Questão
Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE
2011
1ª Fase
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Quatro capitais brasileiras estão entre as mais desiguais do mundo, diz ONU

Goiânia, Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília são as cidades mais desiguais do Brasil, segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), que será divulgado nesta sexta-feira (19), no Rio de Janeiro. Em comparação às cidades no mundo, só perdem para três cidades sulafricanas, que lideram a lista de desigualdade: Buffalo City, Johannesburgo e Ekurhuleni.

O Brasil, no entanto, ainda é considerado pela ONU o pior da América Latina em termos de desigualdade.

Esse é um dos dados que serão apresentados no Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio, onde vai acontecer, na próxima semana, o V Fórum Urbano Mundial da ONU. Este ano o tema em debate é o crescimento das cidades e as políticas públicas que precisam ser implementadas para o cidadão ter seus direitos garantidos, como o acesso à moradia. Segundo a ONU, mais da metade da humanidade hoje vive em cidades.

As cidades citadas apontaram um valor de Gini, baseado na renda, superior a 0,60. Esse índice varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade entre o que as pessoas ganham).

No documento, a ONU ressalta que quando o índice de Gini tem como base o gasto em consumo, reflete menos desigualdade do que quando se baseia em renda. Isso significa que, mesmo que as cidades brasileiras apresentem um alto índice de desigualdade de renda, o acesso à água potável e ao saneamento básico obtiveram um resultado melhor do que as cidades altamente desiguais dos países pobres africanos.

Um exemplo, segundo a ONU, é que em Brasília, apesar do alto valor de Gini, 90% da população tem acesso à água corrente e 85%, a saneamento. 

Favelização diminuiu 

De acordo com o relatório, 227 milhões de pessoas em todo o mundo deixaram as favelas na última década. O documento afirma que o Brasil conseguiu reduzir sua população favelizada em 16% desde 2000. Cerca de 10,4 milhões de pessoas melhoraram as condições de vida nesses 10 anos.

A redução na favelização no Brasil é atribuída, entre outros fatores, a políticas que aumentaram a renda dos mais pobres, redução do crescimento populacional e programas de urbanização.

O documento afirma ainda que China e Índia também melhoraram as condições de moradia de suas populações. Só na Índia, 125 milhões de pessoas saíram das favelas entre 2000 e 2010.

Carolina Lauriano, do G1, no Rio http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/, em 19 de março de 2010. 54. 

Segundo o texto, três cidades lideram a lista de desigualdade: Buffalo City, Johannesburgo e Ekurhuleni, todas na África do Sul. No Brasil, no entanto,
A
quatro cidades encabeçam a lista das mais desiguais.
B
o índice de desigualdade, se comparado com outras cidades da América Latina, não é pior.
C
tem em sua capital, apesar do baixo índice de Gini, 85% da população com acesso ao saneamento básico.
D
o acesso à água potável e ao saneamento básico obtiveram um resultado inferior às cidades altamente desiguais dos países africanos.
E
ainda que a favelização tenha sido reduzida nos últimos dez anos, o Gini das quatro cidades brasileiras elencadas é o maior do mundo em termos de desigualdade, mesmo se pensarmos em termos de consumo.