Questão
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB
2018
Fase Única
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
4000047454
Chegamos finalmente, neste 21º século da era cristã, a uma etapa histórica em que todos os povos da Terra, em maior ou menor grau, participam da mesma civilização: a capitalista. No entanto, poucos, no mundo todo, dão-se conta desse fenômeno único em toda a História. Qual a razão dessa inconsciência coletiva? Há duas razões principais, a meu ver. 

A primeira delas é que o curso dessa evolução histórica só veio a se completar recentemente. Até a segunda metade do século XX, o capitalismo ainda não havia alcançado todos os confins do orbe terrestre. Algumas regiões permaneciam, até então, isoladas do resto do mundo, envoltas no espesso manto de velhas tradições.

 A segunda razão, pela qual uma boa parte da humanidade ainda não tomou consciência desse fato histórico sem precedentes, é que, fora do círculo intelectual marxista, o capitalismo sempre foi apresentado, pura e simplesmente, como um sistema econômico; e boa parte dos economistas o analisava, e continua a analisá-lo, na esteira dos fisiocratas franceses que influenciaram Adam Smith, como o único sistema natural da vida econômica. (CHEGAMOS... 2018)

O desenvolvimento da civilização capitalista ocorreu através de eventos socioeconômicos, políticos e ideológicos, que, muitas vezes, se deram através de conflitos, críticas, disputas e de avanços e de retrocessos, como se pode inferir
A
no estabelecimento de boas condições salariais e de vida para o operariado, durante a Primeira Revolução Industrial, como condição básica para a criação de um mercado consumidor.
B
nas repercussões da Revolução Gloriosa inglesa, que estabeleceu o sufrágio universal e a participação política do operariado, contendo a expansão das ideias marxistas e a crítica ao capitalismo.
C
no desfecho da Revolução Francesa, que abalou os alicerces do Antigo Regime e da sociedade de privilégio, através da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, mas manteve a desigualdade de classe.
D
no surgimento da fisiocracia, que, inspirada nos princípios do mercantilismo, defendia uma política protecionista estatal contra a concorrência estrangeira e de incentivo à indústria nacional.
E
nas concepções do liberalismo clássico, defendido por Adam Smith, que pregava a internacionalização da economia, a formação de blocos econômicos e de um mercado comum europeu.