Questão
Universidade Estadual de Maringá - UEM
2017
Fase Única
4000075204
Discursiva
SOMATÓRIA

“Entramos no século XX a cavalo. Sairemos dele a bordo de naves espaciais. Ingressamos neste século morrendo de febre tifoide e varíola, e nos despediremos dele tendo vencido essas doenças. Na virada do século XIX, transplantes de órgãos eram inconcebíveis, enquanto na virada deste século muitos terão sobrevivido por que o coração ou outro órgão vital de uma outra pessoa os sustenta. Em 1900, a expectativa de vida humana era de 47 anos. Hoje é de 75. Adentramos este século comunicando-nos a curta distância com o recém-inventado rádio. Hoje enviamos sinais e imagens coloridas através de bilhões de quilômetros no espaço.” (BRODY, D. E.; BRODY, A. R. As sete maiores descobertas científicas da história apud ARRUDA, M. L. de; MARTINS, M. H. P. Filosofando: introdução à filosofia. 4.ª ed. rev. São Paulo: Moderna, 2009, p. 384).

Sobre a noção de progresso científico, assinale o que for correto.

01) Para Thomas Kuhn (1922−1996) não é possível falar em evolução linear do científico, pois, ao longo da história da ciência, com o acúmulo de anomalias dentro de um paradigma (modelo) científico, este é abandonado por um novo paradigma quando sucedem as revoluções científicas, que não são nem cumulativas nem graduais.

02) A ciência evolui de forma contínua e linear, progredindo incessantemente. Prova disso é o grande progresso técnico-científico experimentado na atualidade. A noção de revolução não se aplica ao conhecimento científico.

04) Não cabe impor à ciência qualquer avaliação de progresso, pois, como nas artes e nos juízos de gosto, cada período constrói o conhecimento à sua maneira, a partir de seus próprios critérios.

08) A ciência evolui, segundo Karl R. Popper (1902−1994), quando o cientista admite conjecturas que pode refutar empiricamente; a demonstração de que tais conjecturas sejam falsas é ponto de partida para a formulação de novas teorias.

16) Autores como Henri Poincaré (1854−1912) defendem que as teorias não são nem verdadeiras nem falsas, mas úteis, afirmando que a crença na infalibilidade da ciência é uma ilusão.