Até meados do século XVII, o patrimonialismo, mesmo que não levasse esse nome, foi a principal característica administrativa da colônia brasileira; a Coroa exercendo seus direitos dentro dos estreitos limites da sede do governogeral. A administração lusitana era apenas elementar, conservando para si o estritamente necessário, de forma a não perder o controle sobre seu rico domínio ultramarino. Criava-se, assim, uma espécie de dependência do governo lusitano em relação à administração do Brasil, executada, na prática, pelos colonos.
SCHWARCZ, Lilia. Sobre o autoritarismo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 69.
Ao analisar a administração da América Portuguesa, o texto: