Leia o fragmento abaixo.
“Eis algo que eu jamais soube explicar: por que menino não gosta de verduras? Quando menino, eu também não gostava.
– Pedem às mães que mandem bilhetinhos, e não é só isso, usam qualquer recurso para não comer verdura. Hoje mesmo me apareceu um com um bilhetinho da mãe dizendo: não obrigar meu filho a comer verdura. Só que estava escrito com a letra do próprio menino”.
SABINO, Fernando. Reunião de mães. In: ANDRADE, Carlos Drummond (e outros). Elenco de cronistas modernos. 23. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2007. p. 213.
“Avental branco, pincenê vermelho, bigodes azuis, ei-lo, grave, aplicando sobre o peito descoberto duma criancinha um estetoscópio, e depois a injeção que a enfermeira lhe passa.
O avental, na verdade, é uma camisa de homem a bater-lhe nos joelhos; os bigodes foram pintados pela irmã, a enfermeira; a criancinha é uma boneca de olhos cerúleos, mas já meio careca, que atende pelo nome de Rosinha; os instrumentos para exame e cirurgia saem duma caixa de brinquedos”.
CAMPOS, Paulo Mendes. O médico e o monstro. In: ANDRADE, Carlos Drummond (e outros). Elenco de cronistas modernos. 23. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2007. p. 150.
a) Qual a relação temática entre as crônicas “O médico e o monstro”, e “Reunião de mães”, cujos trechos estão reproduzidos acima?
b) No trecho da crônica “O médico e o monstro”, cria-se uma expectativa no primeiro parágrafo que é quebrada no segundo. Explique em que consiste essa quebra de expectativa.