No Brasil, muitos locais eleitos para a criação de Unidades de Conservação (UCs) já eram habitados por populações tradicionais. Não eram raros os casos de UCs implantadas sem a participação dessas populações, o que provocou muitos conflitos entre essas pessoas e os órgãos públicos responsáveis pela administração das UCs. Tais conflitos motivaram inúmeros debates e inspiraram a criação de outros modelos de conservação mais condizentes com a realidade local. Com isso, essas populações foram promovidas: de vilãs do meio ambiente, que impediam a criação das unidades, passaram a ser aliadas em sua conservação.
(Alba Simon e Maria T. J. Gouveia. “O destino das espécies”. In: Elian A. Lucci et al. Território e sociedade no mundo globalizado, 2014. Adaptado.)
O conflito entre a implantação de Unidades de Conservação e a manutenção das populações tradicionais levou à criação de