“Objetivando regulamentar a atividade criatória, em 1688, a coroa portuguesa decretou alvará proibindo a criação de gado em uma área de dez léguas do Recôncavo Baiano. Essa determinação demonstrava a força política dos produtores de cana (...) na medida em que garantiram para si terras livres próximas ao litoral, delas afastando a criação bovina. (...) o aumento dos rebanhos era correspondente à ampliação das áreas pastoris, alargando o mapa geográfico da ocupação do gado. Diante disso, dilatou-se a [distância] entre o litoral e o sertão, com o contato comercial entre ambos se estruturando em torno das feiras, apontando o caráter efetivamente mercantil que passou a ter a pecuária. Uma das consequências imediatas desse processo foi o da formação, por parte dos colonizadores, de uma vastíssima rede de propriedades: as fazendas de gado. (...)”
AQUINO, J. R. et al. Sociedade Brasileira: uma história através de movimentos sociais. Rio de Janeiro: Record, 1999.
O texto trata de um período em que