
A Vida Fluminense, de 06/11/1869.
“[...] Caxias afirmou ao Imperador que, sendo ‘simples cidadãos, mulheres e crianças’, são uma só e mesma coisa, ‘um só ser moral e indissolúvel’. A guerra, portanto, para a ‘vitória final’ teria que ser cruel – como foi – e não agradava ao Duque de Caxias, que informou ao Imperador D. Pedro II:
‘Quanto tempo, quantos homens, quantas vidas e quantos elementos e recursos precisaremos para terminar a guerra é dizer, para converter em fumo e pó toda a população [...], para matar até o feto do ventre da mulher?’
[...] Os erros táticos que vão se acumulando desde o início da guerra acabam por determinar sacrifícios incríveis aos quais juntam-se epidemias, fomes, doenças, etc. Ao final da guerra o que acontecia era uma luta absurda – os soldados da Tríplice Aliança enfrentando um exército de fantasmas, moribundo, com lanceiros de seis a quinze anos!”
CHIAVENATTO, Júlio José. Genocídio Americano. 13ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1981.
Tanto a charge do jornal “A Vida Fluminense” quanto o texto de Chiavenatto denunciam o genocídio cometido durante a