É curioso observar o destino do Caminho do Mar: com a lavoura canavieira, passa de caminho de pedestres a estrada de tropas. O crescimento da lavoura canavieira no planalto sugere a necessidade de um caminho carroçável que, entretanto, só fica pronto quando o café já está se sobrepondo em volume ao açúcar. A estrada do açúcar era de tropas. Foi o açúcar que financiou as pesquisas para a construção da Estrada da Maioridade carroçável. Foi o café que se aproveitou dessa estrada, que, entretanto, foi logo superada pela estrada de ferro de 1867.
(Maria Thereza Schorer Petrone. “O desprezado ‘ciclo do açúcar’ paulista (1765-1850)”. In: Nilo Odália e João Ricardo de Castro de Caldas Caldeira (orgs.). História do estado de São Paulo: a formação da unidade paulista, vol. 1, 2010.)
O excerto refere-se à economia paulista no período de 1765 a 1867,