PROPOSTA DE REDAÇÃO


proposta
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade formal da língua portuguesa sobre o tema:
O vício de internet em questão
Escreva um texto apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa do seu ponto de vista.
Texto 1
O fenômeno, já notado por alguns pais, está sendo quantificado por uma pesquisa pioneira no Brasil. Levantamento da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) com mais de 2 mil adolescentes mostra que 25,3% são dependentes moderados ou graves de internet.
"Como a amostra pesquisada é grande, é um estudo representativo da realidade dos centros urbanizados brasileiros", ressalta Hermano Tavares, coordenador do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do IPq, que conta com um grupo de tratamento para dependência tecnológica.
O estudo foi feito com jovens de 15 a 19 anos de escolas públicas e privadas da região metropolitana de Vitória. Eles responderam a um questionário internacionalmente utilizado para verificar o vício digital, o Teste de Dependência de Internet (ou Internet Addiction Test, em sua versão original, em inglês).
Mais do que medir o tempo de uso das redes, a avaliação tem como objetivo verificar como o acesso à internet impacta na rotina, emoções e relacionamentos dos usuários.
É esse impacto, segundo especialistas e pais de jovens, o principal indicador de quando o uso da internet torna-se problemático. No caso do filho de Mariana, hoje com 16 anos, o vício em jogos online trouxe, além de comportamento agressivo, queda de rendimento na escola, ansiedade e atitudes antissociais. "É triste abrir a porta do quarto do filho, saber que ele tem a oportunidade de frequentar tantos lugares e vê-lo só enfurnado em casa", diz.
Mais problemas
Outro reflexo da dependência tecnológica é a presença de transtornos mentais associados. Segundo George Nunes Bueno, pesquisador da Ufes e um dos responsáveis pelo estudo, a proporção de jovens com sintomas de ansiedade no grupo de dependentes tecnológicos é o dobro da verificada entre não dependentes (34%, ante 17%).
"O número de dependentes é maior entre os que dizem usar a internet para se divertir, passar tempo livre ou que considera a internet uma companhia", explica o especialista.
(Disponível em https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2019/10/13/interna-brasil,797226/1-em-cada-4-adolescentes-brasileiros-e-viciado-em-internet.shtml, acessado em 04.10.2020.)
Texto 2
(...) um dos criadores do Facebook chegou a dizer que essa busca pelo prazer é a explicação para o sucesso da rede. "É um loop de resposta de validação social, é o tipo de solução que hackers, como eu, usamos, pois você está explorando uma vulnerabilidade psicológica humana", disse Sean Parker.
Em outras palavras, esse tipo de plataforma cria mecanismos como curtidas, visualizações e comentários para explorar essa sensação de bem-estar e a necessidade de tê-la o tempo todo.
Um monte de likes gera, então, uma onda de estímulos de prazer ao nosso corpo, mas, como uma droga, pode acabar criando uma sensação irreal de que você está arrasando. "O problema é que internet é só para rir, só dopamina, não tem dislike. Enquanto isso, a vida real é muito mais tristeza do que satisfação. E assim as pessoas ficam despreparadas para o dia a dia, porque é a rejeição que faz a gente aprender a viver", diz o psiquiatra.
(Disponível em https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2019/10/01/a-dopamina-nos-deixou-viciado-em-tecnologia.htm?cmpid= , acessado em 04.10.2020)

(Disponível em https://www.vice.com/en/article/ppmndm/i-took-the-internet-addiction-quiz-and-i-won-371 , acessado em 04.10.2020.)

(Disponível em https://www.scielo.br/pdf/rbem/v41n4/0100-5502-rbem-41-04-0497.pdf, acessado em 04.10.2020)