
Talvez seja controverso determinar a data de nascimento da dança moderna, mas é possível identificar os pioneiros e a época. As décadas finais do século XIX, chamadas de forma ampla e genérica de Belle Époque, viram surgir alguns dos mais inventivos artistas de todas as expressões que conhecemos, e com a dança não foi diferente.
Isadora Duncan foi a mais famosa, mas não houve nada igual ao que a americana Loïe Fuller fez no palco. Ela foi a criadora de uma técnica que misturava dança, performance com movimentos de tecido e iluminação de palco, revolucionando o próprio conceito de dança. O “serpentine dance”, como foi chamado, pode ser tomado como fonte inspiradora até para a ginástica rítmica, embora tenha sofrido certo estranhamento quando a dançarina e coreógrafa se apresentava.
Sua dança consistia em uma elaborada roupa costurada muito pano (seda), esvoaçante, com o qual rodopiava criando movimentos hipnóticos enriquecidos por um jogo colorido de iluminação de palco. Era um espetáculo visual único, misturando movimentos de todo o corpo confundidos com a dança dos panos que mudavam de cor.
(Disponível em <https://www.teatronaescola.com/index.php/noticias/item/402-a-revolucionaria-danca-da-serpente-de-loie-fuller> Acesso em 21 mai. 2022)
Pode-se dizer que a “serpentine dance” traz elementos da dança moderna por apresentar