Suponhamos que um navio seja atirado por uma tempestade a algum lugar desconhecido; afinal, o grumete avista terra do mastaréu, descem para roubar e saquear, encontram um povo inofensivo, dão ao país um novo nome.
Tomam dele posse formal, erguem, à guisa do marco, uma pedra ou uma tábua podre. Aqui principia um novo domínio.
Os nativos são expulsos ou destruídos; seus príncipes torturados para que revelem onde está seu ouro e esta horda execrável de carneiros, empregados em tão pia expedição, são modernos colonizadores, enviados a converter um povo idólatra e bárbaro. (SWIFT. In: MENDES JR.; RONCARI; MARANHÃO. 1983. p. 77).
A análise do trecho da obra literária Viagens de Gulliver e os conhecimentos sobre o processo civilizatório permitem afirmar que esse fragmento