Nora: Você e papai cometeram um grande crime contra mim. Se eu de nada sirvo, a culpa é de vocês.

Helmer: Como você é injusta, Nora, e ingrata! Não foi feliz aqui?
Nora: Nunca. Julguei que sim, mas nunca fui.
Helmer: Não foi... Nunca foi feliz?!
Nora: Nunca; era alegre, nada mais. Você era tão amável comigo! Mas a nossa casa nunca passou de um quarto de brinquedos. Fui sua boneca-esposa, como fora a boneca-filha na casa de meu pai. E os nossos filhos, por sua vez, têm sido as minhas bonecas. Eu achava engraçado quando você me levantava e brincava comigo, como eles acham engraçado que eu os levante e brinque com eles. Eis o que foi nosso casamento, Torvald.
Henrik Ibsen. Casa de bonecas. São Paulo: Veredas, 2001, p. 95.

Tendo como referência a obra Casa de Bonecas, de Henrik Ibsen, e a pintura Sessão do Conselho de Estado que decidiu a Independência, de Georgina de Albuquerque, julgue os item subsequente.
Tanto a personagem Nora, da peça de Henrik Ibsen, quanto a figura feminina representada na referida obra de Georgina de Albuquerque contemplam as ideias de protagonismo das mulheres e seu processo de emancipação nas sociedades do século XIX.