Questão
Universidade de Rio Verde - UniRV
2020
Fase Única
4000250013
Discursiva
PROPOSTA DE REDAÇÃO

1. O texto deverá ter, no máximo, 25 (vinte e cinco) linhas, e no mínimo, 20 (vinte) linhas. Textos que não atingirem 20 linhas serão eliminados.

2. As alternativas propostas apresentam coletâneas que mantêm uma linha temática. Consulte as coletâneas e utilize-as segundo as instruções específicas dadas para a alternativa. Não as copie.

3. Ao elaborar sua redação, você poderá utilizar-se também de outras informações que julgar relevantes para o desenvolvimento da temática escolhida, desde que estejam, essencialmente, relacionadas.

4. Na redação final você deverá ater-se ao seguinte:

a) indique a alternativa escolhida;
b) dê um título à sua redação conforme a alternativa que você escolheu;
c) use caneta de tinta azul ou preta.

5. Qualquer redação, por mais bem feita que seja, terá nota zero se fugir das temáticas propostas; se for cópia dos trechos apresentados nas coletâneas; se for ilegível ou apresentar desconhecimento da norma padrão e manejo da modalidade escrita, acarretando total comprometimento do texto produzido. A redação também será penalizada se não corresponder ao tipo de texto escolhido.

ORIENTAÇÃO GERAL

Seguem-se duas propostas/temas para, dentre elas, escolher uma para a sua redação. Preste atenção ao assunto que é solicitado. A valorização do seu texto dependerá de sua relação direta com o tema, com a montagem do texto, com a coerência, com a coesão e, principalmente, com os argumentos que você utilizar para convencer o seu leitor de que o seu ponto de vista é o melhor. Observe atentamente as orientações que acompanham cada alternativa.

Leia atentamente os tópicos abaixo a fim de verificar qual deles se enquadra melhor aos seus conhecimentos, pois sua redação não deverá fugir e nem transgredir o tema proposto. Feito isso, escolha o tópico que deverá ser desenvolvido de forma clara e objetiva

ALTERNATIVA A

Texto 1


 
(mobilize.org.br)

Texto 2


 
(portal.ifma.edu.br)

Texto 3

Falar da mobilidade da pessoa idosa é referir-se à sua capacidade física para se movimentar e realizar suas atividades fora do ambiente domiciliar, ou seja, atividades externas à sua casa. Esse deslocamento pode acontecer por motivos diversos, como uma visita a um amigo ou uma consulta médica, e ocorrer de vários modos, como a pé, de bicicleta ou de automóvel, por exemplo [...] o desejo e a autonomia ao conceito de mobilidade, ou seja, é a pessoa poder deslocar-se quando e para onde quiser, estar bem informada sobre as opções e meios para deslocar-se, saber utilizá-los e poder provê-los. Já a mobilidade urbana [...] refere-se a um atributo das cidades, relativo à facilidade de deslocamento de pessoas e bens no espaço urbano, que acontece através de veículos, vias e toda a infraestrutura visando o ir e vir cotidiano. Assim, é importante compreender que tanto as características pessoais quanto os atributos das cidades são dinâmicos e variam de acordo com o contexto de cada um e da sua interação. A mobilidade é uma característica fundamental das sociedades modernas e extrapola a compreensão de ser somente uma necessidade humana de movimentos físicos. Nos ambientes urbanos, nos quais os espaços construídos foram funcional e espacialmente separados para ofertar bens e serviços e áreas de moradia, a mobilidade passou a ser pré-requisito à participação social [...].

(BARRETO, Kátia Magdala Lima. Envelhecimento, mobilidade urbana e saúde: um estudo da população idosa. 2012. - Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, Fundação Oswaldo Cruz, Recife, 2012).

Texto 4

[...] basta ver diversas cidades pelo mundo em que o transporte público é prioridade, os ônibus e metrôs são de boa qualidade e as pessoas se locomovem com facilidade; enquanto aqui, pelo contrário, os coletivos têm o estigma de serem transportes para as faixas mais baixas da sociedade. Também pudera: infraestrutura inadequada, veículos velhos, malha de atendimento ainda restrita, tudo isso dificulta o uso desses modais como prioridade pela população. Grande parte dessa realidade vem da falta de interesse governamental em estabelecer programas de desenvolvimento que contemplem a mobilidade urbana sustentável. Um bom sistema de mobilidade urbana também tem seu viés de democratização do espaço público. O modelo centro-periferia que predomina no Brasil dificulta a vida dos que vivem nas áreas mais distantes, e isto somado à falta de uma infraestrutura de transporte reforça a segregação social. O bem-estar e a qualidade de vida também são muito influenciados pelo trânsito. Essa é uma problemática que não passa apenas pela mobilidade, mas pela própria ocupação do espaço urbano. De acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), dos 5.570 municípios do Brasil, apenas 52% possuem serviços de transporte urbano. Além disso, muitas cidades não possuem plano de mobilidade urbana. Com a população crescendo, cresce também a demanda por transporte. Como equacionar essa conta, se muitas cidades não têm mais para onde se expandir, e resta colocar mais carros nas mesmas ruas de dez anos atrás? A resposta, sem dúvida, passa pelo investimento forte e comprometido em um sistema de mobilidade que contemple todas as camadas da população. O problema é que essa mudança só pode ser feita a longo prazo, o que não parece interessar a governantes que só passam quatro anos no poder. Enquanto isso, seguimos engarrafados 

(diariodepernambuco.com.br).

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: Acessibilidade e mobilidade urbana dos idosos.

ALTERNATIVA B

Texto 1

Divergências de opinião marcam o primeiro debate da Câmara sobre transgêneros no esporte. A audiência pública foi promovida em cinco de junho pela Comissão do Esporte, que futuramente vai analisar três projetos de lei (PLs 2200/19, 2596/19 e 2639/19) que estabelecem o sexo biológico como único critério para a definição do gênero em competições esportivas oficiais no Brasil. As propostas surgiram após reclamações de alguns atletas quanto ao desempenho de Tifanny Abreu, do Sesi-Bauru, na Superliga feminina de vôlei. Tifanny, que iniciou a carreira no masculino, fez a transição de gênero a partir de 2012 e hoje está devidamente registrada para as disputas femininas da Confederação Brasileira de Vôlei. Doutorando em educação física e autor de artigos sobre o tema, Rafael Marques minimizou a suposta vantagem corporal das atletas transgênero em competições de mulheres. "A priori, não existe vantagem por conta do sexo. É muito difícil a gente falar de vantagem no campo esportivo porque a gente fala de corpo. No naipe masculino, sempre haverá homens que vão levar vantagem entre si: mais alto, mais baixo, mais forte, menos forte. Entre as mulheres, a mesma coisa. Por que ninguém questiona a supremacia africana nas provas de corrida? Por que ninguém questiona o Michael Phelps na natação? Mesmo nos próprios naipes, a gente tem as diferenças fisiológicas se legitimando" 

(camara.leg.br).

Texto 2

As opiniões recentes da lenda do tênis Martina Navratilova quanto a homens biológicos que competem contra mulheres em eventos esportivos geraram uma reação furiosa por parte de ativistas que acusam a vencedora de 59 Grand Slams e há muito tempo porta-voz dos direitos LGBT de tentar “desumanizar os transexuais”. Ela foi expulsa do conselho da Athlete Ally, grupo que defende os interesses LGBT nos esportes, e tem enfrentado críticas duras por ter expressado a opinião de que obrigar atletas mulheres a competir contra homens biológicos é “uma loucura” e “uma trapaça”, por causa das diferenças físicas em força, musculatura e densidade óssea entre homens e mulheres.“Antes de mais nada, mulheres são mulheres, ponto final”, disse a Athlete Ally em sua resposta ao artigo de Navratilova. “Elas não escolhem sua identidade de gênero, assim como ninguém escolhe ser gay ou ter olhos azuis”. A questão de como uma pessoa chega a uma situação de não conformidade com seu gênero é motivo de debate, mas fazer a transição pública de um gênero para outro é, sem dúvida, uma escolha. Ninguém está dizendo que muitas pessoas se submetem a cirurgias ou tratamentos hormonais a fim de competir contra o sexo oposto, mas não há dúvidas de que algumas vantagens da anatomia masculina permanecem em mulheres transgênero – algo que Navratilova aprendeu depois de se comprometer publicamente a “estudar melhor” o assunto. 

(gazetadopovo.com.br).

Texto 3

Patrício Manuel (boxe)
 


Em 2018, o atleta se tornou o primeiro pugilista transgênero na história dos Estados Unidos a participar de uma luta profissional e, na ocasião, venceu o mexicano Hugo Aguilar por decisão unânime dos juízes (surtoolimpico.com.br)

Texto 4

Enquanto não se chega a uma resposta definitiva, alguns princípios não devem ser questionados: a inclusão total das pessoas ao esporte e o respeito têm de ser obrigatórios, e vão muito além das questões de gênero; a simples categorização em masculino e feminino é falha; existe uma necessidade urgente de se abrir os olhos e ampliar a visão sobre vantagens e desvantagens genéticas no esporte. Possivelmente, a categorização por desempenho recorrente medido, independentemente de todo o resto, seja uma das alternativas mais justas e que precisa ter a viabilidade logística estudada e planejada para acontecer, principalmente, nas modalidades individuais, onde o papel das capacidades físicas tenha interferência na possibilidade de resultados. Já nas modalidades coletivas, outras medidas, ainda não claras, também precisam ser consideradas para que haja a inclusão obrigatória de todos no esporte de maneira justa. (Cristiano Parente é professor e coach de Educação Física).

(gazetadopovo.com.br).
 
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: As (trans) formações das representações sociais de gênero no esporte.