Questão
Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP
2016
Fase Única
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
4000055907

Atualmente, o mundo acompanha uma guerra civil que vem arrasando a Síria. O conflito é considerado pela ONU (Organização das Nações Unidas) a maior crise humanitária deste século. Até o momento, pelo menos 250 mil pessoas morreram, 6,5 milhões mudaram-se para outras regiões do país e 4,5 milhões já abandonaram a Síria. Esse cenário impactou sua economia e, por isso, quase 70% dos sírios que permaneceram no país vivem abaixo da linha da pobreza.

Diante do que foi exposto sobre a guerra civil na Síria, assinale a opção incorreta.
A
Desde 1970 a família de Bashar al-Assad detém na Síria o comando de um regime político unipartidário. Apesar de serem parte de uma seita mulçumana xiita, os alauítas, a família conservava um governo laico. Com o início os protestos, os sunitas assumiram a frente na oposição ao regime, o que tornou o conflito sectário. 
B
A Rússia é a principal aliada de Bashar al-Assad fora do Oriente Médio, demonstrando interesse na região desde o período da extinta União Soviética. O país mantém na Síria uma base militar na cidade de Latakia e tem tido significativa atuação no conflito ao combater os movimentos rebeldes contra Assad.
C
Além dos rebeldes moderados que querem desmantelar o regime de Assad, há também facções extremistas islâmicas. Uma das organizações que mais se destacaram, em especial nos primeiros anos do conflito, foi a rede extremista Frente al-Nusra, que é um braço da rede extremista Al-Qaeda na Síria. 
D
A Guerra na Síria afeta também o equilíbrio de poder entre Irã e Paquistão, que acumulam históricas divergências em relação ao poder local e principalmente no que se refere aos preceitos da religião muçulmana. Enquanto o Irã é uma república islâmica sunita, o Paquistão está alicerçado nas tradições xiitas.
E
Apesar da crise dos refugiados, que assola o continente europeu neste ano, os emigrantes sírios tiveram, como principais destinos, cinco países do Oriente Médio: Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito, que receberam uma média de 4,3 milhões de pessoas desde que o conflito teve início na Síria.