(PROPOSTA DE REDAÇÃO)
“O papel da Engenharia na construção de um mundo justo e um planeta sustentável”.
Instruções específicas:
1. Dê um título à dissertação.
2. O texto deve ter de 25 a 35 linhas.
TEXTO I
[...] as engenharias voltadas ao serviço das classes populares ou grupos em vulnerabilidade foram agrupadas sob o conceito de Engenharias Engajadas (EE). O termo tem a pretensão de abranger diversas iniciativas de engenharias bem distintas, mas que têm em comum a “ênfase em projetos com impacto real na vida de grupos sociais marginalizados” e o “compromisso com a superação da pobreza e promoção da emancipação econômica”.[...]
No Brasil, a rede Engenheiros Sem Fronteiras (ESF) e uma organização sem fins lucrativos, articulada em núcleos distribuídos por cidades, formada exclusivamente por voluntárias/os e reconhecida no terceiro setor por promover ações de desenvolvimento local. [...] Nos 30 projetos que o ESF Brasil identifica como os de maior destaque na rede, quatro dos dezessete ODS definidos pela ONU são os que mais aparecem nos projetos. Eles são: “Construir infraestruturas robustas, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação” (ODS 9) - 53% dos projetos; “Assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos” (ODS 4) - 30 %; “Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resistentes e sustentáveis” (ODS 11) - 30%; e “Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades” (ODS 3) - 27 %.
Fonte: CRUZ, CC; RUFINO, S.; ALVEAR, CAS d.; & OLIVEIRA, PPT d. (2022). Engenharias engajadas: a engenharia humanitária e a pluralidade dos engenheiros sem fronteiras. Revista Tecnologia e Sociedade. Disponível em https://doi.org/10.3895/rts.v18n50.14670. ADAPTADO.
TEXTO II
O Laboratório de Cidadania e Tecnologias Sociais (LabCTS) do ITA visa pesquisar e implementar novos conceitos e práticas no Ensino de Engenharia integrando Ensino, Pesquisa e Extensão nas áreas da inovação social e da criatividade colaborativa. [...]
O interesse de pesquisa incide sobre a relação entre elementos técnicos e não técnicos (humanos e sociais), no plano geral nas relações entre Estado, mercado e sociedade civil, e no plano específico na elaboração e avaliação de projetos e ações de engenharia. Especial interesse reside na resolução de problemas sociais, na inovação social e na avaliação de políticas públicas. Parte-se de reflexões críticas de múltiplas fontes teóricas, visando à busca de um desenvolvimento sustentável, centrado no bem-estar humano, na justiça social e na inclusão, e atuando a partir dos conceitos de Tecnologia Social, Engenharia Engajada, Pesquisa Ação e Design Thinking.
Fonte: LABORATÓRIO DE CIDADANIA E TECNOLOGIAS SOCIAIS. [ S.l. ], [ SD ]. Disponível em: https://www.labcts.org/sobre.
Texto III
A engenharia pode desempenhar papel de destaque em seu próprio futuro? Como os engenheiros podem compatibilizar o desenvolvimento sustentável com as demandas da sociedade? Como os futuros engenheiros podem ser formados capazes de promover soluções aos problemas oriundos da globalização sem comprometer o bem-estar da sociedade? A engenharia será vista como uma área do conhecimento que forma cidadãos politizados, responsáveis socioambientalmente e provedores de solucões mais criativas e sustentáveis? A partir de 2020 a 2050, estaremos imersos na era da sustentabilidade, e as soluções de engenharia estarão voltadas às soluções globais e locais.
Fonte: INEIA, A.; TURCHETTI, R. C.; FILHO, W. P.; DULLIUS, A. I. d. S.; & ELLENSOHN, R. M. (2023). As visões globais e perspectivas futuras no ensino da sustentabilidade na engenharia. Educação Em Revista. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-469841308. Adaptado.
Texto IV
Cidades inteligentes, democráticas e sustentáveis são espaços dinâmicos, onde a inovação tecnológica reforça e contribui para a construção coletiva de políticas públicas em áreas como mobilidade urbana, saneamento básico, seguridade alimentar, gestão energética e tratamento de resíduos, segurança e prevenção de desastres com base em princípios como transparência, centralidade humana e acessibilidade. [...]
As Cidades Inteligentes, Democráticas e Sustentáveis representam, portanto, a síntese evolutiva em que os valores humanos são incorporados no tecido tecnológico urbano. Este conceito agregador não apenas aprimora a eficiência, mas reflete uma visão onde a tecnologia e os valores democráticos forjam comunidades urbanas mais justas, inclusivas, sustentáveis, resilientes e centradas no ser humano.
Fonte: BLANCHET, Atahualpa. Cidades inteligentes, democráticas e sustentáveis: o legado do G20 no Brasil. G20 Brasil 2024, 24 jan. 2024. Disponível em: https://www.g20.org/pt-
br/notícias/cidades-inteligentes-democráticas-e-sustentáveis-o-legado-do-g20-no-brasil.
Texto V
A utilização de lenha para cozinhar em aproximadamente 13 milhões de lares brasileiros em 2022 levanta preocupações prementes quanto ao seu impacto multifacetado nos principais indicadores de desenvolvimento. Esse impacto decorre da profunda ligação entre o acesso a fontes de energia modernas e os direitos fundamentais, incluindo educação, saúde, habitação e lazer. Apesar da notável diversidade da matriz energética do Brasil, a distribuição equitativa desse recurso essencial continua a ser um desafio persistente e significativo. Essa desigualdade no acesso a energia sublinha a necessidade urgente de uma análise e intervenção abrangentes.[...]
A distribuição equitativa de energia não é apenas uma questão de sustentabilidade ambiental, mas também um direito humano fundamental, fundamental para o progresso social e econômico.
Fonte: SERGIO, Hocevar Luciano et al. Pobreza energética no Brasil: uma análise sistemática. Desenvolvimento Social Sustentável. [Sl], v. 1, pag. 2366, dez. 2023. Disponível em: https://aber.apacsci.com/index.php/ SSD/article/view/2366. ADAPTADO.
Texto VI
No Brasil, ainda não existe uma definição oficial de pobreza energética, o que reflete na ausência de indicadores que descrevam o problema e, consequentemente, limitam a implementação de programas e políticas adequadas para a sua mitigação. [...] Com base na última edição da Pesquisa de Orçamentos Familiares (2017-2018), o índice proposto
para o Brasil inclui indicadores sobre o uso de combustíveis para cozinhar, a percepção de qualidade do fornecimento de energia elétrica, a disponibilidade do serviço de eletricidade, variáveis relacionadas com a posse de bens que permitem o uso da energia elétrica e a capacidade de pagamento das contas de energia. Os resultados apontam que 11.5% dos domicílios analisados no Brasil são pobres energéticos multidimensionais. A intensidade das privações foi de 31.9% e o MEPI - Índice de Pobreza Energética Multidimensional -alcançou valores de 4.6%. No meio rural, os índices de pobreza energética são expressivos se comparados com o meio urbano.
Fonte: Fonte: POVEDA, Yormy Eliana Melo; LOSEKANN, Luciano Dias; SILVA, Niagara Rodrigues da Silva. Medindo a pobreza energética no Brasil: uma proposta fundamentada no ́Índice de Pobreza Energética Multidimensional (MEPI). In: ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA, ANPEC, 49º, Area 12, 2021. [S.L.]. Anais, 2021. Disponível em: https://en.anpec.org.br/previous-editions.php.