Contam-se muitas lendas sobre a coragem dos espartanos. A ética espartana é ilustrada pela fábula do menino e da raposa. Um jovem espartano escondeu uma raposa roubada sob sua chlamys, uma túnica de lã usada como uniforme pelos rapazes na Grécia antiga. A filosofia espartana encorajava o roubo, por isso deixava o indivíduo esperto. O crime era ser apanhado. Quando desconfiaram do garoto, ao invés de confessar que havia roubado a raposa, ele manteve o rosto inalterado, enquanto o animal rasgava-lhe o corpo, escondido sob sua chlamys, até feri-lo mortalmente. O jovem tornou-se um herói espartano; sua coragem, um exemplo.
LLYWELYN, Morgan. Xerxes. São Paulo: Nova Cultural, 1988. p. 53.
A narrativa acima contribui para