacute;lia 2, 1993.)<\/p><p>(&hellip;)<br>E quando ouvir o sil&ecirc;ncio sorridente de S&atilde;o Paulo<br>Diante da chacina<br>111 presos indefesos, mas presos s&atilde;o quase<br>todos pretos<br>Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos<br>de t&atilde;o pobres<br>E pobres s&atilde;o como podres e todos sabem como<br>se tratam os pretos<br>(&hellip;)<br>Pense no Haiti, reze pelo Haiti<br>O Haiti &eacute; aqui<br>O Haiti n&atilde;o &eacute; aqui<\/p><p>(Dispon&iacute;vel em http:\/\/www.caetanoveloso.com.br\/. Acessado em 12\/10\/2019.)<\/p><p class=\"has-very-light-gray-background-color has-background\">Hava&iacute; &eacute; uma ilha do Pac&iacute;fico, um Estado norte-americano conhecido pelo turismo e por suas praias paradis&iacute;acas que atraem surfistas do mundo inteiro.<br><br>Haiti &eacute; uma ilha do Caribe, atualmente sob interven&ccedil;&atilde;o da ONU; &eacute; o pa&iacute;s mais pobre das Am&eacute;ricas, com mais de 60% da popula&ccedil;&atilde;o subnutrida.<\/p><p>a) O verso &ldquo;O Hava&iacute;, seja aqui&rdquo; (<strong>texto I<\/strong>), de\nCaetano Veloso, e o verso &ldquo;O Haiti &eacute; aqui&rdquo; (<strong>texto II<\/strong>), de Caetano e\nGilberto Gil, refletem diferentes posi&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o aos lugares a que se referem.\nExplique como o uso do verbo &ldquo;ser&rdquo; define cada uma dessas posi&ccedil;&otilde;es.<\/p><p>b) Explicite as duas vis&otilde;es dos compositores ao dizerem:\n&ldquo;O Haiti &eacute; aqui&rdquo; \/ &ldquo;O Haiti n&atilde;o &eacute; aqui&rdquo; (<strong>texto II<\/strong>).<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Coment&aacute;rios<\/h3><p>a) No texto I, a ora&ccedil;&atilde;o &ldquo;O Hava&iacute;, seja aqui&rdquo; apresenta\no verbo ser no presente do subjuntivo. Esse tempo verbal denota ideia de\nhip&oacute;tese, refor&ccedil;ando o car&aacute;ter id&iacute;lico, paradis&iacute;aco, do Hava&iacute;, visto de maneira\nut&oacute;pica pelo autor. Isso &eacute; refor&ccedil;ado pelo aparecimento das constru&ccedil;&otilde;es &ldquo;Tudo o\nque sonhares&rdquo; e &ldquo;Eu desejo o teu desejo&rdquo;. <\/p><p>J&aacute; no texto II, a ora&ccedil;&atilde;o &ldquo;O Haiti &eacute; aqui\napresenta o verbo ser no presente do indicativo, denotando ideia de fato real e\nduradouro no presente. Os autores relacionam os dois lugares a partir da\nviol&ecirc;ncia e do racismo estrutural presente nos dois pa&iacute;ses. <\/p><p>b) Apesar da aparente contradi&ccedil;&atilde;o, as ora&ccedil;&otilde;es\nse referem a aspectos diferentes da compara&ccedil;&atilde;o entre Brasil e Haiti: na\nprimeira ora&ccedil;&atilde;o, h&aacute; uma constru&ccedil;&atilde;o metaf&oacute;rica, que relaciona o Brasil e o Haiti\na partir das conjunturas sociais e raciais, principalmente a quest&atilde;o do racismo\nestrutural e a viol&ecirc;ncia para com a popula&ccedil;&atilde;o negra. Por outro lado, na segunda\nora&ccedil;&atilde;o, os autores se at&eacute;m &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica: o Brasil e o Haiti, de\nfato n&atilde;o s&atilde;o o mesmo pa&iacute;s. <\/p><p><strong>Observa&ccedil;&atilde;o<\/strong>: A obra Sobrevivendo no inferno, de Racionais\nMC&rsquo;s era obra de leitura obrigat&oacute;ria na UNICAMP e poderia ser de grande ajuda\nna interpreta&ccedil;&atilde;o dessa can&ccedil;&atilde;o. O trecho &ldquo;Diante da chacina \/ 111 presos\nindefesos, mas presos s&atilde;o quase \/ todos pretos&rdquo; faz refer&ecirc;ncia ao <strong>massacre do Carandiru<\/strong>, ocorrido em 1992, em S&atilde;o Paulo. Na\nsitua&ccedil;&atilde;o, a Pol&iacute;cia Militar interveio sobre o Casa de Deten&ccedil;&atilde;o do Carandiru\npara conter uma rebeli&atilde;o. Por&eacute;m, a a&ccedil;&atilde;o acabou sendo desastrosa: 111 detentos\nforam mortos. <\/p><p>A m&uacute;sica &ldquo;Di&aacute;rio de um Detento&rdquo;, presente na obra de Racionais MC&rsquo;s, conta justamente a hist&oacute;ria do massacre. Relembre o quadro sin&oacute;ptico elaborado pela professora Luana sobre essa can&ccedil;&atilde;o:<\/p><figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>Estrutura<\/td><td>Estruturalmente, a m&uacute;sica dura 7   minutos e 31 segundos e ocupa o exato centro do disco.<\/td><\/tr><tr><td>Personagens<\/td><td>Presidi&aacute;rios do Carandiru, entre os   quais o mais importante &eacute; <strong>Jocenir<\/strong>,   um dos sobreviventes do massacre, que escreve o di&aacute;rio o qual serve de   inspira&ccedil;&atilde;o para a produ&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica.<\/td><\/tr><tr><td>Tempo<\/td><td>1&ordm;, 2 e 3 de outubro de 1992 (tempo   hist&oacute;rico do massacre) <em>versus<\/em> tempo psicol&oacute;gico (di&aacute;rio). Al&eacute;m disso,   tamb&eacute;m h&aacute; o tempo meteorol&oacute;gico: &ldquo;O dia t&aacute; chuvoso. O clima t&aacute; tenso&rdquo; e &ldquo;Amanheceu   com Sol, dois de outubro&rdquo;. E por fim, o tempo do di&aacute;rio, com a hora   espec&iacute;fica: &ldquo;S&atilde;o Paulo, dia 1&ordm; de outubro de 1992, 8h da manh&atilde;&rdquo;.<\/td><\/tr><tr><td>Espa&ccedil;o<\/td><td>Casa de Deten&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo, mais   conhecida popularmente como Carandiru.<\/td><\/tr><tr><td>Conflito<\/td><td>N&atilde;o h&aacute; consenso, mas se acredita que   a desaven&ccedil;a tenha come&ccedil;ado de uma discuss&atilde;o, sem uma vers&atilde;o definitiva. &ldquo;Dois   ladr&otilde;es considerados passaram a discutir\/Mas n&atilde;o imaginavam o que estaria por vir&rdquo;.<\/td><\/tr><tr><td>Cl&iacute;max<\/td><td>A m&uacute;sica passa mais tempo indicando   o cotidiano dos presos e suas hist&oacute;rias do que o massacre em si. Por&eacute;m, um   dia, h&aacute; uma desaven&ccedil;a, uma confus&atilde;o, n&atilde;o se sabe bem o porqu&ecirc;. Dois presos   importantes dentro da pris&atilde;o, &ldquo;Traficantes, homicidas, estelionat&aacute;rios&rdquo;,   come&ccedil;aram a discutir.<\/td><\/tr><tr><td>Desfecho<\/td><td>A tr&eacute;gua dependia da decis&atilde;o do   governador do estado de S&atilde;o Paulo, na &eacute;poca, Luiz Ant&ocirc;nio Fleury, que (dizem)   estava almo&ccedil;ando e sequer atendeu ao telefone. O resultado foi a invas&atilde;o da   tropa de choque para conter a rebeli&atilde;o, resultando no massacre de 111 presos.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure><h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Questao-08\"><\/span>Quest&atilde;o 08<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p><strong>Texto I<\/strong><\/p><p>Em Bacurau,\nvilarejo fict&iacute;cio no meio do nada que recebe o nome de um p&aacute;ssaro &ldquo;brabo&rdquo; de\nh&aacute;bitos noturnos, o sert&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m o centro do pa&iacute;s. Bacurau cheira a morte. A\nprimeira sequ&ecirc;ncia do longa &eacute; a passagem de um caminh&atilde;o-pipa que atropela\ncaix&otilde;es pelo caminho. No povoado isolado, mas hiperconectado &agrave; internet, os\nmoradores, com uma grande variedade de g&ecirc;neros, ra&ccedil;as e sexualidades, vivem sem\n&aacute;gua e escondem-se quando o prefeito em campanha pela reelei&ccedil;&atilde;o chega para\ndistribuir mantimentos vencidos, e despejar livros velhos em frente &agrave; escola\nlocal. A&iacute; j&aacute; come&ccedil;a a resist&ecirc;ncia: em meio &agrave; pen&uacute;ria, os moradores organizam-se\ne ajudam-se entre si. Quando o vilarejo literalmente desaparece dos mapas\ndigitais e a comunidade perde a conex&atilde;o com a internet, a presen&ccedil;a de\nforasteiros coincide com o misterioso aparecimento de cad&aacute;veres crivados &agrave; bala\ne Bacurau vive uma carnificina.<\/p><p>(Adaptado de Joana Oliveira, Em\n&lsquo;Bacurau&rsquo;, &eacute; lutar ou morrer no sert&atilde;o que espelha o Brasil. <em>El Pa&iacute;s<\/em>.\nDispon&iacute;vel em\nhttps:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/08\/20\/cultura\/1566328403_365611.html.\nAcessado em 20\/10\/2019.)<\/p><p><strong>Texto II<\/strong><\/p><div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br\/vestibulares\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/bacuralizar.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-37786\"><figcaption>(Adaptado do Instagram de Lia de Itamarac&aacute;. Dispon&iacute;vel em https:\/\/www.insta7zu.com\/tag\/LiaDeltamaraca. Acessado em 20\/10\/2019.)<\/figcaption><\/figure><\/div><p>a) Explique por\nque &ldquo;bacuralizar&rdquo; &eacute; um neologismo e qual &eacute; o processo de forma&ccedil;&atilde;o dessa\npalavra.<\/p><p>b) Considere as\ninforma&ccedil;&otilde;es sobre o enredo do filme Bacurau presentes no texto I e sobre o\npapel do Estado na vida da comunidade no texto II. A partir dessas informa&ccedil;&otilde;es,\ncrie um exemplo do uso de &ldquo;bacuralizar&rdquo; para cada acep&ccedil;&atilde;o da palavra registrada\nno texto II.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\">Coment&aacute;rios<\/h3><p>Observa&ccedil;&atilde;o: Tipologia de quest&atilde;o em\nque primeiro &eacute; dado um verbete do dicion&aacute;rio e depois h&aacute; uma explora&ccedil;&atilde;o,\ndesenvolvimento do mesmo. No caso, verbetes costumam usar abrevia&ccedil;&otilde;es, como &ldquo;p.\next.&rdquo; que quer dizer por extens&atilde;o.<\/p><p>a) &ldquo;Bacuralizar&rdquo; &eacute; um neologismo, pois cria\numa palavra nova a partir do substantivo pr&oacute;prio &ldquo;Bacurau&rdquo;. Ao adicionar o\nsufixo &ldquo;-izar&rdquo; ao substantivo, formando um verbo de primeira conjuga&ccedil;&atilde;o. O\nprocesso de forma&ccedil;&atilde;o dessa palavra &eacute; a deriva&ccedil;&atilde;o sufixal ou sufixa&ccedil;&atilde;o. <\/p><p>b) Essa resposta era bastante livre. Bastava\nque o aluno respondesse dois exemplos, um de cada significado, para acertar a\nquest&atilde;o. <\/p><p>Poss&iacute;veis respostas:<\/p><p>1. A comunidade bacuralizou a distribui&ccedil;&atilde;o de\nrem&eacute;dios no posto de sa&uacute;de.<\/p><p>2. &Eacute; necess&aacute;rio bacuralizar a comunidade para defender-nos da ocupa&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;cia.<\/p><p>&Eacute; isso!<\/p><p>Siga-me nas redes sociais:<\/p><p><strong>Instagram:<\/strong>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/professoracelinagil\/\" target=\"_blank\">@professoracelinagil<\/a><\/p><p><strong>Facebook:<\/strong>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/professora.celina.gil\" target=\"_blank\">@professora.celina.gil<\/a><\/p><p class=\"has-text-align-center has-pale-cyan-blue-background-color has-background has-medium-font-size\"><a href=\"https:\/\/www.estrategiavestibulares.com.br\/pacotes\/unicamp\" target=\"_blank\" aria-label=\"CURSOS PARA UNICAMP (abre numa nova aba)\">CURSOS PARA UNICAMP<\/a><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ol&aacute;&hellip; Tudo bem? Sou a prof&ordf;. 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