Questão
Universidade Federal de Uberlândia - UFU
2015
2ª Fase
4000034433
Discursiva
(PROPOSTA DE REDAÇÃO)

SITUAÇÃO A

Leia as informações a seguir.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 44% das vítimas do tráfico são alvos de exploração sexual, 32% são aliciadas para exploração no trabalho e 25% sofrem com a combinação de ambos os tipos de exploração. Ainda segundo a OIT, pelo menos metade dessas vítimas de tráfico é menor de 18 anos.

As principais rotas do tráfico de brasileiras para os Países Baixos partem da região amazônica, com escala no Suriname, país que faz fronteira com os estados do Pará e Amapá. Um relatório da ONG Fórum da Amazônia Oriental revela que das 241 rotas de tráfico de seres humanos identificadas no Brasil, 76 passam pela região Norte.

As mulheres são o principal alvo do tráfico internacional de seres humanos. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que, só na Europa, 500 mil mulheres sejam traficadas a cada ano. As brasileiras engrossam as estatísticas no velho continente e somam 75 mil, o equivalente a 15% das vítimas.

Dos brasileiros que cruzam o Atlântico vítimas do tráfico, 90% são do sexo feminino. Espanha, Holanda, Itália, Portugal, Suíça e França são os principais destinos das brasileiras, segundo as Nações Unidas. E elas chegam principalmente dos estados de Goiás, São Paulo, Ceará, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Pobreza e falta de oportunidades são apontadas pela Organização Internacional para Migração (OIM) como um estímulo à expansão do tráfico de seres humanos no mundo. Desde 1994 combatendo as redes internacionais, a entidade já providenciou assistência a cerca de 15 mil vítimas do tráfico de pessoas e implementou 500 projetos de reinserção em 85 países.

O tráfico mundial de pessoas, que inclui, em sua maioria, crianças e adolescentes, movimenta 12 milhões de dólares, o equivalente a R$ 36,468 milhões por ano. É, portanto, o terceiro mercado criminoso do mundo, sendo superado apenas pelos tráficos de armas e drogas. Esses números foram destacados pela deputada Laura Carneiro.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a cada ano cerca de um milhão de crianças são exploradas sexualmente no mundo, pelo tráfico, pelo abuso sexual, pela prostituição e pornografia infantil, o que comprova a existência de uma indústria com o tráfico.

Disponível em:<http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2014-12/mulheres-sao-70-das-vitimas-de-trafico-de-pessoas-em-todo-o-mundo>. Acesso em 22 de fevereiro de 2015. (adaptado)

Os trechos I e II constituem inícios diferentes de editoriais. Leia-os atentamente.

(I)

Migrar e trabalhar. Quando esses verbos se conjugam da pior forma possível, acontece, ainda hoje, o chamado tráfico de seres humanos. Um relatório da Organização Internacional do Trabalho, publicado em 2005, estima em cerca de 2,5 milhões o número de pessoas traficadas em todo o mundo, 43% para exploração sexual, 32% para exploração econômica e 25% para os dois ao mesmo tempo. 

Disponível em: http://www2.uol.com.br/historiaviva/artigos/o_trafico_de_seres_humanos_hoje.html>. Acesso: 13 de março de 2015 (fragmento).

(II)

A escravidão contemporânea é diferente daquela que existia até o final do século 19, quando o Estado garantia que comprar, vender e usar gente era uma atividade legal. Mas é tão perversa quanto, por roubar do ser humano sua liberdade e dignidade. 

Disponível em: <http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Direitos-Humanos/Trabalho-escravo-no-Brasil-de-hoje/5/1045>. Acesso em 13 de março de 2015 (fragmento).

Com base nas informações apresentadas, redija um EDITORIAL, dando sequência ao trecho (I) ou ao trecho (II).

SITUAÇÃO B

Leia atentamente os textos a seguir.

De redes sociais a internet já está cheia, então dois sujeitos (o programador Brian Moore e o diretor de criação Chris Baker) resolveram lançar um serviço que se contrapõe à lógica de que é preciso sociabilizar com todo mundo. Eles lançaram uma anti-rede social que te ajuda a evitar as pessoas. Chamado Cloak, o aplicativo para smartphones monitora os checkins dos contatos da pessoa para que ela possa fugir deles quando estiver na rua.

Disponível em: <www.acontecendoaqui.com.br/cloak-anti-rede-social-que-te-deixa-incognito-na-vida-real/>. Acesso em 22 de fevereiro de 2015.

Hoje é sábado e sábado é app. Nossa descoberta do dia: colocar-se no modo anônimo e não cruzar as pessoas que você quer ver.

Imagine que você ande na cidade, você quer ficar quieto e não cruzar algumas pessoas, exes , colegas de trabalho, chefe, ou velhos amigos um pouco pegajosos.Para saber se eles estão nas redondezas, e se você tem um iPhone, faça o login no Cloak! Como a capa de invisibilidade de Harry Potter (sim, porque "Cloak em Inglês significa "capa" ), este aplicativo vai permitir que você não cruze com as pessoas que não quer ver. Esse é o princípio da rede antissocial bastante simples e original.

Rede social, para você não perder a sua calma

Prática: não é necessário que as outras tenham a mesma a aplicação Cloak para que ela funcione. Para localizar os contatos, Cloak se serve dos dados de geolocalização recuperados do Foursquare e do Instagram. Ela, então, indica a sua localização em um mapa e permite que você receba alertas. 

No futuro, os desenvolvedores da rede Cloak estão planejando incluir outras redes sociais para otimizar sua aplicação. Assim, o Facebook em breve será uma parte dela, ao contrário do Twitter onde é mais difícil de recuperar a geolocalização mesmo quando os usuários tenham ativado a opção. 

Bem, obviamente, Cloak também identifica as pessoas de que gostamos. Não pode ser tão antissocial assim não é? 

Disponível em: <http://pt.kioskea.net/news/23247-cloak-uma-rede-social-para-ficar-incognito>. Acesso em 22 de fevereiro de 2015.

Com base nos textos acima, redija um TEXTO DE OPINIÃO, posicionando-se sobre a necessidade ou não de o ser humano se sociabilizar com todo mundo.

SITUAÇÃO C

Considere os quadros a seguir.



Com base no texto acima, redija uma CARTA ARGUMENTATIVA ao Ministro do Trabalho, sugerindo a criação de medidas que minimizem a situação dos trabalhadores que poderão ser substituídos por uma máquina.