Aquilo que começa por ser o fator distintivo entre seres humanos e animais, a saber, o trabalho na sua forma criativa, perde a sua especificidade no modo de produção capitalista e deixa de ser um processo fundamental de afirmação da própria vida, tornando-se o seu oposto. O trabalho se torna espaço de produção e perpetuação de alienação. Essa alienação não é apenas a perda de controle ou de relação essencial com o objeto (de trabalho) produzido, mas também a perda de relação com o meio de produção e com os outros seres humanos. [...]. O sujeito que se aliena devido à particularidade do modo de produção capitalista vai ser transformado -de sujeito humano (criador e livre) em sujeito que se reduz forçosamente às suas necessidades animais, físicas, mutilando o potencial para a sua humanidade.[...] Isto é particularmente importante para compreender as relações de gênero."
(adaptado de BROWN, H. Marx on gender and family: a critical study. Leiden/Boston: Brill, 2012)
Segundo o texto, a alienação