Esse não é um movimento feito por organizações, é feito por pessoas individuais. É difícil dizer qual é a cara do movimento, essa cara está sendo construída. [...] A gente funciona através de assembleias que definem as nossas atividades e o que a gente se propõe a ser. A gente funciona sem nenhuma liderança, [por] autogestão, e as deliberações são tomadas através de consenso nas assembleias. [...] Todo mundo é bem-vindo, todo mundo participa. O que a gente tem em comum é o fato de ser indignado. A gente não gosta das coisas do jeito que elas estão, a gente não se sente representado pelos partidos e quer mudar. A gente aceita pessoas de todos os movimentos e partidos, mas não quer os partidos aqui. Não tem nenhuma bandeira ou partido nos representando.
BARROSO, Maria Macedo. “Não sabia que os pretos escreviam essas coisas”: cotistas negros, movimento Ocupa IFCS e transformações curriculares na área de antropologia. Ayé: Revista de Antropologia, Colegiado de Antropologia da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira. Acarape, v. 4, n. 1, 2022. (Fragmento).
A transformação nas formas de mobilização política, ilustrada por esse depoimento dado por um aluno cotista negro, no contexto de um movimento de luta pela melhoria das condições de vida, indica o(a)