Questão
Fundação Getúlio Vargas - FGV
2022
Fase Única
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
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Educação e trabalho no século 21

Em ciclos de automação do passado, as pessoas não qualificadas podiam trocar de emprego com certa facilidade. Em 2050, porém, um caixa ou um operário da indústria têxtil, ao perder seu emprego para um robô, dificilmente estará apto a começar a trabalhar como oncologista, como operador de drone ou como parte de uma equipe humanos-IA (Inteligência Artificial) em um banco. Não terão as habilidades necessárias.

Em 1920, um trabalhador agrícola dispensado devido à mecanização da agricultura era capaz de encontrar um novo emprego numa fábrica de tratores. Nos anos 1980, um operário de fábrica demitido conseguia uma vaga de caixa no supermercado. São mudanças de ocupação que exigiam um treinamento limitado. Mas, o que esperar do mundo do trabalho em 2050? A mão de obra humana não será substituída por milhões de robôs individuais, mas por uma rede integrada, como já ocorre nas forças armadas dos Estados Unidos: cada operação militar com drones demanda 30 pessoas capacitadas na tecnologia, enquanto a análise dos dados coletados pelo dispositivo envolve mais 80.

Adaptado de Yuval N. Harari. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.


Com base no texto, assinale a opção que identifica corretamente como a IA irá afetar o mundo do trabalho em um futuro próximo.
A
A IA irá substituir as pessoas por máquinas no quesito trabalho manual, enquanto atividades que exigem habilidades cognitivas analíticas e criativas continuarão restritas aos seres humanos.
B
O desenvolvimento da robótica e da IA irá exigir profissionais capazes de se ajustar rapidamente para exercer novos empregos e adaptados à volatilidade do mercado de trabalho e das carreiras profissionais.
C
O emprego e a saúde mental serão desafios no novo mundo do trabalho, mas poderão ser enfrentados se ensinarmos aos futuros profissionais as mesmas habilidades da IA: conectividade e atualização.
D
O mundo do trabalho será caracterizado pela competição entre humanos e IA, em um cenário de disputa entre a habilidade imaginativa da mente humana e a capacidade quantitativa de sintetizar dados.
E
A IA irá tornar irrelevante o trabalho humano e produzirá uma onda de desemprego generalizada, a não ser que as instituições de educação consigam produzir programadores em massa.