Questão
Universidade de Rio Verde - UniRV
2023
Fase Única
4000292950
Discursiva
(PROPOSTA DE REDAÇÃO)

ORIENTAÇÃO GERAL

Seguem-se duas propostas/temas para, dentre elas, escolher uma para a sua redação. Preste atenção ao assunto que é solicitado. A valorização do seu texto dependerá de sua relação direta com o tema, com a montagem do texto, com a coerência, com a coesão e, principalmente, com os argumentos que você utilizar para convencer o seu leitor de que o seu ponto de vista é o melhor. Observe atentamente as orientações que acompanham cada alternativa.

Leia atentamente os tópicos abaixo a fim de verificar qual deles se enquadra melhor aos seus conhecimentos, pois sua redação não deverá fugir e nem transgredir o tema proposto. Feito isso, escolha o tópico que deverá ser desenvolvido de forma clara e objetiva.


ALTERNATIVA A

Texto 1

E-commerce é uma abreviação de "electronic commerce", ou "comércio eletrônico", em uma tradução literal. Essa utilização da letra “e” para indicar algo que se dá na internet é semelhante à da feita no famoso e-mail, que significa “correio eletrônico”. O e-commerce é considerado a nova economia, pois tem ganhado cada vez mais relevância no empreendedorismo. Neste modelo de negócio, geralmente são vendidos produtos ou serviços que estamos acostumados a ver e a consumir em lojas físicas, por exemplo. Então, a diferença é que, quando falamos sobre o que é e-commerce, é necessário entender que ele funciona como uma grande vitrine.

(https://agenciametodo.com/2020/10/05/vantagens-e-desvantagens-de-um-e-commerce/...).

Texto 2

Desvantagens do e-commerce

Todo negócio possui seus prós e seus contras. É muito importante pesá-los antes de tomar qualquer decisão. Com o e-commerce também não é diferente.

Listamos algumas desvantagens:

Proximidade com o produto: Ao comprar em uma loja virtual, o consumidor não consegue usar nenhum sentido além da visão. Ou seja, não pode sentir, tocar ou experimentar o produto que pretende comprar e até mesmo ter aquele atendimento mais próximo – físico – que muitos preferem.

Frete: Para muitas pessoas, um fator determinante para realizar uma compra é o valor do frete. O envio de determinado artigo, em muitas regiões do país, o frete pode chegar a custar quase o valor do produto, o que na maioria das vezes não compensa para o cliente.

Prazo: Outro ponto é a questão dos prazos que podem ser longos demais para o tempo em que o cliente deseja estar com determinada peça. Por isso, verifique quais são as melhores opções de entrega tanto para você quanto para o cliente.

Concorrência: Ao colocar seu e-commerce no ar é preciso estar ciente de que dentro da sua área de atuação, possivelmente, você terá uma grande concorrência e, em alguns casos, internacional. Com diversas opções, é normal que o consumidor se sinta indeciso em que loja comprar, ainda mais pela facilidade que ele terá em pesquisar e comparar preço, produto, entrega e isso poucos cliques.

(https://agenciametodo.com/2020/10/05/vantagens-e-desvantagens-de-um-e-commerce/. Adaptado)

Texto 3




A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: E-commerce – a influência do mercado digital nas relações de consumo do Brasil .


ALTERNATIVA B

Texto 1

Maria Cecília Zenezokemaero, 32 anos, faz parte da tribo Paresis. Na etnia, o agronegócio se tornou um instrumento para fornecer melhores condições de vida e dignidade. Mãe de duas filhas, ela cursa agronomia no Instituto Federal de Mato Grosso e pretende ser a primeira mulher da aldeia com diploma de engenheira agrônoma. Atualmente, apenas um homem
no local conseguiu o feito.Maria já acumula o título de primeira mulher indígena da aldeia a ter o diploma de administração em agronegócio e também é pioneira da tribo no grupo Jovens Líderes do Agro de Mato Grosso. A organização é vinculada à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso.Apesar de viver integrada à modernidade, ela disse não abrir mão das tradições e da cultura dos Paresis. A produção agropecuária, explica, foi um meio encontrado para melhorar a qualidade de vida dos indígenas e evitar a evasão das aldeias. “Usamos a técnica do plantio direto e produzimos de modo sustentável. Temos 17 mil hectares, onde cultivamos soja, milho e feijão. A maior parte da nossa produção é vendida para gerar retorno à comunidade. Esse dinheiro é investido em projetos sociais e para a qualificação de profissionais nas áreas de saúde, educação e agropecuária. Temos quatro cooperativas integradas. A primeira delas foi a Coopihanama, que significa “é três”, e surgiu há cerca de três anos. Fazem parte dela: Haliti, Nambikwara e Manoki. Juntas a ela estão a Coopermatsene, a Coopirio e a Coopiparesi. Elas foram criadas porque o território é extenso. As fazendas não ficam apenas em Campo Novo do Parecis (MT), município em que moro. Elas estão também em outros lugares, como Tangará da Serra (MT) e Sapezal (MT). [...]podemos ter uma vida mais tranquila e saudável, com mais qualidade. Antes, muita gente vivia de caça e pesca. Hoje, temos até internet nas aldeias. As nossas crianças são levadas para estudar na cidade. Por costume, prefiro viver no modo tradicional. Eu tenho uma oca e uma casa, mas eu prefiro a oca. É mais fresco.” (https://revistaoeste.com/agronegocio/nossas-aldeias-estavam-sendo-abandonadas-diz-indigena-agricultora/)

Texto 2

Eles vivem em meio à mata e não esquecem a tradição da coleta e da caça, mas hoje são reconhecidos como exímios produtores de soja. Os índios de origem aché, da comunidade de Puerto Barra, em Santa Rosa do Monday, a 70 quilômetros de Foz do Iguaçu, moram em uma aldeia na qual a agricultura é o motor da sustentabilidade. Este ano, os achés colheram 875 toneladas de soja em uma área 209 hectares, uma produtividade recorde de 4,1 mil quilos/ha. Outros 10,3 mil quilos/ha de milho também foram colhidos em uma área de 18 hectares. O plantio e a colheita mecanizados garantem aos índios sobreviver sem precisar receber cestas básicas ou ajuda governamental. A tradição de agricultores dos achés começou cedo. A aldeia, uma área de 850 hectares onde vivem perto de 170 pessoas, é movida pela lavoura há cerca de 37 anos, desde que foi fundada pelo missionário norte-americano Bjarne Fostervold.Os índios começaram a plantar soja há 12 anos. A aldeia, cuja área destinada a agricultura é de 300 hectares, também tem lavoura de mandioca, melancia, milho e amendoim. O cultivo de mel e a criação de porcos e vaca leiteira complementam a renda das famílias. O dinheiro arrecadado com a agricultura é gerido por um grupo e dividido entre as famílias, em um sistema similar ao cooperativista. O lucro é revertido em alimentos, roupas e aquisição de maquinários. (https://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio/agricultura)

Texto 3



Se as comunidades indígenas encontram dificuldades para se manter, como podem contribuir para a manutenção de suas organizações locais e regionais na luta por seus direitos? Se essas organizações são criadas pelas comunidades indígenas em benefício de seus direitos e interesses, seria justo que elas devessem manter e sustentar toda a agenda de trabalho de suas organizações. Mas como fazer isso se as próprias comunidades sofrem sérias dificuldades de subsistência e autossustentação? O desafio, portanto, é superar a velha concepção de tutela e de incapacidade, para que os povos indígenas recuperem a autoestima e a capacidade de autossustentação, a partir de seus conhecimentos tradicionais e de seus recursos naturais e humanos locais e eventualmente complementados pelos conhecimentos e tecnologias do mundo moderno. (Baniwa, Gersem Luciano. Movimentos e políticas
indígenas no Brasil contemporâneo. Tellus, ano 7, n. 12, p. 127-146, abr. 2007 Campo Grande – MS.)


A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: Índios no agronegócio : prosperidade na aldeia.