EXAUSTO
Eu quero uma licença de dormir,
perdão pra descansar horas a fio,
sem ao menos sonhar
a leve palha de um pequeno sonho.
Quero o que antes da vida
foi o sono profundo das espécies,
a graça de um estado.
Semente.
Muito mais que raízes.
PRADO, Adélia. Exausto. Bagagem. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986. p. 35.
Nota-se, pela leitura do texto acima, a presença de um eu lírico que