Questão
Universidade Federal de Pelotas - UFPEL
2005
Fase Única
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
4000185579


“Nero do século XIX – Projeto de Monumento que os paraguaios reconhecidos pretendem erigir a Francisco Solano López (cópia de um desenho remetido de Assunção)”.

A Vida Fluminense, de 06/11/1869.

“[...] Caxias afirmou ao Imperador que, sendo ‘simples cidadãos, mulheres e crianças’, são uma só e mesma coisa, ‘um só ser moral e indissolúvel’. A guerra, portanto, para a ‘vitória final’ teria que ser cruel – como foi – e não agradava ao Duque de Caxias, que informou ao Imperador D. Pedro II:

‘Quanto tempo, quantos homens, quantas vidas e quantos elementos e recursos precisaremos para terminar a guerra é dizer, para converter em fumo e pó toda a população [...], para matar até o feto do ventre da mulher?’

[...] Os erros táticos que vão se acumulando desde o início da guerra acabam por determinar sacrifícios incríveis aos quais juntam-se epidemias, fomes, doenças, etc. Ao final da guerra o que acontecia era uma luta absurda – os soldados da Tríplice Aliança enfrentando um exército de fantasmas, moribundo, com lanceiros de seis a quinze anos!”

CHIAVENATTO, Júlio José. Genocídio Americano. 13ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1981.

Tanto a charge do jornal “A Vida Fluminense” quanto o texto de Chiavenatto denunciam o genocídio cometido durante a
A
Guerra do Paraguai. A charge brasileira expressa o governante paraguaio como um tirano sanguinário, enquanto o historiador indica que a Tríplice Aliança participou do genocídio.
B
Guerra contra os blancos. Tanto a charge quanto o texto indicam o grande número de lanceiros uruguaios e argentinos mortos durante essa guerra.
C
Guerra do Pacífico. Ambos os textos concordam quando fazem referência à grande carnificina ocorrida na guerra, com participação do Brasil e dos países platinos.
D
Guerra da Cisplatina. Ambos os documentos coincidem quanto à responsabilidade do genocídio, apontando para o ditador do Paraguai Solano Lopez.
E
Guerra da Tríplice Aliança. Enquanto a charge responsabiliza o Duque de Caxias pelo genocídio, o historiador aponta, como responsável, o ditador Solano Lopez.
F
I.R.