Nunca imaginara o acontecimento daquilo, que se inventava de repente – iô Liodoro, ele, tão verdadeiro e gratamente enleado no real. E ela. Suspirou, por querer. Admirava-o. Numa criatura humana, quase sempre há tão pouca coisa. Tanto se desperdiçam, incompletos, bulhentos, na vãidade de viver.
ROSA, Guimarães. Buriti. In: Noites do Sertão (Corpo de Baile). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988.
Guimarães Rosa, ao explorar as virtualidades lexicais da língua portuguesa, revitalizando, assim, a linguagem, utiliza vários e conhecidos recursos linguísticos.
Considerando o processo de formação do neologismo “vãidade”, no texto, é correto afirmar que se trata de