O Brasil é o maior produtor mundial de nióbio, concentrando aproximadamente 98% das reservas ativas do planeta, mas vende praticamente tudo como commodity (...). Outra substância de que o país dispõe em grande quantidade, mas pouco usa, é o glicerol, um subproduto de reações de transesterificação na indústria de biodiesel. (...) o glicerol é, muitas vezes, tratado como rejeito, de difícil descarte. Pesquisadores da Universidade Federal do ABC conseguiram combinar o nióbio e o glicerol em uma solução tecnológica promissora: a produção de células a combustível.

Em princípio, a célula funcionará para recarregar pequenos dispositivos eletrônicos e, depois, a tecnologia poderá ser adaptada para fornecer energia elétrica a automóveis e até a pequenas residências. A célula converte, em energia elétrica, a energia química da reação de oxidação do glicerol (C3H8O3) e do oxigênio do ar, resultando em gás carbônico e água como produtos.
O nióbio entra no processo como um cocatalisador sólido, coadjuvando a ação do paládio e reduzindo a quantidade utilizada, barateando o custo da célula e, ao mesmo tempo, aumenta expressivamente sua potência.

Sobre a célula a combustível à base de glicerol, é correto afirmar que: