Questão
Provas Oficiais - FUVEST
2005
1ª Fase
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
4000004332
ESCREVO-LHE ESTA CARTA... 
 
Um ano depois, programa de alfabetização no Acre apresenta resultados acima da média e, como prova final, bilhetes comoventes 
 
Repleto de adultos recém-alfabetizados, o Teatro Plácido de Castro, na capital do Acre, Rio Branco, quase veio abaixo com a leitura do bilhete escrito pela dona de casa Sebastiana Costa para o marido: “Manoel, eu fui para aula. Se quiser comida esquente. Foi eu que escrevi.” Atordoada com os aplausos, a franzina Sebastiana desceu do palco com a cabeça baixa e os ombros encurvados.

Casada há trinta anos e mãe de oito filhos, ela só descontraiu um pouco quando a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, comentou que o bilhete não precisava ser interpretado como um desaforo, embora passasse um sentimento de libertação. Alfabetizada apenas aos dezessete anos, a ministra Marina conhece como poucos o drama daqueles que não são capazes de decifrar o letreiro de um ônibus ou de rabiscar uma simples mensagem. 

(Revista ISTOÉ)

O título “Escrevo-lhe esta carta...” 
A
contém ironia, uma vez que o bilhete citado no texto não é propriamente uma carta. 
B
resulta de um procedimento intertextual, pois retoma uma expressão frequente na linguagem das cartas. 
C
refere-se também ao texto do autor da reportagem, redigido por ele como se fosse uma carta. 
D
termina com reticências para deixar subentendido o sarcasmo do autor da reportagem. 
E
imita a variedade lingüística que caracteriza o bilhete reproduzido na reportagem