Personagem A — Me disseram…
Personagem B — Disseram-me.
A — Hein?
B — O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
A — Eu falo como quero. E te digo mais… Ou é “digo-te”?
B — O quê?
A — Digo-te que você…
B — O “te” e o “você” não combinam.
A — Lhe digo?
B — Também não. O que você ia me dizer?
A — Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
B — Partir-te a cara.
A — Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
B — É para o seu bem.
VERISSÍMO, Luís Fernando. Papos. Disponível em: https://novaescola.org.br. Acesso em: out. 2019 (adaptado).
O diálogo apresentado anteriormente ilustra, de forma divertida, a situação em que uma personagem tenta mostrar para a outra como usar a língua portuguesa segundo a norma padrão. Caso a personagem A, impaciente, desejasse responder à última fala da personagem B empregando a norma padrão da língua portuguesa, uma frase adequada para o contexto seria