Por que pessoas usadas para atos ilegais são chamadas “laranjas”?
Estudiosos e linguistas não conseguem traçar quando a palavra “laranja” começou a ser usada para classificar o indivíduo que empresta seu nome – às vezes, sem saber – para transações financeiras e comerciais criminosas, a fim de ocultar a identidade do verdadeiro responsável. Mas há algumas teorias. O uso pode ter nascido no meio policial: nos anos 1970, durante a ditadura, presos políticos que precisavam de recursos para manter sua família criaram um esquema de pirâmide em que uma pessoa, chamada de “limão”, deveria trazer dez novos colaborado-res para fazer pagamentos. Estes eram chamados de “laranjas” e dificilmente recebiam de volta o dinheiro do esquema. Outra explicação diz que agentes da lei chamavam de “laranjas” os criminosos que eram presos e, depois de uma “espremida”, entregavam os companheiros. Mais uma teoria: conta-se que, na década de 1980, teria ocorrido um escândalo envolvendo produtores de laranja do interior paulista e nomes da política nacional, que teriam realizado um grande empréstimo, nunca pago, junto ao Banco do Brasil. Nossa reportagem, porém, foi atrás de produtores, associações e jornais antigos e não conseguiu encontrar nenhuma referência ao tal empréstimo.
Disponível em: <https://mundoestranho.abril.com.br/cotidiano/por-que-pessoas-usadas-para-atos-ilegais-sao-chamadas-laranjas/>. Acesso em: 20/02/2018.
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