Considere o texto abaixo.

Nem mesmo as profundezas dos oceanos, consideradas as áreas mais intocadas do planeta, estão livres da influência humana. Amostras de anfípodas, crustáceos semelhantes aos camarões, coletadas a profundidades que variavam de 7 mil a 10 mil metros em duas áreas do Oceano Pacífico, revelaram níveis elevados de dois produtos químicos: os bifenilpoliclorados, usados por décadas em fluidos de refrigeração; e os bifenilpolibromados, empregados como retardadores da propagação de chamas em tintas, tecidos e materiais da indústria automobilística e aeronáutica.
(Adaptado de: Revista Pesquisa Fapesp, março de 2017)
A estrutura do tetrabromobisfenol A, um exemplo de bifenilpolibromado, está representada a seguir.

A contaminação por bifenilpoliclorados ocorre principalmente por ingestão de água e alimentos. Quando dentro do organismo, são transportados pela corrente sanguínea e tendem a se acumular no tecido adiposo. No ambiente marinho profundo, esperam-se encontrar as maiores concentrações de bifenilpoliclorados