Após assistir, ainda muito recentemente em termos históricos, à avalanche de xenofobia e racismo, que dominou a Europa durante a Segunda Guerra Mundial e nos anos que a precederam, sob a hegemonia nazi-fascista; após atravessar os séculos de intolerância religiosa, que resultou nos processos da Inquisição, contra todos aqueles que discordavam dos Cânones da Igreja Católica na Idade Média e na Moderna, o mundo depara hoje, mais uma vez, com novas ondas de racismo, antissemitismo e nacionalismo xenófobo (do grego xenos, “estrangeiro”, e þhobos, “fobia, horror”; ou seja, aquele que tem ódio aos estrangeiros). Mesmo em alguns países, como o Brasil, onde essas ideologias nunca chegaram a ter presença expressiva, vê-se o seu renascimento.
Verdade que os tempos são outros. Há diferenças — de tempo e espaço — entre os nazistas de ontem e os neonazistas de hoje; entre os inquisidores medievais que jogavam os dissidentes na fogueira e os fanáticos encapuzados da Ku Klux Klan que lançaram seu terror contra negros e comunistas nos Estados Unidos, nos anos 60. Diferenças também entre os integralistas, que atuavam na política brasileira dos anos 30 e grupos como os Skinheads/ Carecas do Subúrbio de agora.
(SALEM, 1995, p. 1-2).
As manifestações de intolerância, xenofobia e racismo estiveram presentes em vários momentos das sociedades humanas, a exemplo