Apesar da resistência dos grupos mais conservadores, após a Semana de Arte Moderna de 1922, ocorreu uma verdadeira revolução nas artes brasileiras, revelando novas linguagens, formas e abordagens, que chocavam pelo ineditismo e pela ousadia. O período vivido pela Geração de 22, também chamado de fase heroica, em decorrência da implantação do Modernismo no Brasil em um momento ainda fortemente marcado por tendências conservadoras, é caracterizado por intenso experimentalismo, tanto na forma como na temática. Configura-se como uma tentativa de incorporar à literatura os pressupostos vanguardistas e, ao mesmo tempo, criar uma literatura nacional, com identidade própria.
Clenir Bellezi de Oliveira. Arte Literária brasileira. São Paulo: Moderna, 2000.
A Geração de 22 tem, entre suas características,