PROPOSTA DE REDAÇÃO

• Leia, com atenção, os Textos Motivadores e a Proposta de Redação e elabore a sua Redação, contendo entre quinze e trinta linhas, não ultrapassando os limites da Folha de Redação.
• Redação com menos de quinze linhas não será avaliada.
• Escreva a sua Redação no espaço reservado ao rascunho e transcreva seu texto na Folha de Redação, usando caneta, de material transparente, de tinta azul ou preta.
• Se desejar, coloque um título para a sua Redação.
• Evite utilizar letra de forma, se assim o fizer, destaque as letras maiúsculas.
Será anulada a Redação:
• redigida fora da Proposta apresentada;
• redigida de forma ilegível;
• apresentada em forma de verso;
• assinada fora do local apropriado ou com qualquer sinal que a identifique;
• escrita a lápis, no todo ou em parte;
• não articulada verbalmente;
• redigida em folha que não seja a de Redação;
• pré-fabricada, ou seja, que utilize textos padronizados, comuns a vários candidatos;
• redigida, apresentando cópia, parcial ou integral, dos textos desta prova.
Texto I
Está no terceiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. Garantir esses direitos significa promover a transformação de uma cultura de violência para uma Cultura de Paz. E essa transformação precisa permear todas as relações, em todos os lugares.
Esse é um daqueles conceitos que parecem mesmo difíceis de definir. Mas entendê-lo é, pelo contrário, bastante simples. Uma Cultura de Paz não presume a ausência dos conflitos, mas a prevenção e a resolução não violenta deles. Ela é baseada em valores, como a tolerância e a solidariedade, e tem o diálogo, a negociação e a mediação como pilares para resolver problemas. Não é um ponto ao qual o ser humano chega e se acomoda. A Cultura de Paz é um processo constante e cotidiano, que demanda da humanidade esforço de promoção e de manutenção da paz e embasa os ODS 16 (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), que despertam as pessoas para a impossibilidade de haver desenvolvimento sustentável sem paz.
O 16o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável afirma o seguinte: “Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”. Assim, percebe-se que a violência, em todas as suas formas, tem um impacto nocivo para as sociedades. E a exclusão e a discriminação não apenas violam direitos humanos, mas também causam ressentimentos e animosidade, podendo dar chance ao crescimento de violências. Do mesmo modo, a falta de acesso à justiça significa que conflitos permanecem sem resolução e que algumas pessoas acabam desprotegidas enquanto outras ficam sem direito à redenção. Também instituições que não funcionam de acordo com a legislação ficam suscetíveis a opressões e a abusos de poder, o que resulta em menos capacidade de entregar os devidos serviços públicos para a população.
No que se refere ao Brasil, uma análise mostra que o país precisa enfrentar quatro desafios para que consiga construir uma Cultura de Paz, garantir acesso à justiça para todas as pessoas e promover instituições eficazes.
Em suma, combater a violência – de qualquer tipo – cometida principalmente contra pessoas negras, mulheres, crianças, adolescentes, LGBTs, indígenas e defensores de direitos humanos. Além disso, menciona que muitas dessas violências e violações de direitos acontecem pelas próprias instituições policiais e judiciais; promover o acesso à cidadania, ou seja, propiciando a inclusão social e reduzindo as desigualdades de todos os tipos; cuidar da situação do Estado brasileiro, combatendo a sonegação fiscal, a corrupção e o envolvimento de agentes públicos com o crime organizado, além do problema de instituições pouco transparentes, efetivas e responsáveis, dentre outros problemas, e priorizar a Agenda 2030 para que se concretize, havendo, assim, comprometimento dos governos federal, estaduais e municipais e suas instituições, bem como do Poder judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública na busca de um mundo mais sustentável.
Disponível em:<https://institutoaurora.org/ods-16-cultura-de-paz/>. Acesso em: maio 2024. Adaptado.
Texto II
O termo Cultura de Paz é recente, aparece em 1999, na Declaração e Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz da ONU, podendo-se dizer que se trata de um conjunto de valores, atitudes, comportamentos e práticas que rejeitam a violência e previnem os conflitos através do diálogo, da negociação e da resolução pacífica de disputas. Ela promove a justiça social, a igualdade de gênero, o respeito aos direitos humanos, a tolerância, a solidariedade, a cooperação, a participação cidadã, a educação para a paz e a não violência, a comunicação não violenta e a valorização da diversidade cultural.
A Cultura de Paz é baseada no reconhecimento da interdependência e da interconexão entre os indivíduos, as comunidades e as nações, e busca construir relações pacíficas e sustentáveis entre elas, sendo um componente essencial para o desenvolvimento humano, a segurança e a estabilidade global.
A Educação desempenha um papel importante na construção dessa Cultura de Paz, com a Escola sendo um espaço de afeto e acolhimento para os alunos, onde professores podem ajudar a superar as desigualdades e violências presentes no cotidiano. A interação afetiva entre professores e alunos deve ser uma referência para que os jovens possam enfrentar uma realidade de sofrimento e, assim, desenvolver sua resiliência.
Durante esse processo, os alunos podem encontrar colegas que compartilham suas carências e necessidades, desenvolvendo empatia, solidariedade e senso de pertencimento a um grupo saudável. Através de valores, como cooperação e tolerância, eles podem criar novos universos de alegria e criatividade. Tanto professores quanto alunos passam por um processo de inclusão e pacificação, promovendo valores e atitudes positivos que semeiam uma Cultura de Paz nas escolas.
Para além da instrução, a Educação deve abranger práticas de convivência que favoreçam o desenvolvimento do caráter e comportamentos transformadores, que estimulem talentos e potencialidades criativas. Nesse sentido, é importante criar ambientes propícios ao diálogo, onde floresçam qualidades socioafetivas, tais como imaginação, habilidades comunicativas e manuais, em que haja contato com as artes e com pessoas diversas, o que contribui para elevar a autoestima do aluno e reduzir a evasão escolar.
A partir de um ambiente acolhedor e participativo, é possível estimular o protagonismo juvenil, que consiste na capacitação dos jovens para resolver problemas práticos através da sua atuação no contexto escolar, na comunidade ou em outras esferas sociais. Esse processo favorece a construção da identidade do jovem, com autonomia, comprometimento social e responsabilidade pelo bem-estar da comunidade, transformando-o em agente ativo, garantindo também seu direito à expressão.
A Cultura de Paz deve ser utilizada como um instrumento para construir ambientes escolares participativos, imaginativos, afetivos, saudáveis e solidários, fomentando sociedades mais positivas. Para tanto, é fundamental manter o otimismo, a fé na humanidade e a esperança de criar um mundo sustentável baseado na cooperação e na paz.
Disponível em: <https://www.etecibitinga.com.br/post/cultura-de-paz>. Acesso em: maio 2024. Adaptado.
Texto III

BROWNE, Dik. Hagar, o Horrível.
Proposta de Redação
Com base nas informações divulgadas pelos textos motivadores e em suas reflexões sobre o assunto de que tratam, escreva, na norma-padrão da língua portuguesa, uma dissertação argumentativa refletindo refletindo a cerca da urgência de a sociedade buscar ações que promovam a cultura de paz, diante de atitudes humanas conturbadas e violentas que comprometem o convivio entre as pessoas.