SOMATÓRIA
“A atrofia da imaginação e da espontaneidade do consumidor cultural de hoje não tem necessidade de ser explicada em termos psicológicos. Os próprios produtos paralisam aquelas faculdades pela sua própria constituição objetiva. Eles são feitos de modo que a sua apreensão adequada exige, por um lado, rapidez de percepção, capacidade de observação e competência específica; por outro lado, é feita de modo a vetar, de fato, a atividade mental do espectador, se ele não quiser perder os fatos que se desenrolam rapidamente à sua frente. A violência da sociedade industrial opera nos homens de uma vez por todas. Os produtos da indústria cultural podem estar certos de serem alegremente consumidos em estado de distração. Mas cada um destes é um modelo do gigantesco mecanismo econômico que desde o início mantém tudo sob pressão tanto no trabalho quanto no lazer que lhe é semelhante” (ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento. In: CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Editora Ática, 2011. p.364). A partir dessas considerações, assinale o que for correto.
01) A afirmação de Theodor Adorno e Max Horkheimer segue a leitura dos fenômenos estéticos segundo a perspectiva marxista, que estabelece uma relação de determinação da infraestrutura sobre a superestrutura.
02) Pode-se afirmar que o volume a velocidade das informações das tecnologias modernas obrigam o homem a adaptar-se às exigências dos ritmos produtivos da sociedade industrial, impondo-lhe novas formas de percepção.
04) Os recursos audiovisuais beneficiam o aprendizado por meio do apelo a todos os sentidos (som, imagem e movimento), mas, também, colaboram para tornar a percepção infantil, desatenta e acrítica.
08) Com a cultura de massas, uma das práticas mais recorrentes recai sobre o uso da propaganda: propaganda comercial, propaganda religiosa e até mesmo propaganda científica. O consumidor moderno confunde a imagem e o objeto.
16) Com o advento da televisão, da Internet e do cinema, antigos meios de divulgação de ideias desaparecem, como o rádio amador, a caixa postal e os livros de poesia e de romance.