Questão
Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUC-PR
2018
Fase Única
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
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Por que pessoas usadas para atos ilegais são chamadas “laranjas”?

Estudiosos e linguistas não conseguem traçar quando a palavra “laranja” começou a ser usada para classificar o indivíduo que empresta seu nome – às vezes, sem saber – para transações financeiras e comerciais criminosas, a fim de ocultar a identidade do verdadeiro responsável. Mas há algumas teorias. O uso pode ter nascido no meio policial: nos anos 1970, durante a ditadura, presos políticos que precisavam de recursos para manter sua família criaram um esquema de pirâmide em que uma pessoa, chamada de “limão”, deveria trazer dez novos colaborado-res para fazer pagamentos. Estes eram chamados de “laranjas” e dificilmente recebiam de volta o dinheiro do esquema. Outra explicação diz que agentes da lei chamavam de “laranjas” os criminosos que eram presos e, depois de uma “espremida”, entregavam os companheiros. Mais uma teoria: conta-se que, na década de 1980, teria ocorrido um escândalo envolvendo produtores de laranja do interior paulista e nomes da política nacional, que teriam realizado um grande empréstimo, nunca pago, junto ao Banco do Brasil. Nossa reportagem, porém, foi atrás de produtores, associações e jornais antigos e não conseguiu encontrar nenhuma referência ao tal empréstimo.

Disponível em: <https://mundoestranho.abril.com.br/cotidiano/por-que-pessoas-usadas-para-atos-ilegais-sao-chamadas-laranjas/>. Acesso em: 20/02/2018.

Em qualquer texto, oral ou escrito, sempre haverá uma função que revelará um objetivo e uma utilidade pretendi-dos pelo autor. Pela leitura do texto anterior, podemos afirmar CORRETAMENTE que, nele, predomina a função
A
conativa, uma vez que o autor levanta possíveis explicações a fim de convencer o leitor a aceitar uma.
B
emotiva, visto que o autor apela à subjetividade para descrever as possibilidades de explicação.
C
poética, dado que há emprego predominante de linguagem conotativa, principalmente de metáforas.
D
metalinguística, já que o autor tenta explicar um item de seu código utilizando o próprio código.
E
fática, pois o autor centra-se em estabelecer um canal de comunicação comum com seu leitor.