Retrato do artista quando coisa
A maior riqueza
do homem
é sua incompletude.
Nesse ponto
sou abastado.
Palavras que me aceitam
como sou
— eu não aceito.
Não aguento ser apenas
um sujeito que abre
portas, que puxa
válvulas, que olha o
relógio, que compra pão
às 6 da tarde, que vai
lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai. Mas eu
preciso ser Outros.
Eu penso
renovar o homem
usando borboletas
(Disponível em: https://www.revistabula.com/2680-os-10-melhores-poemas-de-manoel-de-barros/ Acesso em fevereiro de 2021)
O sujeito poético questiona não aguentar ser um sujeito que faz uma série de ações, porque