(SOMATÓRIA)

Com base no poema, é verdadeiro o que se afirma nas seguintes proposições:
(01) O título do poema contextualizado — Outra nega Fulô — conduz a uma leitura de que a relação senhor/escrava persiste nos mesmos moldes escravistas dos séculos passados.
(02) O verso 12 — “Esta nossa Fulô!” —, reiterado no final do poema, evidencia um sujeito-poético afro-brasileiro, com suas ideias e sentimentos.
(04) Os versos 13-14 e 17-18 apresentam, sob outra perspectiva, uma reconfiguração do caráter bondoso do “pai João” e da “mãe preta”, figuras presentes no imaginário brasileiro.
(08) O poema dialoga explicitamente com a conhecida obra “Essa negra Fulô”, escrita pelo poeta Jorge de Lima.
(16) O uso de uma linguagem simples, informal, e a rejeição à gramática normativa constituem características da poética moderna presentes no texto.
(32) O poema reitera o estereótipo depreciativo da “Nega Fulô”, que se deita com o “sinhô”. (64) A mulher negra, no poema, aparece como um objeto sexual do seu “sinhô”.