(SOMATÓRIA)
Em 1740, um relatório enviado pelo Conselho Ultramarino ao rei de Portugal definia um quilombo como "toda habitação de negros fugidos, que passem de cinco, em parte despovoada, ainda que não tenham ranchos levantados e nem se achem pilões nele". Apesar da historiografia atual tratar da existência de quilombos consentidos pelos senhores e nos quais as comunidades negras gozavam de certa autonomia, o mais comum no período colonial brasileiro era a sua caracterização como estruturas sociais de resistência negra que reuniam desde pequenos grupos até milhares de negros fugitivos. A respeito desse tema, assinale o que for correto.
01) Em que pese expressar a luta pela liberdade e desafiar a ordem escravocrata, os quilombos não colocaram em risco o sistema de escravidão na colônia. Prova disso é que no Brasil a abolição ocorreu após o fim do período colonial, no fim do século XIX.
02) Domingos Jorge Velho, português radicado na colônia, foi um dos principais defensores da formação de quilombos. Era dono de um dos maiores.
04) Ao longo do período colonial existiram centenas de quilombos, sendo as regiões dos atuais estados de Pernambuco, Bahia e Alagoas, locais onde ocorreram com muita frequência.
08) Durante o domínio holandês em Pernambuco, não se verifica a fuga de escravos nem a formação de quilombos. O fato dos holandeses condenarem a escravidão e estruturarem um modelo social baseado no trabalho livre e assalariado explica tal fenômeno.
16) Os quilombos eram locais onde os negros se organizavam social e culturalmente de acordo com suas origens, produzindo coletivamente e sobrevivendo à margem do sistema escravista.