“Outros murmurinhos ainda se ouviram naquela noite. Anhangá permaneceu imóvel. Sua experiência o levava a ouvir todos os lados para poder fazer uso novamente da palavra. Tinha aprendido isso com seu pai, o maior dos guerreiros de sua gente. Ele nunca interrompia uma fala, mesmo que fosse contrário às suas decisões. Fazia assim para colocar em prática a frase que ele mais gostava de repetir: ‘Tupã nos deu dois ouvidos, mas apenas uma boca. É preciso saber ouvir bem para poder falar bem’.”
MUNDURUKU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-Brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2018 (p. 41).
Os povos indígenas transmitem várias formas de conhecimento ancestral. O que pode ser observado no trecho acima é: