Questão
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - EBMSP
2022
1ª Fase
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
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Um “Pacto pela Vida” foi firmado por instituições de ensino, academias de ciências, pesquisadores, professores, reitores e secretários de saúde, nos webinários realizados (...), pela Universidade Federal da Bahia e Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, entre outros, para debater o papel das instituições no enfrentamento da pandemia na Bahia e o grave cenário em todo o país, que registra milhares de mortes diárias. (...)

“Neste momento de tragédia nacional, não podemos nos omitir diante da situação que enfrentamos e que afeta com maior gravidade a população menos favorecida socioeconomicamente”, destaca a nota conjunta, publicada em 12 de março deste ano [2021].

Durante o evento, a reitora da Bahiana convocou a todos para fazer um pacto de amor e compaixão, um pacto pela vida, para que o Brasil seja um país de alegria e solidariedade, onde todos os brasileiros possam ter direito à saúde, educação, arte, cultura, alegria e vida. “Estamos juntos nesse pacto”, afirmou.

“Eu acredito que realmente a gente precisa resistir e ir à frente”. “Penso que não é a volta à normalidade, ao nosso normal do passado, que era muito ruim”, defendeu a reitora, lembrando que antes da pandemia o Brasil já sofria com a violência e o desrespeito ao meio ambiente e aos direitos humanos. “O que precisa mudar? O que precisa ser diferente?”, questionou, ressaltando o papel das instituições para resgatar “a beleza da política”, e a importância de utilizar o racional e todo aprendizado acerca da “escolha trágica que nos trouxe até aqui”.

Disponível em: <https://www.edgardigital.ufba.br/?p=20243>. Acesso em: mai. 2022. Adaptado

O desenvolvimento histórico não ocorre de forma linear e progressiva, nem estabelece, necessariamente, uma contradição entre modernidade e tradição como na atuação das universidades e faculdades públicas e privadas no enfrentamento da pandemia. Considerando o cenário descrito, pode-se afirmar que
A
a criação da primeira Escola de Medicina do Brasil buscava estabelecer a política sanitarista do governo joanino, voltada exclusivamente para os membros da Corte Portuguesa, deixando a cargo da medicina tradicional, popular e homeopática a cura da população pobre.
B
as epidemias que assolaram a Província da Bahia no Período Imperial, como o surto de cólera, obrigaram o Governo Imperial a tomar uma série de medidas para extinguir o tráfico negreiro, atendendo os anseios da aristocracia rural e, consequentemente, diminuindo a incidência das epidemias.
C
a política sanitarista e urbanística estabelecida na Primeira República buscava modernizar e higienizar as cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Salvador e Recife, através de uma imitação dos padrões franceses, mantendo, contudo, o caráter excludente e discriminatório em relação à população pobre e negra.
D
os governos populistas brasileiros, advindos com a ascensão de Vargas ao poder, iniciaram uma política de sucateamento das universidades públicas com o corte de verbas, buscando valorizar os saberes populares, ação capaz de ampliar a base de apoio político.
E
a privatização do ensino, generalizada nos governos ditatoriais militares e concretizadas no governo Fernando Henrique Cardoso, definiu as universidades públicas com uma função apenas social e as universidades privadas como empresas responsáveis pela acumulação do capital.