SOMATÓRIA
O sociólogo francês Serge Paugam considera que existem várias diferenças importantes entre as formas de pensamento da consciência comum das pessoas e o conhecimento científico da sociologia. Para ele, “construir um objeto de estudos em sociologia consiste em passar do senso comum ao sentido sociológico. Como qualquer indivíduo vivendo em sociedade, o sociólogo tem opiniões, preferências, uma relação pessoal com as coisas e com os seres. Os fenômenos que ele estuda – o que denominamos o social em sentido amplo – não são isoláveis da atividade humana da qual ele participa. Ele não é o único a conhecê-los, mas sua abordagem é diferente enquanto inscrita num quadro de referências rigorosamente definido, cuja principal característica é a de submeter-se às normas da verdade científica. Para tanto ele não pode contentar-se em utilizar ingenuamente a linguagem cotidiana, já que esta ao mesmo tempo exprime os valores, as crenças, os hábitos e as ideias dos homens vivendo em sociedade. Esta linguagem constitui frequentemente uma barreira ao conhecimento científico. Os termos da vida cotidiana impõem-se como evidências que o sociólogo deve questionar. Ele não pode servir-se deles sem destruí-los, ou pelos menos sem defini-los de forma precisa.” (PAUGAM, S. (coord.) A pesquisa sociológica. Petrópolis, Vozes, 2015, p. 23).
De acordo com o fragmento acima, assinale o que for correto.
01) Para realizar a pesquisa científica o sociólogo deve definir com precisão o que quer dizer levando em conta conceitos e referenciais teóricos.
02) O autor considera que a linguagem que as pessoas utilizam no cotidiano dificulta a passagem do senso comum ao sentido sociológico.
04) Como as pesquisas sociológicas são baseadas em conhecimentos científicos comprovados, os sociólogos conseguem se isolar em relação à atividade humana que ocorre ao seu redor.
08) Os conceitos científicos utilizados pelos sociólogos não podem questionar opiniões, valores, crenças e hábitos das pessoas em sua vida cotidiana.
16) O conhecimento científico deve ser controlado para que não apresente divergências em relação ao senso comum, às crenças religiosas e às opiniões políticas existentes em uma sociedade.