Entre 1779 e 1829, a população escrava do município [de Campinas] cresceu de 156 para quase 4800. Em 1872, já com o café como a força motriz da economia, ela atingira 14 mil. A maior parte do aumento desde 1829 se deu antes do final do tráfico africano. Entretanto, o comércio interno de escravos, já bastante ativo nas décadas de 1850 e 1860, recrudesceu nos anos 1870, despejando vários milhares de cativos no Oeste paulista, vindos sobretudo do Nordeste e do Rio Grande do Sul. Foi só a partir de 1881, com a alta tributação sobre o tráfico interno para o Sudeste e a crise da escravidão, que os fazendeiros voltaram-se seriamente para trabalhadores imigrantes. Sua mudança de atitude coincidiu com uma queda nos preços agrícolas da Itália, que expeliu de lá um grande número de trabalhadores do campo.
(Robert W. Slenes. Senhores e subalternos no Oeste paulista. In Luiz Felipe de Alencastro (org.). História da vida privada no Brasil, volume 2, 1997.)
Considerando o texto, sobre a transição do trabalho escravo para o trabalho livre na região do Oeste paulista, é possível afirmar que