Texto I
O postulado do racismo biológico poderia representar um obstáculo para alguns observadores, tal como a atitude ateia do regime nazista. Já desde as primeiras glosas do triunfo de Hitler que os fascistas espanhóis salientavam que o antissemitismo biológico-genético era a grande característica que diferenciava o “hitlerismo” dos outros movimentos fascistas, e afastavam-se dessa concepção de raça. No entanto, assinalavam, ao mesmo tempo, que os espanhóis também não gostavam dos judeus e que, portanto, compreendiam a interpretação racial que o nacionalsocialismo dava a um problema universal, que noutras latitudes (Espanha e Itália) tinha adquirido apenas características confessionais.
Fonte: SEIXAS, Xosé M. N. Ecos de Berlim: a influência do nacional-socialismo alemão no fascismo espanhol (1930-1940). Estudos IberoAmericanos, 2015, p. 46
Texto II
Quem são os Yomus, grupo de ultras fascistas que começou os atos racistas contra Vini Jr.
Os torcedores localizados atrás do gol defendido por Mamardashvili, do Valência, durante o segundo tempo, foram os responsáveis por iniciarem os atos racistas contra o atacante Vinicius Junior, no último domingo, no estádio Mestalla. Aquele setor da arena é onde fica o grupo Ultra Yomus, uma torcida organizada considerada ideologicamente fascista e de ideologia nacionalista espanhola. O grupo Yomus surgiu em 1983 num contexto político muito marcado pela agitação e violência. Na década de 1990, diversos jovens com pensamentos neonazistas entraram nos Yomus e ficou cada vez mais comum vermos nos jogos bandeiras identificadas com o nazismo, o orgulho celta e o franquismo.
Fonte: https://oglobo.globo.com/esportes/futebol-internacional/noticia/2023/05/quem-sao-os-yomus-grupo-de-ultrafascistas-que-comecouos-atos-racistas-contra-vini-jr.ghtml. Acessado em 13 jun de 2023
A partir dos dois textos, compreende-se que a nefasta adesão ao racismo na Espanha